sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

APRENDENDO COM A MORTE



Aprendendo a viver sem arrependimentos

Simone Demolinari 








Em 2013 a enfermeira australiana Bronnie Ware, escreveu o livro “The Top Five Regrets of the Dying”, ou simplesmente “Antes de Partir”. No conteúdo, relatos de pacientes em fase terminal contando seus cinco maiores arrependimentos.
Na época, li o livro e escrevi sobre isso. Neste início de ano, quase cinco anos depois, reli e me senti motivada a escrever novamente sobre o tema. Vale a pena aprender a viver com quem vai morrer.
O livro é divido em cinco relatos:
1 – “Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim”.
Quando a morte acena para a vida, parece que fica mais fácil ver o quanto somos infiéis a nós mesmos. Vivemos pautados pelos julgamentos alheios, protelando a nossa felicidade como se o amanhã estivesse garantido, quando, na verdade, não está. Às vezes passamos uma vida inteira prisioneiros de supostos modelos de sucesso tentando agradar à sociedade, à família, ao cônjuge, esquecendo de considerar a nossa própria vontade.
2 – “Eu gostaria de não ter trabalhado tanto”.
O trabalho está muito ligado à necessidade de consumo e status. Trabalhar duro e sem tréguas é algo valorizado pela sociedade, não é à toa que sentimos culpa em ficar no ócio e vimos com certa estranheza aqueles que abandonam uma carreira de sucesso para levar uma vida simples. A questão se agrava quando não há prazer no trabalho executado.
3 – “Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos”.
Percebemos claramente que crianças são mais verdadeiras: reclamam quando não gostam e expressam afeto quando se sentem felizes. Elas não têm medo do “ridículo” e por isso estão livres da carapaça que nós, adultos, colocamos para nos proteger.
Muitas vezes reprimimos nossas afetividade por vergonha de demonstrá-la. Desenvolvemos a capacidade de fingir e passamos a vida suprimindo o real estado de ânimo, sem coragem de expressar o que sentimos.
4 – “Eu gostaria de ter mantido mais contato com meus amigos”.
Muitas vezes, as relações com os amigos são muito mais honestas e verdadeiras do que com a família. Daí a vontade de passar mais tempo com eles.
5 – “Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz”.
Estar saudável traz uma liberdade que quem possui parece não perceber, ou, se percebe, não tem a mesma sensibilidade dos enfermos. Desperdiçamos boa parte da vida com preocupações infundadas e estresse acima do que o nosso corpo pode suportar. Não olhamos para nós com olhar de amor.
Privilegiamos o outro em detrimento de nós. Dizemos “sim” quando na verdade queremos dizer “não”. Somos negligente com nosso bem estar emocional. Deixamos de ser felizes por medo, fraqueza ou pelo simples fato de nos acostumarmos com a dor.
Ao falar de morte, esses pacientes nos dão uma bela lição de vida!

COLUNA ESPLANADA DO DIA 19/01/2018



Cadeia de luxo

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini  











O juiz federal Ricardo Leite, da 10ª vara, em Brasília, encaminhou ofício à Polícia Federal e ao Fórum de Vargem Grande do Sul (SP) com pedido de informações sobre a prisão domiciliar do doleiro Lúcio Funaro – operador financeiro de esquemas de corrupção do PMDB. No despacho obtido pela Coluna, Ricardo Leite fala sobre dificuldades de monitorar o doleiro – que cumpre prisão em sua mansão monitorada por câmeras. “Haja vista o reduzido quadro de servidores disponíveis e a inexistência nesta Unidade de sala com monitores que operem diuturnamente e em número suficiente, bem como a ausência de corpo de segurança que avalie a adequação das câmeras”, aponta o juiz.

Big Brother 
Ricardo Leite também constata que as câmeras “não abrangem a totalidade da área ocupada pela propriedade” e determina: a defesa de Funaro “deve entregar um mapa de cobertura das câmeras e as gravações colhidas entre os dias 20 e 31 de dezembro”.

Carta precatória 
Além disso, complementa o juiz Ricardo Leite, até o momento, a carta precatória que possibilitaria que o juízo de Vargem Grande do Sul fiscalizasse o doleiro presencialmente – seja por meio de oficial da justiça, seja por meio da polícia – não foi emitida por causa do recesso do Judiciário.

Previdência 
A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) fará ato contra a reforma da Previdência e pela valorização da magistratura na Câmara dos Deputados no dia 1º de fevereiro. O presidente da entidade, Roberto Veloso, afirma que está em marcha no Congresso um “processo de retaliação contra os juízes federais e servidores públicos”.

Lixões
Em vigor desde 2014, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos não saiu do papel. A principal meta do chamado PNRS – de eliminação dos lixões e aterros controlados no país – não foi cumprida nos últimos três anos pelo Governo Federal.

Baixa efetividade 
Auditoria feita pelo Ministério da Transparência apontou várias falhas na execução do Plano, como ausência de clareza no papel do Ministério das Cidades na implementação da Política e “baixa efetividade nas capacitações” realizadas pelo Ministério do Meio Ambiente, além de deficiências do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR).

Gota d’água
O deputado Major Olímpio (SP) está de saída do Solidariedade. A “gota d´água” foi, segundo ele, o apoio do presidente da legenda, Paulinho da Força, ao manifesto em defesa do ex-presidente Lula.

Se lixa
Deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), que disse “se lixar” para opinião pública, voltou a ser sondado pela bancada do partido na Câmara para assumir o comando do Ministério do Trabalho. A movimentação dos parlamentares, no entanto, foi estancada pelo presidente da legenda, Roberto Jefferson, que ainda aposta na posse da filha, Cristiane Brasil (RJ).

Veto 
Prefeitos querem derrubar o veto do presidente Michel Temer ao programa de parcelamento de débitos para pequenas e médias empresas. Em encontro com o presidente do Sebrae, Guilherme Afif, o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Carlos Amastha, disse que “o atual cenário econômico exige atenção especial para os pequenos empresários”.

Frente
O vice-presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, senador José Pimentel (PT-CE), também se reúne com Afif amanhã para discutir o veto de Temer. O petista afirma que a “derrubada (do veto) é essencial para evitar que 600 mil micro e pequenas empresas sejam excluídas do Simples, o que implicaria, no mínimo, em dois milhões de empregos a menos”.

Tributária
Relator da reforma Tributária na Câmara, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) diz esperar que a proposta seja aprovada ainda no primeiro semestre.

Fundos 
O tucano adianta que, para diminuir a resistência de governadores e prefeitos que não querem ter a arrecadação reduzida, serão criados “fundos que vão repartir a arrecadação dos tributos de modo que ninguém perca”.

Plataforma
O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) assinou termo de adesão ao Banco Nacional de Monitoramento de Prisões, plataforma digital que reunirá os dados de toda a população carcerária brasileira. Sergipe é o sexto estado a aderir ao BNMP 2.0.

Ponto Final
“Por ser ano eleitoral, a gente tem que conseguir aproximar as mulheres da política”.
Da deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO).


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

MEDICAMENTOS FALSOS - UM PERIGO MUNDIAL



Medicamentos falsos, um negócio rentável e mortal na África

Agência France Presse








Ao menos 100.000 pessoas morrem a cada ano na África por utilizar medicamentos falsos, segundo a OMS

A África se tornou um centro neurálgico para os traficantes de medicamentos, de vacinas a antirretrovirais, um negócio muito lucrativo mas que provoca centenas de milhares de vítimas.
O volume de negócios gerado por produtos médicos falsos é estimado em ao menos 10% ou 15% do mercado farmacêutico mundial.
Um valor que poderia chegar a 200 bilhões de dólares, segundo dados do Fórum Econômico Mundial (WEF), um número que quase triplicou nos últimos cinco anos.
"Para vender medicamentos falsos é preciso ter clientela. E no continente africano há muito mais doentes pobres que no resto do mundo", explica à reportagem o professor francês Marc Gentilini, especialista em doenças infecciosas e tropicais e ex-presidente da Cruz Vermelha francesa.
Segundo ele, as vacinas que há alguns anos foram distribuídas no Níger para frear uma epidemia de meningite — uma doença que a cada ano mata milhares de pessoas neste país pobre da região do Sahel — eram falsas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que um de cada dez medicamentos no mundo é falso, um número que pode alcançar sete em cada dez em alguns países, em particular africanos.
O tráfico está às vezes nas mãos de autoridades corruptas da saúde pública, que compram produtos falsos a bons preços na China e Índia, os principais fabricantes, e depois os revendem.
Ao menos 100.000 pessoas morrem a cada ano na África por utilizar medicamentos falsos, segundo a OMS.
Só em 2013, 122.000 crianças de menos de cinco anos morreram nos países da África subsaariana por tomarem medicamentos falsos contra a malária, segundo o American Journal of Tropical Medecine and Hygiene.
"É um crime duplo, de saúde e social, porque matam doentes e doentes pobres", afirma Gentilini.
Mais rentáveis que a droga

Em agosto de 2017, a Interpol anunciou o confisco de 420 toneladas de produtos médicos de contrabando em uma macro-operação em sete países (Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Mali, Níger, Nigéria e Togo).
"O negócio da falsificação de medicamentos é o primeiro na lista dos tráficos ilícitos", explica Geoffroy Bessaud, diretor da coordenação antifalsificação do grupo farmacêutico francês Sanofi.
Segundo o WEF, este negócio gera mais lucros que o tráfico de maconha.
"Um investimento de mil dólares pode gerar até 500.000 dólares, enquanto o mesmo investimento no tráfico de heroína ou de moedas falsas gera 20.000 dólares", acrescenta.
"Temos de tudo!"

Em maio de 2017, as autoridades da Costa de Marfim incineraram 40 toneladas de medicamentos falsos confiscados em um bairro de Abidjan, onde está instalado o maior mercado de medicamentos ao ar livre do oeste da África, que representa 30% das vendas de medicamentos no país.
Ao entrar no "Roxy", o apelido deste mercado clandestino, a primeira coisa que se ouve são as vendedoras assegurando que têm "de tudo".
"Muitas pessoas vêm com suas receitas médicas para comprar aqui, e também os proprietários de clínicas privadas", explica Fatim, uma vendedora, sentada em frente a uma enorme bacia cheia de produtos farmacêuticos.
Embora se negue a dizer de onde procedem, assegura que as vendedoras têm um "sindicato" e que se reúnem para "regular" o mercado.
"Os policiais nos incomodam, mas eles mesmos vêm comprar medicamentos", explica Mariam, outra vendedora.
Na Costa do Marfim, a primeira economia da África francófona, o setor farmacêutico legal sofre a cada ano perdas de entre 40 e 50 bilhões de francos CFA (entre 60 e 76 milhões de euros), segundo dados do Colégio de farmacêuticos do país.
Diferentemente do tráfico de estupefacientes, a falsificação de medicamentos só é considerada um delito contra a propriedade intelectual, de modo que atrai muitos traficantes.
Enquanto grandes grupos, como o Sanofi, lutam contra o fenômeno - 27 laboratórios clandestinos foram desmantelados em 2016 -, os países pobres não têm meios suficientes para isso.
Os governos africanos têm outras muitas preocupações e "não podem pôr agentes alfandegários e policiais para lançar um contra-ataque eficaz", ressalta Gentilini, chefe de serviço no hospital Pitié Salpêtrière de Paris.

PAIS CONFINAM FILHOS DESNUTRIDOS NOS ESTADOS UNIDOS



Os 13 irmãos confinados por seus pais nos EUA têm difícil recuperação

Agence France Presse







Nove meninas, todas com cabelo longo e escuro, usam vestidos iguais nas cores fúcsia e branco, com meias brancas, enquanto a bebê usa um vestido rosa brilhante. Três meninos, com o cabelo escuro com um corte como o de David Turpin, vestem ternos e gravatas vermelhas
Amáveis e cooperativos: os 13 irmãos desnutridos encontrados confinados por seus pais em uma casa na Califórnia, três deles acorrentados a móveis, foram levados a um lugar seguro para iniciar o que será uma longa e dura recuperação, enquanto a polícia investiga o impactante abuso.
David Allen Turpin, de 57 anos, e sua esposa, Louise Anna Turpin, de 49, estão presos sob suspeita de tortura depois que foram descobertas no domingo as terríveis condições em que mantinham seus filhos, de entre dois e 29 anos.
A polícia de Perris, uma pequena cidade no sudeste de Los Angeles, encontrou três crianças algemadas com correntes e cadeados na casa suja e fedida do casal depois de receber uma chamada de emergência para o 911 de sua irmã de 17 anos, que conseguiu escapar.
Estava tão "esquálida" que os oficiais à princípio pensaram que era uma menina pequena.
"Se alguém pudesse imaginar ter 17 anos e parecer 10, estar algemado a uma cama, estar desnutrido e ter lesões como consequência, chamaria isso de tortura", disse o chefe da polícia de Perris, Greg Fellows, em entrevista coletiva.
Os oficiais também assumiram inicialmente que o resto dos irmãos eram menores de idade, mas ficaram "comovidos" ao descobrir que sete tinham na verdade entre 18 e 29 anos.
Os 13 foram levados a hospitais da região, tratados por desnutrição e submetidos a outros testes de diagnóstico.
"As necessidades de longo prazo dessas crianças serão psicológicas e psiquiátricas devido aos períodos prolongados de inanição e maus-tratos", disse Sophia Grant, diretora médica da unidade de abuso infantil da Riverside University Health System.
Mark Uffer, diretor do centro médico regional Corona, onde estão internados os maiores de 18 anos, descreveu seu estado como "estável".
"Estão bem e se encontram em um ambiente muito seguro", disse. "Passaram por uma experiência muito traumática. Posso dizer que são muito amáveis. São muito cooperativos, e acho que têm a esperança de que a vida melhore depois disso".
- "Pareciam vampiros" -
Os pais não explicaram o motivo do sequestro de seus filhos. A polícia disse que não havia indícios iniciais de abuso sexual, mas advertiu que a investigação ainda está em curso.
Tampouco encontrou sinais de que o casal sofre de alguma doença mental ou de que as condições em que seus filhos se encontravam estivesse relacionada com crenças religiosas da família.
Exames confirmaram que os Turpin são os pais biológicos dos 13 irmãos, acrescentou.
Segundo a polícia, a família se mudou em 2014 do Texas para o bairro de classe média de Perris, que fica a 110 quilômetros a sudeste de Los Angeles, e escolheu educar seus filhos em sua casa de estilo espanhol.
"Pareciam vampiros pálidos e muito magros", disse Kimberly Milligan, uma vizinha, sobre as três crianças que viu. "Nunca recebiam amigos ou familiares".
"Muitas coisas eram estranhas, mas não o bastante para chamar a polícia", acrescentou.
Os pais de Turpin, que vivem no estado de West Virginia (este), disseram à ABC News que estavam "surpresos e comovidos", mas que não viam seu filho e seus netos há quatro ou cinco anos.
Na página do Facebook de David-Louise Turpin se pode ver o casal celebrando várias vezes seu próprio casamento com seus filhos entre 2011 e 2016.
No último álbum de fotos, publicado entre abril e julho de 2016, Louise usa um vestido de noiva branco e seu marido um terno. Um imitador de Elvis Presley segura um microfone e posa com o casal e seus filhos em uma cena que lembra um casamento em Las Vegas.
Nove meninas, todas com cabelo longo e escuro, usam vestidos iguais nas cores fúcsia e branco, com meias brancas, enquanto a bebê usa um vestido rosa brilhante. Três meninos, com o cabelo escuro com um corte como o de David Turpin, vestem ternos e gravatas vermelhas.
"É realmente muito, muito triste", disse Jamelia Adams, uma vizinha da família de 39 anos, à AFP.
David Turpin aparece em registros do estado como diretor de um colégio privado inaugurado em 2011, mas seu endereço coincide com o de sua residência.
O caso lembra outras casas de horror. Em maio de 2013, Ariel Castro, de Cleveland, foi preso após sequestrar três jovens que estuprou repetidamente durante uma década.
Em 2009, Jaycee Dugard foi resgatada na Califórnia depois de ser sequestrada com 11 anos de idade e reiteradamente estuprada durante 18 anos por Phillip Garrido.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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