quarta-feira, 25 de abril de 2018

FICA DÚVIDA - OU É FALTA DE CONTROLE OU FAZEM DE PROPÓSITO ATÉ A DESCOBERTA DO ILÍCITO


Lista de servidores com acúmulo ilícito de cargos tem até mortos

Evaldo Magalhães



O Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) divulgou na terça-feira (24) dados sobre o acúmulo possivelmente ilícito de cargos por 102 mil servidores públicos estaduais e municipais mineiros. Segundo o levantamento do Cadastro de Agentes do Estado e dos Municípios de Minas Gerais (CAPMG), que analisou 1,17 milhão de funcionários no Estado, esse contingente está sob suspeição de exercer ilegalmente dois ou mais cargos na administração pública.
Há um servidor, cujo nome não foi informado, que acumularia dez cargos; dois teriam oito cargos; um, sete cargos; dez exerceriam seis funções ao mesmo tempo e 40 teriam cinco cargos.
O levantamento também apontou que 184 funcionários públicos já falecidos continuariam recebendo vencimentos. O prejuízo aos cofres públicos, se confirmadas todas as irregularidades, seria de R$ 482,7 milhões por mês.
De acordo com o presidente do TCE-MG, Cláudio Terrão, os dados levantados são relativos a janeiro de 2015 e fazem parte de um primeiro cruzamento de informações feito a partir do CAPMG.
“O objeto dessa primeira malha foi apenas a aferição de vínculos. Buscamos verificar se as pessoas que prestam serviços ao Estado e aos municípios estão observando a regra constitucional do acúmulo, já que a Constituição só permite dois acúmulos em casos muito especiais, como dos médicos ou dos professores”, afirmou.
“Nesse batimento de dados, percebemos casos gravíssimos de pessoas acumulando muito mais de dois cargos, por exemplo”, completou. Terrão afirmou ainda que, a partir dos dados levantados, serão tomadas providências cautelares, no sentido de fazer com que os órgãos nos quais os servidores suspeitos de acúmulo estão lotados verifiquem as informações prestadas e corrijam as situações. “Esses órgãos terão 72 horas a partir do comunicado para tomar medidas, dentre elas a de suspender pagamentos, dependendo da situação, para casos mais gritantes”, ressaltou.
Dependendo do que for ou não feito, o TCE-MG, por meio da Superintendência de Controle Externo, poderá fazer “representações para que os próprios conselheiros avaliem as medidas urgentes e determinem, se for o caso, outras medidas cabíveis”.

Receita descobre R$ 110 milhões em fraudes em declarações do Imposto de Renda em Minas

Educação
Entre os órgãos públicos mineiros que registraram maior incidência de casos suspeitos de acúmulo ilícitos de cargos, a campeã foi a Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais (SEE-MG). O número de ocupantes de dois ou mais cargos na pasta – descontando-se os professores, que têm direito de trabalhar em até dois locais, como escolas estaduais e municipais, desde que com cargas horárias compatíveis e na mesma cidade ou região – chega a 89 mil.
O cálculo do TCE-MG é de que o gasto mensal com esses agentes com indício de acumulação ilícita, no caso da Secretaria, tenha sido, apenas em janeiro de 2015, de R$ 313 milhões. Multiplicando-se por 13 (os meses do ano mais o 13º salário), o montante anual teria chegado a R$ 4 bilhões (40% do orçamento da pasta em 2015).
Procurada, a SEE-MG informou que “não foi comunicada oficialmente pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais sobre o levantamento realizado e vai aguardar esta comunicação para se posicionar e tomar as medidas necessárias”. 


ATROPELADOR DO CANADÁ SERÁ JULGADO POR HOMICÍCIO DE 10 PESSOAS


Atropelador que matou 10 pessoas no Canadá recebe acusações de homicídio

Estadão Conteúdo








Os povos recolhem em um memorial para vítimas
O motorista de 25 anos que atropelou e matou 10 pessoas em Toronto, no Canadá, recebeu dez acusações de homicídio em 1º grau e outras 13 por tentativa de homicídio. Alek Minassian compareceu diante do tribunal da cidade nesta terça-feira (24), algemado. O juiz ordenou sua detenção sem possibilidade de fiança e marcou a próxima audiência para o dia 10 de maio. Seu pai estava na audiência e pediu desculpas às famílias das vítimas.

A polícia reúne provas para entender a motivação de Minassian. Cerca de 20 policiais percorreram o caminho da van pela rua Yonge, que foi fechada ao tráfego na segunda-feira. Apesar de desconhecerem a causa do atropelamento, as autoridades evitam fazer ligação com terrorismo. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse que nenhum elemento de ameaça à segurança nacional está presente no caso. Em entrevista coletiva, ele afirmou que o atropelamento "não mudou o nível geral de ameaças no Canadá".

O chefe de polícia de Toronto, Mark Saunders, também reiterou que não parece se tratar de terrorismo, apesar de "o incidente definitivamente parecer deliberado". Saunders informou que Minassian morava num subúrbio da cidade e não tinha passagens pela polícia. Ele acrescentou que a investigação está focada nos testemunhos e vídeos de câmeras de segurança. "Precisamos de cada peça deste quebra-cabeça para que possamos ter uma imagem completa e explicar exatamente o que aconteceu aqui", disse.

O incidente aconteceu no início da tarde, quando as ruas estavam lotadas de pessoas aproveitando o primeiro dia da primavera. A van subiu na calçada e começou a atropelar pedestres. "Ele começou a bater em todos, bateu em cada pessoa na calçada. Qualquer um que estivesse em seu caminho ele atropelaria", disse Ali Shaker, que estava dirigindo perto do local.

Outra testemunha, Peter Kang, disse que o motorista não fez nenhum esforço para parar. "Se fosse um acidente ele teria parado, mas ele foi atravessando a calçada. Ele poderia ter parado", afirmou.

Phil Zullo estava presente quando a polícia prendeu Minassian e testemunhou as equipes de emergência atendendo as vítimas. "Eu devo ter visto cerca de cinco, seis pessoas sendo ressuscitadas por quem passava e por motoristas de ambulância. Foi horrível. Brutal."

COLUNA ESPLANADA DO DIA 25/04/2018


O custo ´cotão´

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini C




Nos últimos três anos, mais de R$ 700 milhões em recursos dos contribuintes foram desembolsados para a chamada Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, também conhecida como “cotão”. Conforme levantamento da entidade Operação Política Supervisionada, ao qual a Coluna teve acesso, o valor médio de um dia de verba indenizatória equivale a 253 salários-base de professores. A OPS foi fundada pelo Gestor de TI Lúcio “Big” Batista e atua há cinco anos fiscalizando gastos com o cotão.
Os nossos políticos atuais só fazem mal ao país.
Autopromoções 
Os maiores gastos estão concentrados na rubrica que permite ao deputado divulgar o mandato - como produzir podcasts, vídeos, material gráfico, outdoors e até livros.

Narcisos
Desde 215, foram quase R$ 170 milhões “investidos” com autopromoções.

Não Decolou 
Caciques da velha guarda do DEM avaliam, internamente, que o partido deve redefinir - o quanto antes - a estratégia para as eleições presidenciais, já que a pré-candidatura do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não decolou. Maia insistirá.

O de sempre
Maia planejara alcançar entre 7% e 8% das intenções de voto até maio. Estacionou na faixa do 1% e com dificuldades de construir palanques e alianças estaduais. Diante desse cenário, ala da cúpula do DEM aponta que o melhor caminho é embarcar como vice de Geraldo Alckmin (PSDB-SP). As conversas estão avançadas com o tucano.

Desemprego 
Ao criticar a queda da MP 808/2017, que regulamentaria pontos da reforma Trabalhista, o presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Guilherme Feliciano, diz que trabalhadores agora temem procurar a Justiça por variados motivos - “entre eles o temor de sair com dívidas e, por outro lado, o medo do desemprego”.

Caducou 
A MP perdeu a validade ontem após 120 dias de vigência. Para o presidente da Anamatra, com a queda da matéria, “agrava-se ainda mais o cenário de insegurança jurídica inaugurado pela Reforma”.

Barraco à beira mar
O TRF da 4ª Região deve julgar em maio um recurso empresarial contra decisão da Justiça Federal de Paranaguá (PR) favorável a herdeiros da Colônia de Pescadores Maciel. A colônia está em litígio contra a Porto Pontal e a Balneária Pontal, herdeiras por doação tida como irregular em 1949, pelo então prefeito sócio de uma delas.

Chinês no cais
A Antaq concedeu autorização para a construção de um porto privado na área em disputa e que atraiu a atenção de chineses, que já compraram terminais em Paranaguá e São Francisco do Sul e esperam este novo porto para adquirir a concessão da União.

Naufrágio anunciado
Além dos chineses que desejam a área para seu novo porto, há litígio sobre as áreas vendidas para duas empresas estrangeiras - Techint e SubSea, com contratos para plataformas e equipamentos da Petrobras. A Techint, ítalo-argentina, foi arrastada no Petrolão e sofreu com a falência da OGX de Eike Batista.

Largada 
A 73ª edição do Encontro da Frente Nacional de Prefeitos, que acontecerá neste ano em Niterói, entre 6 e 8 de maio, terá a participação dos presidenciáveis. Rodrigo Maia (DEM) e outros já confirmaram pessoalmente com o prefeito Rodrigo Neves.

Canteiro aberto
A MRV lançou o Portas Abertas, de visitas monitoradas aos canteiros da construtora, e oferece aos estudantes de ensino técnico e universitário a oportunidade de vivenciar na prática o conhecimento aprendido em sala. Ano passado 450 alunos participaram.

Ponto Final
Desde as brigas de Joaquim Barbosa com Gilmar Mendes - e agora deste com Luís Barroso - as sessões do STF valem uma série de TV. Data vênia às excelências, parafraseando Barroso, “É ódio, uma mistura de mal com o atraso e pitadas de psicopatia” (de todos)...

DESCOBERTA UMA VACINA QUE MATA O MOSQUITO AEDES AEGYPTI


UFMG desenvolve vacina inédita no mundo que promete matar o 'Aedes aegypti'

Rosiane Cunha








Rodolfo Giunchetti em laboratório no ICB: pesquisa inédita no mundo que mata o Aedes aegypti

Uma vacina que mata o 'Aedes aegypti', mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya, febre amarela e mayaro, desenvolvida no Instituto de Ciências Biológicas (ICB), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), está em fase de testes e a patente foi registrada no início de 2018. Coordenada pelo professor Rodolfo Giunchetti, os estudos representam uma vantagem tecnológica para o Brasil, uma vez que combater o mosquito é mais eficaz do que vacinar a população contra cada uma das doenças que ele transmite.
O estudo está em fase de testes em macacos e o próximo passo são os estudos em humanos. Esses testes buscam demonstrar que a vacina é segura, não tem efeitos colaterais significativos e provoca alterações no inseto. Mas, o que falta agora é dinheiro. "Todas as etapas podem ser feitas na UFMG, nós temos a capacidade técnica, intelectual e estrutural, mas precisamos de investimentos para seguir em frente", ressalta Giunchetti.
A vacina age da seguinte forma: a pessoa que receber a dose cria anticorpos contra o mosquito e quando picada, esses anticorpos matam o mosquito. A vacina não protege individualmente contra as doenças (dengue, zika, chikungunya, febre amarela e mayaro), isso significa que o indivíduo picado, pode sim contrair essas doenças. No entanto, pensando coletivamente, se toda a população for vacinada, ocorre o controle do mosquito e, consequentemente, das doenças.
A pesquisa começou a partir da tese de doutorado, sob a supervisão de Giunchetti, da também pesquisadora Marina Luiza Rodrigues Alves. “Ela observou que um terço dos insetos que picava animais imunizados morria imediatamente”. E, ao acompanhar o ciclo completo do inseto, a pesquisadora constatou redução significativa no número de ovos e baixa viabilidade das pupas, que se desenvolveram mal ou morreram. “Foi possível perceber uma redução de cerca de 60% no ciclo do Aedes”, explica o professor.
A ideia dos pesquisadores é acabar com o transmissor e evitar a necessidade de desenvolver uma vacina para cada tipo de doença . "Se a proposta tem a desvantagem de não imunizar o indivíduo contra arboviroses, que são as viroses transmitidas por insetos, a chance do mosquito morrer é bastante alta, assim como de reduzir sua reprodução. Além disso, a formulação desenvolvida pelo grupo de pesquisa poderia ser associada a vacinas convencionais, como a da dengue", revela.
O professor enfatiza ainda que quem receber essa vacina não estará imunizado contra todas as viroses, mas o componente vai ajudar a eliminar o mosquito, o que, em última instância, provoca o fim dessas doenças, por falta do principal elo de transmissão.
Ele explica que o Aedes aegypti tem a capacidade de se alimentar em vários hospedeiros: “A fêmea pica em busca do sangue, necessário para o amadurecimento do ovário e a produção de ovos”. Ela digere o sangue, coloca os ovos e volta para se alimentar em outra pessoa ou na mesma. O ensaio pré-clínico foi feito em camundongos, que, após receberem a vacina, produziram anticorpos capazes de induzir alterações na homeostasia do inseto, resultando em desequilíbrio fisiológico de alto impacto.
A pesquisa é financiada, em parte, por parceria firmada entre Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Saúde. Na UFMG, conta com a participação de professores dos departamentos de Morfologia, Rodolfo Giunchetti e Walderez Dutra e de Parasitologia, Daniella Bartholomeu, Ricardo Fujiwara, Nelder Gontijo, Marcos Pereira, Mauricio Sant’Anna e Ricardo Araújo. Também participam William Borges, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Rodrigo Correa-Oliveira e Luciano Moreira, da Fundação Oswaldo Cruz (CPqRR-Fiocruz), e Paulo Ho, do Instituto Butantan.



AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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