segunda-feira, 11 de setembro de 2017

CORRUPÇÃO NA ESCOLHA DA SEDE DA OLIMPÍADA RIO-2016



Joias e relógios foram usados como propina por Rio-2016, diz procurador

Estadão conteúdo








Jean-Yves Lourgouilloux, procurador francês responsável pela investigação da suspeita de compra de votos para a eleição do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 contou em detalhes como ocorriam as fraudes. Em entrevista à Rede Globo, Lourgouilloux afirmou que depósitos eram feitos por intermediários nas contas do senegalês Lamine Diack, que usava sua influência e presenteava outros integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) com joias e relógios de luxo, compradas em uma joalheria em Paris.

"Todos os pagamentos são seguidos de compras enormes de relógios de luxo e joias de luxo. Investigamos que membros do COI receberam presentes de Lamine Diack. O nome de Lamine Diack aparece ligado a várias transações. Ele é africano, mas não podemos dizer que todos os votos africanos estão corrompidos, mas nem que apenas votos africanos foram comprados", disse Lourgouilloux.

"Cada vez que havia necessidade de se escolher uma cidade para organizar uma competição esportiva mundial, era uma oportunidade para extorquir dinheiro. É interessante também notar que Tóquio era candidata a sediar os Jogos de 2016, mas o Rio ganhou. Tóquio na época denunciou que haveria esquemas entre o Brasil e a África, e em seguida Tóquio acabou procedendo da mesma maneira para se certificar de que ganharia", afirmou o procurador, lembrando a escolha da cidade japonesa como sede da Olimpíada de 2020.

O procurador francês ainda lamentou que o esporte seja usado dessa forma. "Enquanto toda a economia mundial passa por momentos de recessão, a economia do esporte está em plena expansão. E onde está o dinheiro, está a corrupção."

O francês ainda comentou sobre a participação de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), um dos acusados de envolvimento no esquema. "Não é possível que uma pessoa possa ser dirigente de uma mesma federação por 20 anos. Não vamos parar de investigar. Nós somos obrigados a verificar se pessoas físicas corromperam ou foram corrompidas. O resto é problema da organização dos Jogos Olímpicos. É preciso criar regras claras e rígidas de controle e transparência", finalizou Lourgouilloux.

sábado, 9 de setembro de 2017

FRUTAS VERMELHAS TIPO "BERRIES" SÃO SUCESSO NO SUL DE MINAS GERAIS



Rentáveis, frutas vermelhas atraem produtores do Sul de Minas

Hoje em Dia











A amora-preta e outras frutas vermelhas são, normalmente, colhidas em arbustos, por isso, são também conhecidas como frutas do bosque

Frutas que até pouco tempo só ocupavam as prateleiras de produtos importados caíram no gosto dos agricultores brasileiros. De olho nesse mercado, produtores mineiros têm apostado e obtido sucesso no cultivo de frutas do grupo das berries, populares nos Estados Unidos.
O morango (strawberry) é um velho conhecido no Brasil e sua produção em Minas Gerais está em escala ascendente. Agora, entraram em cena a framboesa (raspberry), o mirtilo (blueberry) e a amora-preta (blackberry).
Há dez anos, Ricardo Savi Sacarponi Chermont trocou a vida agitada na capital paulista, onde trabalhava no mercado financeiro, pelo campo. “Fui morar em Atibaia, no interior de São Paulo, e comecei a procurar uma terra boa para plantar eucalipto, até que cheguei a Minas e comprei um sítio de 30 alqueires”, conta. Hoje, ele cultiva morango, mirtilo e amora-preta no município de Cambuí, no Sul do Estado.
Com o sucesso da iniciativa, Ricardo criou uma marca própria e abriu uma loja em Atibaia. “Tenho quatro câmaras frias com capacidade para estocar até 50 toneladas de frutas, que vendo congeladas. Meu próximo plano é abrir uma franquia da loja”, comemora.

Valor agregado
O cultivo de berries é feito em pequena escala nas propriedades, mas o alto valor agregado das frutas tem atraído cada vez mais produtores. De acordo o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) Emerson Dias Gonçalves, o quilo de amora-preta chega a ser vendido por R$ 15 no mercado, e o de framboesa por até R$ 25.


Ricardo Chermont: marca de frutas congeladas

O produtor Francisco de Assis Vilas Boas abandonou a plantação de batatas na cidade de Maria da Fé, também no Sul de Minas, para produzir as duas berries. “A mudança valeu a pena. Hoje, eu e meu sócio colhemos, por ano, duas toneladas de framboesa e cerca de três toneladas de amora-preta. Vendemos tudo congelado. Agora, estamos pensando em produzir geleia e suco dessas frutas”, diz.
Futuro promissor
Histórias de sucesso como as de Ricardo e de Francisco entusiasmam os novos produtores de berries.
Em 2013, o turismólogo Daniel Batagin Humada iniciou o cultivo de morango, mirtilo e amora-preta em Marmelópolis, no Sul do Estado. A produção ainda é incipiente, mas ele acredita em um futuro promissor.
“Plantei cem mudas de mirtilo e agora vou plantar mais cem. A primeira colheita só deve acontecer em três anos. Vale a pena esperar, o preço de um quilo sai a R$ 70. Enquanto isso, vivemos da lavoura de morango orgânico, que tem retorno mais rápido”.
Berry é um termo em inglês usado para designar algumas frutas pequenas, cujas cores vão do vermelho ao violeta escuro. No Brasil, as mais conhecidas são morango (strawberry), mirtilo (blueberry), amora-preta (blackberry), framboesa (raspberry), oxicoco (cranberry) e groselha (gooseberry). Normalmente, as berries são colhidas em arbustos e, por isso, em alguns lugares do mundo são conhecidas como frutos do bosque
Fruticultura mineira ganha mercado internacional
Enquanto novas culturas avançam no Estado, as exportações de frutas cujo cultivo já é tradicional em Minas estão em ritmo acelerado.
De acordo com dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas (Seapa) e do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as vendas de frutas e derivados para o mercado externo aumentaram 30,3% entre janeiro e maio deste ano, em relação ao mesmo período de 2016, totalizando US$ 2,8 milhões.
O limão liderou as vendas externas, sendo responsável por 54,9% do total, somando US$ 1,5 milhão. Em seguida, vieram abacate, abacaxi e manga. Os principais compradores são de países da Europa e do Oriente Médio.
Internamente
Minas está à frente do cultivo de morangos no país. A colheita anual é de 88 mil toneladas. O Estado também responde por 11,5% da produção nacional de bananas. Já a lavoura mineira de citros é a terceira maior do país.
A Emater-MG incentiva a diversificação da fruticultura no Estado. Segundo o coordenador de Fruticultura da instituição, Deny Sanábio, o cultivo de berries tende a crescer em Minas.
“Temos condições para produzir frutas tropicais, subtropicais e temperadas e situações especiais durante o ano todo. Hoje, já é possível produzir morangos até em localidades com altas temperaturas, como Montes Claros, no Norte do Estado”, assinala.

COMO PODE A CEMIG UMA EMPRESA ESTATAL DE ENERGIA ELÉTRICA, EXCLUSIVA, TER UMA DÍVIDA MAIOR QUE O SEU PATRIMÔNIO



Andrade Gutierrez sairá da Cemig

Tatiana Moraes








Estatal mineira precisa de R$ 11 bilhões para negociar com o governo federal a manutenção de três usinas, responsáveis pela geração de 36,6% da energia da empresa

Depois de muita especulação, a Andrade Gutierrez Energia (AGE) está, oficialmente, de saída do grupo de controle da Cemig. Em comunicado ao mercado enviado pela estatal mineira, a AGE informa que encerrou o contrato de acionistas e que “está apta, a partir da presente data, para negociar suas ações da Cemig em bolsa de valores e/ou mercado de balcão”. A AGE detém 20% das ações ordinárias (com direito a voto) da concessionária e, segundo especialistas, receberá cerca de R$ 1 bilhão pelas ações. O Banco Clássico é cotado para comprar a fatia.
A Cemig não deve ser afetada negativamente pela saída da AGE. Pelo contrário. O envolvimento da Andrade Gutierrez na “Lava Jato” pesava contra a estatal mineira. Segundo fontes de bastidores, aliás, a AGE sequer se envolvia nas decisões da companhia.
A saída da Andrade Gutierrez pode ter sido motivada, justamente, pela redução do caixa do grupo, envolvido em esquemas de corrupção, conforme avalia o analista de utilities da Lopes Filho Associados, Alexandre Montes. Para ressarcir o prejuízo da Petrobras, foi feito um acordo com a Procuradoria-Geral da República e ficou determinado que o conglomerado devolveria R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

Receita em queda
“A receita da empresa está despencando. Ela não tem a mesma facilidade que tinha no passado para fechar contratos. Por isso, ela precisa de dinheiro. Para a Cemig isso não afeta em nada. É uma oferta secundária, não primária”, diz o analista.
Para Montes, a Cemig precisa focar todos os esforços na redução da dívida, que chega a R$ 12,5 bilhões, com vencimento até 2024. O montante é maior do que o valor de mercado da estatal, de R$ 10,6 bilhões. Para piorar o cenário, a alavancagem da Cemig (razão da dívida líquida pela lajida), que mostra a capacidade da empresa de honrar os compromissos junto aos bancos, chegou a 3,98 vezes no segundo trimestre. No primeiro trimestre, era 4,21 vezes. Isso significa que a dívida é 3,98 vezes maior do que a geração de caixa.
O número é altíssimo e possivelmente tem atrapalhado a estatal na hora de pegar empréstimos. “A companhia precisa, primeiro, se acertar financeiramente. E, só depois, pensar em aumentar a capacidade de geração”, afirma Montes.
A Cemig tem recorrido a bancos privados e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para tentar crédito. A estatal precisa de R$ 11 bilhões para negociar junto ao governo Federal a manutenção das usinas de Jaguara, Miranda e São Simão, a maior da energética. Juntas, elas representam 36,6% da geração energética da empresa.
Inicialmente, o BNDES tentou criar um Fundo de Participações de Investimentos (FPI) para ajudar a Cemig. Como o leilão das usinas está marcado para 27 de setembro, a negociação teria que sair antes. Portanto, não haveria tempo hábil. A Cemig se encontrou com representantes do banco até a última quarta-feira para achar uma solução. No mesmo dia, no entanto, o Tribunal de Contas da União (TCU) proibiu que as negociações fossem adiante. De acordo com a decisão, as conversas poderiam atrapalhar o leilão.
Cemig e Andrade Gutierrez não quiseram se posicionar. O Banco Clássico não foi encontrado para comentar o assunto.


TERREMOTO DE GRANDE MAGNITUDE FAZ GRANDES ESTRAGOS NO MÉXICO E MUITAS VÍTIMAS



Sobe para 58 o número de mortos no México após terremoto de magnitude 8,2

Agência Brasil











O governador de Oaxaca, Alejandro Murat, disse que há entre 35 e 45 mortos no estado

Pelo menos 58 pessoas morreram no terremoto de magnitude 8,2 na escala Richter ocorrido na noite dessa qunta-feira (7) no México, informaram as autoridades nesta sexta-feira (8).  A informação é da Agência EFE.
O coordenador nacional de Proteção Civil, Luis Felipe Puente, afirmou no Twitter que o Comitë Nacional de Emergências registrou até o momento 45 mortos em Oaxaca, dez em Chiapas e três em Tabasco. No entanto, os governadores dos estados afetados informaram números diferentes. Por isso, o número total de mortos pode aumentar nas próximas horas.
O governador de Oaxaca, Alejandro Murat, disse que há entre 35 e 45 mortos no estado. Juchitán, segundo ele, é o município mais afetado, com pelo menos 30 mortos. Além disso, as equipes de resgate buscam atualmente um policial municipal que ficou sob os escombros, indicou o governador em entrevista à Rádio Fórmula.
Murat decretou estado de emergência para todos os municípios de Oaxaca que estão na região atingida pelo terremoto. "Nos 41 municípios há uma zona de desastre, especialmente em Juchitán, onde cerca de 7 mil moradias estão com danos estruturais maiores", disse.
O governador de Oaxaca explicou que a prioridade das autoridades é garantir que todas as pessoas vivas sob os escombros sejam resgatadas. Além disso, é preciso garantir que há abrigos suficientes para atender os desabrigados e manter a população em alerta para possíveis réplicas.
O governador de Chiapas, Manuel Velasco, afirmou em entrevista a outra rádio local que o número de mortos no estado passou de nove para 12, a maioria deles vítima de desabamentos. Uma pessoa morreu após sofrer um ataque cardíaco durante o terremoto. Um relatório preliminar feito pelas autoridades locais indica que há 1.700 casas afetadas, 700 escolas e outros 18 prédios públicos.
A Secretaria da Marinha emitiu um alerta na região por risco de tsunami. Por esse motivo, quase 10 mil pessoas deixaram suas casas. Segundo o governador de Chiapas, mais de 337 réplicas foram registradas depois do terremoto principal. Além disso, três menores de idade morreram no estado de Tabasco, no sul do país.
O presidente do México, Enrique Peña Nieto, viajou hoje para Ixtepec, no estado de Oaxaca, de onde irá para Juchitán, a cidade mais afetada pelo terremoto. Vários centros de abrigo foram instalados na Cidade do México e em outros estados próximos aos atingidos para recolher doações para as vítimas do tremor.
As estimativas iniciais indicam que 50 milhões de pessoas estiveram expostas ao terremoto. Cerca de 37 milhões sentiram o sismo de forma moderada ou forte.
A diretora do Serviço Sismológico Nacional e pesquisadora do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autônoma do México, Xyoli Pérez Campos, afirmou que é possível que haja réplicas de magnitude 7 na escala Richter nos próximos dias.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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