quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

COLUNA ESPLANADA DO DIA 15/02/2018



Mais Médicos

Coluna Esplanada - Leandro Mazzini








O Ministério da Educação prepara o lançamento de um edital para autorizar mais cursos de Medicina em faculdades privadas em 29 cidades do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O edital causa correria no mercado para apresentação das propostas. Em março, o MEC vai lançar edital para cadastramento das Mantenedoras de Educação Superior que têm, inclusive, os cursos de Medicina.
Plantão médico
Os médicos do presidente Michel Temer indicaram que ele deve fazer nova desobstrução na próstata em alguns dias.
Esplanada
Os Ministérios da Saúde, Educação e Integração Regional são os mais disputados por partidos nessa iminente minirreforma. São visitas diárias ao Palácio com indicados.
Poderoso Bob 
Roberto Jefferson, presidente do PTB que insiste na nomeação da filha Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho, tem seus motivos secundários. Sem ela no comando, receia perder todas as diretorias que controla na pasta, com projetos bilionários.
Fundo explica
Quem manda na pasta controla também parte das indicações no conselho do bilionário FI-FGTS, que há anos tem servido como uma espécie de banco extra-oficial, fomentador de projetos do governo. E sofre o trabalhador.
Lula & Getúlio 
Nessa etapa sulista da Caravana de Lula da Silva, o ex-presidente condenado passará no cemitério de São Borja (RS) dia 28 para visitar os túmulos de João Goulart, Getúlio Vargas e Leonel Brizola (que foi seu vice numa tentativa ao Planalto).
Lula & Mujica
Na passagem por Santa Maria (RS), dia 27, Lula terá encontro com o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, que leva vida simples nos prados. Já o petista, por aqui...
Último Dilmista 
A saída de Jorge Bastos da direção da ANTT esta semana é vista com alívio pelo Palácio. Com mandato, ele era o último ‘Dilmista’ na cúpula da agência.
Cidadania e turismo
Ponto turístico mais visitado do Estado do Rio no verão, Angra dos Reis convocou a sociedade e empresas para discutir violência, febre amarela e turismo. A pauta será tocada pelo Instituto Sapinhatuba, Angra Convention e Ilha Grande Convention.
Nas alterosas
Ex-governador, o senador Antonio Anastasia articula com seu PSDB e o DEM o apoio ao deputado Rodrigo Pacheco (MDB) para o governo de Minas. Pacheco teve convite para ingressar no PSDB. É que seu atual partido deve manter o vice na chapa com o governador Fernando Pimentel (PT), que disputará a reeleição.
Kelly 80.0
O Rei das Marchinhas, João Roberto Kelly, autor de ‘Alô Alô Gilmar’ - sátira sobre o ministro do STF que manda soltar presos da “Lava Jato” - será homenageado sábado pela cantora Vera Bittar, em show no Copa Praia Hotel. Kelly faz 80 anos em junho.
Ponto Final
Repetem-se na imprensa os casos de acidentes urbanos nos quais os motoristas alegam que passaram mal ao volante. Fica a dica às autoridades para investigarem uma nova epidemia, o mal do WhatsApp.

APARTAMENTO TRIPLEX DE LULA CONFISCADO PELA JUSTIÇA VALE R$ 2,2 MILHÕES



Triplex atribuído a Lula é avaliado em R$ 2,2 milhões

Estadão Conteúdo








Laudo da Justiça apontou que o imóvel tem uma área privativa de 215,2 m² e uma área comum de 82,692m²

O triplex do Guarujá, pivô da condenação do ex-presidente Lula a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, foi avaliado em R$ 2,2 milhões. A análise do imóvel foi ordenada pelo juiz federal Sérgio Moro em 29 de janeiro.

Laudo da Justiça apontou que o imóvel tem uma área privativa de 215,2 m² e uma área comum de 82,692m².

"No primeiro pavimento há uma sala com varanda, cozinha e área de serviço, lavabo e uma suíte (conforme informações da Sra Mariuza, da empresa OAS, a suíte não existia na planta original, havendo modificação para inclusão deste dormitório)", aponta o relatório.

"No segundo pavimento existem três quartos compactos (sendo um deles suíte), um banheiro e um hall de distribuição. Já no terceiro pavimento, além de uma sala, fica a parte externa do imóvel, com área de churrasqueira e piscina."

Segundo o laudo, o triplex tem "piso frio em todos os cômodos e armários planejados nos quartos, cozinha, área de serviço, área externa e banheiros". A oficial de Justiça indicou que havia no local "um fogão, um exaustor e uma geladeira, sem uso e desligados".

"Existe um elevador que integra os três andares, sendo que não foi possível verificar seu funcionamento visto que a luz da unidade não está ligada. Imóvel e móveis (armários e camas) em bom estado de conservação, com exceção dos móveis da área externa (coifa e armários), que apresentam sinais de desgaste e ferrugem", relatou a oficial de Justiça.

O relatório apontou ainda que o triplex tem "localização privilegiada, em frente da praia, no bairro Jardim Astúrias".

ESCOLA DE SAMBA BEIJA-FLOR GRANDE CAMPEÃ DO CARNAVAL CARIOCA COM TEMA ATUAL DOS PROBLEMAS BRASILEIROS



Com críticas às mazelas sociais, Beija-Flor é a campeã do Carnaval do Rio

Estadão Conteúdo









Integrantes da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis comemoram o título de campeã do carnaval de 2018

A escola de samba Beija-Flor de Nilópolis é a grande campeã do Grupo Especial do carnaval 2018 do Rio, com um enredo sobre as mazelas do Brasil, com destaque para a corrupção. Com 269,6 pontos na apuração, a Beija-Flor ficou apenas um décimo à frente da Paraíso do Tuiuti, escola que desfilou com um enredo também de conotação política, com críticas à reforma trabalhista e ao presidente Michel Temer, retratado como vampiro.
O cantor Neguinho da Beija-Flor, principal intérprete da escola de Nilópolis, na região metropolitana do Rio, disse que a crítica social foi o destaque da escola que encerrou os desfiles da segunda-feira de carnaval. "A crítica do que acontece no nosso País, a desigualdade (foi o melhor da escola). Muitos sem nenhum e poucos com muitos", disse Neguinho, ainda na Praça da Apoteose, onde as notas dos jurados são lidas na cerimônia de apuração.
O tom de protesto tomou conta da cerimônia de apuração. Enquanto as notas das escolas de samba eram lidas pelo locutor da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), com transmissão ao vivo na tevê, foram entoados, algumas vezes, gritos pedindo "Fora Temer".
Completando 70 anos neste 2018, a Beija-Flor, que a cada ano se supera nos quesitos luxo e imponência, fez um desfile atípico. Crítica das mazelas brasileiras, a apresentação em alguns momentos remeteu o público que acompanha carnaval ao histórico "Ratos e urubus, larguem minha fantasia" (1989), do carnavalesco Joãosinho Trinta (1933-2011) - que tratava de luxo, lixo, pobreza e festa e até hoje é um dos mais lembrados da história do sambódromo.
A escola fez um paralelo entre o Frankenstein, de Mary Shelley, personagem que está completando 200 anos, e os "monstros nacionais": a corrupção, as agressões à natureza, o uso indevido de impostos, as disparidades sociais. Foram retratados favelas com traficantes "armados", brigas de casal e até uma mãe velando um filho policial morto. A chamada "farra dos guardanapos", episódio do esquema de corrupção do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), foi encenada.
Componentes vestidos de pastores evangélicos, católicos e muçulmanos se juntaram contra a intolerância religiosa. Pablo Vittar foi destaque no carro anti-LGBTfobia. No geral, a plateia comprou o discurso de indignação da escola de Nilópolis, na Baixada Fluminense, que encerrou sua passagem com a simulação de uma passeata popular, seguida pelo público saído de frisas e camarotes.
O coreógrafo da comissão de frente da Beija-Flor, Marcelo Misailidis, disse que a vitória da escola foi "a vitória da arte". "De certa forma, é uma vitória da arte e de uma coisa importante, que luxo não é botar pluma, é dar voz ao povo, à cultura. Resgatar a dignidade desse País", disse.
Já a Paraíso do Tuiuti, alçada ao grupo de elite das escolas de samba do Rio em 2017, após vencer a segunda divisão em 2016, discorreu, no primeiro dia de desfiles, sobre a escravidão no Brasil e defendeu a ideia de que ela ainda não acabou, apenas mudou de forma.
O carnavalesco Jack Vasconcelos partiu dos navios negreiros do século XVI e chegou ao "cativeiro social" dos dias de hoje, marcado por desigualdades sociais e precarização do trabalho. As últimas alas e o último carro alegórico, bastante aplaudidos, faziam críticas à reforma trabalhista e traziam a imagem do presidente Temer como vampiro.

Veja o resultado final da apuração:
1º Beija-Flor de - 269,6
2º Paraíso do Tuiuti -  269,5
3º Salgueiro - 269,5
4º Portela - 269,4
5º Mangueira - 269,3
6º Mocidade - 269,3
7º Unidos da Tijuca - 269,1
8º Imperatriz  - 268,8
9º Vila Isabel - 268,1
10º União da Ilha - 267,3
11º São Clemente - 266,9
12º Grande Rio - 266,8
13º Império Serrano - 265,6

(* Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

VIVEMOS 70% DO NOSSO TEMPO NO PASSADO E APENAS 5% NO PRESENTE



Entre a nostalgia e a ansiedade

Simone Demolinari 








Estudos apontam que passamos 70% do nosso tempo no passado, 25% no futuro e apenas 5% no momento presente. Isso explica o grande numero de pessoas melancólicas vivendo de lembranças ou ansiosas preocupadas com aquilo que ainda virá.
É assustador pensar que desperdiçamos o momento presente para vive-lo mais tarde em forma de lembrança. E isso acontece de maneira tão natural que quase não percebemos. Um bom exemplo disso é acreditar que antigamente as coisas eram melhores. Falas do tipo: “na minha época as pessoas eram românticas, as músicas tinham mais poesias, a vida era mais fácil. Não existia celular por isso as pessoas se olhavam nos olhos, brincavam na rua pois não havia essa violência de hoje em dia. Ah! Na minha época...”
Comparações dessa natureza, acabam exaltando de forma exagerada o passado, que se melhor analisado, nem era tão formidável assim. O que se tinha era mais vigor físico, mais tolerância, mais ilusão, menos responsabilidade e menos estresse, e isso sim, eram ótimos ingredientes para tornar o momento agradável.
Somando a isso, as ocorrências de dez, quinze, vinte anos atrás contam com um distanciamento emocional suficiente para que as lembranças negativas sejam minimizadas e abram espaço para reedição de novas emoções. Isso faz com que o passado pareça melhor do que foi.
Outro ponto a ser considerado é que quando lembramos do que já ocorreu, sabemos o início, meio e fim dos acontecimentos. Detemos o conhecimento da história em sua totalidade, seja ela trágica ou cômica. Não há surpresas. O fato de não existir um horizonte desconhecido ou um acaso inesperado, dá uma sensação de conforto. Já o presente é cheio de imprevistos e inseguranças, o que gera um incômodo.
A nostalgia é muito comum em pessoas deprimidas. Elas fixam o pensamento em lembranças saudosistas julgando praticamente impossível alcançar aquele nível de felicidade novamente. Comportamento parecido ocorre com algumas pessoas que já tiveram notoriedade profissional e perderam o prestígio ou saíram do mercado de trabalho. A insatisfação com a posição atual atrelada a ideia de um futuro pouco promissor, faz com que essas pessoas lancem mão de um mecanismo de defesa que as faça fugir da realidade. Vivem exclusivamente das lembranças glamourosas de uma vida que já não existe mais. Com isso tornam-se monotemáticas e repetitivas referenciando o passado. Quem ouve, já não suporta mais as mesmas histórias.
Do lado oposto temos as pessoas que vivem no futuro. Sua vida é permeada pelo “quando”: quando meu filho formar, quando eu casar, quando conseguir um emprego melhor. Vinculam a felicidade para “quando” acontecer algo. Porém essa hora nunca chega pois sempre aparecerá uma nova demanda futura adiando e boicotando o momento presente.
Viver preso ao passado ou preocupado com o futuro é um desperdício com o agora, o único momento real que temos.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...