quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

SENADO TAMBÉM APROVA A INTERVENÇÃO FEDERAL MILITAR NO RIO DE JANEIRO



Senado aprova decreto e autoriza intervenção federal no Rio

Estadão Conteúdo








A medida terá validade até 31 de dezembro

O Congresso aprovou na noite desta terça-feira (20), o decreto que autoriza a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Depois de a Câmara dar o aval, foi a vez de o Senado chancelar a medida por 55 votos a favor, 13 contra e uma abstenção.

Por se tratar de um decreto presidencial, a intervenção já está em vigência desde sexta-feira, quando a medida foi assinada pelo presidente Michel Temer. Coube aos parlamentares apenas dizer se aceitavam ou não a decisão, sem ter o direito de fazer modificações no mérito da proposta.

A medida terá validade até 31 de dezembro. Enquanto estiver em vigor, o general Walter Braga Netto, do Comando Militar do Leste, será o interventor no Estado e terá o comando dos aparelhos de segurança do Rio, como as Polícias Civil e Militar.

Relator do decreto no Senado, o senador Eduardo Lopes (PRB-RJ), aliado do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), afirmou que o governo não pode deixar faltar recursos para as ações que serão colocadas em prática no Estado.

Segundo Lopes, o Palácio do Planalto "tem que apresentar o mais rápido possível" o plano de trabalho e a previsão de gastos da intervenção no Rio. "Não dá para começar uma operação dessa magnitude e no meio dizer que não alcançamos o que queríamos por falta de recurso", disse.

Até agora, o governo não divulgou quanto a medida vai custar. Caberá a Braga Netto apresentar nos próximos dias um planejamento detalhado das medidas.

Assim como na Câmara, a maioria dos senadores da base votou a favor da medida. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) criticou o governo, mas votou a favor do decreto. "A intervenção é decorativa e expõe as Forças Armadas, mas é inevitável", disse.

Encaminharam voto contrário ao texto PT, PSB, PCdoB e Rede. "Esse é um governo paspalhão e essa intervenção é uma intervenção tabajara. Se der errado, nós vamos recorrer a quem? Ao Vaticano?", questionou o líder da minoria no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

ATIVIDADE FÍSICA É O MELHOR REMÉDIO PARA OS IDOSOS



Atividade física de baixa intensidade pode prolongar vida dos idosos, diz estudo

Agence France Presse










O estudo mostra que cada meia hora adicional de atividade de baixa intensidade por dia está associado a uma redução de 17% do risco de falecimento

Algumas horas por semana de atividade física, mesmo de baixa intensidade, como passear ou se dedicar à jardinagem, poderiam diminuir o risco de morte nos homens idosos, sugere um estudo publicado nesta terça-feira (20).
O volume total de atividade física está associado a um menor risco de morte por qualquer causa, asseguram os autores do estudo publicado na revista médica British Journal of Sports Medicine.
O estudo mostra que cada meia hora adicional de atividade de baixa intensidade por dia (colocar plantas em vasos, passear com o cachorro, etc.) está associado a uma redução de 17% do risco de falecimento.
Meia hora adicional de atividade moderada ou intensa reduz ainda mais o risco, em até 33%.
"As diretrizes britânicas e americanas sobre a atividade física não mencionam [até agora] nenhuma vantagem de uma atividade de intensidade leve", indica à AFP Barbara Jefferis, epidemiologista da University College London.
"Mas os resultados do estudo sugerem que todas as atividades, não importa sua intensidade, são saudáveis", explica.
O estudo teve início em 1978 com cerca de 8.000 homens de entre 40 e 59 anos de 24 cidades britânicas.
Entre 2010 e 2012, os 3.137 sobreviventes passaram por um exame médico e responderam a perguntas sobre seu estilo de vida e qualidade de sono.
O estudo acabou se concentrando em 1.181 homens que usaram um aparelho de acompanhamento do volume e intensidade do exercício físico durante sete dias.
Esses homens, de em média 78 anos, foram submetidos depois a análises periódicas durante cinco anos, um período em que 194 deles faleceram.
Os autores lembram que este tipo de estudos de observação não permitem estabelecer formalmente uma relação de causa e efeito.
Além disso, não está claro se as observações desse estudo podem ser aplicadas às mulheres idosas, embora a priori não haja motivos para que os resultados difiram, acrescentam os pesquisadores.


COLUNA ESPLANADA DO DIA 21/02/2018



Blindagem a Segovia

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini







Alvo até do Supremo Tribunal Federal por suas declarações contraditórias, o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, será blindado pelo Governo. Deputados da base receberam orientação do Palácio para derrubar todos os requerimentos de convite e convocação do DG na Câmara e Senado. Desde que assumiu o comando da corporação, Segovia tem falado além da conta, em entrevistas que conotam desqualificar investigações da própria PF sobre o presidente Michel Temer. Não bastasse, o delegado já se reuniu com Temer no Palácio a sós, fora da praxe do cargo.

Quem segura
Dois padrinhos seguram, hoje, Segovia no cargo. O presidente Temer e o ex-presidente José Sarney. Se dependesse das associações dos policiais e delegados, já tinha caído.
História 
O aprovado ‘mandado de busca e apreensão e de captura coletivo’ no Rio tem precedente. Foi ferramenta jurídica utilizada no regime militar pela Polícia do Exército.
Bloco do arrastão
A sede da Associação Nacional dos Advogados da União (Anauni) foi assaltada em Brasília durante o Carnaval. Levaram computadores e documentos.
Técnicos x oportunistas 
Há dois perfis analisados pelo Palácio para o cargo de ministro da Segurança Pública. Os especialistas, que não trocam consultorias no mercado pelo pepino de um gabinete em Brasília. E os oportunistas de plantão, com vistas a uma vitrine para disputar cargos eletivos futuramente. Esses, os descartados - mas por ora. O Palácio vive agonia.
Tchau, querida
Como não demitiu Luislinda Valois para se preservar com o PSDB, o presidente Temer forçou seu pedido de demissão. Tirou-lhe poder, conforme a Coluna antecipou domingo. ‘Direitos Humanos’ vai virar secretaria no bojo do Ministério da Segurança.
Em campanha
Ciro Gomes começará sua caravana presidencial pelo Ceará. Dias 1º, 2 e 3 de março, o candidato irá com Carlos Lupi, presidente do PDT, aos principais municípios do Estado. A caravana se chamará Rota 12 - seu número na urna.
Fórum social
A turma que pretende monitorar as ações do Exército no Rio fala em controle social da intervenção. As metas: preservar vidas; denunciar violações; formular agenda positiva.
Em casa
Carolina Pimentel, primeira-dama do Governo de Minas, é assediada por partidos aliados para se candidatar a deputada federal. Ela foi alvo da PF na Operação Acrônimo.
Frente partidária 
A intervenção no Rio será discutida hoje na Câmara Federal por presidentes das Fundações Leonel Brizola (PDT), Perseu Abramo (PT), Maurício Grabois (PCdoB), João Mangabeira (PSB). Vão lançar o Manifesto Unidade para Reconstruir o Brasil.
Quem procura..
Fiscais da Secretaria de Fazenda de São Paulo vão solicitar esclarecimentos da Procuradoria do Estado para entender por que o procurador Alexandre Aboud acompanha todas as fiscalizações feitas nas empresas que compram produtos da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Em outras ações, Aboud não dá as caras.
.. acha
Aboud já é conhecido por ter feito palestra em evento patrocinado por distribuidores de combustível em que, na época, disse que iria “extirpar” a Refinaria de Manguinhos do mercado. O que também é estranho é o fato de Aboud ser amigo de Facebook do principal advogado do Sindicom, Luciano Godoy.
Manaus na rota
O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) vai ao Itamaraty solicitar ao chanceler Aloysio Nunes Ferreira que o Amazonas seja incluído nas medidas que o Governo federal prepara de controle da imigração de venezuelanos em Roraima. Braga teme que a turma se desloque pelos rios para Manaus. A capital, aliás, já tem muitos refugiados ilegais.
Lula lá (na mostra)
Lula confirmou presença na abertura da exposição Legado do PT - Nossa História , que a Fundação Perseu Abramo promoverá na quinta na Casa de Portugal, em São Paulo.

REFLEXÕES SOBRE A INTERVENÇÃO FEDERAL MILITAR NO RIO DE JANEIRO



Aqui e agora, o desafio

Manoel Hygino 







Aconteceu o que se esperava. A intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro se tornara imperativa pelas próprias razões que determinaram a medida presidencial extrema, embora não a última. Apesar do interventor general Braga Neto não aceitar a ideia de tanta gravidade, considerando a existência de “muita mídia” em torno do assunto, o Brasil inteiro admite e reconhece a situação a que chegou aquele Estado, como julgou o governo federal.
O fato, aliás, é percebido pelo comandante do Exército, general Villas Boas, ao advertir que os problemas enfrentados pelo Estado vão além da segurança pública e exigem ações mais efetivas. “Os desafios enfrentados pelo Rio de Janeiro ultrapassam o escopo de segurança pública, alcançando aspectos financeiros, psicossociais, de gestão e comportamentais”; impõem a “necessidade de uma honesta e efetiva ação integrada dos poderes federais, estaduais e municipais”.
As primeiras providências são para atender ao ritual legal para fazer funcionar o que se pretende, começando pela aprovação da Câmara e do Senado. O planejamento se iniciou imediatamente, para que se tenha realmente sucesso no que se propõe empreender em área tão complexa e abrangente até final de dezembro.
A situação a que chegou o Estado do Rio não é a única e primeira, sequer restrita ao território em que se encontra encravada a imagem da cidade considerada cartão-postal nacional. O que se fará ali poderá ser extensivo a todas as regiões do país, estigmatizado por crime e corrupção, propagados a todas as unidades da Federação. Não se trata de um desafio localizado em suas causas e efeitos, pois dolorosamente sentidos em todos os rincões.
Vive a nação uma fase dificílima e não há como negar. A medida drástica adotada com relação ao estado litorâneo atinge, em última análise, toda a nação, exposta a organizações criminosas de alto poder e inteiramente contrárias aos interesses nacionais. Combatê-las em todas suas fortalezas e seus escalões é uma imposição, nesta hora já abalada por outras situações não menos embaraçosas à vida nacional e ao exercício pleno da democracia.
Dispenso-me de enunciá-las. A opinião pública, o cidadão, sabem.
Mutatis mutandis, evoco aqui o que se disse, em 1870, quando se publicou o manifesto do Partido Republicano, em 3 de dezembro: “A imprevidência, as contradições, os erros das usurpações governamentais, influindo sobre os negócios internos e externos da nossa pátria, vão criando esta situação deplorável, em que as inteligências e os caracteres políticos parecem fatalmente obliterados por um funesto eclipse”.
Poderia soar estranho, mas se permitiria repetir, aqui e agora, que a sociedade brasileira, após tão extenso tempo de existência como coletividade nacional independente, encontra-se, em face do problema de sua organização e funcionamento políticos, como se surgisse do caos colonial.
É triste a constatação, mas pelo menos aponta para a necessidade de todos os brasileiros se incorporarem a uma obra de regeneração nacional, em clima tão plúmbeo e confuso.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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