sábado, 23 de junho de 2018

BRASILEIROS PRESOS NOS EUA SERÃO DEPORTADOS


EUA têm 500 brasileiros presos por imigração ilegal e alvos de deportação

Estadão Conteúdo








O presidente americano determinou o fim da separação familiar na quarta-feira, (20) mas afirmou que manterá a política de "tolerância zero"

Quinhentos brasileiros estão em prisões dos EUA sob acusação de violar as leis de imigração do país. Destes, 207 já têm contra si ordens de deportação, de acordo com informações fornecidas pelo Departamento de Segurança Interna. Os demais aguardam o julgamento final, que muitos tentam adiar com a apresentação de recursos e pedidos de libertação sob fiança.

A população carcerária brasileira tem um perfil nos Estados Unidos distinto do registrado nos demais países. Fora dos EUA, a principal razão para o encarceramento de brasileiros é o tráfico de drogas, que responde por cerca de 40% das detenções. Em solo americano, as violações relacionadas à imigração lideram a lista disse a embaixadora Luiza Lopes, diretora do Departamento Consular de Brasileiros no Exterior do Itamaraty.

Segundo ela, cerca de 40% dos cidadãos brasileiros estavam em dezembro atrás das grades por ter entrado no país de maneira irregular ou ficado além do tempo permitido por seus vistos. O tipo de crime que aparecia em segundo lugar era o de natureza sexual. "Os Estados Unidos têm uma legislação de severidade excepcional nessa área (imigração)", observou a embaixadora.

O levantamento do Itamaraty não permite comparar o peso das questões migratórias na prisão de brasileiros nos EUA nos anos anteriores. A embaixadora observou que esse tipo de detenção costuma durar pouco tempo e a maioria não permanece atrás das grades por um ano.

A crise econômica no Brasil levou ao aumento do número de brasileiros que entram ou permanecem nos EUA de maneira irregular. Os que não conseguem visto de turista arriscam a vida cruzando a fronteira com o México. Muitos deles levam filhos, como ficou evidenciado na crise de separações de famílias provocada pela política de "tolerância zero" do governo Donald Trump.

Desde o começo de maio, quando a prática foi implementada, pelo menos 49 crianças brasileiras foram separadas dos pais na fronteira com o México e colocadas em abrigos para menores nos EUA. A mais nova delas tem 5 anos.

O presidente americano determinou o fim da separação familiar na quarta-feira, (20) mas afirmou que manterá a política de "tolerância zero", pela qual todos os imigrantes que entram de maneira irregular no país são processados criminalmente - e não apenas objeto de procedimento de deportação.

Não está claro o que ocorrerá com as 2.300 crianças que já foram separadas de suas famílias desde maio, entre elas os 49 brasileiros. Em reunião com seu gabinete ontem, Trump determinou que elas fossem reunidas com seus parentes, mas o governo ainda não definiu como isso ocorrerá.

O aumento no número de brasileiros que cruzam a fronteira de maneira irregular se refletiu nas estatísticas de deportação dos EUA. Depois de cair entre 2013 e 2015, o total de cidadãos brasileiros "removidos" do país pelas autoridades migratórias cresceu de maneira constante. De 744, passou para 1.095, em 2016. No ano seguinte, registrou outro salto, para 1.413. A estatística colocou o Brasil no sétimo lugar dos países com maior número de deportações, mas o patamar é muito inferior ao do México e de países da América Central. No total, 226,2 mil estrangeiros foram expulsos dos EUA em 2017.

Ao anunciar o fim da política de separação, Trump afirmou que o Congresso terá de fazer sua parte e aprovar legislação que trate do sistema migratório de maneira abrangente. O presidente quer recursos para construção do muro na fronteira com o México e redução dos casos em que imigrantes podem entrar nos EUA de maneira legal, o que é rejeitado pela oposição democrata.

Na quinta-feira, a Câmara dos Deputados rejeitou por 231 a 193 votos um projeto da extrema direita do Partido Republicano que restringia de maneira radical a entrada de estrangeiros no país. Os deputados tentarão agora votar uma proposta mais moderada, construída por integrantes das duas legendas. O Partido Republicano está dividido em relação ao tema e não está claro se conseguirá aprovar a proposta, apesar de ter maioria nas duas Casas do Congresso.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

TRUMP ADOTA TOLERÂNCIA ZERO CONTRA IMIGRANTES ILEGAIS


EUA têm 500 brasileiros presos por imigração ilegal e alvos de deportação

Estadão Conteúdo









O presidente americano determinou o fim da separação familiar na quarta-feira, (20) mas afirmou que manterá a política de "tolerância zero"

Quinhentos brasileiros estão em prisões dos EUA sob acusação de violar as leis de imigração do país. Destes, 207 já têm contra si ordens de deportação, de acordo com informações fornecidas pelo Departamento de Segurança Interna. Os demais aguardam o julgamento final, que muitos tentam adiar com a apresentação de recursos e pedidos de libertação sob fiança.

A população carcerária brasileira tem um perfil nos Estados Unidos distinto do registrado nos demais países. Fora dos EUA, a principal razão para o encarceramento de brasileiros é o tráfico de drogas, que responde por cerca de 40% das detenções. Em solo americano, as violações relacionadas à imigração lideram a lista disse a embaixadora Luiza Lopes, diretora do Departamento Consular de Brasileiros no Exterior do Itamaraty.

Segundo ela, cerca de 40% dos cidadãos brasileiros estavam em dezembro atrás das grades por ter entrado no país de maneira irregular ou ficado além do tempo permitido por seus vistos. O tipo de crime que aparecia em segundo lugar era o de natureza sexual. "Os Estados Unidos têm uma legislação de severidade excepcional nessa área (imigração)", observou a embaixadora.

O levantamento do Itamaraty não permite comparar o peso das questões migratórias na prisão de brasileiros nos EUA nos anos anteriores. A embaixadora observou que esse tipo de detenção costuma durar pouco tempo e a maioria não permanece atrás das grades por um ano.

A crise econômica no Brasil levou ao aumento do número de brasileiros que entram ou permanecem nos EUA de maneira irregular. Os que não conseguem visto de turista arriscam a vida cruzando a fronteira com o México. Muitos deles levam filhos, como ficou evidenciado na crise de separações de famílias provocada pela política de "tolerância zero" do governo Donald Trump.

Desde o começo de maio, quando a prática foi implementada, pelo menos 49 crianças brasileiras foram separadas dos pais na fronteira com o México e colocadas em abrigos para menores nos EUA. A mais nova delas tem 5 anos.

O presidente americano determinou o fim da separação familiar na quarta-feira, (20) mas afirmou que manterá a política de "tolerância zero", pela qual todos os imigrantes que entram de maneira irregular no país são processados criminalmente - e não apenas objeto de procedimento de deportação.

Não está claro o que ocorrerá com as 2.300 crianças que já foram separadas de suas famílias desde maio, entre elas os 49 brasileiros. Em reunião com seu gabinete ontem, Trump determinou que elas fossem reunidas com seus parentes, mas o governo ainda não definiu como isso ocorrerá.

O aumento no número de brasileiros que cruzam a fronteira de maneira irregular se refletiu nas estatísticas de deportação dos EUA. Depois de cair entre 2013 e 2015, o total de cidadãos brasileiros "removidos" do país pelas autoridades migratórias cresceu de maneira constante. De 744, passou para 1.095, em 2016. No ano seguinte, registrou outro salto, para 1.413. A estatística colocou o Brasil no sétimo lugar dos países com maior número de deportações, mas o patamar é muito inferior ao do México e de países da América Central. No total, 226,2 mil estrangeiros foram expulsos dos EUA em 2017.

Ao anunciar o fim da política de separação, Trump afirmou que o Congresso terá de fazer sua parte e aprovar legislação que trate do sistema migratório de maneira abrangente. O presidente quer recursos para construção do muro na fronteira com o México e redução dos casos em que imigrantes podem entrar nos EUA de maneira legal, o que é rejeitado pela oposição democrata.

Na quinta-feira, a Câmara dos Deputados rejeitou por 231 a 193 votos um projeto da extrema direita do Partido Republicano que restringia de maneira radical a entrada de estrangeiros no país. Os deputados tentarão agora votar uma proposta mais moderada, construída por integrantes das duas legendas. O Partido Republicano está dividido em relação ao tema e não está claro se conseguirá aprovar a proposta, apesar de ter maioria nas duas Casas do Congresso.


COMPARAÇÃO DE HORAS TRAB ALHADAS PARA COMPRAR UMA CAMISA DA SELEÇÃO ENTRE VÁRIOS PAÍSES


Brasileiro trabalha 4 vezes mais que alemão pra comprar camisa da Seleção, aponta pesquisa

Frederico Ribeiro










Camisas piratas da seleção é sempre a alternativa para os torcedores curtirem a Copa

SÓCHI (Rússia) - A Seleção Brasileira e o time da Alemanha já podem se enfretar logo de cara nas oitavas da Copa do Mundo, fazendo um "revival" dos 7 a 1. Mas, antes desta possível vingança, o Brasil levou outra goleada dos germânicos. Utilizando o salário mínimo como base, um estudo chegou à conclusão: o brasileir precisa trabalhar 48 horas para conseguir comprar a camisa canarinho, contra 11 horas dos alemães.
A empresa Cuponation foi a responsável por cruzar os valores dos salários mínimos de 25 países que disputam a Copa do Mundo 2018 (são 32 seleções no total) com o valor dos respectivos mantos. No Brasil, o salário é de R$ 937 mensais, sendo que a camisa da CBF varia de preço entre R$ 249,90 a R$ 449,90.
Apesar do número alto de horas da carga do trabalhador brasileiro que o proporcionaria se vestir de verde e amarelo, a Rússia, país-sede da Copa, é ainda maior. O trabalhador "soviético" precisa acumular 77 horas de trabalho (salário mínimo) para ter no guarda-roupa a camisa da Seleção local. É a maior taxa entre os europeus da Copa.
Por outro lado, franceses e inglês só necessitam de nove horas de trabalho com salário mínimo para saírem da loja com indumentária patriótica. O recorde é da Austrália, que só despende de sete horas de serviço sob o ganho mínimo do trabalhador diante do preço da camisa dos "Cangurus".
Do outro lado da linha pesquisada, a pior relação entre salário mínimo e preço da camisa é da Nigéria: 298 horas de trabalho acumuladas, ou 12,4 dias inteiros sob o sol para conseguir a bela camisa das Águias.


EXPORTAÇÃO DE CARNE DE FRANGO É PREJUDICADA POR EMBARGOS


Embargo da UE derruba exportação brasileira de carne de frango

Agência Brasil











As exportações brasileiras de carne de frango tiveram queda de 8,5% de janeiro a maio

As exportações brasileiras de carne de frango, incluindo produtos in natura e processados, totalizaram 1,61 milhão de toneladas de janeiro a maio deste ano, segundo levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa as empresas do setor. O resultado corresponde a uma queda de 8,5% em relação ao mesmo período de 2017, quando foram exportadas 1,75 milhão de toneladas.
Em termos financeiros, as vendas de carne de frango para o exterior alcançaram US$ 2,602 bilhões, de janeiro a maio de 2018, um saldo 12,3% menor que os US$ 2,966 bilhões registradas nos cinco primeiros meses do ano passado.
De acordo com a ABPA, as vendas de carne de aves para os países da União Europeia (UE) tiveram uma queda de 40% no período analisado. Enquanto nos cinco primeiros meses deste ano o volume embarcado para a UE foi de 92,5 mil toneladas, no mesmo período de 2017 tinha sido de 151,8 mil toneladas. São efeitos diretos da suspensão, pela Comissão Europeia, em abril, das importações de proteína animal, especialmente de carne de frango, de pelo menos 20 unidades frigoríficas do Brasil.
Considerando apenas o mês de maio, com o embargo europeu já em vigor, houve uma retração de 4,7% nos volumes gerais exportados, com 333,2 mil toneladas em maio deste ano, contra 349,5 mil toneladas no mesmo período do ano passado. Em termos de receita, as vendas do quinto mês de 2018 chegaram a US$ 517,6 milhões,13% inferior aos 594,8 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior.
Greve
O levantamento da ABPA ainda não captou os efeitos da greve dos caminhoneiros, ocorrida no final de maio, segundo o presidente da entidade, Francisco Turra, por causa da metodologia estatística de exportação usada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Apesar da queda de exportações para a Europa, o Brasil registrou crescimento nas vendas para outros países, informou a ABPA. O México, por exemplo, ampliou em 100% o volume de carne de frango comprada do Brasil. Até maio, foram exportadas 44,8 mil toneladas. No mesmo período do ano passado havia sido 22,4 mil toneladas.
As vendas para a China cresceram 12%, de acordo com no levantamento dos produtores brasileiro. “Também houve notável crescimento nos embarques para Jordânia, Iêmen, África do Sul, Coreia do Sul e Chile, que ajudou a reduzir o desempenho menor registrado em outros mercados”, disse o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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