quinta-feira, 1 de março de 2018

O FRACASSO PODE ALIMENTAR O DESEJO PARA LEVAR AO SUCESSO



É possível um fracasso virar sucesso?

Simone Demolinari 









Sim. Sob o ponto de vista da psicologia, é possível transformar um ponto limitante em algo edificante. E exemplos não faltam: ex obesos que se tornaram atletas; exímios oradores com histórico de timidez; desempregados que se tornam grandes empresários;   ansioso que se transforma num indivíduo tranquilo e assim por diante. Pessoas que venceram aquilo que as venciam e ainda ajudam outros a trilharem o mesmo caminho.
Mas virar esse jogo não é fácil. Enquanto muitos obtém sucesso, outros tantos sucumbem às primeiras tentativas. Fica então a duvida sobre qual ponto é determinante para o êxito? É preciso analisar com cautela os elementos psíquicos que compõem essa complexa questão.
Tudo começa na infância. Geralmente somos mais criticados que encorajados, e isso, estimula o medo e a sensação de incapacidade frente aos desafios. Além disso,  nos é ensinado, desde cedo, a não evidenciar nossas qualidades sob pena de parecermos convencidos. Aprendemos então a reprimi-las. Reprimimos até o que é obvio, e  isso fica claro na dificuldade que temos em receber elogios. A maioria não sabe como lidar com palavras lisonjeiras, que ora geram  desconforto, ora uma recusa ao elogio. Reforçar os defeitos e reprimir as qualidades é uma formula poderosa para formar um indivíduo inseguro.
Se já é difícil transformar um ponto fraco em ponto forte sendo seguro de si, imagina para aqueles que não tem auto confiança? A coisa piora bastante. E toda essa insegurança inibe a capacidade de correr riscos: enquanto uns paralisam, outros sabotam o próprio objetivo desistindo no primeiro obstáculo. No fundo, acreditam mais no fracasso que em si próprio por isso não vão adiante.
A insegurança e o medo sem dúvida limitam o sucesso, mas, talvez, um elemento mais comprometedor seja a “síndrome desejo milagroso”: querer o resultado sem dedicar esforço suficiente para alcança-lo. A maioria de nós tem um pouco dessa síndrome – se você perguntar a cem pessoas se elas desejam ganhar na mega sena, provavelmente todos dirão que “sim”, porém poucos estarão dispostos a jogar. Querem ganhar por força de um milagre.
Não existe nada fácil. Todo sucesso demanda esforço. Porém, quem sofre dessa síndrome, não pensa assim: querem emagrecer perdendo a fome e não se privando de comer; querem largar o cigarro perdendo a vontade de fumar e não lutando contra o vício. Esquecem que para alcançar o objetivo é preciso lutar contra o desejo e não ficar esperando ele desaparecer.
Falar e não fazer é auto engano. Para ser verdadeiro, é preciso que o discurso esteja alinhado com a ação. Caso contrário, a ação definirá a verdade, ainda que a afirmação seja contrária.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

"LA CASA DE PAPEL" - FENÔMENO DA PRODUÇÃO ESPANHOLA NO CINEMA



Produção espanhola ‘La Casa de Papel’ se firma como fenômeno na Netflix

Jéssica Malta










SUCESSO – Com uma estreia sem muito alarde, a série, adicionada no final do ano passado no catálogo da Netflix, acompanha a história de oito pessoas recrutadas para um grande assalto

“O que é roubar um banco, comparado a fundar um banco?”. A frase do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht é a escolhida pelo pesquisador e professor de cinema Athaídes Braga para definir a produção espanhola “La Casa de Papel”, que mesmo sem muito alarde inicial, sem divulgação grandiosa pela Netflix, se firmou como um fenômeno da plataforma.
Não por acaso, referências a história – que acompanha oito pessoas recrutadas para um grande assalto à Casa da Moeda de Madri – povoaram o Carnaval brasileiro nas fantasias de vários foliões, que ostentavam os uniformes vermelhos e máscaras do pintor Salvador Dalí, utilizadas pelos personagens da série
Mas o frisson vai além da inspiração carnavalesca. A produção está entre as vinte séries mais populares do mundo na lista da base de dados IMDB, além de ser habitué na lista de conteúdos em alta da Netflix.
Para Braga, a justificativa para tanto sucesso está relacionada principalmente ao formato e origem do seriado, que trazem vários elementos inesperados. “É uma produção bem diferente do modelo norte-americano”, pontua. “Os ganchos não são previsíveis, a apresentação dos personagens é bem distinta, não existe aquele reconhecimento direto do protagonista, do antagonista e do bandido. A cada momento acontece um desdobramento diferente e isso é algo que raramente acontece em produções norte-americanas”, observa.
O foco na cultura espanhola – o que acaba fugindo da hegemonia hollywoodiana ou britânica – também é um dos pontos fortes da produção para o pesquisador. “É uma série menos industrial. Não vem de um grande estúdio, com um grande investimento e aposta em uma narrativa, uma cultura e uma língua diferentes do que estamos acostumados”, diz.
O caráter político e combativo de “La Casa de Papel” é outro fator destacado por Braga. “A série tem uma crítica muito forte e uma proposta de ser revolucionária. Tem um pensamento marxista de tomar a ferramenta que produz o dinheiro, através da ocupação da Casa da Moeda.
O pesquisador enfatiza ainda a relação da produção com o contexto sociopolítico atua, o que pode ser uma chave para a identificação da audiência. “Pode ser que um público mais conservador não goste, mas a série está trazendo exatamente um sintoma desses tempos de hegemonia do capital financeiro sobre todo mundo, da relação com as instituições, com a polícia”, explicita. “E traz essas questões com uma beleza plástica. É uma série diferenciada e genial”, exalta.


A MAIORIA DOS PROFESSORES NÃO ACOMPANHAM AS EVOLUÇÕES TENOLÓGICAS



Professor Hi-Tech demanda formação

Estadão Conteúdo








Entre as novas ferramentas estão apresentações interativas, formulários virtuais de avaliação e programas que permitem o uso do celular para exercícios de reconhecimento de voz

Dos aplicativos de celular à realidade virtual, o domínio da tecnologia deve ocupar espaço cada vez maior na formação de professores. Segundo especialistas e diretores de colégios, novas competências têm sido incorporadas à prática dos profissionais com rapidez e devem passar de diferenciais a exigências para quem ensina língua inglesa.

Entre as novas ferramentas estão apresentações interativas, formulários virtuais de avaliação e programas que permitem o uso do celular para exercícios de reconhecimento de voz. Exercícios que antes eram feitos com lápis e papel hoje podem ser aplicados a distância, com programas para smartphones.

"Sites ou aplicativos ficam na moda por um tempo e desaparecem quando chega outra coisa melhor", diz Alberto Costa, coordenador da Cambridge English, que faz avaliação de proficiência em inglês e preparo de professores. "Quando se fala em desenvolver competências, isso significa realmente dar ao professor ferramentas para poder usar o que existe de maneira criativa e, ao mesmo tempo, com propósito pedagógico."

Para o coordenador da área de Inglês do Colégio Lourenço Castanho, Roberto Vicente, os professores não devem apenas se adaptar às novidades tecnológicas que fazem sucesso entre os alunos, mas também apresentar novidades.

"É quase uma consequência inevitável que nós fiquemos atentos às tecnologias que fazem parte da vida dos alunos", diz o coordenador. "Buscamos também nos apropriar de coisas que os alunos não conhecem para também apresentar a eles e mostrar caminhos interessantes, tentar estimular a criatividade."

Treinamento

Especializada em certificados de proficiência, a Cambridge English mantém um site que reúne cursos gratuitos e um recurso de autoavaliação para professores, que mostra quais competências são mais deficientes. A instituição também promove encontros para treinar os profissionais.

"O professor precisa saber qual é o ponto de partida dele" diz Costa. "O primeiro passo é a autoavaliação." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

NOVO DELEGADO CHEFE DA POLÍCIA FEDERAL É NOMEADO



Delegados pedem ao novo chefe da PF 'independência funcional'

Estadão Conteúdo








Galloro vai assumir a cadeira número 1 da PF em substituição ao delegado Fernando Segovia


Os delegados de Polícia Federal declararam "apoio integral" ao novo chefe da corporação, Rogério Galloro, mas sugerem a ele que "prestigie a independência funcional" da categoria. Eles querem que Galloro "apoie integralmente" a autonomia da PF, antiga aspiração da classe.

Em nota pública, o Sindicato dos Delegados da PF em São Paulo informou que "espera do novo diretor-geral da Polícia Federal, delegado experiente, técnico e com bom histórico na carreira, que conduza um processo de fortalecimento da instituição, impedindo interferências externas".

Galloro vai assumir a cadeira número 1 da PF em substituição ao delegado Fernando Segovia, que teve vida curta no cargo, menos de quatro meses. Cercado de polêmicas, o apadrinhado do ex-senador José Sarney (MDB/AP) tomou posse no dia 20 de janeiro, mas caiu nesta terça-feira (27) por ordem do ministro Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann.

Os delegados apontam para o que classificam de risco de desmonte da Polícia Federal. "É preciso que o novo DG (diretor-geral) considere a necessidade urgente de abertura de concurso público para o preenchimento dos cargos vagos, impedindo assim o desmonte do órgão, que prestigie a independência funcional dos delegados de Polícia Federal e que apoie integralmente a autonomia da PF."

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...