quarta-feira, 29 de agosto de 2018

COLUNA ESPLANADA DO DIA 29/08/2018


Desafio na fronteira

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini









Diante da crise da imigração venezuelana para o Brasil, o Governo Federal alterou o decreto 4.801 de 2003 e deixou agora a seleta Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional sob comando dos militares do Gabinete de Segurança Institucional. Antes, seguia sob o guarda-chuva da Secretaria de Articulação. Os militares estão agora com o comando absoluto da situação e têm a missão de fazer valer a resolução internacional de receber os imigrantes em segurança. O mais difícil.

Esqueceram de mim

Não está prevista a participação do ministro da Segurança Pública, Raul Jungamann, na Câmara de Relações Exteriores. A pasta tem papel fundamental no caso.

Entrada a pé

Os roraimenses reclamam da sujeira, de mendigos e da falta de segurança. E não há controle algum nas fronteiras terrestres além da barreira feita em Pacaraima.

Perfil

De um observador: Os venezuelanos milionários estão radicados em Miami. Os da classe B alugam ou compram residências em Manaus, São Paulo ou cidades do Sul.

Já os pobres..

... se enfileiram a pé na estrada e se concentram nos abrigos de Boa Vista. Belas mulheres se prostituem a R$ 80 o programa para terem o que comer ou dar a filhos.

Fiel aliado

Num dos trechos do livro de memórias, Dirceu relata que estava tranquilo quanto à governabilidade do Governo Lula – em especial no Senado, com “maioria assegurada graças ao apoio de José Sarney, Siqueira Campos e, pasmem, Antônio Carlos Magalhães”. Sim, ACM foi aliado fiel e sigiloso de Dirceu. Não de Lula. Pesaram a favor, claro, programas federais turbinados para os estados dos caciques.

On the road

Depois da coletiva que concede amanhã em Brasília sobre seu livro de memórias, o ex-ministro condenado José Dirceu segue para tour de lançamento pelo país, de carro ou ônibus. Quer evitar conflitos com passageiros em voos.

Rota vermelha

O petista lança dia 4 no Circo Voador, no Rio, e depois segue pelo Nordeste e Norte de capital em capital até Belém. Turnê paga pela Geração Editorial. Depois desce para São Paulo e região Sul, e lança em Brasília após as eleições.

Cachê do chefe

O procurador chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, tem cobrado até R$ 35 mil para uma palestra, dependendo do público. Sua assessoria não fala em valor, mas frisa que ele já deu “cerca de 40 palestras gratuitas do início do ano para cá”.

Mais uma

A próxima aparição do chefe da Lava Jato será no Rio de Janeiro, dia 3, quando fala para empresários na tradicional Associação Comercial.

Derrapagem..

O Governo do Paraná editou portaria com processo de credenciamento de registradoras de financiamento de veículos. Mercado milionário. A primeira credenciada é a Infosolo, sediada em Brasília. Mas a outra ponta, as instituições financeiras, questiona pontos do edital como direcionamento técnico e preços abusivos indevidamente fixados pelo Estado.

..milionária

A taxa fixada pelo Governo ficou em mais de R$ 300. Estado com maior frota, São Paulo cobra R$ 87 pelo mesmo serviço. Procurada, a assessoria do Governo não respondeu até o fechamento.

Água pra vinho

O deputado federal e hoje candidato ao Senado Jarbas Vasconcelos (MDB) era do time que pregava a prisão de Lula da Silva até meses atrás. Converteu-se. Com a chapa MDB-PSB-PT em Pernambuco, defende a candidatura de Lula e pede votos para o colega Humberto Costa (PT), que tenta a reeleição.

Aliança latina

Começa hoje no Itamaraty a reunião da Aliança Latino-americana Anticontrabando, capitaneada no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, o ETCO. Enquanto autoridades e especialistas de 15 países debatem medidas para reduzir esse problema na região, no Brasil o contrabando continua a crescer.

Contramão
No caso do cigarro, produtos contrabandeados já representam 48% do mercado total. A reunião coincide com o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado amanhã. Há outro desafio: quase metade dos cigarros vendidos no Brasil é contrabandeada, e as autoridades fecham o cerco à indústria nacional, cujas maiores pagam impostos.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

CRISE VENEZUELANA INCOMODA O BRASIL E MAIS TRÊS PAÍSES


Brasil e mais 3 países buscam soluções conjuntas para venezuelanos

Agência Brasil









Representantes de Brasil, Colômbia, Equador e Peru discutem soluções diante da crise deflagrada a partir do êxodo dos venezuelanos

A preocupação com os imigrantes venezuelanos que buscam apoio nos países vizinhos é tema de reunião em Bogotá, na Dirección de Migraciones colombiana. Embaixadores do Brasil, da Colômbia, do Equador e do Peru se reúnem nesta terça-feira (28) na tentativa de buscar soluções diante da crise deflagrada a partir do êxodo dos venezuelanos.
O Brasil é representado pelo embaixador em Bogotá, Júlio Bitelli.

Desde ontem (27) os diplomatas estão reunidos. Segundo a agenda proposta das autoridades da Colômbia, a reunião consiste na apresentação, por cada país, da situação migratória venezuelana.
Em seguida, os representantes dos quatro países detalham as fórmulas encontradas por seus governos para lidar com os desafios e o que julgam prioritário na recepção dos imigrantes.
A Colômbia propõe a consolidação de uma base de dados única sobre os imigrantes venezuelanos com foco em áreas de atuação específicas, como saúde, educação, trabalho e regularização migratória.
Expectativa
A expectativa é de que, ao final do encontro, as autoridades divulguem uma declaração na qual estarão detalhadas as ações definidas.
Na semana passada, o diretor de Migração da Colômbia, Christian Krüger Sarmiento, disse que "o êxodo de cidadãos venezuelanos” não é um problema específico de um ou outro país, é uma questão regional.
Aproximadamente 35 mil pessoas cruzam, a cada dia, a fronteira com a Colômbia, alguns em busca de alimentos e remédios, outros para deixar definitivamente o país. Pelos dados oficiais, pelo menos 1 milhão de venezuelanos se instalaram definitivamente na Colômbia.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 2,3 milhões fugiram do país.

TIROTEIO EM JOGO DE VIDEOGAME NOS EUA


'Ninguém merece morrer jogando videogame', diz testemunha de ataque nos EUA

Estadão Conteúdo








Até o momento, as autoridades não apresentaram possíveis motivações para o tiroteio

Marquis Williams e Taylor Poindexter inicialmente pensaram ter ouvido o estouro de um balão. Quando os estrondos continuaram, o casal e outros jogadores de videogame que participavam de uma competição durante o fim de semana reconheceram o barulho de tiros e correram para procurar uma saída. A violência repentina atordoou jogadores que participavam de um torneio do jogo Madden NFL 19, no domingo (26), em Jacksonville, no Estado americano da Flórida.

Enquanto fugia, Williams, de 28 anos, disse ter visto a parte de trás da cabeça do atirador, que parecia estar andando para trás conforme atirava. "Não, não vimos um rosto", disse Taylor, de 26 anos. "Nós o vimos com as duas mãos na arma, andado para trás e disparando." Segundo o casal, as pessoas do local passavam umas por cima das outras, em pânico, tentando escapar. Williams e Taylor correram para um restaurante próximo, onde os funcionários acenavam do lado de dentro, e se esconderam em um banheiro até a chegada da polícia.

O xerife da cidade, Mike Williams, disse que o agressor matou duas pessoas e disparou contra outras nove antes de atirar em si mesmo. A competição era realizada em um bar que divide espaço com uma pizzaria, onde os espectadores podem assistir os jogos online e ver os jogadores. Segundo o xerife, as autoridades acreditam que David Katz, de 24 anos, de Baltimore, foi o autor do ataque, mas sua identidade ainda não foi confirmada. O FBI auxilia na investigação em Baltimore, no Estado de Maryland.

De acordo com xerife, Katz era um dos participantes do torneio em Jacksonville. Segundo lista da desenvolvedora do jogo, ele foi o vencedor do campeonato em 2017.

Até o momento, as autoridades não apresentaram possíveis motivações para o tiroteio. "Ninguém merece morrer jogando videogame", disse um dos competidores, Derek Jones, de 30 anos. "Nós só estamos aqui tentando ganhar algum dinheiro para nossas famílias", acrescentou.

Ele contou que estava em um pátio, nos fundos do estabelecimento, quando ouviu os tiros. "Estou feliz por ter perdido hoje", disse. "Se eu tivesse ganhado, eu estaria naquele jogo, no bar, naquele instante, jogando o jogo e sem prestar atenção. Ele (o atirador) poderia ter vindo e eu provavelmente estaria morto agora."

As nove pessoas feridas pelos disparos estão estáveis, disse o xerife, depois de terem sido levadas a hospitais na noite de domingo. Ele acrescentou que outras duas ficaram feridas na pressa para fugir.

Investigadores analisam um vídeo que pode ter capturado a cena do crime antes que o tiroteio começasse, disse a autoridade. Um ponto vermelho que parece ser um ponto de laser é visível no peito de um dos jogadores segundos antes de os primeiros disparos serem realizado.

Jason Lake, fundador e CEO da CompLexity, empresa dona de equipes de times de e-sports, disse pelo Twitter que um de seus jogadores, Drini Gjoka, de 19 anos, foi baleado na mão. "Eu tenho muita sorte. A bala atingiu meu dedo. Pior dia da minha vida", escreveu o próprio Gjoka na mesma rede social.

Na noite do domingo (26), o FBI disse que uma equipe havia revistado a casa da família do suspeito. Agentes fortemente armados, alguns com coletes a prova de bala, foram vistos em um complexo residencial de alto padrão em Baltimore. O porta-voz do FBI Dave Fitz confirmou que agentes haviam entrado na casa do pai do suspeito.

O Jacksonville Landing, que fica no coração da cidade, abriga também shows e outros eventos. O local recebeu um comício de Donald Trump em 2015, no início de sua campanha para a Casa Branca.

Para Marquis Williams, o ataque foi mais um sinal trágico de que as autoridades devem tomar medidas para conter a violência armada. "Políticos, acordem, porque as pessoas que vocês deveriam estar representando estão morrendo", disse. "Parem de ficar sentados. Parem de cole
cionar cheques e façam alguma coisa."

DESAVENÇAS POLÍTICAS INMPEDEM O PRESIDENTE TRUMP DE IR AO FUNERAL DE McCAIN


Trump não comparecerá ao funeral de McCain

Agence France Presse









Morto no sábado aos 81 anos, John McCain havia solicitado especificamente que o presidente não fosse ao seu funeral, segundo a imprensa americana

O presidente Donald Trump não irá ao funeral de John McCain em Washington no final de semana, confirmou o porta-voz do senador falecido.
"O presidente não comparecerá, pelo que sabemos, ao funeral. É apenas um fato", informou Rick Davis, antigo colaborador de McCain, em coletiva de imprensa no Arizona
Na coletiva, ele leu uma mensagem póstuma de McCain denunciando "rivalidades tribais", numa crítica que pareceu dirigida a Trump.
Morto no sábado aos 81 anos, John McCain havia solicitado especificamente que o presidente não fosse ao seu funeral, segundo a imprensa americana.
O funeral oficial será no próximo sábado na catedral da capital federal, na presença de várias autoridades americanas e estrangeiras.
Espera-se que os ex-presidentes Barack Obama e George W. Bush, o primeiro democrata e o segundo republicano, pronunciem os elogios fúnebres, como pedido por McCain.
O enterro, que será fechado para a família, será no próximo domingo no cemitério da Academia Naval de Annapolis, a uma hora de Washington.
Na mensagem póstuma lida por Davis, vários parágrafos parecem dedicados a Trump.
"Enfraquecemos a nossa grandeza quando confundimos nosso patriotismo com rivalidades tribais que geram ressentimento, ódio e violência em todo o mundo. A enfraquecemos quando nos escondemos atrás das paredes ao invés de derrubá-las", escreveu o senador antes de morrer.
"Não se desesperem diante das nossas dificuldades atuais e acreditem sempre na promessa e na grandeza dos Estados Unidos, porque não há nada inevitável. Os americanos nunca cedem. Nunca nos rendemos. Nunca nos escondemos diante da história. Fazemos história", acrescentou.
E concluiu: "Morri como vivi, orgulhoso de ser americano".

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...