sexta-feira, 2 de março de 2018

CLASSE MAIS PRIVILEGIADA EM SALÁRIOS NO BRASIL - NÃO DEVE FAZER GREVE POR BENEFÍCIOS QUE SÓ ELES RECEBEM



Juízes federais aderem a paralisação por benefício que soma R$ 28,8 mi ao ano

Evaldo Magalhães








Juiz diz que greve deve ser simbólica, sem prejuízos para a população


Juízes federais de todo o país anunciaram, ontem, paralisação nacional da categoria em 15 de março, em razão da decisão da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), de levar ao plenário da Casa, no dia 22, a Ação Ordinária n.º 1.773, que trata do recebimento do auxílio-moradia por esses magistrados. A decisão de cruzar os braços foi tomada após consulta sobre o assunto, nos últimos dias de fevereiro, a 1.300 juízes de Tribunais Federais brasileiros – que, por 81% dos votos, optaram por aderir ao movimento.
Em Minas, mais de 50% dos cerca de 200 magistrados, segundo a Associação dos Juízes Federais do Estado (Ajufemg), votaram a favor da paralisação.
Para a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), que realizou a consulta, é “inaceitável” que apenas o auxílio-moradia dado a seus associados seja colocado em questão pela suprema corte do país, já que o mesmo benefício (R$4.377 por mês) é concedido a categorias do serviço público nos três poderes, incluindo juízes estaduais e integrantes do Ministério Público, deixados de fora do julgamento do dia 22.
A Ajufe defende que, na avaliação a ser feita pelo STF, seja incluída a Ação Direta de Inconstitucionalidade n.º 4.393, que trata da Lei dos “Fatos Funcionais da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro”. Com isso, seria definido o que pode e o que não pode ser pago ao conjunto dos juízes, sem distinção de lotação, “de forma clara, transparente e de acordo com os anseios de toda a população brasileira”. O resultado da consulta, informou a Ajufe, por meio de nota, materializou “a indignação contra o tratamento dispensado à Justiça Federal”.
Folha
O auxílio-moradia, um dos benefícios a que diversas categorias de servidores públicos têm direito – políticos, oficiais das Forças Armadas e das PMs, ministros, desembargadores, juízes e promotores, entre outros – é amparado por lei e pago, no Brasil, há pelo menos quatro anos.
No caso dos juízes estaduais de Minas, o benefício ( R$ 4.377,73) foi pago, na folha de janeiro, a cerca de mil dos 1.567 juízes e desembargadores. O valor total foi superior a R$ 4,4 milhões, o que projetaria, para o ano, um gasto de mais de R$ 52,8 milhões. Esse volume de recursos anual seria suficiente para construir mais de 460 casas populares de dois quartos, padrão normal, avaliadas em R$ 115 mil cada.
Já entre os cerca de 680 juízes federais que atuam em Minas, pouco mais de 550 receberam o auxílio-moradia em janeiro. O montante destinado ao benefício na folha daquele mês foi de R$ 2,4 milhões, projetando R$ 28,8 milhões ao longo de 12 meses.
Com esse dinheiro, poderiam ser construídas 250 casas nas mesmas características do exemplo anterior. Em janeiro, o rendimento líquido médio dos juízes estaduais, somando outros auxílios como o refeição (R$ 844), além de pagamentos retroativos e antecipação de férias, foi de R$ 47,3 mil. No caso dos federais, a média líquida foi de R$ 37,1 mil.
Retaliação
Em documento divulgado ontem, a Ajufe também sustenta que o questionamento do auxílio-moradia exclusivamente de juízes federais tem relação direta com a operação “Lava Jato”, na qual eles têm atuado nos últimos anos.
“A operação ‘Lava Jato’ vem mudando a cultura brasileira em relação à corrupção, combatendo-a, sem limites, o que está comprovado pela condenação de diversas autoridades nacionais que ocuparam cargos expressivos”, sustenta a nota. “Assim, a forma encontrada para punir a Justiça Federal foi atacar a remuneração dos seus juízes”.
A categoria também questiona a não aprovação de recomposição do subsídio dos juízes federais, direito previsto na Constituição, cuja perda já atinge 40% do seu valor real, e a “acelerada tramitação do projeto de alteração da lei de abuso de autoridade, em total desvirtuamento das dez medidas contra a corrupção, projeto esse de iniciativa popular”.

Desentendimento entre juízes federais e estaduais

Benefícios pagos a juízes estaduais e federais do país provocam polêmica cada vez maior, mas isso não faz com que as categorias estejam unidas para defender os alegados direitos. Nesta semana, duas entidades classistas de magistrados - a Ajufe e a Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) - chegaram a se desentender publicamente por causa do julgamento de 22 de março, no STF.
A Ajufe divulgou comunicado questionando a intenção da ministra Cármen Lúcia de cuidar apenas do auxílio-moradia dos juízes dos tribunais federais, deixando de fora da pauta os colegas estaduais. “Não basta apenas julgar as ações que tratam do auxílio-moradia, que atingirão apenas os juízes federais, deixando sem resolução os diversos pagamentos realizados no âmbito dos demais segmentos do Judiciário”, informou a entidade.
Imediatamente, a reação: a Amagis criticou, também por nota, a postura da Ajufe. “A Amagis lamenta ver no movimento associativo, líder imprudente, irracional, cujos atos ultrapassam o limite do suportável. Diferenças salariais sempre existiram, mesmo entre os juízes estaduais e ainda existem, mas tais diferenças não justificam que um segmento ataque o outro, num viés autofágico. Ao contrário, o propósito sempre foi o de buscar as conquistas legais já obtidas pelos demais segmentos”, opinou a organização.
Diante de repercussões negativas do comunicado, que parecia indicar uma disputa entre as duas entidades, a Amagis amenizou o tom. Em nova nota, endereçada ao Hoje em Dia, afirmou que “não há clima de guerra entre os dois segmentos parceiros da Justiça brasileira”.
“O presidente da Amagis, desembargador Maurício Soares, reafirma o grande apreço que tem pelos colegas federais e que apenas fez uma crítica pontual a uma ação do presidente da Ajufe”, acrescentou a entidade, destacando, ainda, que seu comandante representa somente os magistrados de Minas, e não fala, portanto, pelos juízes estaduais de todo o país.
Processos
De acordo com o presidente da Ajufemg e juiz da 9ª Vara Federal em Belo Horizonte, Murilo Fernandes de Almeida, o movimento dele e dos colegas, a ser realizado por um dia, dentro de duas semanas, será “simbólico” e não deve afetar o andamento de processos na Justiça Federal, em Minas e no país.
“Nenhum juiz vai deixar de atender os casos sob sua responsabilidade durante a paralisação, até porque esse tipo de atitude não faz parte da característica de trabalho do magistrado. Trabalhamos o tempo todo, mesmo em casa, nos finais de semana”, afirma.
“O que estamos programando é um ato formal para demonstrar nossa insatisfação à sociedade, como se nos reuníssemos para dizer que não vamos aceitar passivamente um ataque exclusivo, como esse que está previsto para 22 de março”, acrescenta.


quinta-feira, 1 de março de 2018

O ADVOGADO DE LULA NÃO GANHA NADA NA JUSTIÇA FEDERAL



Tribunal da 'Lava Jato' barra nova ofensiva de Lula contra Moro

Estadão Conteúdo










Segundo o advogado do ex-presidente, Moro teria se tornado suspeito ao participar como palestrante do 4º Evento Anual Petrobras em Compliance

Os desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região negaram nesta quarta-feira (28), por unanimidade, novo pedido de exceção de suspeição feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula contra o juiz Sérgio Moro, da "Lava Jato".

Além do pedido de suspeição, a defesa requeria a redistribuição para outro magistrado do processo que averigua a propriedade de imóveis em São Bernardo do Campo (SP), um apartamento ocupado pelo ex-presidente e um terreno que seria para uso do Instituto Lula.

Segundo o advogado do ex-presidente, Moro teria se tornado suspeito ao participar como palestrante do 4º Evento Anual Petrobras em Compliance, na sede da estatal, no dia 8 de dezembro do ano passado.

Na ocasião, segundo a defesa, o magistrado teria aconselhado a Petrobras, que é assistente de acusação em processos da Operação "Lava Jato", sobre medidas de prevenção e combate à corrupção e a respeito de matérias pendentes de julgamento, havendo ligação entre o tema abordado e os fatos apurados na ação penal.

Segundo o relator, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, eventuais manifestações do magistrado em textos jurídicos ou palestras de natureza acadêmica, informativa ou cerimonial a respeito de crimes de corrupção "não conduz à suspeição para julgar processos relacionados à Operação 'Lava Jato'".

Gebran ressaltou que o inciso IV do artigo 254 do Código de Processo Penal referido pela defesa, segundo o qual o juiz se torna suspeito se tiver aconselhado qualquer uma das partes, deve ser interpretado pela ótica processual, ou seja, só poderia se utilizado pela defesa no caso de a Petrobras ser uma das titulares da ação penal, o que não ocorre no caso.

O desembargador assinalou que as manifestações do juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, origem e base da "Lava Jato", no evento da Petrobras são relativas a aspectos internos e a normas de compliance, ou seja, aquelas destinadas a evitar, detectar e tratar desvios e inconformidades de modo a minimizar ou afastar os riscos de corrupção.

Para Gebran, as afirmações de Moro "não diziam respeito aos fatos do processo, ainda que se originassem da experiência colhida ao longo da Operação 'Lava Jato'".

MORRE DIRETOR BRITÂNICO DE 03 FILMES DE JAMES BOND



Lewis Gilbert, diretor de três filmes de James Bond, morre aos 97 anos

France Presse










Ambos destacaram "sua enorme contribuição para a indústria cinematográfica britânica e os filmes Bond"

O britânico Lewis Gilbert, diretor de três filmes de James Bond, morreu aos 97 anos, anunciaram os produtores das aventuras do agente secreto.
Gilbert dirigiu "Com 007 Só Se Vive Duas Vezes" (1967), "O Espião que me Amava" (1977) e "007 Contra o Foguete da Morte" (1979).
"Com grande tristeza soubemos do falecimento de nosso querido amigo Lewis Gilbert", anunciaram os produtores da franquia Bond, Michael Wilson e Barbara Broccoli, em um comunicado divulgado na terça-feira à noite.
Ambos destacaram "sua enorme contribuição para a indústria cinematográfica britânica e os filmes Bond".
"Era um autêntico cavalheiro, cujos filmes são considerados clássicos da série", afirma o comunicado.
Nascido em Londres em 1920, Gilbert estreou no cinema em 1945 com um documentário sobre habitação no pós-guerra.
Dirigiu quase 30 filmes, incluindo "Alfie - Como Conquistar as Mulheres", indicado a cinco estatuetas do Oscar, incluindo melhor ator para Michael Caine.
Seu último longa-metragem, "Before you go", estreou em 2002.

COLUNA ESPLANADA DO DIA 01/03/2018



Caiu pela boca

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini








A demissão do delegado Fernando Segovia da direção-geral da Polícia Federal foi um acordo de Raul Jungmann, novo ministro da Segurança – com a PF sob seu comando – e o titular da Justiça, Torquato Jardim, que apadrinha o substituto Rogério Galloro desde ano passado. Segovia falou demais para um titular de cargo estratégico – e com conotações de defesa de Temer, investigado pela própria PF. No jogo de poder, perdem Temer e o ex-presidente José Sarney – o primeiro a apadrinhar sigilosamente Segovia, que o visitou. Ganham a Associação Nacional dos Delegados de PF, que apoiava Galloro, e o ministro Torquato, que se fortalece.
Mão no coldre
Galloro vai trocar todas as diretorias da Polícia Federal, mas não vai mexer nas Superintendências regionais já consolidadas, garante uma fonte consultada.

Morreu na praia
O que pesou também contra Segovia foi a tentativa de emplacar apadrinhados seus em superintendências e delegacias regionais, como na de Santos, onde Temer é investigado.

Parceria
Quem perde também com a saída de Segovia é a Fenapef, Federação dos Policiais Federais. Eles apoiavam o delegado desde antes da indicação.

Segue a novela
Antes de ser surpreendido com a demissão, Segovia tentou ganhar tempo no caso de Temer. A PF pediu à Justiça mais 60 dias para concluir inquérito no caso do presidente.

Vista Grossa
O Governo fez “vista grossa” para a avaliação do Tribunal de Contas da União que apontou precariedade “nas estratégias, arranjos institucionais, tecnologias e conhecimento, gestão e controles” da segurança pública em todo o país.
Tribunal avisou
O parecer foi concluído em maio de 2017 e enviado aos ministérios do Planejamento e Casa Civil. O relator da avaliação no TCU, ministro José Múcio, ressaltou a falta de uniformidade e padronização do Plano Nacional de Segurança Pública “sem definição de responsáveis e sem vinculação com os demais atores estaduais”.

Samba..
O Carnaval da pequena Araguari em 2014, em Minas, entrou na mira do Ministério Público do Estado. Uma fundação municipal arcou com despesas de R$ 750 mil de estruturas e shows, e ainda permitiu à empresa privada lucrar com venda de espaços.
..atravessado
A parceria faturou com venda de alimentos e cotas de patrocínios em cima de shows de Luan Santana e Henrique & Juliano, mas com cachês pagos pela prefeitura.

Indústria do mandato
Ex-vereadora, Elaine Matozinhos (PTB), suplente do senador Zezé Perrella (PMB-MG), deve assumir o cargo com eventual afastamento do titular no meio do ano. Perrella é o suplente do finado Itamar Franco. Com três meses de cargo, qualquer senador, mesmo suplente, torna-se beneficiário vitalício no plano de Saúde da Casa.

Choque
Cada vez mais alinhado ao Palácio do Planalto, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, protela a leitura do requerimento de CPI para investigar a situação da Eletrobras e o processo de privatização da estatal.

Entregabras
O senador Hélio José (PROS-DF) conseguiu o apoio de 38 colegas que assinaram o requerimento em apoio à CPI. “É uma proposta (de privatização) equivocada; teremos o aumento da conta de luz e mais sacrifício para os trabalhadores brasileiros”, afirma.

A vez delas
Palestrante do almoço do LIDE-Brasília, promovido pelo empresário Paulo Octávio, Sônia Hess, vice-presidente do grupo Mulheres do Brasil, frisou que a “ousadia” é a principal virtude dos empreendedores. Hess comandou durante 12 anos a maior camisaria da América Latina, a Dudalina.

Neobrasiliense
O ex-deputado federal Ricardo Berzoini acaba de transferir o título eleitoral de São Paulo para Brasília, e será o candidato do PT ao Governo do Distrito Federal. Ex-bancário e sindicalista, o petista quer investir na interlocução com servidores, classe forte no DF.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...