sábado, 30 de setembro de 2017

MOVIMENTO NA CATALUNHA PARA A SEPARAÇÃO DA ESPANHA



Catalunha é um importante motor econômico da Espanha

AFP
Hoje em Dia - Belo Horizonte







Ativistas pró-referendo fazem manifestação na Catalunha

A Catalunha, cujos governantes defendem a separação da Espanha, é um dos motores da economia do país, líder em exportações, indústria, pesquisa e turismo, apesar de uma dívida elevada. Veja os principais pontos positivos da economia catalã:
PESO PESADO DA ECONOMIA, AO LADO DE MADRI
A Catalunha representava 19% do PIB espanhol em 2016, competindo com Madri (18,9%) pelo posto de região mais rica do país. Em PIB per capita, está em quarto lugar (28.600 euros frente a uma média de 24.000 nacional), atrás de Madri, País Basco e Navarra.
A taxa de desemprego, parecida com a da capital, é bem inferior à do resto do país: 13,2% no segundo trimestre de 2017, ante 17,2%. Em Madri, era de 13%.
EXPORTAÇÕES DINÂMICAS E GRANDES GRUPOS
A Catalunha é, de longe, a principal região exportadora da Espanha, com 25% das vendas de mercadorias ao exterior em 2016 e no primeiro trimestre de 2017.
A região atraiu, em 2015, cerca de 14% dos investimentos estrangeiros na Espanha, em segundo lugar, bem atrás de Madri (64%), mas à frente de todas as demais regiões, segundo dados do Ministério de Economia.
Barcelona ainda abriga grandes empresas: o grupo têxtil Mango, o terceiro banco espanhol, CaixaBank, o grupo energético Gas Natural, o gestor de rodovias Abertis e a perfumaria Puig, proprietária de Nina Ricci, Paco Rabanne e Jean-Paul Gaultier.
GRANDE ATOR INDUSTRIAL
O maior setor industrial da Catalunha em termos de empregos e volume de negócios é o agro-alimentar, graças à indústria da carne e, sobretudo, ao segmento suíno.
A Catalunha concentra, por outro lado, metade de toda a produção química da Espanha, com um grande polo de Tarragona. Sua atividade é superior à de certos países europeus, como a Áustria, segundo a federação regional do setor.
Em 2016, a Catalunha era a segunda região espanhol em número de veículos fabricados, com 19% da produção nacional. Nissan e Volkswagen (através de sua marca Seat) têm várias fábricas ali. A Espanha é o segundo maior fabricante europeu de veículos da UE, atrás apenas da Alemanha.
A Catalunha também possui um importante polo logístico.
LÍDER EM PESQUISA
A Catalunha aposta muito na pesquisa, em particular nas ciências biológicas (genética, neurociências, biologia celular, etc), um setor que representa 7% de seu PIB. A região conta com hospitais de ponta, centros de pesquisa e até um acelerador de partículas e se apresenta como a primeira região da Europa em número de empresas farmacêuticas por habitante.
As novas tecnologias estão igualmente presentes em Barcelona, que recebe anualmente o congresso mundial da telefonia móvel.
Suas universidades figuram entre as melhores da Espanha. Das cinco primeiras universidades espanholas do ranking de Xangai, três são catalãs. A região também tem duas importantes escolas de comércio, e Barcelona conta com grandes editoras de língua espanhola, como a Planeta e a Anagrama.
PRINCIPAL DESTINO TURÍSTICO DO PAÍS
Com a capital Barcelona e as praias da sua Costa Brava, essa é a região espanhola que atrai mais turistas estrangeiros.
A tendência se acentuou nos últimos anos. Mais de 18 milhões de pessoas visitaram a Catalunha em 2016, ou seja, um quarto do total de estrangeiros recebidos pelo país.
Seu aeroporto é o segundo maior da Espanha, depois do de Madri. Recebeu, em 2016, mais de 44 milhões de passageiros e é muito valorizado por empresas "low cost", que querem criar ali uma plataforma europeia para seus voos de longo alcance, destinados ao continente americano.
O porto de Barcelona, por sua vez, é o terceiro da Espanha em volume de mercadorias, atrás dos de Algeciras e Valencia, e um dos mais relevantes da Europa em termos de cruzeiros.
A DÍVIDA, O PONTO FRACO
O peso da dívida pública é um dos pontos fracos da Catalunha, já que representa cerca de 35,2% de seu PIB, o que lhe torna a terceira região mais endividada da Espanha em termos relativos no primeiro trimestre de 2017.
Em valores absoluto, a Catalunha está, contudo, no topo da lista, com uma dívida de 75,4 bilhões de euros no fim de março.
A dívida catalã, avaliada pelas agências classificadoras na categoria de especulativa, impede o governo regional de se financiar diretamente nos mercados. Por isso, depende dos empréstimos do governo central.
O IMPACTO ECONÔMICO DA INDEPENDÊNCIA
O debate é intenso entre simpatizantes e detratores da independência, que costumam fundamentar suas cifras em metodologias e hipóteses diferentes. Segundo o ministro espanhol de Economia, Luis de Guindos, uma Catalunha independente deixaria a União Europeia, seu PIB cairia entre 25% e 30% e o desemprego duplicaria.
Alguns economistas acreditam, pelo contrário, que o novo Estado continuaria na UE e calculam que o PIB se manteria estável a curto prazo e aumentaria 7% a longo prazo. O governo catalão estima também que a região não sofreria mais com um "déficit orçamentário", porque entrega mais dinheiro ao governo central do que recebe.
O executivo catalão estima esse déficit em cerca de 16 bilhões de euros (8% do PIB regional), e o Estado, com outra metodologia, em 10 bilhões (5% do PIB regional).

COLUNA ESPLANADA DO DIA 30/09/2017



Estancando a sangria

Leandro Mazzini 






A JBS escalou sete advogados exclusivamente para monitorar os trabalhos da CPI mista no Congresso que investiga as vultosas operações realizadas pelo grupo com o BNDES. O esquadrão de defesa pede “acesso e cópia integral de todos os documentos juntados e expedidos no decorrer dos trabalhos desenvolvidos pela Comissão”. O objetivo é estancar a sangria e evitar que documentos comprometedores venham à tona.
Cara-crachá
O presidente da CPI, senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), deferiu o pedido e autorizou a presença dos advogados ao plenário da Comissão, com apresentação da carteirinha.
Duto
O executivo preso Ricardo Saud delatou que o 1º Secretário da Câmara, deputado Giacobo, e mais cinco do Paraná, receberam propina em 2014. Todos negam.
Retrato do país
A sexta, no plenário, foi o retrato da inutilidade da Câmara. Só dois dos 513 deputados apareceram. Um segundo suplente (Mauro Pereira) e um presidiário (Celso Jacob).
Ressabiado
Afastado do mandato e proibido de sair de sua casa à noite, o senador sub-judice Aécio Neves (PSDB-MG) anda com trauma de grampos. Telefona e envia mensagens de telefones diferentes – até de empregados – para seus familiares e aliados políticos.
Não acordou
Na estratégia eleitoral, espalha que disputará para deputado em 2018. É drible enquanto articula, com dificuldade, a manutenção do apoio de seus delegados no PSDB. Na contramão do que pensa a maioria no partido, ainda sonha com o Planalto.
Missão cumprida
O Exército serviu de bucha de canhão ao subir e descer a Rocinha. A missão foi cumprida. A ‘paz’ voltou. É que o morro foi reentregue ao comando do traficante Nem.
Voz do povo
O e-cidadania do portal do Senado registrou ontem mais de 126 mil votos a favor do fim do auxílio moradia para congressistas e juízes, e 466 contra. E silêncio no plenário.
Quem diria
O movimento “Salva Aécio” conta com apoio até do PT. O senador Tião Viana (PT-AC) engrossa o coro governista de que o Senado “não pode se calar” e que “membros do Supremo, do Judiciário e do Ministério Público também erram por serem humanos”.
Destoou
O discurso do acriano destoa da posição oficial da Executiva Nacional do PT que taxa Aécio de “hipócrita” e “por seu comportamento hipócrita, por seu falso moralismo, merece e recebe o desprezo do povo brasileiro”. O PT rachou por causa do tucano.
Votos vermelhos
Por essa nem Aécio esperava: o tucano terá pelo menos oito dos dez votos de senadores petistas na sessão que irá derrubar, na próxima semana, a decisão do STF.
Fundo geral
O advogado maranhense Pedro Leonel Pinto de Carvalho fez chegar a deputados a sugestão de o Congresso criar um fundo misto de financiamento de campanhas, o Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FEFID). As empresas doariam um valor para o partido e outro, igual, para o fundo, que fomentaria todas as legendas.
Bola nas costas
O Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul negou indenização por danos morais a um ex-jogador do Juventude que se lesionou em partida em 2014. Ele foi demitido meses depois e quis cobrar o que gastou com fisioterapeuta.
Ponto Final
“É um comportamento vergonhoso e criminoso”
Do deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), sobre a liberação de emendas à base aliada de Michel Temer.


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

ROUBO DE CARGAS - POLÍCIA TEM QUE PRENDER OS LADRÕES E OS RECEPTADORES



Minas está em terceiro lugar no ranking de carga roubada no país

Fábio Corrêa e Felipe Boutros









Recentemente, ladrões roubaram uma carga em Confins, mas foram perseguidos e baleados pela polícia

O roubo de cargas já causou prejuízo de mais de R$ 250 milhões nos últimos seis anos em Minas Gerais, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A mesma pesquisa aponta que o Estado é o terceiro do país em número de ocorrências, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. O problema se tornou tão grave que, em uma lista de 57 países, o Brasil é apontado como o oitavo com maior risco para o roubo de carga, à frente países em guerra e conflitos civis, como Paquistão, Eritreia e Sudão do Sul. Cigarros, eletrônicos e medicamentos estão entre os itens prediletos dos bandidos que atuam nas rodovias mineiras.
Especialistas, no entanto, apontam que os números podem ser ainda piores. A ausência de um banco de dados nacional sobre registros de ocorrências de roubos de cargas e a falta de integração entre as forças de segurança dos estados – e até dentro deles – provoca divergências nas estatísticas.
O assessor de segurança da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg), Ivanildo Santos, explica que há casos em que o roubo acontece em Minas, mas é registrado em São Paulo ou na Bahia, onde o motorista é abandonado, dificultando a obtenção de números mais precisos. Ele ainda calcula, baseado nas estatísticas da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), que, só no ano passado, o prejuízo foi de mais R$ 113 milhões no Estado. Em todo o Brasil, pelos dados da associação nacional, em 2016, o valor total de cargas roubadas ultrapassou R$ 1,3 bilhão, em 24.563 ocorrências, sendo 84,68% delas nos estados da região Sudeste.
A Fetcemg ainda não compilou as estatísticas deste ano, mas a estimativa do especialista é que, até agosto, mais de R$ 110 milhões em cargas transportadas foram perdidos para o crime.
Mais caro
O alto número de ocorrências de roubos e furtos de cargas reflete no encarecimento do frete, chegando a impactar no bolso do consumidor. Hoje, o gerenciamento de risco já representa 25% da despesa do frete, e já está, junto com pneu e combustível, entre os três itens que mais pesam para o transportador.
“Está sendo necessário fazer um investimento em rastreadores, centrais de monitoramento e, em alguns casos, até em escolta armada. Uma transportadora que tenha tido dois ou três roubos em um ano já encontra dificuldade para renovar a apólice de seguro. Quando não é negada, o valor é majorado”, diz o assessor de segurança da Fetcemg.

Segundo dados da Firjam, entre 2011 e 2016 foram registrados 97.786 roubos de cargas no Brasil, que geraram uma perda superior a R$ 6,1 bilhões. Este valor representa 5,1 vezes o investimento anunciado pelo governo federal em dezembro do ano passado para modernização e ampliação do sistema penitenciário brasileiro nos próximos anos

Ampliação da violência
impacta no preço do seguro

Cigarros, medicamentos, combustíveis, autopeças e alimentos são, segundo o assessor de segurança da Fetcemg, Ivanildo Santos, as mercadorias mais visadas. Equipamentos eletrônicos também estão na mira dos criminosos, porém, como o próprio Ivanildo explica, por terem maior valor agregado, recebem um melhor tratamento de segurança por parte das empresas de carga.
“Eletrônicos, medicamento e cigarros são mais fáceis de serem vendidos depois de serem roubados, por isso exigem um cuidado maior”, explica Rodrigo Mourad, sócio da Cobli, startup especializada na gestão de frotas. Ele afirma que, para se evitar roubos, as estratégias incluem a demarcação de paradas com tempo cronometrado, o descarregamento de parte da carga durante a rota e até mesmo um algoritmo que identifica o motorista a partir do padrão de condução.
“O sistema entende como a pessoa está dirigindo, como acelera, freia, troca de marcha. É como uma impressão digital, com precisão acima de 90%. No geral, a forma de aumentar a chance de recuperação é tentar identificar o problema o mais rápido possível para entrar em contato com as autoridades”, afirma o especialista, que acrescenta que manter informações em sigilo, como a rota do transporte, é fundamental, pois as quadrilhas são especializadas e conhecem, na maioria dos casos, os alvos em questão.
Prejuízos
Para as transportadoras, as perdas com roubos de carga não ficam restritas ao valor dos produtos. De acordo com Bruna Vieira do Nascimento, coordenadora administrativa da DNG Transportes, de Belo Horizonte, os assaltos sofridos pela empresa desde o início do ano já acarretaram um aumento de 30% nas apólices de seguro. “Só na Região Metropolitana, tivemos um prejuízo de mais de R$ 100 mil com sinistros desse tipo”, conta ela. A empresa transporta somente medicamentos.
“Estamos investindo em tecnologia, colocando rastreamento, gradeando os carros, mas as quadrilhas estão cada vez mais se especializando”, reclama Bruna.
Em recente audiência na Assembleia Legislativa, representantes da Polícia Civil reconheceram que o problema é grave e defenderam uma legislação mais rigorosa para esse tipo de crime. O subinspetor de de Polícia Wanderson Silva destacou a realização de ações de prevenção e repressão, que, de acordo com ele, já teriam garantido uma redução de 45% dos roubos de carga entre julho de 2016 e o mesmo mês deste ano.
Ontem, a Secretaria de Defesa Social foi procurada, mas informou que só teria dados de ocorrências em 48 horas.

NOS ESTADOS UNDIOS O PRESIDENTE REDUZ OS IMPOSTOS - AQUI NO BRASIL O PRESIDENTE AUMENTA OS IMPOSTOS



Sempre desejei alíquota de 20% de imposto para as empresas, diz Trump

Estadão Conteúdo







O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta quarta-feira (27) que deseja uma redução no imposto corporativo da atual faixa de 35% para 20%. "Eu sempre desejei alíquota de 20% de imposto para as empresas", enfatizou o republicano momentos antes de embarcar no Air Force One para Indianapolis, onde fará um discurso apresentando detalhes do projeto de reforma tributária de seu governo.

Em abril, no entanto, o presidente havia afirmado que desejava efetuar um corte nos impostos para as empresas passando de 35% para 15%. O projeto inicial foi apresentado pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e pelo diretor do Conselho Econômico Nacional, Gary Cohn, em 26 de abril.

Em rápida conversa com jornalistas, Trump voltou a tecer comentários sobre a reforma no sistema de saúde. Ele afirmou que irá negociar com os democratas para a realização de um projeto bipartidário que altere o Obamacare. "Se não conseguirmos uma reforma agora, iremos votar no projeto em janeiro, fevereiro ou março", afirmou. Além disso, ele comentou que "provavelmente" irá assinar um decreto relacionado a seguradoras de saúde "em breve".

Além disso, a troca de farpas entre o republicano e a Liga de Futebol Americano (NFL) também foi abordada no rápido encontro. "A NFL não pode ter pessoas desrespeitando o hino nacional. Ou ela muda seus negócios ou vai para o inferno", afirmou.

http://externo.hojeemdia.com.br/internos/agenciaestado/ae.jpg

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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