segunda-feira, 4 de junho de 2018

INFELIZMENTE ESSES SENHORES MARQUETEIROS É QUE GANHAM AS ELEIÇÕES NO BRASIL


Postulantes ao governo de Minas abrem disputa por marqueteiros, os 'senhores da imagem'

Lucas Simões








Cacá Moreno foi sondado pela equipe de Marcio Lacerda, enquanto Juarez Amorim pode ajudar o PSDB de Anastasia

Ainda que a campanha para as eleições só comece a esquentar a partir de agosto, quando estão autorizadas as propagandas em rádio e TV, nos bastidores do xadrez político mineiro os candidatos ao Palácio da Liberdade se adiantam em uma verdadeira caçada pelos melhores marqueteiros.
Mesmo sem nome cravado para comandar a campanha à reeleição, o governador Fernando Pimentel (PT) buscou consultoria, em fevereiro, com o cientista político Felipe Nunes, coordenador do Centro de Estudos do Legislativo (CEL) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Anteriormente, Nunes prestou consultorias para as campanhas que elegeram Dilma Rousseff e o próprio Pimentel, em 2014. À frente da empresa Quaest Pesquisa e Estratégia, o cientista político é referência em análise de dados a partir das movimentações nas redes sociais e contribuiu com o monitoramento das redes em campanhas do PT, PSDB e PTdoB (atual Avante) em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro.
Justamente pela experiência de Nunes com as redes sociais, alguns caciques petistas colocam o nome dele como um dos preferidos do governador.
“Hoje, não tem como ignorar que a internet tem papel fundamental na disputa. É preciso saber diariamente como as redes reagem ao candidato, mas não pretendemos disputar marqueteiro com o PT”, disse um deputado da base governista.
Mesmo tendo prestado consultoria a Pimentel, Nunes não confirma vínculo com a campanha petista. “Isso é comum, pode acontecer com vários partidos que acionam os meus serviços, mas não tem nada fechado”, disse Nunes.
Nos bastidores, alguns tucanos também demonstraram simpatia pelas consultorias do cientista político, ainda que Nunes não tenha sido procurado pelo partido. “É um campo que nos interessa, claro, principalmente por unir consultoria de campanha e redes sociais. Mas é algo a ser tratado pessoalmente pelo Anastasia”, disse o presidente do PSDB em Minas, Domingos Sávio.

Ninho
Entre os tucanos, um nome forte que tem sido ventilado é o de Juarez Amorim, ex-dirigente estadual do PPS, também com passagens pela direção da Copasa e da Urbel, e que integrou a campanha de Anastasia em 2010.
“Qualquer nome que se diga agora não pode ser levado a sério. O senador Anastasia tem cuidado pessoalmente dessa questão, vai ser uma escolha dele, pessoal, e não a partir de alguma disputa no mercado”, desconversou o deputado estadual João Vítor Xavier (PSDB), um dos mais próximos a Anastasia.

MDB
Uma estratégia bem diferente tem adotado o MDB, que tem no presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes, o principal nome para concorrer ao governo do Estado.
O deputado estadual Iran Barbosa (MDB), articulador das sondagens com possíveis marqueteiros, afirmou que o partido está com acordo “quase certo” com o jornalista alagoano Jorge Oliveira, responsável pela campanha que elegeu Paulo Hartung (MDB) ao governo do Espírito Santo.
Na última eleição, em 2014, contratado às pressas por Hartung, Oliveira teve uma semana para modificar a campanha e conseguiu a vitória sobre o candidato Renato Casagrande (PSB). “O Jorge é nosso nome preferido porque, além da experiência, sabe lidar com prazos curtos”, disse o deputado Iran Barbosa.
Além disso, o MDB também tem a intenção de trazer algum nome de peso da equipe que elegeu o prefeito da capital Alexandre Kalil (PHS), como Paulo Vasconcelos, que trabalhou nas campanhas dos tucanos Aécio Neves e Antonio Anastasia, ou o publicitário Cacá Moreno. “Estamos parecendo time de futebol antes dos campeonatos. Queremos os melhores nomes e, precisando trazer de fora do Estado, vamos trazer. Estamos de olho em quem fez um bom trabalho para eleger candidatos pelo país nas duas últimas eleições, principalmente”, justificou o deputado.
O marqueteiro Cacá Moreno também tem sido sondado pela equipe do ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB), uma vez que o publicitário levou o socialista a vencer o pleito de 2012 contra o petista Patrus Ananias.
Mesmo tendo boa relação com Lacerda, um entrave à escolha do marqueteiro é o fato de ele ainda prestar serviços à Prefeitura de Belo Horizonte, após ter contribuído com a campanha de Alexandre Kalil. Apesar disso, o assessor de comunicação de Lacerda, Regis Souto, diz que não há definição sobre um marqueteiro específico. “Nem sabemos se haverá essa figura na campanha do Marcio”.
Já o deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM) deve repetir a parceria com o marqueteiro Roberto Hilton, da agência de publicidade mineira JBIS, responsável por elaborar sua estratégia de campanha à Prefeitura de Belo Horizonte, em 2016. “É um nome em que tenho confiança. Trabalhei com ele na última campanha e começaram algumas conversas. Mas não temos nada definido, até porque a estratégia adotada pelo partido também precisa ser finalizada”, diz o deputado federal Rodrigo Pacheco.
Pequenos
Entre os partidos menores, muito além da figura de um marqueteiro, os candidatos têm buscado formação própria em estratégias de marketing e, dentro de suas possibilidades, vêm tentando reinventar o fazer político sem publicitários ou comunicadores renomados.
É o caso do Solidariedade, que apresentou um curso de mídias sociais para os 116 pré-candidatos da legenda neste pleito. O presidente do partido em Minas Gerais, Luiz Carlos Miranda, confirmou que somente no Estado foram realizadas 30 reuniões este ano para definir estratégias políticas de campanha.
Em fevereiro, um grande encontro na capital paulista reuniu mais de 15 especialistas em redes sociais para treinar os políticos, incluindo o pré-candidato ao governo, Dinis Pinheiro.
“É uma diretriz nacional do partido que os próprios candidatos tenham noções de marketing, possam saber como lidar com as redes sociais e a potencialidade do mundo digital. Não sabemos se teremos um marqueteiro ainda, então, essa formação é essencial”, dz Luiz Carlos.
De maneira similar, o candidato Romeu Zema (Novo) não vai investir na tradicional figura do marqueteiro. Com uma equipe enxuta, de cerca de 10 pessoas, as principais diretrizes de campanha têm sido decididas pelo próprio empresário. Após viajar 75 cidades do Estado e com a meta de chegar em 300 municípios até outubro, Zema aposta no corpo a corpo aliado às redes sociais para fazer barulho no pleito estadual.
“Não queremos fazer uma campanha convencional. Apesar de o jogo ser muito desigual, não acreditamos que estrutura gigante de marketing signifique boas políticas e boas propostas. Nossa ideia não é emergencial, é um projeto a longo prazo, de as pessoas entenderem uma forma mais orgânica de fazer política, no corpo a corpo”, diz o candidato.
Também rejeitando a presença de um marqueteiro, a campanha do empresário, sociólogo e ex-secretário de Educação de Minas Gerais João Batista Mares Guia (Rede) tem sido alimentada basicamente por voluntários, segundo o pré-candidato.
Com uma equipe composta por cerca de 15 pessoas, Mares Guia dispõe de um publicitário, um jornalista, uma especialista em marketing, além de um setor jurídico que analisa demandas burocráticas da campanha. Ainda que mantenha uma equipe razoável, ele rejeita a possibilidade de procurar um marqueteiro com renome.
“Esse tipo de abordagem do marqueteiro, que trabalha com o que as pessoas querem ouvir, nós não vamos trabalhar. Todos os 15 colaboradores da minha campanha são amigos próximos, sendo a maioria deles voluntários”, disse.


POR QUAL MOTIVO OS PAÍSES DO TERCEIRO MUNDO PRECISAM DE MAIS DINHEIRO QUE OS PAÍSES DO PRIMEIRO M UNDO?


Militantes invadem assembleia em Paris contra perfurações no Brasil

Agence France-Presse









O Greenpeace reivindica a proibição das perfurações no Brasil e na Guiana, onde há, segundo a ONG, um recife de corais único

A assembleia geral do grupo de petróleo francês Total foi invadida nesta sexta-feira, (1), por dezenas de militantes que protestaram contra projetos de perfuração no Brasil.
Apesar do grande dispositivo de segurança, os militantes do Greenpeace e da ONG ANV-COP21 invadiram a assembleia geral dos acionistas, que foi temporariamente suspensa. Vários deles subiram na tribuna e quatro se penduraram, com cordas, no teto do Palácio do Congresso, em Paris, onde acontecia a reunião.
Eles levavam bandeirolas com as frases "Salvem os recifes da Amazônia", ou "Libertem-nos do petróleo".
Outros ativistas gritavam "totalmente irresponsáveis", ou apitavam.
Uma militante subiu na tribuna para falar a convite do CEO da Total, Patrick Pouyanné.
"Temos uma mensagem importante para transmitir", declarou ela, em meio ao barulho e à confusão.
Depois de cerca de 40 minutos de interrupção, Patrick Pouyanné retomou a ordem do dia e começou a pronunciar seu discurso, enquanto os militantes ainda estavam presentes e continuavam a fazer barulho.
O Greenpeace reivindica a proibição das perfurações no Brasil e na Guiana, onde há, segundo a ONG, um recife de corais único.
A ONG já havia enviado uma equipe científica a bordo de um navio e, em meados de abril, disse ter descoberto na foz do Amazonas "a presença de uma formação de recifes composta de rodolitas no lugar em que a Total pretende perfurar poços de exploração de petróleo".
Na terça-feira, (29) o Ibama pediu à Total para rever seu projeto, ao considerar os estudos de impacto ambiental "insuficientes".

COLUNA ESPLANADA DO DIA 04/06/2018


Alô, CVM!

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini 







O anúncio de Pedro Parente sobre a saída da presidência da Petrobras durante o dia atropelou as praxes do mercado e abriu desconfiança para todos os lados. Questionados pela Coluna, o Palácio do Planalto silenciou e a Petrobras, desconversou. Mas o fato de ter aberto sua demissão enquanto a Bovespa e a Bolsa de Nova York operavam os pregões fez a petroleira perder mais de R$ 50 bilhões em valor de mercado, e as ações despencarem a ponto de as bolsas interromperem a negociação. A Comissão de Valores Mobiliários avisou que acompanha o cenário e ainda não foi provocada para investigar o porquê de Parente não esperar o fechamento dos pregões, como a regra da praça.

Filé
Nos corredores do Poder, o que se diz é que Parente deve ir para a presidência do conselho da BRF, com salário milionário. E sem precisar de quarentena.

Vai, não vai..
No feriado de quinta-feira, Parente e o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, se reuniram em São Paulo. A decisão saiu no fim da noite.

Na conta
Na sexta passada a Petrobras pagou R$ 652,2 milhões em dividendos, após três anos de prejuízos e sem distribuir lucros. Muitos acionistas estrangeiros também ganharam.

Resultado
A Petrobras precisa explicar aos acionistas as perdas. E pagar dividendos. Quem paga a conta é o cidadão ‘sócio majoritário’; porque o Governo detém 51% da petroleira.

Lembrete 1
Não é a Petrobras que está baixando o preço do óleo diesel. É você, através do Governo, quem está cobrindo R$ 0,46 por litro para a refinaria. E segue o filme de terror.

Lembrete 2
Falta o Governo combinar com as distribuidoras que controlam 70% do mercado: BR, Ipiranga e Shell entregam e sobem o preço – e o dono do posto adiciona uns centavos.

Sucata air
A Força Aérea Brasileira aprovou em outubro 2017, confirma a própria Aeronáutica, o Plano de Desativação das aeronaves F-5E/EM/FM. Segundo consta, por custo-benefício também. Mas obriga seus pilotos a voarem nas sucatas norte-americanas - caso do que caiu semana passada perto da base aérea de Santa Cruz (RJ).

No ar
Após aposentar de vez os russos Mirage, hoje a Aeronáutica ainda mantém ativos caças F-5 nas bases de Manaus (AM), Anápolis (GO), Rio (RJ) e Canoas (RS). A FAB não informou quantos F-5 voam atualmente, e avisa que os 36 caças F-39, da Gripen, comprados da fabricante sueca, começam a chegar em 2021. A conferir.

Em família
Além de secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Leonardo Arantes, sobrinho do líder do PTB, Jovair Arantes (GO), preside o Conselho do Fundo de Amparo ao Trabalhador, que gerencia patrimônio de R$ 72 bilhões e decide sobre investimentos. A pasta está no olho da PF, com operação há dias contra esquema de criação de sindicatos.

Recompensas
Jovair e o sobrinho, que recebe salário de R$ 16.215,22, são alvos da Operação Registro Espúrio. O deputado ampliou sua rede de apadrinhados na Esplanada após relatar o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e atuar como um dos principais articuladores da rejeição das duas denúncias contra o presidente Temer.

Memória
Suspeitas de fraudes em registros sindicais também derrubaram o ex-ministro do Trabalho do governo Dilma Carlos Lupi.

Radinho já era
Os caminhoneiros apenas suspenderam a greve. A mobilização continua, via whatsapp, a nova arma de união da categoria. Se o diesel não chegar a R$ 0,46 na bomba...

Violência..
Levantamento nacional feito pela Coluna constatou que, das secretarias de Segurança que responderam o questionário, só o Estado do Pará confirmou atividades de milícia. Apenas 11 Secretarias estaduais se prontificaram a encarar a pergunta. As outras silenciaram - inclusive o Rio de Janeiro, onde notoriamente várias atuam.

..silenciosa
Apesar de milícias e grupos de extermínio serem um problema nacional, o Disque Direitos Humanos (100) registrou apenas 25 denúncias em 2016, e 24 em 2017.

MAZELAS DO BRASIL


A via sacra dos tributos

Manoel Hygino 










A greve dos caminhoneiros ainda repercutirá pesadamente no dia a dia dos brasileiros. Venceram-se apenas os entraves mais graves, um pré-caos, para impedir a marcha da nação a tempos mais funestos.
Muito não se contou, nem se esclareceu ainda, sobre a paralisação de maio de 2018. Um movimento tão extenso, abrangendo todos os estados e o Distrito Federal, não se daria espontaneamente, sem que os muitos milhares de caminhoneiros tivessem conseguido adesão de Norte a Sul, de uma hora para outra. Os órgãos de inteligência certamente conheciam articulações e ficam na obrigação de revelar nomes ao povo.
Uma das causas da paralisação, a principal, suponho, não atinge exclusivamente essa categoria profissional: o alto vulto dos impostos. Não é de hoje. Há algum tempo, Francisco Guedes de Mello me encaminhou uma relação informando os países em que menos se trabalhou em um ano para pagar tributos, em 2011. Em primeiro lugar, as Maldivas, com zero horas, seguido dos Emirados Árabes Unidos, com 12 horas; na Europa, o sexto lugar – Luxemburgo, com 59 horas; a Suíça, em oitavo, com 63, e Irlanda com 76 horas. O Brasil comparecia à frente em todo o mundo com 2.600 horas, enquanto em 2º lugar estava a Bolívia, com 1.080, e o Vietnã, com guerra e tudo, com 941 horas.
Se isso já era muito, tínhamos a honra de ostentar a maior carga tributária do mundo, conforme dados do Banco Mundial (Doing Business 2011).
Não só caminhoneiros (e empresas do setor) pagam caro em impostos, nas cargas interestaduais: 2,65%. Medicamentos, por exemplo, levam consigo 44,4%; a conta de luz, 47,87%; o café, 36,52%, e assim por diante. O papel higiênico, cuja falta é notada na Venezuela, vem aqui com 40,5% de tributo embutido, sem falar na conta de telefone – com 49,78%, o cigarro (felizmente não fumo): 81,68%, além do macarrão, onerado em 35,22%.
A cerveja aparecia com 56% de imposto e a cachaça com 83,07%, evidentemente muito pesado para o incauto consumidor. Para aquecimento, observe-se que o cobertor traz consigo o peso de 37,2%.
Atente-se, ainda, para o fato de que, além destes tributos, o cidadão paga de 15% a 27,5% do salário a título de Imposto de Renda. Fora colégio dos filhos, IPVA, IPTU, INSS, FGTS etc.
A máquina administrativa não funciona sem combustível, isto é, sem os recursos dos impostos. Ficou provado: o atendimento das reivindicações dos caminhoneiros e das empresas transportadoras de combustíveis vai gerar novos ônus para o cidadão brasileiro, já suficientemente informado a respeito pela mídia. Serão diminuídas as verbas destinadas à saúde, à educação, ao esporte e outras áreas. Daqui menos de sessenta dias saberemos onde mais seremos sacrificados. Devemos precaver desde já. O aperto verá irrevogavelmente.
Apesar de tudo, continua – embora menos ostensivamente – a campanha política para as eleições deste ano, mesmo não se sabendo exatamente os nomes dos indicados e suas respectivas plataformas. Chamou-me a atenção a nota do colunista Leandro Mazzini, na edição da última sexta-feira: “Lula faz campanha dentro da cadeia. Tem usado os aliados que o visitam. O vereador Eduardo Suplicy levará mensagem do ex-presidente para a Parada Gay em São Paulo”.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...