segunda-feira, 6 de maio de 2019

BOLSONARO QUER IMPLANTAR COLÉGIOS MILITARES EM TODAS AS CAPITAIS DO BRASIL


Bolsonaro diz que meta é implantar um colégio militar em cada capital

Agência Brasil












De acordo com o presidente, já está em andamento a construção do maior colégio militar do Brasil


O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender nesta segunda-feira, (6) a construção de colégios militares e disse que a meta do atual governo é implantar um em cada capital do país. “O que tira um homem ou mulher de uma situação difícil em que se encontre é o conhecimento. Queremos mais crianças e jovens estudando nesses bancos escolares. Respeito, disciplina e amor à pátria são fundamentos importantes desses colégios”, afirmou.
Bolsonaro participou de cerimônia em comemoração ao 130º aniversário do Colégio Militar do Rio de Janeiro. Ele destacou a excelência do ensino e o sucesso dessas instituições nas avaliações da educação básica. “Precisamos promover uma educação que prepare nossos jovens para os desafios da quarta revolução industrial”.
De acordo com o presidente, já está em andamento a construção do maior colégio militar do Brasil, no Aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo.
Protesto
Pais, alunos e professores dos colégios Pedro II (CPII), Aplicação e Centro Federal de Educação Celso Suckow da Fonseca ocuparam as ruas em frente ao Colégio Militar para protestar contra a redução de 36,37% no orçamento anual do CPII, anunciada na semana passada pelo Ministério da Educação.

As ruas Morais e Silva e São Francisco Xavier estavam interditadas de manhã para a visita do presidente Jair Bolsonaro. Uma das oito unidades do Pedro II no estado fica em frente ao Colégio Militar, na Tijuca, zona norte do Rio.

sábado, 4 de maio de 2019

EMBRAER VENDE JATOS PARA OS ESTADOS UNIDOS


BNDES financia exportação de aviões da Embraer para os Estados Unidos

Agência Brasil 














O modelo E-175 será financiado para a empresa norte-americana Skywest


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta sexta-feira (3) o financiamento de até US$ 189 milhões (R$ 705 milhões) para a exportação de aeronaves modelo E-175, fabricadas no Brasil pela Embraer, para a empresa norte-americana Skywest, considerada a maior companhia aérea regional do mundo. A Skywest responde por 33% do tráfego aéreo regional dos Estados Unidos.
As aeronaves constituirão a principal garantia da operação. Os recursos cobrirão até 85% do preço líquido das aeronaves exportadas. O objetivo do BNDES é dar maior competitividade à Embraer no mercado externo.
O financiamento deve garantir a manutenção no Brasil de 16 mil empregos diretos "altamente qualificados" e cerca de 80 mil postos de trabalho indiretos, segundo anunciou o BNDES.
Segundo a assessoria de imprensa do BNDES, a Skywest é cliente tradicional da Embraer e o maior operador dos jatos E-Jets da empresa brasileira, atualmente. A relação da companhia americana com o BNDES remonta a 1998, quando a Skywest adquiriu aeronaves Brasília da Embraer com financiamento da instituição.
Atuando como agência de crédito para a exportação brasileira há 25 anos, o BNDES apoiou as exportações do setor aeronáutico em US$ 22 bilhões no período.
Desde sua fundação, em 1969, a Embraer comercializou mais de 8 mil aeronaves. A companhia é líder mundial na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e constitui a principal empresa exportadora brasileira de bens de alto valor agregado.

JUSTIÇA ELEITORAL SÓ EXISTE NO BRASIL E AGORA VAI JULGAR CRIMES ELEITORAIS


Atuação de juiz federal em vara eleitoral causa polêmica no TSE

Agência Brasil










Supremo Tribunal Federal decidiu em março que cabe à Justiça Eleitoral julgar casos que envolvam simultaneamente caixa 2 e crimes conexos


Em audiência pública realizada nesta sexta-feira (3), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a atuação de juízes federais em varas eleitorais, com objetivo de julgar crimes comuns conexos a crimes eleitorais, foi alvo de controvérsia, colocando em lados opostos entidades representativas da magistratura e presidentes de tribunais regionais.
A questão veio à tona após o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) ter decidido, em março, que cabe à Justiça Eleitoral julgar casos que envolvam simultaneamente caixa 2 de campanha e outros crimes conexos, como lavagem de dinheiro e corrupção, que até então vinham sendo julgados pela Justiça Federal, no âmbito de operações como a Lava Jato.
A decisão do Supremo causou polêmica no meio jurídico, após críticas de procuradores e juristas de que a decisão abriria uma brecha para a impunidade. O principal argumento dos críticos é o de que a Justiça Eleitoral, cuja primeira instância é hoje composta exclusivamente por juízes estaduais, não teria recursos suficientes para julgar um grande número de processos envolvendo crimes complexos de competência federal.
Para lidar com a questão, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao TSE que permita a atuação de juízes federais em varas eleitorais, posição que é defendida pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).
Debate
“Nós temos que encarar essa realidade, a Justiça Eleitoral precisa ter uma restruturação adequada para que possa julgar crimes que não foram concebidos para a sua estrutura”, disse o presidente da Ajufe, Fernando Mendes. “A principal proposta é que dentro de uma zona eleitoral possam trabalhar dois juízes, um juiz estadual e um juiz federal”, acrescentou.
Já o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Jayme de Oliveira, foi contra a proposta. “O combate à corrupção no Brasil não é titularidade de algumas pessoas e de alguns juízes, ela é de toda a magistratura brasileira”, defendeu.
Para a Oliveira, a Constituição é clara ao dar exclusividade ao juiz estadual para atuar nas varas eleitorais, que são a primeira instância da Justiça Eleitoral. “Não há nenhum problema juiz federal atuar na esfera eleitoral, desde que alterada a Constituição”, ponderou.
Para os defensores da atuação dos juízes federais nas varas eleitorais, a expressão “juízes de direito”, que na Constituição especifica os magistrados que devem atuar nas varas eleitorais, poderia ser interpretada de modo a incluir juízes federais, e não somente os estaduais, como é o entendimento corrente.
“Nós colocaríamos o juiz federal em reforço. Ficariam lá dois juízes, não há nada de anormal”, defendeu o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, Rocha Sobral. “Não adianta jogar palavras ao vento, dizendo que há essa estrutura para julgar crimes complexos, não há”, disse.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais, Carlos Padin, se colocou contra a proposta. Para ele, a atual estrutura da Justiça Eleitoral tem plena capacidade para lidar com qualquer tipo de caso.
“Toda a magistratura eleitoral, principalmente a de primeiro grau, está plenamente capacitada, se sente plenamente capacitada, de dar conta não só desses processos, mas como de qualquer um outro processo que venha bater às portas desses juízes”, afirmou Padin.
Próximos passos
Responsável por supervisionar a audiência pública, o ministro do TSE Og Fernandes disse que pretende entregar em 14 de maio um relatório sobre o assunto para a presidente do tribunal, ministra Rosa Weber, a quem caberá decidir sobre os próximos passos.
Há no TSE ao menos dois pedidos, da PGR e da Ajufe, para que seja permitida a atuação de juízes federais em varas eleitorais de primeira instância. Rosa Weber é quem deve decidir se pautará ou não o assunto para discussão em plenário.
Por se tratar de questão constitucional, é possível que a atuação de juízes federais em varas eleitorais seja discutido ainda no Supremo, onde ao menos um ministro, Alexandre de Moraes, já se manifestou publicamente no sentido de que para isso seria necessário modificar a Constituição.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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