domingo, 28 de maio de 2017

COLUNA ESPLANADA DO DIA 28/05/2017



CPI derruba Sílvia

Coluna Esplanada - Leandro Mazzini








Os pedidos de duas CPIs para investigar o BNDES no Senado e na Câmara miram o ex-presidente Lula da Silva e atingiram em cheio a presidente do banco, Maria Sílvia Bastos, que pediu demissão. Ela seria a primeira a ser convocada. As CPIs, cujos requerimentos de instalação foram lidos, é articulação da base de Michel Temer para enquadrar Lula e Dilma Rousseff, e seus subordinados. Eles vão pedir as quebras de sigilos dos financiamentos da JBS e Odebrecht para operações no exterior.

Tô fora!

Em suma, Maria Sílvia não poderia entregar algo que não diz respeito à sua gestão. E correria risco de ser indiciada nas CPIs. O pepino ficou para o sucessor.

Regra é regra

A presidente do bancão já sofria pressões internas e de empresários para acelerar processos de empréstimos milionários, mas não cedeu, porque queria fazer pente-fino.

Hum...

O cidadão pode desconfiar quando Câmara e Senado querem criar duas CPIs do mesmo tema. É guerra de grupo político. Um quer pegar Lula e Dilma, outro quer blindá-los.
Vovô tarado
Bastidores sobre a condenação do vovô tarado de 72 anos condenado a 105 anos de prisão por pedofilia, na quinta, conforme publicamos: ele filmava estupro de menores e vendia para o exterior. Fazia isso há décadas até ser preso pela PF em Santos em 2016.
Em casa
Também descobriu-se que abusava de uma sobrinha quando menina, hoje ela tem 27 anos. Com ele havia mais de 400 mil arquivos. Seu nome não foi revelado por segurança, por decisão da Procuradoria. Ainda por cima, de família abastada.

Point

O prédio nº 324 da Av. Vieira Souto, em Ipanema, onde o senador Aécio Neves tem um apartamento de luxo, virou point turístico. Um vendedor de um quiosque entre os postos 8 e 9 virou guia. Mas a água de coco parece estar superfaturada.


Brasiiilll !

Acredite. Até ontem, a Mesa Diretora do Senado não havia recebido notificação do ministro Edson Fachin, do STF, para afastar Aécio Neves. Ele ainda é senador.

Palácio & Câmara

Com o PGR Janot no pé de Michel Temer, se a situação desandar, o plano para o Palácio é fazer Rodrigo Maia presidente. Carlos Marun é cotado para sucedê-lo na Casa.

De casa

Marun e Maia são bem vistos no Palácio porque, na tempestade, ambos se destacam pela lealdade ao Governo (e ministros palacianos) e ao presidente Temer.
Lixo..

Para “acabar” com os lixões (são cerca de 3 mil no País), o Senado aprovou em 2014 projeto para empurrar o prazo de erradicação dos vazadouros para 2021 (data inicial expirou em 2014), sem apontar como os municípios farão para cumprir a meta.

..à brasileira

Desde 2015 o texto (PL 2289) está na Câmara, mas agora o deputado Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO) apresentou um novo PL com o mesmo objetivo: prorrogação de prazo. E, mais uma vez, sem considerar o “como fazer” e de onde tirar o dinheiro.

Quebra-molas

A Ford não quis se pronunciar, mas deputados garantiram que os governadores do Ceará e Bahia ligaram para pressionar as bancadas da oposição a desobstruíram a pauta; está na fila projeto que revalida as isenções fiscais.

Fato

De Joesley Batista, conhecedor a fundo, no vídeo da delação: “O que os políticos mais souberam fazer ultimamente é arrumar dificuldade para vender facilidade”

Aulão

A socióloga e secretária-executiva do MEC, Maria Helena Guimarães, fará a palestra de abertura do Fórum Docente, dia 2, evento do Grupo Estácio reúne seus professores. Serão 1.200 na platéia e 4 mil por videoconferência.

Ensaio

É ensaio. Ela é a cotada para substituir o ministro Mendonça Filho em meados do ano que vem.




CRISE POLÍTICA AFETA A ECONOMIA DO BRASIL



Crise política pode tirar até R$ 170 bilhões da economia

Estadão Conteúdo






A crise política foi um balde de água fria para o setor real da economia. Projetos que começavam a ser desengavetados pela retomada da atividade que estava se desenhando voltaram para a gaveta, à espera de qual será o encaminhamento das reformas. Enquanto isso, analistas começam a calcular as prováveis perdas no dia a dia das empresas e nos diversos setores.

Economistas já estão cortando as projeções de crescimento da economia este ano e no próximo. As estimativas preliminares sinalizam perdas para a atividade em 2017 entre R$ 25 bilhões, no cenário mais otimista, e R$ 170 bilhões, no mais pessimista, na comparação com que se esperava antes das denúncias envolvendo o presidente Michel Temer. É consenso entre os especialistas ouvidos pelo Broadcast/Estadão que o tamanho do estrago vai depender da duração da turbulência em Brasília e do desfecho da reforma da Previdência.

Aos olhos dos investidores internacionais, o Brasil ficou mais arriscado, o que pode ser percebido na forte alta nas taxas do CDS (Credit Default Swap), uma espécie de seguro de crédito contra calotes. Esse papel chegou, no pior momento, a subir mais de 30%. Ontem, estava em 240 pontos base, alta de 21% comparado a um dia antes da delação da JBS.

Risco. A crise também acendeu o sinal de alerta nas agências de classificação de risco. A Standard & Poor’s (S&P) já colocou o País em observação para possível rebaixamento da nota soberana, por causa das "dinâmicas políticas mais estressadas", que podem afetar as reformas e o PIB. Ontem, a Moody’s alterou ontem a perspectiva do rating brasileiro de "estável" para "negativa", indicando que aumentou a chance de a nota ser rebaixada (ver box).

Os primeiros impactos da crise apareceram nos indicadores financeiros. Em apenas uma semana, as empresas brasileiras perderam R$ 161 bilhões em valor de mercado, segundo a Economática. Já as companhias com dívidas em dólar viram seus passivos aumentarem em R$ 7,2 bilhões. É claro que estes números podem ser revertidos se a situação se resolver, mas a deterioração do cenário econômico por causa da turbulência política já fez empresas adiarem planos de captação de recursos. A Log Comercial, do setor de logística e controlada pela MRV Engenharia, e a Ser Educacional, por exemplo, desistiram de ofertas de ações. Por sua vez, o IRB Brasil Re decidiu adiar sua aguardada abertura de capital.

A paralisia nas empresas já sinaliza impacto negativo para o PIB. A LCA Consultores acha pouco provável a manutenção da sua estimativa inicial de um crescimento de 0,9% este ano. O economista Francisco Pessoa Faria acredita que o mais provável é que a crise tenha um impacto de 0,4 ponto porcentual no PIB deste ano, trazendo a expansão para 0,5% e ocasionando perdas de R$ 25 bilhões, em um cenário mais favorável. Em um caso mais adverso e menos factível, a consultoria estima uma retração de 1,1% no PIB, com uma perda de R$ 127 bilhões. "Ainda existe muita fragilidade em todas as projeções, porque a conjuntura é muito incerta", pondera.

sábado, 27 de maio de 2017

O SISTEMA SOLAR NUNCA VAI SOFRER MUDANÇAS



Sistema Solar está em 'endereço seguro' na Via Láctea, dizem cientistas da USP

Estadão Conteúdo








Um grupo de astrônomos da Universidade de São Paulo (USP) mostrou pela primeira vez, em um novo estudo, que o Sol - e consequentemente também a Terra e os outros planetas do Sistema Solar - tem um "endereço seguro" na Via Láctea.

A pesquisa revela que o Sol reside permanentemente entre dois dos chamados "braços espirais" da Via Láctea - imensas estruturas de matéria que se destacam pelo brilho e que concentram grande quantidade de estrelas jovens e luminosas. De acordo com os autores, o Sol jamais cruza os braços espirais, o que poupa todo Sistema Solar de um evento catastrófico.

"Assim como os planetas giram em torno do Sol, todas as estrelas da Via Láctea estão girando em torno do centro da galáxia. O que nós demonstramos é que, em sua trajetória, o Sol gira na mesma velocidade que os braços espirais. Isso significa que ele nunca os cruzará", disse o líder da pesquisa, Jacques Lépine, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP.

Segundo Lépine, a Via Láctea, assim como outras galáxias, tem o formato de um disco achatado, composto de gases e bilhões de estrelas. A partir do centro, projetam-se os diversos braços em formato espiralado.

A região onde está o Sol fica a cerca de 26 mil anos-luz do centro da Via Láctea, entre os braços espirais de Sagittarius e Perseus. O diâmetro total da galáxia é de cerca de 100 mil anos-luz e estima-se que, para dar uma volta completa em torno do centro galático, o Sol demore cerca de 200 millhões de anos.

"Há muito tempo os astrônomos imaginam o que acontece a cada vez que o Sol atravessa os braços espirais. Especulava-se que isso deveria ocorrer periodicamente - a cada 150 milhões de anos, por exemplo. Mas nossos cálculos mostram que esse cruzamento simplesmente não acontece", disse Lépine.

De acordo com o cientista, embora a órbita do Sol em torno do centro da galáxia pareça circular, quando os cientistas a observam em detalhes, percebem que há pequenos desvios em relação à forma circular.

"Percebemos que o Sol faz alguns 'loops' dentro da região onde ele se move, mas não escapa dela, permanecendo sempre entre os dois braços espirais. É como se fosse um prisioneiro que está se movendo depressa, mas que tem os muros de sua prisão se movendo na mesma velocidade", explicou.

Além de mostrar que o Sol está seguramente "aprisionado" entre os braços de Sagittarius e Perseus, o estudo também explicou pela primeira vez a existência de um pequeno braço anômalo na Via Láctea, conhecido como "Braço Local".

"Esse pequeno braço espiral é diferente dos demais. Ele é mais curto e fica muito perto do Sol, mas nunca se compreendeu por que ele existe. Nosso estudo mostra que ele fica preso nessa região da galáxia, assim como o Sol. Concluímos que o Braço Local foi formado por um grande número de estrelas que, como o Sol, ficam presas entre os braços de Sagittarius e Perseus", declarou Lépine.

Métodos

Para realizar o estudo, os cientistas utilizaram dados extremamente precisos sobre as posições das estrelas jovens, já existentes na literatura científica, associados a cálculos minuciosamente detalhados das órbitas na Via Láctea, obtidos por meio de métodos estatísticos.

Os cientistas também usaram dados de publicações recentes que dão posições de fontes de radiação maser - que emitem micro-ondas, de forma análoga à que o laser emite luz - observadas por meio de radiotelescópios. "Usamos esses objetos para mapear os braços espirais de forma muito precisa", disse o cientista.

Segundo Lépine, a descoberta foi possível graças à integração dos trabalhos de dois grupos do IAG-USP que estudam áreas diferentes da astronomia. Enquanto o grupo de Lépine estuda a estrutura da galáxia - incluindo os braços espirais e a curva de rotação da Via Láctea -, o grupo liderado pela professora Tatiana Michtchenko tem foco na mecânica celeste, incluindo estudos sobre as órbitas de asteroides e exoplanetas.

"Quando a professora Tatiana viu nossas equações que descrevem os braços espirais, percebeu que havia semelhanças com seus cálculos sobre os asteroides que ficam 'aprisionados' em uma região próxima a Júpiter. O grupo dela tem técnicas muito bem desenvolvidas para o estudo e órbitas por métodos estatísticos e resolvemos trabalhar juntos", explicou Lépine.




MINISTRO OTIMISTA E O BRASIL PESSIMISTA COM A ECONOMIA



Meirelles diz que Brasil vive clima de pessimismo exagerado na economia

Agência Brasil









Para Meirelles, o Brasil está discutindo e aprovando reformas importantes, como as reformas da
Previdência e trabalhista

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira (26) que se instalou um clima exagerado de pessimismo no país em relação à economia. “Nós temos uma tendência, em determinados momentos em que as notícias são todas boas, de colocar um otimismo exagerado, o que é negativo porque leva a decisões equivocadas. Em alguns momentos, [de colocar] um pessimismo exagerado também. É importante serenidade e equilíbrio nesse tipo de situação”, disse.
Para ele, o Brasil está discutindo e aprovando reformas importantes, como as reformas da Previdência e trabalhista, a lei do teto dos gastos e da governança das estatais, que estão colocando o país no rumo do crescimento. “É um momento em que o equilíbrio é importante”, reforçou.
Meirelles participou hoje do 89º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), em Brasília, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) e realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF).
O ministro apresentou aos empresários dados econômicos e destacou as boas perspectivas para a economia brasileira. Para ele, a crise política que o governo do presidente Michel Temer vive nas últimas semanas não vai atrapalhar a continuidade do crescimento que o país vem registrando nem a aprovação das reformas e projetos. “Isto é cada vez uma agenda nacional. A minha hipótese de trabalho é de continuidade [do governo Temer]”, disse.
Com a estabilização da economia e as reformas, segundo Meirelles, o Brasil tem condições de sair da crise e voltar a crescer em média 2,3% ao ano, nos próximos anos. “Com as reformas microeconômicas que também estamos propondo e a diminuição do tamanho do Estado, nós podemos aumentar essa taxa de crescimento potencial para os anos seguintes, podendo chegar ao número entre 3,5% e 4%. Aí sim entrar em uma rota de crescimento robusto”, explicou.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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