terça-feira, 26 de setembro de 2017

CHINA ESTÁ CONTROLANDO O USO DE WhatsApp



WhatsApp enfrenta bloqueios na China antes do congresso do Partido Comunista

AFP









A empresa, contactada na Califórnia pela AFP, não fez comentários

O aplicativo de mensagens WhatsApp está fortemente prejudicado na China, onde as autoridades aumentam o controle da internet e das redes sociais antes do congresso do Partido Comunista em outubro.
Desde o fim de semana, vários usuários do serviço de mensagens relatam interrupções em suas conversas.
De acordo com o Open Observatory of Network Interference, uma ONG internacional especializada em detectar a censura, a China começou a bloquear o WhatsApp no domingo.
Na manhã desta terça-feira era possível utilizar o aplicativo para enviar mensagens de texto ou iniciar conversas telefônicas ou de vídeo. No entanto, o envio de áudios ou fotos era impossível.
A empresa, contactada na Califórnia pela AFP, não fez comentários.
"Tem todas as características de um bloqueio preventivo antes do Congresso", já que as autoridades endurecem a vigilância das comunicações e da internet antes de um evento político considerado sensível, afirmou à AFP Jason Ng, pesquisador da Universidade de Toronto e especialista em questõe de censura na China.
O 19º Congresso do Partido Comunista - o evento acontece a cada cinco anos - começará em 18 de outubro. O presidente Xi Jinping deve permanecer no cargo e grande parte da equipe de governo deve passar por alterações.
Na internet, a censura se intensifica: milhões de páginas com conteúdo considerado "pornográfico" ou ilícito foram suprimidas desde agosto e as grandes empresas chinesas da internet foram multadas na segunda-feira por não terem censurado de modo suficiente os internautas.
- 'Censura draconiana' -
Além da censura drástica das autoridades, o acesso à internet na China está bloqueado pelo que é conhecido como "Great Firewall", que impede o acesso no país às redes sociais Facebook e Twitter, assim como ao YouTube, Google e sites da imprensa ocidental.
Até agora o WhatsApp não foi totalmente proibido. Mas o seu sistema criptografado, que complica a vigilância externa, pode explicar a rigidez das autoridades chinesas contra o aplicativo.
Esta é uma das principais diferenças para o aplicativo WeChat, de longe o mais popular na China com centenas de milhões de usuários.
WeChat, operado pela gigante chinesa da internet Tencent, se submete às exigências da censura. Este mês, o aplicativo revisou suas condições de uso e advertiu que "conservaria e comunicaria" os dados dos usuários "em conformidade com as leis e regulamentação em vigor".
"À medida que se aproxima a data do Congresso, o governo vai impor uma censura ainda mais draconiana. Todos sabem que o WeChat não oferece nenhuma segurança", declarou à AFP Hu Jia, ativista dos direitos humanos que mora em Pequim.
Vários dissidentes utilizam o WhatsApp, considerado mais seguro. Mas como "estava praticamente inacessível nos últimos dias, suspendemos nossas conversas", disse Hu.
O recente bloqueio do WhatsApp também afeta os empresários estabelecidos na China.
"Gmail, Facebook, Viber já estavam bloqueados, agora o WhatsApp? Sem boas ferramentas de mensagens vai diminuir a eficácia de nosso comércio internacional", lamentou um internauta na plataforma de microblog chinesa Weibo.
Ao mesmo tempo, a atual pressão tem o objetivo de estimular a autocensura. A administração chinesa da internet advertiu que os administradores de grupos de discussão no WeChat seriam responsabilizados penalmente por todo o conteúdo de seus fóruns.
A ameaça espalha o medo e incentiva a vigilância mútua, traduzida pelo fechamento de fóruns de discussão por seus administradores para evitar uma punição.
O mais recente endurecimento das regras foi anunciado após a adoção, em junho, de uma lei sobre segurança cibernética. O texto impõe às empresas o armazenamento de dados dos usuários em território chinês, o que incomoda as câmaras de comércio ocidentais.
Para operar na China, alguns grupos estrangeiros do setor de tecnologia aceitam adaptar-se às exigências de Pequim. A Apple eliminou em junho de sua "App Store" chinesa os aplicativos de VPN que permitem evitar o bloqueio da internet no país.

CEMIG SUPERENDIVIDADA LUTA PARA MANTER AS SUAS USINAS DE ENERGIA HIDROELÉTRICA



Cemig atua em várias frentes para manter usinas

Heraldo Leite











Cemig terá que desembolsar R$ 11 bilhões para manter as quatro usinas

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) atua em várias frentes para conseguir manter as quatro usinas hidrelétricas (São Simão, Jaguara, Miranda e Volta Grande) sob o guarda-chuvas da energética. Todas elas irão a leilão amanhã, pois as concessões venceram e a empresa não aderiu à Medida Provisória editada pela presidente Dilma Rousseff, que garantiu a renovação dos contratos em troca da redução do preço da energia.
Ontem, o Conselho de Administração da Cemig aprovou a capitalização de até R$ 1 bilhão. Para conseguir o recurso, serão emitidas cerca de 200 milhões de ações. O assunto será arrematado na assembleia geral extraordinária, convocada para o dia 26 de outubro. O recurso pode ajudar a quitar a aquisição das usinas, caso vença o leilão.
O deputado federal Fábio Ramalho (PMDB-MG) informou ontem que vai tentar homologar um acordo junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para antecipar o pagamento de R$ 1 bilhão que o governo federal tem com a empresa para que a Cemig preserve a usina de Miranda. O parlamentar também revelou que a empresa aguarda para hoje a aprovação de uma carta-fiança do Citibank para garantir a usina de Jaguara, cujo valor é estimado em R$ 1,9 bilhão
Segundo o deputado, a carta-fiança tem como avalistas empresas que são grandes consumidores e anteciparam a compra de energia.
A Cemig também lançou mão da última estratégia jurídica. Ela fez um novo pedido ao ministro Dias Toffoli, do STF, para que suspenda a realização do leilão das quatro hidrelétricas das quais era concessionária, marcado para amanhã.
Dias Toffoli concedeu uma liminar favorável à companhia na semana passada para suspender um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) e permitir a retomada das negociações entre da Cemig com a União sobre a prorrogação da concessão das quatro usinas em disputa. A liminar, no entanto, não atendeu ao pedido de suspensão do leilão.
Agora, a Cemig insiste que é preciso suspender o leilão para que as negociações possam ocorrer, de fato, e assim dar efetivo cumprimento à própria decisão do ministro Toffoli.
“Removido o obstáculo a que se busque a auto composição do litígio, é evidente que as partes darão curso aos entendimentos do interesse de ambos, como inequivocamente demonstrados nos respectivos pronunciamentos”, diz Sergio Bermudes, advogado da Cemig na petição.
A Cemig pede, também, a suspensão da ação que questiona a devolução das hidrelétricas pelo prazo de 6 meses, para a continuidade das negociações.
Com agências


“A Cemig obteve muito lucro durante anos e poderia ter feito caixa para enfrentar este tipo de situação. Hoje, pelo contrário, a empresa está com muitas dívidas. Mas agimos para preservá-la, pois sabemos
de sua importância para
Minas Gerais”

Fábio Ramalho
Deputado Federal (PMDB-MG)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O GOVERNO BRASILEIRO ABRE MÃO DE ALGUMAS DE SUA ESTATAIS - QUE SÓ DÃO PREJUIZO - PARA A INICIATIVA PRIVADA



Governo inicia série de leilões bilionários

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte










Sonda da Cowan Petróleo e Gás: capacidade para perfurar até 3 mil metros de profundidade

Em meio a sinais de recuperação da atividade econômica, o governo inicia na quarta-feira uma série de leilões com os quais pretende levantar no mínimo R$ 21,4 bilhões até o fim do ano. A expectativa é que haja disputa pelos negócios e que o interesse das empresas eleve a arrecadação do governo. Se isso ocorrer, a equipe econômica diz que será possível liberar mais recursos contingenciados do Orçamento para os ministérios.

Na quarta-feira, o governo colocará à venda quatro usinas hidrelétricas da estatal mineira Cemig, cujos contratos venceram e não foram renovados, e um conjunto de 29 áreas para exploração de óleo e gás em mar e em terra. Só com esse pacote, a expectativa mínima de arrecadação é de R$ 12,64 bilhões. Os investimentos atrelados a eles são da ordem de R$ 2,3 bilhões.

"Será um dia para ficar na história", disse o secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Adalberto Vasconcelos. "Ficará claro o interesse dos investidores nacionais e estrangeiros."

Embora o preço mínimo pelas quatro hidrelétricas tenha sido fixado em R$ 11,05 bilhões no total, é dado como certo nos bastidores que a arrecadação será maior do que isso. Segundo o governo, pelo menos quatro grupos demonstraram interesse. A própria Cemig deverá participar do leilão e tentar recomprar suas usinas.

Embate

Nas últimas semanas, o leilão das hidrelétricas virou um embate político e jurídico, com parlamentares mineiros e a estatal tentando impedir o processo. Como é usual em leilões controversos, a Advocacia-Geral da União (AGU) se preparou para cassar eventuais decisões liminares que suspendam a venda.

O governo está otimista também com a quantidade de empreendedores que se inscreveram para a disputa de áreas de óleo e gás, a chamada 14ª rodada. Nos últimos meses, a União promoveu uma série de mudanças na regulação do setor para atrair investimentos. Além de mudar as regras de obrigatoriedade de uso de componentes de fabricação nacional, foi criado um novo regime tributário para o setor, de modo a dar mais segurança jurídica às empresas.

"Em petróleo, teremos novos investidores que não participaram dos leilões anteriores", disse Carlos Roberto Siqueira Castro, sócio sênior do Siqueira Castro Advogados. A aprovação da lista com mais 57 projetos a serem oferecidos à iniciativa privada, com ativos como o Aeroporto de Congonhas, também "movimenta positivamente o mercado", acredita.

A série de leilões seguirá em outubro. No dia 27, vão a leilão as áreas da 2ª e 3ª rodadas de óleo e gás, essas no pré-sal. Até o fim do ano também será vendida a Lotex, ao preço mínimo de R$ 922 milhões.

Pelo perfil dos ativos colocados à venda, especialistas consideram baixo o risco de o governo arrecadar menos do que o previsto com esses negócios. Nos últimos três anos, as estimativas de receitas com concessões ficou R$ 21,6 bilhões abaixo do previsto no Orçamento. A frustração ocorreu principalmente pela dificuldade de elaborar estudos e preparar os regulamentos para realizar os leilões.




CONFRONTO ENTRE POLICIAIS E TRAFICANTES NO RIO DE JANEIRO REPERCURTE NO MUNDO



Imprensa internacional repercute confrontos no Rio de Janeiro

Estadão Conteúdo








O confronto entre traficantes e policiais militares no Rio de Janeiro, que motivou o governo do Estado a pedir ajuda às Forças Armadas em operação na favela da Rocinha, zona sul carioca, foi destaque em diversos veículos da imprensa internacional.

O jornal inglês The Guardian destaca em sua manchete sobre o assunto o retorno do Exército à maior favela do Rio em meio ao confronto. "Após quase uma semana de intensos tiroteios entre traficantes rivais e a polícia, o Exército do Brasil foi acionado para cercar a extensa favela da Rocinha no Rio de Janeiro".

Segundo relata o Guardian, "a violência agravou uma sensação de insegurança no Rio". O jornal destaca que o governo do Estado "está quebrado e tem atrasado os salários da polícia" e que "o ex-governador Sérgio Cabral está preso e acabou de receber uma sentença de 45 anos por corrupção, lavagem de dinheiro e agressões".

O diário argentino Clarín descreve a chegada dos 950 soldados à Rocinha enviados pelo Ministério da Defesa brasileiro. "Uma longa fila de soldados, transportando metralhadoras, rifles e granadas, moveu-se com os rostos cobertos pela entrada principal da comunidade da Rocinha", seguidos por jornalistas e fotógrafos.

"Embora pareça, não é uma cena de guerra produzida para um filme. Isso acontece na noite desta sexta-feira, 22 de setembro, a cerca de 500 metros de um dos bairros mais luxuosos do Rio de Janeiro: São Corrado", relata o Clarín.

A versão brasileira do jornal espanhol El País afirma que o sexto dia de violentos confrontos na favela causa a interdição da principal via entre as zonas sul e oeste da capital fluminense. "Tiroteios semeiam caos e Exército tenta cercar Rocinha" destaca o El País no título da reportagem.

O jornal americano The New York Times reproduziu reportagens das agências de notícias Reuters e Associated Press destacando que a violência cresceu em várias áreas do Rio durante a semana, levando as autoridades brasileiras a fechar estradas, escolas e a pedir a intervenção do Exército.

"A violência na Rocinha é mais um sinal do retrocesso desde o lançamento de um programa de 'pacificação' em 2008 para reduzir a violência, pressionando traficantes de drogas e estabelecendo postos permanentes em mais de mil favelas da cidade", afirma texto da Reuters reproduzido pelo The New York Times.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...