terça-feira, 12 de setembro de 2017

O BRASILEIRO VIVE A ESPERANÇA DE DIAS MELHORES



Pelo menos, esperança

Manoel Hygino 







Uma semana em plena turbulência. Sabotada por numerosos agentes, sobretudo pelos que atuam insensatamente no campo político e são responsáveis pelos sucessivos escândalos, que avultam e aviltam a vida nacional, a aeronave balança estrepitosamente no espaço. Só não se destrói porque forças divinas a mantêm a despeito de todos e de tudo, diante da vulta da tempestade.
Não é necessário descrever o quadro, o ambiente em que atores e autores se envolvem em embates e debates que a nenhum lugar seguro encaminham.
Não há base sólida suficiente para uma tomada de voo. Um jornalista considerou a reforma política incompleta e inconclusa, e é apenas um item.
O governo, na tentativa de representar-se como salvador em tão grave situação, apresentou ideias múltiplas para solução (?) dos problemas mais asfixiantes. Mas o tempo é curto para as grandes transformações, indispensáveis, mas que não encontram respaldo em altos escalões da República.
Os que decidem e decidirão tampouco gozam da confiança da população, que conhece, no embalo interminável da troca de acusações, pormenores da banca de negociatas em que se transformou a administração pública. Que me perdoem os bons, justos e sábios que remanescem. Sequer estaríamos mais no ar, no espaço, mas no lamaçal, e até os motoristas de automóveis sabem como é difícil e sacrificante tirar o veículo do atoleiro.
O cidadão pouco ou nada se interessa pelas propostas apresentadas para resolver (?) os intricados desafios com que nos deparamos. O que interessa é trabalho, remuneração adequada tanto quanto possível, sustento para a família, segurança em casa, nas ruas e no campo, educação e saúde de boa qualidade, embora mais se preocupem os gestores com o divertimento, mantendo em pauta a antiga lição de pão e circo, mesmo crescentes as dificuldades para amansar os apelos da fome.
Não assistimos ao fim da tragédia, apesar do anseio dos mais de duzentos milhões de brasileiros que pensam e vivem em situação de permanente inquietação. Mas o governo e a classe política, como um todo e de um modo geral, enfrentam também a desconfiança e o descrédito, sem cujo sepultamento não haverá vitória definitiva.
Envergonha-se o cidadão quando ouve o noticiário de rádios e tevês ou o lê nos jornais e revistas. A que ponto chegamos! Comenta-se, e a preocupação com o futuro se agiganta. Se estamos no ponto em que nos encontramos, cabe agora perguntar para onde vamos e até quando suportaremos.
De volta do Oriente, a que se deslocou movido pela necessidade de medidas efetivas à reconquista da confiança nacional e à tentativa de reversão do tristíssimo ambiente de agora, se conseguiu resultado econômico animador, caberia imbuir o brasileiro da probabilidade de melhores tempos e oportunidades. Não se poderá perder a esperança, a última que morre – segundo a convicção geral.
Pelo menos que venha a bênção dos céus, não nos faltando chuva.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

MAIS UMA VITÓRIA DA CIÊNCIA NA LUTA CONTRA O CÂNCER



Cientistas criam sonda que rastreia células cancerosas em apenas 10 segundos

AFP












Instrumento analisa amostras de tecidos humanos e aponta a presença de células cancerosas em tempo recorde

WASHINGTON – Um grupo de cientistas desenvolveu uma pequena sonda manual capaz de detectar, em 10 segundos, células cancerosas em tecidos, o que permitirá a cirurgiões saber na hora se eliminaram um tumor totalmente. Os resíduos de tecido canceroso que permanecem depois de uma intervenção cirúrgica representam um risco de recaída para o doente.
Atualmente, a maioria dos laboratórios necessita de vários dias para determinar se as células cancerosas persistem em amostras tomadas durante uma operação, explicaram os cientistas que inventaram esta nova sonda, batizada de “MasSpec Pen”, apresentada em um estudo na revista americana Science Translational Medicine.
O instrumento permite extrair suavemente as moléculas de água contidas nos tecidos, bombeando um volume ínfimo de 10 microlitros, um quinto de uma gota.
Estas moléculas são transportadas através de um tubo flexível a um espectrômetro que calcula as diferentes massas moleculares na amostra e determina a presença de células cancerosas, indicam pesquisadores e engenheiros da Universidade do Texas em Austin, nos EUA.
Depois de analisarem 253 amostras de tecido humano, tanto cancerosos como saudáveis, de pulmão, ovário, tireóides e mama, os cientistas puderam estabelecer “um perfil molecular” que permite identificar a presença de câncer com um índice de exatidão de mais de 96%.
Em testes com ratos vivos, esta sonda foi capaz de detectar sem erros a presença de células cancerosas, sem danificar os tecidos de onde tiram a amostra, detalharam.
Segundo os pesquisadores, este instrumento poderia ser ainda mais preciso se analisasse um grande número de amostras, e também poderia servir para diagnosticar eventualmente uma gama mais ampla de tumores em diferentes tipos de tecidos.

Imprecisão
A técnica atual de análises para determinar se o tecido está saudável ou se é canceroso é lenta e muitas vezes inexata, explicaram os cientistas.
Em geral, um patologista precisa de 30 minutos ou mais para preparar uma amostra e determinar se esta é cancerosa ou não, o que aumenta o risco de infecção e de efeitos prejudiciais da anestesia no paciente.
Além disso, para alguns tipos de câncer, a interpretação das amostras de tecido pode ser difícil, e apresenta um índice de erro de entre 10% e 20%.
Esta nova tecnologia “nos permite ser muito mais precisos para saber que tecido tirar e qual deixar”, considerou James Suliburk, chefe de cirurgia endócrina da Faculdade de Medicina Baylor no Texas Medical Center de Houston, que colaborou com o projeto.
Embora maximizar a extirpação do tumor canceroso seja essencial para melhorar as possibilidades de sobrevivência do paciente, eliminar tecido saudável demais poderia ter efeitos nefastos generalizados, explicou.
Os pesquisadores estimam que começarão a testar esta sonda em 2018 em intervenções cirúrgicas para retirar tumores, e fizeram uma solicitação para obter a patente desta tecnologia nos Estados Unidos.


PROJEÇÕES INDICAM UM PEQUENO AUMENTO POSITIVO DO PIB BRASILEIRO



Mercado financeiro aumenta projeção para o PIB e reduz para inflação

Agência Brasil






Este ano, crescimento do PIB é estimado em 0,6% e inflação, em 4,15%
O mercado financeiro voltou a reduzir a projeção para a inflação e aumentar a estimativa para o crescimento da economia este ano. De acordo com o boletim Focus, uma publicação divulgada toda segunda-feira no site do Banco Central (BC), a expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), foi ajustada de 0,5% para 0,6% este ano, no terceiro aumento consecutivo. Para 2018, a estimativa de crescimento passou de 2% para 2,1%.
A estimativa do mercado financeiro para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 3,38% para 3,14% este ano, na terceira redução seguida. Para 2018, a projeção do IPCA foi reduzida de 4,18% para 4,15%, no segundo ajuste consecutivo.
As estimativas para os dois anos permanecem abaixo do centro da meta de 4,50%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.
Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 8,25% ao ano.
Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. Já quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
A expectativa do mercado financeiro para a Selic foi reduzida de 7,25% para 7% ao ano, no fim de 2017, e de 7,50% para 7,25% ao ano, ao final de 2018.

PRESIDENTE DO COMITÊ OLÍMPICO RIO-2016 SUSPEITO DE FRAUDE



Conta de Nuzman na Suíça pode ter recebido repasses de federação de suspeito

Estadão Conteúdo










Ele fez uma boa gestão no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e chega para o pleito como favorito

Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e do Comitê Rio-2016, manteve uma conta na mesma cidade do COI (Comitê Olímpico Internacional), na Suíça, e repassou os seus dados para a entidade controlada por Lamine Diack, acusado de ter recebido dinheiro em troca de votos para a cidade brasileira sediar os Jogos de 2016.

Lamine Diack, hoje detido, é suspeito de ter cobrado US$ 2 milhões para dar seu apoio ao Rio. No momento da votação, em 2009, o senegalês era o presidente da poderosa Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês), um dos pilares do movimento olímpico.

Documentos e envelopes encontrados durante a operação policial na casa de Carlos Arthur Nuzman, na última terça-feira, revelaram que o brasileiro não apenas mantinha dinheiro vivo em sua residência em diversas moedas, mas também guardava informação sobre uma conta na Suíça.

Em um dos e-mails retirados de seu computador, no dia 27 de junho de 2014, Carlos Arthur Nuzman escreveu para Laetitia Theophage, da IAAF, uma mensagem na qual colocava os dados de uma conta na Suíça. Tratava-se de um depósito que deveria ser realizado no banco Societe General Private Banking, instituição financeira dedicava a administrar grandes fortunas. Laetitia, o jornal O Estado de S.Paulo apurou, era a assistente pessoal do então presidente da IAAF, o próprio Lamine Diack.

Com a conta bancária, Carlos Arthur Nuzman indicava para onde a IAAF deveria fazer um depósito. "Depois de seu pedido, informo abaixo os detalhes de minha conta bancária", escreveu Nuzman. O local do banco também é revelador: Lausanne, cidade sede do COI e para onde Nuzman viajou com grande frequência entre 2009 e 2016, durante a preparação do Rio de Janeiro.

O e-mail não detalha o valor do depósito que seria realizado nem o motivo. Na mensagem, porém, ele "agradece" Laetitia Theophage por sua ajuda na organização de uma viagem e encerra com "saudações olímpicas". Em março de 2014, Carlos Arthur Nuzman havia sido escolhido por Lamine Diack para ser um dos sete membros de uma recém criada Comissão de Ética da IAAF.

Não se exclui, entre fontes próximas do caso, que o depósito tenha algum motivo relacionado com seu cargo na entidade de Lamine Diack. Mas, ainda assim, procuradores querem saber sobre a movimentação desta conta e eventuais transferências durante o período no qual as obras no Rio ocorreram.

Ao investigar e prender o senegalês, a polícia francesa considerou que a comissão da qual Carlos Arthur Nuzman fazia parte jamais agiu diante da corrupção conduzida pelo chefe da entidade. Em 2015, o africano passou a ser alvo da polícia e, depois de seu indiciamento, o COI optou por retirar seu cargo de membro de honra.

Agora, um dos trabalhos dos investigadores será o de apurar se a conta em nome de Carlos Arthur Nuzman serviu para algum objetivo de campanha. Para isso, o Ministério Público Federal pedirá a cooperação da Suíça, o que pode ainda levar algumas semanas para se tornar efetivo.

O jornal O Estado de S.Paulo apurou que um fluxo ainda importante de dinheiro passou pelos Estados Unidos e pelo Caribe, o que exigiu a cooperação da Justiça norte-americana e da Grã-Bretanha. Nuzman insiste que não tem um salário como presidente do COB. Mas, em sua casa, R$ 480 mil em cinco moedas diferentes foram encontradas. "O trabalho a partir de agora é o de seguir o dinheiro", contou à reportagem um dos agentes implicados na operação.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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