sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

O POVO BRASILEIRO PRECISA MUDAR O CENÁRIO POLÍTICO E JURÍDICO DO PAÍS NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES



Lembretes talvez úteis à hora

Manoel Hygino 






O Brasil acompanha cuidadosamente, como em poucas outras vezes, os acontecimentos no cenário jurídico e político. Não basta ter opinião formada, o importante é a consciência em torno dos fatos, de suas causas e efeitos a curto, médio e longo prazos, pelo menos meditar seriamente sobre eles.
Para uso pessoal, recorri a trechos de um discurso do desembargador Rogério Medeiros: Eis Will Durant: “Todas as concepções morais giram em torno do bem geral. A moralidade começa com associação, interdependência e organização. A vida em sociedade requer concessão de uma parte da soberania do indivíduo à ordem comum; e a norma de conduta acaba se tornando o bem-estar do grupo. A natureza assim o quer, e o seu julgamento é sempre definitivo; um grupo sobrevive, com concorrência ou conflito com um grupo, segundo sua unidade e seu poder, segundo a capacidade de seus membros de cooperarem para fins comuns”.
E Aristóteles, citado por Giovani Reale: “Se, de fato, idêntico é o bem para o indivíduo e para a cidade, parece mais importante e mais perfeito escolher e defender o bem da cidade; é certo que o bem, desejável mesmo quando diz respeito só a uma pessoa, é mais belo e mais divino quando se refere a um povo e às cidades”.
José Arthur Gianotti: “Quiseram construir um mundo sem ética. E a ilusão se transformou em desespero. No campo do direito, da economia, da política e da tecnologia, as grandes expectativas de um sucesso neutro, alheio aos calores éticos e humanos, tiveram resultado desalentador e muitas vezes trágico”.
O historiador José Murilo de Carvalho, referindo-se a Paulino José Soares de Souza, Visconde do Uruguai, filho de um médico brasileiro, nascido em Paracatu (terra de Joaquim Barbosa), observa: “Muito dos males apontados por Uruguai reativos à política nacional, como a distância entre o governo e povo, a burocracia absolutista e ineficaz, a mania de esperar tudo do Estado, o sufocamento dos municípios, a inadequada distribuição de responsabilidade entre municípios, províncias e governo central, o empreguismo, o empenho, o ocultismo, o patronato, o predomínio dos interesses pessoais e de facções, a falta de espírito público, a falta de garantia dos direitos individuais, continuam na ordem do dia, posto que atenuados”.
O professor Luiz Werneck Vianna, em 2013: “É hora de a política se fazer presente. Removendo práticas e instituições que levaram a atividade à degradação, deixando a sociedade brasileira prisioneira do anacronismo destes novos coronéis da vida republicana. Na política, os poderes abusaram do despudor, os valores foram dissolvidos. As pessoas não querem apenas de volta a estabilidade na economia. Elas desejam também recuperar o respeito perdido, a dignidade aviltada pela vulgarização dos modos e a celebração das espertezas”.
O próprio Werneck continua: As ruas começaram a falar sobre aumento das tarifas e os péssimos serviços dos transportes públicos, mas seguem falando de muito mais: de corrupção, de descaso, de desmandos, de desonra, de desvios de conduta. Na economia, o poder público (...) abusou da sorte e agora chega para todos a dolorosa conta da farra de gastos.

COLUNA ESPLANADA DO DIA 02/02/2012



Retrato do momento

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini







No “retrato do momento”, o Governo está distante dos 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência em fevereiro. A avaliação é do diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, que enumera três pontos que indicam a dificuldade do Planalto em mobilizar a base aliada na Câmara. Segundo Queiroz, os parlamentares estão “muito desgastados” devido à aprovação de projetos impopulares em 2017; os diversos incentivos fiscais, em meio à crise, confirmam que o “contingenciamento de recursos é mentira” e, principalmente, a proximidade das eleições.
Derrota iminente
À Coluna, Queiroz aponta que, diante do cenário de derrota iminente, o mais provável é que o Governo adie a votação da PEC da Previdência.

Nitroglicerina 
Avançaram as tratativas do acordo de delação premiada do ex-ministro presidiário Geddel Vieira Lima com a Procuradoria-Geral da República. Vem bomba aí.

Algoz 
O ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, chamado de “algoz de Geddel”, se reuniu com o presidente do PPS, deputado Roberto Freire, e praticamente sacramentou sua filiação ao partido para disputar a deputado federal nas eleições.

Trajetória 
Foi depois de denúncia de Calero – de interferência de Geddel para liberar uma obra em Salvador – que o ex-ministro despencou do Palácio do Planalto para o presídio da Papuda.

Probabilidade 
A consultoria de análise política e econômica Eurasia prevê em mais de 70% a probabilidade de o ex-presidente Lula estar fora da disputa para a Presidência nas eleições de outubro.

Indicativo 
A Eurasia sinalizou para o mercado que a rejeição do habeas corpus – para que Lula não seja preso – , pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), reforça o indicativo de naufrágio da candidatura do petista.

Pouco caso
A Comissão de Ética Pública da Presidência fez pouco caso da representação de servidores públicos contra o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-RS).
Chantagem 
O assunto sequer entrou em pauta na reunião do colegiado na segunda-feira, 29. O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) acionou a Comissão após Marun afirmar que o Governo condicionaria a liberação de recursos ao apoio de governadores à reforma da Previdência.

Como está 
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, confirma que todos os ministérios que ficarem vagos – após os titulares saírem para disputar as eleições – permanecerão sob o comando dos partidos que já chefiam as pastas.

Sucessor 
Blairo, inclusive, indicou seu o sucessor no MAPA ao presidente Temer durante recente viagem a Davos, na Suíça.

Samba, Salomão 
O poeta Jorge Salomão será o padrinho da primeira feijoada de Carnaval da Associação dos Embaixadores do Rio, sábado, no Sofitel de Ipanema. O homenageado comemora 50 anos de carreira.

Sustentabilidade 
Instituto MRV lançou o Educar para Transformar, terceira chamada pública de projetos que apoiarão quatro iniciativas sociais voltadas para educação e sustentabilidade. Mote deste ano será “Educação transformadora com foco no desenvolvimento sustentável”.

Ponto final 
“A rejeição da reforma da Previdência, que era algo extremamente forte, agora não tem mais essa força”
Do líder do Governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR)



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

PARA MIM, CONTINUA SENDO HOMEM DO "BILAU" CORTADO



Primeira atleta trans, Tiffany quebra recorde na Superliga Feminina de vôlei

Estadão Conteúdo








A jogadora chamou a atenção por ser a primeira atleta trans a disputar a Superliga

Tiffany Abreu fez a sua melhor partida na Superliga Feminina de vôlei, nesta terça-feira, ao marcar 39 pontos na derrota do Vôlei Bauru-SP sobre o líder Dentil Praia Clube-MG por 3 sets a 2 - com parciais de 25/20, 25/14, 17/25, 18/25 e 15/13.

O Dentil Praia Clube acumula 17 vitórias seguidas na Superliga e já sabia que poderia enfrentar Tiffany em grande fase no ginásio Panela de Pressão, em Bauru (SP). Com o bom desempenho, a atleta chegou a 160 pontos na competição em 30 sets disputados. Mais do que isso, superou a marca de Tandara (37 pontos) como recordista de pontos na Superliga em uma única partida.

A jogadora chamou a atenção por ser a primeira atleta trans a disputar a Superliga. Ela foi contratada pelo clube assim que a FIVB (Federação Internacional de Voleibol) e a CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) deram aval a partir de premissas criadas pelo COI (Comitê Olímpico Internacional).

A partir da presença de Tiffany, um grande debate se iniciou no esporte sobre a presença de atletas transexuais nascidos homens nos esportes para mulheres. A polêmica deve se estender mais um tempo, pois o COI pretende discutir o tema novamente após os Jogos Olímpico de Inverno, que serão disputados em fevereiro na Coreia do Sul.

REPERCUSSÃO - Nas redes sociais, o debate seguiu intenso. A ex-jogadora Ana Paula, que disputou quatro Olimpíadas, criticou a presença de Tiffany no esporte feminino. "Já aplaudimos o COI e suas políticas em prol do esporte justo e sem trapaças. Agora, mulheres que honraram essas mesmas políticas antidoping por décadas, que passaram limpas por incontáveis testes desde os 16, 17 anos assistem a um homem biológico quebrar seus recordes", tuitou a ex-jogadora.

GOVERNO JOGA A TOALHA NA REFORMA DA PREVIDÊNCIA



'Reforma pode ficar para o próximo presidente'

Estadão Conteúdo





A declaração vai contra o que defendem deputados aliados do governo, que pretendem levar a reforma a voto mesmo com o risco de derrota

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira, 31, que se a reforma da Previdência não for votada até fevereiro não irá mais colocar o assunto em pauta. "Sem a reforma a gente não sabe o que vai acontecer com o Brasil, mas não vou ficar nessa agenda a vida inteira. Não dá para carregar isso além do mês de fevereiro. Votou em fevereiro, votou. Não votou, será a agenda da eleição, do próximo presidente. Vamos ver quem vai enfrentar o tema de forma transparente, de forma aberta", afirmou.

A declaração vai contra o que defendem deputados aliados do governo, que pretendem levar a reforma a voto mesmo com o risco de derrota. O discurso é de que o presidente Michel Temer não sairá perdedor caso isso ocorra, pelo contrário. "O governo é vitorioso por apresentar a proposta", disse o vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP, após reunião com lideranças na terça.

Maia reconhece que o governo não tem os 308 votos necessários para aprovar as mudanças nas regras do INSS, mas diz acreditar que é possível construir maioria para aprovar ao menos alguns pontos da proposta, como idade mínima e a igualdade para servidores públicos.

"Alguns defendem que é esse texto ou nada. Acho que se tiver voto com esse, ótimo. Se tiver voto para outro, bom. Ninguém vai achar que mesmo o próximo governo se eleito com força vai fazer uma reforma previdenciária profunda. Não vai fazer", afirmou Maia. "Vamos conversar com os deputados. Não é o que a gente gostaria, é o que a gente pode. Não adianta sonhar com coisas que não existem. Não há apoio da sociedade para uma reforma ampla que não existe."

O governo tem buscado dar sinais de retomada nas negociações. O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, inclusive deu aval para mudanças nas regras de concessão de pensão por morte para facilitar as articulações, segundo o deputado Rogério Rosso (PSD-DF). Outra alteração é a redução do adicional sobre o tempo que falta para aposentadoria, o chamado "pedágio, no caso de servidores que ingressaram no funcionalismo público até 2003. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
COMENTÁRIO:
Reforma Previdenciária que deixa de fora os Militares, os Políticos e o Judiciário, que são os que têm os maiores salários e que consomem mais os recursos da Previdência, é preferível não fazê-la.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...