Cemig atua em
várias frentes para manter usinas
Heraldo Leite
Cemig terá que
desembolsar R$ 11 bilhões para manter as quatro usinas
A Companhia
Energética de Minas Gerais (Cemig) atua em várias frentes para conseguir manter
as quatro usinas hidrelétricas (São Simão, Jaguara, Miranda e Volta Grande) sob
o guarda-chuvas da energética. Todas elas irão a leilão amanhã, pois as
concessões venceram e a empresa não aderiu à Medida Provisória editada pela
presidente Dilma Rousseff, que garantiu a renovação dos contratos em troca da
redução do preço da energia.
Ontem, o Conselho de
Administração da Cemig aprovou a capitalização de até R$ 1 bilhão. Para
conseguir o recurso, serão emitidas cerca de 200 milhões de ações. O assunto
será arrematado na assembleia geral extraordinária, convocada para o dia 26 de
outubro. O recurso pode ajudar a quitar a aquisição das usinas, caso vença o
leilão.
O deputado federal
Fábio Ramalho (PMDB-MG) informou ontem que vai tentar homologar um acordo junto
ao Supremo Tribunal Federal (STF) para antecipar o pagamento de R$ 1 bilhão que
o governo federal tem com a empresa para que a Cemig preserve a usina de
Miranda. O parlamentar também revelou que a empresa aguarda para hoje a
aprovação de uma carta-fiança do Citibank para garantir a usina de Jaguara,
cujo valor é estimado em R$ 1,9 bilhão
Segundo o deputado, a carta-fiança tem como avalistas empresas que são grandes consumidores e anteciparam a compra de energia.
Segundo o deputado, a carta-fiança tem como avalistas empresas que são grandes consumidores e anteciparam a compra de energia.
A Cemig também
lançou mão da última estratégia jurídica. Ela fez um novo pedido ao ministro
Dias Toffoli, do STF, para que suspenda a realização do leilão das quatro
hidrelétricas das quais era concessionária, marcado para amanhã.
Dias Toffoli
concedeu uma liminar favorável à companhia na semana passada para suspender um
acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) e permitir a retomada das
negociações entre da Cemig com a União sobre a prorrogação da concessão das
quatro usinas em disputa. A liminar, no entanto, não atendeu ao pedido de
suspensão do leilão.
Agora, a Cemig
insiste que é preciso suspender o leilão para que as negociações possam
ocorrer, de fato, e assim dar efetivo cumprimento à própria decisão do ministro
Toffoli.
“Removido o
obstáculo a que se busque a auto composição do litígio, é evidente que as
partes darão curso aos entendimentos do interesse de ambos, como
inequivocamente demonstrados nos respectivos pronunciamentos”, diz Sergio
Bermudes, advogado da Cemig na petição.
A Cemig pede,
também, a suspensão da ação que questiona a devolução das hidrelétricas pelo
prazo de 6 meses, para a continuidade das negociações.
Com agências
Com agências
“A Cemig obteve muito lucro durante anos e poderia ter feito caixa para enfrentar este tipo de situação. Hoje, pelo contrário, a empresa está com muitas dívidas. Mas agimos para preservá-la, pois sabemos
de sua importância para
Minas Gerais”
Fábio Ramalho
Deputado Federal (PMDB-MG)

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