quarta-feira, 25 de outubro de 2017

COLUNA ESPLANADA DO DIA 25/10/2017



Os órfãos de Aécio

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini 










Não é Luciano Huck quem quer ser candidatar a presidente do Brasil. É forçado por todo um establishment que passou a se movimentar em torno de seu nome há dois meses. São os órfãos de Aécio Neves. Todos aqueles – políticos, empresários, ‘aspones’, a emissora de TV e o grupo político do senador – que acreditavam na candidatura de Aécio e agora procuram um salvador para o projeto de poder que se esboçou. Tanto que Armínio Fraga, o guru de Aécio, é um dos entusiastas de Huck. O apresentador de TV ficou cercado de ideias, e sem ter para onde escapar, diz que topa, mas sem previsão. Pode ser 2022, ou 2026, ou nunca – embora a turma insaciável o queira para 2018. Huck é nome potencial, mas hoje faz bem o que sabe fazer: encena.
Mau humor
O presidente Michel Temer vai ficar. Mas sangrou. O placar na votação da denúncia será mais magro em relação à primeira. Aponta o mau humor de Rodrigo Maia como culpado.
Não vai dar
Os maiores especialistas sobre energia e clima reunidos em Brasília cravaram: O Governo não vai atingir as metas para a COP 23, em Bonn, Alemanha. Vergonha.
Embalos de sábado
O senador Fernando Collor e o ex-governador José Roberto Arruda não se desgrudaram e foram todo sorrisos em festa de casamento de amigos brasilienses em Trancoso (BA).
Suplente Boiadeiro
Suplente do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o senador Cidinho Santos (PR-MT) é voz isolada no Senado na defesa veemente da polêmica portaria do Ministério do Trabalho que alterou as normas para definição de trabalho análogo à escravidão.
Insegurança
Com o patrimônio de R$ 6,5 milhões e dono de grandes extensões de terras e participações em agroindústrias, Cidinho Santos alega que “as regras anteriores permitiam um enquadramento muito amplo do que seria trabalho escravo e trazia ‘insegurança jurídica’ para os empregadores”.
Hein?!
Até hoje Rodrigo Maia é cobrado por aliados de Temer na Câmara por ter recebido, sem agenda oficial durante interinidade no cargo de presidente do Brasil, boa parte da bancada do PT e PCdoB no Palácio do Planalto na ausência do titular.
Sem festa
A policial militar mãe do garoto que matou dois em escola de Goiânia continua internada em estado de choque e sedada. Hoje é aniversário da cidade.
Fogo político
O Governo federal não esperava muito do governador Marconi Perillo, de Goiás, no combate ao incêndio no parque nacional da Chapada dos Veadeiros, um paraíso em chamas no coração do Brasil. Tanto que os aviões de combate ao fogo são de Brasília. E parte dos brigadistas também.
Lembrete
Marconi foi contra o aumento da reserva de 60 mil hectares para 240 mil hectares por decisão da União. Ele nem compareceu à cerimônia no Palácio do Planalto.
Memória curta
Os advogados de Sérgio Cabral se revoltaram com o juiz Marcelo Bretas, que mandou o ex-governador para um presídio federal por suposto acesso a informações privilegiadas a respeito da vida do juiz. Mas a defesa lembra que o próprio Bretas deu ampla e detalhada entrevista com informações sobre sua vida ao “Estadão” mês passado.
Assalto aéreo
Uma cidadã pagou porque podia. Mas chegou a R$ 3.500, ida e volta, um trecho Brasília-São Paulo-Brasília no fim de semana por causa dos shows do U2. A média de tarifa para o trecho é de R$ 500.
Carrinho cheio
Pequena amostra do reaquecimento da economia. No aniversário dos Supermercados Guanabara, no Rio, nos últimos três dias, apareceram nas lojas 1,1 milhão de pessoas, 14% a mais que o período do ano passado.
Ponto Final
Está difícil turista sobreviver no Rio. Sobreviver! Para lembrar apenas três casos: o argentino espancado na porta da boate, o motoqueiro italiano baleado por traficantes nos Prazeres, e a espanhola baleada por PM na Rocinha.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

ONDA DE REFERENDO ESPALHA PELO MUNDO - AGORA FOI A VEZ DA LOMBARDIA E VÊNETO NA ITÁLIA



Após referendo, Lombardia e Vêneto exigem mais autonomia

Agência Brasil









Ainda que não tenha estabelecido um quórum, o governador lombardo, Roberto Maroni, tinha reconhecido que se formaria se superasse os 34% registrados na reforma constitucional de 2001

Duas das regiões mais ricas da Itália, Vêneto e a Lombardia, optaram nesse domingo (22) por reclamar mais autonomia ao Estado, depois de realizar referendos consultivos. Os governadores anteciparam que, para isso, vão iniciar negociações com o governo. A informação é da Agência EFE.
Em Vêneto, com 86,5% dos votos apurados, 98,1% dos eleitores votaram a favor. No caso da Lombardia, com 60% dos votos apurados, 95,64% votaram a favor e 3,61% contra, com 0,75% de votos nulos.
Ainda que não tenha estabelecido um quórum, o governador lombardo, Roberto Maroni, tinha reconhecido que se formaria se superasse os 34% registrados na reforma constitucional de 2001. No entanto seus oponentes políticos já falam de fracasso ao não chegar aos 50%.
O presidente de Vêneto, Luca Zaia, que como Maroni pertence à xenófoba Liga Norte (LN), comemorou os resultados, considerando-os "um sucesso". Ele anunciou que nesta segunda-feira convocará seu gabinete para preparar o projeto antes de iniciar a negociação.
Zaia defendeu o modelo de uma Itália que avance para o federalismo e assegurou que exigirão de Roma 20 competências, bem como a retenção de 90% dos impostos.
O governador de Vêneto reconheceu que os sistemas de contagem de votos foram objeto de um ataque cibernético, o que explica o atraso na publicação dos resultados.
Maroni destacou o "compromisso importante" adquirido com essa votação: "Impulsionar o mandato histórico que milhões de lombardos me deram para ter uma autonomia verdadeira. Ir a Roma e pedir mais competências e recursos para a Lombardia", declarou.
O subsecretário do Governo para Assuntos Regionais, Gianclaudio Bressa, afirmou que o governo de Paolo Gentiloni "está preparado" para fazer tal negociação.
As duas regiões convocaram o referendo consultivo e não vinculativo, apoiados pela maioria das forças políticas regionais, para solicitar apoio e assim negociar com o governo maior autonomia, fato contemplado pela Constituição. Querem ganhar competências nas áreas de educação, meio ambiente, segurança e migração mas, sobretudo, de natureza fiscal.
Essas duas regiões, que somam 34% do Produto Interno Bruto (PIB) italiano, querem reduzir o déficit fiscal, a diferença entre o que contribuem para o Estado e o que ele "devolve". Estudos estimam esse montante em 54 bilhões de euros (US$ 63,607 bilhões), no caso da Lombardia, e em cerca de 18 bilhões de euros (US$ 21,202 bilhões), no de Vêneto.
O líder do partido ultradireitista, Matteo Salvini, destacou que, entre as duas regiões, "mais de 5 milhões de pessoas votaram pela mudança", destacando que trabalhará para que esse tipo de referendo seja feito em novas regiões do país.
Durante a comemoração da consulta e nos dias anteriores, os organizadores ressaltaram que nada têm a ver com o referendo da comunidade autônoma espanhola da Catalunha.
No enunciado do referendo na Lombardia, perguntou-se aos eleitores se desejam que o governo regional peça "condições particulares de autonomia" ao Estado, mas sempre "no quadro da unidade nacional".
"Não temos nada a ver com a Catalunha. Queremos autonomia, mais poder, mais competências e um federalismo fiscal, não a independência", disse após votar Zaia.
A consulta nessas duas regiões da industrializada Itália setentrional gerou críticas por causa do seu elevado custo e porque não era um requisito "sine qua non" para iniciar uma negociação com o governo central.
Há suspeitas de que as consultas também foram organizadas pensando nas eleições gerais e regionais da Lombardia, que ocorrerão no próximo ano.

AUMENTA A TENSÃO ENTRE A COREIA DO NORTE E O JAPÃO



Tensão com Coreia do Norte chegou a nível 'sem precedentes', diz Japão

Estadão Conteúdo








O Japão apoia a posição americana de que "todas as opções estão sobre a mesa", referindo-se a uma possível resposta militar

O ministro de Defesa do Japão, Itsunori Onodera, afirmou nesta segunda-feira que a ameaça imposta pela Coreia do Norte cresceu a um nível "sem precedentes, crítico e iminente", refletindo o aumento de um senso de urgência sobre o programa nuclear de Pyongyang.

Em reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), o ministro japonês disse aos colegas da Coreia do Sul, Song Young-moo, e dos Estados Unidos, Jim Mattis, que o país apoia a posição americana de que "todas as opções estão sobre a mesa", referindo-se a uma possível resposta militar.

"Como ministros de Defesa, no comando da defesa nacional e armas tecnológicas, entendemos o peso de nos engajarmos em uma guerra, e por isso, faremos todos os esforços necessários para resolver esta questão de maneira diplomática e econômica", disse o ministro de Defesa da Coreia do Sul.

Fonte: Dow Jones Newswires.

CÂMARA DOS DEPUTADOS VOTA AMANHÃ DIA 25/10/2017 A DENÚNCIA CONTRA TEMER E MINISTROS



Para segunda denúncia, Câmara vai repetir rito de votação da primeira acusação

Estadão Conteúdo








O quórum mínimo de abertura da sessão é de 51 deputados, mas a Ordem do Dia se iniciará com 52 presentes

A Câmara dos Deputados vai repetir na quarta-feira, 25, o mesmo rito da votação em plenário da primeira denúncia contra o presidente Michel Temer. A sessão de apreciação da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) começará às 9h, mas a votação com chamada nominal no microfone só acontecerá quando o quórum alcançar 342 parlamentares presentes.

O quórum mínimo de abertura da sessão é de 51 deputados, mas a Ordem do Dia se iniciará com 52 presentes. O primeiro a falar será o relator Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que terá até 25 minutos para defender o parecer que pede o arquivamento da segunda denúncia. Os advogados de defesa também poderão se manifestar pelo mesmo tempo dado ao tucano.

Parlamentares inscritos para discussão do relatório poderão falar por até cinco minutos, alternando entre contrários e favoráveis ao parecer. Após o discurso de quatro oradores, poderá ser apresentado requerimento de encerramento da discussão, desde que haja ao menos 257 deputados presentes.

Se o requerimento for aprovado e o quórum de votação (342 presentes) for alcançado, começará a fase de votação. De acordo com o roteiro produzido pela Secretaria-Geral da Mesa (SGM), dois oradores contrários ao parecer e dois favoráveis poderão, de forma alternada, fazer uso da palavra por até cinco minutos cada. Líderes poderão discursar por até 1 minuto para orientar suas bancadas.

Na sequência, os deputados serão chamados nominalmente pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Eles terão de responder "sim", "não" ou "abstenção" ao parecer. A chamada será em ordem alfabética, por Estado, alternando entre representantes do Norte e do Sul do País.

Deputado que não estiver presente quando for chamado terá uma segunda chance de votar ao término da votação do Estado. Se não aparecer para votar na segunda chamada, o deputado será dado como ausente. Para que o pedido da PGR seja aprovado, são necessários 342 votos dos 513 parlamentares contra o parecer de Bonifácio. Só o presidente da Câmara não votará.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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