quinta-feira, 25 de maio de 2017

A CORRUPÇÃO É UM DOS NOSSOS MALES EXISTEM OUTROS IGUAIS OU PIORES



Um olhar além do horror da corrupção
Gabriel Azevedo 








No momento mais grave da vida nacional desde o golpe militar de 1964, faz-se necessário refletir sobre as origens dessa crise sem precedentes. Temos de direcionar o olhar e o raciocínio para além do que trazem as manchetes dos jornais, revistas e emissoras de TV, para evitar que fatos dessa natureza se repitam.
Não que os detalhes das delações, as gravações de áudio e vídeo, as provas reunidas pela Polícia Federal, Ministério Público e STF não devam ser vistos e compreendidos em todo o seu horror e desfaçatez. Apenas entendo que, além de nossa sagrada indignação e da punição exemplar dos envolvidos, sem exceção, é preciso imunizar a política brasileira contra as epidemias de corrupção que contaminam nossa vida pública de tempos em tempos.
Falo explicitamente do aparato partidário burocrático que se criou no Brasil ao longo dos últimos 30 anos. As siglas se transformaram em gigantescas máquinas de controle estatal, voltadas unicamente para sua perpetuação no poder e a distribuição de benesses a seus dirigentes. PMDB, DEM, PSDB, PT, PDT, todos se alimentam dessa estrutura arcaica. Isso sem mencionar siglas de aluguel que gravitam como parasitas em torno dos partidos maiores.
Extinguir esse mal, que agora nos mostra sua imensa capacidade destruidora, só será possível por meio de uma radical reforma política. A meu ver, a criação de um novo arcabouço legal para a existência e funcionamento dos partidos políticos é crucial e se mostra mais urgente e imperiosa que as reformas trabalhista, previdenciária e fiscal.
Um dos pontos que entendo fundamentais na construção desse arcabouço é a permissão de candidaturas independentes, sem submeter o cidadão que pretende ingressar na política aos ditames e chantagens das organizações partidárias. Essa é uma tendência que tem se espalhado pelo mundo e o Brasil não pode fechar as portas a ela.
Da mesma forma, devemos estabelecer cláusulas de barreira, estipulando regras rígidas para registro e funcionamento de partidos políticos, para que as siglas fantasmas, muitas das quais usadas tão somente como bancas de negociatas, sejam extintas.
A democratização das campanhas, com a Justiça Eleitoral modernizando e ampliando o uso de ferramentas digitais nos períodos eleitorais, é outra necessidade urgente. Igualmente proponho a revisão do Fundo Partidário, hoje fonte inesgotável de atos de desvio de dinheiro público para benefício pessoal de “donos” de partidos.
É preciso abrir as portas e janelas da vida pública brasileira, para que novos ares entrem e o mau cheiro da corrupção vá embora. Criar uma legislação eleitoral moderna e democrática, ao mesmo tempo firme no controle dos entes políticos, é o caminho natural e promissor que se apresenta. Já o trilho há algum tempo e procuro sempre sensibilizar outros para que se juntem a essa jornada.



ERRAR É HUMANO PERSISTIR NO ERRO É DESUMANO



Reflexões sobre errar e pedir desculpas
Simone Demolinari 









Diz o ditado: “quem bate esquece, quem apanha, não”. E a coisa é mais ou menos por aí. A ferida sentida em quem apanhou nunca será percebida da mesma forma por quem a provocou. Nem sempre um pedido de desculpa ressarce o dano. Uma quebra de confiança por exemplo, é uma mácula que dificilmente é apagada na sua totalidade.

A história do “vidro quebrado não se cola” é aplicável em casos mais graves. Existem erros fatais que determinam o fim de relações promissoras, tanto no campo do amor, quanto da amizade ou profissional. Há condutas que são tão destrutivas que o pedido de desculpa fica insuficiente. É como atirar uma pedra contra uma vidraça e trazer um durex para restaurar o estilhaço.

Aqueles que pretendem dar vida longa e saudável às relações precisam avaliar os impactos da ação antes de atuar de maneira inconsequente. É importante ressaltar que os prejuízos emocionais são sempre os mais difíceis de serem pagos, visto que, nesse caso, desculpar não depende só de uma pessoa, é preciso que o causador do dano tenha o “comportamento dos arrependidos”, o que nem sempre acontece.

Há pessoas que demonstram-se mais preocupadas consigo do que com quem lesou. Querem ser desculpadas a qualquer custo e julgam de “egoísta” ou “sensível demais” aquele que está com dificuldade de perdoar. Por outro lado, a vítima se martiriza e acaba desculpando, tanto pela pressão quanto pela culpa que sente.

Mesmo com todo o contexto confuso, é preciso tratar os fatos no campo real, e não no ideal. A idealização sabota a realidade. Indivíduos que mesmo sendo advertidos continuam cometendo erros de igual teor, já não estão mais “errando” e sim demonstrando sua total despreocupação com quem está ferindo.

A reincidência revela um padrão comportamental. Há um ditado popular que diz: “quem errou a primeira vez, não significa que irá errar a segunda. Mas quem errou a segunda, provavelmente irá errar a terceira vez”. Pessoas com condutas repetidas dificilmente mudarão seu comportamento frente a um pedido de desculpa.

Não devemos tratar as falhas alheias nem com tanto rigor nem com tanta misericórdia. Há um ponto de equilíbrio onde a maturidade e o amor próprio devem encontrar seu lugar. Um bom palpite é observar o comportamento de quem se diz arrependido. Há aqueles que se sentem verdadeiramente arrependidos, são bem intencionados e fazem de tudo para não repetir a postura que magoa – a maioria das vezes conseguem. Porém, há quem se arrepende por oportunismo, um arrependimento estratégico que visa não perder confortos ou regalias. Estes costumam teatralizar um remorso que não sentem, às vezes choram ou até se humilham em busca do perdão, mas não mudam, pois no fundo são prepotentes e acreditam que merecem ser desculpados de todos os erros.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

A "JBS" SERÁ PUNIDA NOS EUA POR CRIMES PRATICADOS NO BRASIL



JBS contrata advogados para se defender nos EUA

Marcelo Godoy, Alexa Salomão e Claudia Trevisan, correspondente







A J&F, controladora da JBS, contratou o escritório Baker McKenzie para defender o grupo nos Estados Unidos. O Baker é o maior escritório de advocacia do país. A JBS deve responder à lei local porque tem empresas lá. É dona de 91 unidades em operação e cerca de 47% de seu faturamento é gerado nos EUA.

A JBS está sujeita a lei anticorrupção local, a chamada FCPA (Foreign Corruptions Practices Act). A legislação é a mais antiga do gênero e prevê penas severas para ilícitos cometidos em qualquer lugar do mundo. "Se no Brasil a JBS fechou um acordo que mais parece um prêmio, é certo que vai ter tratamento rigoroso nos EUA", diz o advogado criminalista Fernando Castelo Branco. Dependendo da extensão dos crimes, a lei americana prevê afastamento da direção dos negócios, pagamento de multas pesadas, que podem exigir venda de ativos, e até cadeia.

Andrew Spalding, professor de Legislação Anticorrupção Internacional da Universidade de Richmond, disse que o caso da JBS se enquadra nos que costumam ter preferência dos procuradores federais americanos: uma grande empresa envolvida em escândalo e enorme visibilidade. "O que o Departamento de Justiça tenta fazer é desestimular a violação do FCPA por outras empresas. Para maximizar essa ‘dissuasão geral’ eles tendem a iniciar casos que podem ter mais impacto."

Um advogado com longa experiência nessa área disse à reportagem que a maioria de seus colegas orientaria um cliente como a JBS a resolver nos EUA qualquer "exposição" ao FCPA ao mesmo tempo que negocia a leniência com as autoridades brasileiras. Na avaliação do mesmo advogado, a presença de Joesley Batista em Nova York na semana passada é um indício de que a negociação com o Departamento de Justiça já estava em andamento. De acordo com ele, a cidade seria o último lugar em que advogados orientariam clientes investigados por corrupção a estar.

Sobre questões nos EUA, a JBS disse, em nota, que "está cooperando com as autoridades para solucionar as questões em aberto e está focada em encontrar um desfecho adequado num prazo razoável". Procurado pela reportagem, o Departamento de Justiça disse que não se manifestaria sobre o assunto. É praxe da instituição não negar nem confirmar investigações.

O advogado Fábio Medina Osório diz que ainda é cedo para afirmar que a JBS foi favorecida no Brasil. "O benefício de uma delação é proporcional ao momento do acordo e a extensão do que é revelado: JBS se antecipou e fez denúncias graves a um presidente em exercício, dois ex-presidentes e um ex-candidato à presidência, e ainda há muita coisa em sigilo." Mas é certo, avalia Medina, que baseado nos crimes assumido no Brasil terá muito a explicar nos EUA.

O Ministério Público Federal investiga quatro crimes com base nas delações da JBS: corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O próprio Joesley Batista afirmou ter disfarçado propinas como doação eleitoral para milhares de políticos, incluindo para a campanha de Dilma Rousseff. O ex-diretor de relações institucionais Ricardo Saud, contou ter dissimulado o pagamento de R$2,5 milhões de propina para o senador Aécio Neves via compra de publicidade em um jornal de Minas. Os acusados negam. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O PRESIDENTE TRUMP E O PAPA FRANCISCO TÊM REUNIÃO PRIVADA NO VATICANO



Trump e papa Francisco têm reunião privada de 30 minutos no Vaticano

Estadao Conteudo









O presidente dos EUA, Donald Trump, aperta a mão do papa Francisco

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o papa Francisco se encontraram nesta quarta-feira na cidade do Vaticano, deixando temporariamente suas divergências de lado para adotar um tom de paz.

Trump, em meio a uma viagem internacional de nove dias, teve uma audiência privada de 30 minutos com o pontífice, carregada de simbolismos religiosos e protocolos. O presidente, acompanhado por sua esposa e vários assistentes, chegou ao Vaticano às 8h da manhã (4h de Brasília).

Após o fim do encontro, o papa deu a Trump uma medalha com a imagem de um ramo de oliva, símbolo da paz, entre outros presentes.

"Podemos ter paz", respondeu o presidente.

As visões de mundo opostas dos dois líderes colidiram no ano passado, quando Francisco criticou duramente a campanha de Trump, que pregava construir um muro na fronteira com o México e fazia declarações de que os EUA deviam recusar imigrantes islâmicos e refugiados.

"Uma pessoa que só pensa em construir barreiras, onde quer que esteja, e não construir pontes, não é cristã", disse Francisco na ocasião. O pontífice é um grande defensor de refugiados, em especial daqueles que vêm da Síria, dizendo que é um "imperativo moral" e uma "obrigação cristã" ajudar.

Em resposta, Trump disse na ocasião que era "lamentável" que o papa duvidasse de sua fé.

Trump chegou à Itália na noite de terça-feira e sua carreata fechou uma importante estrada italiana logo após a hora do rush, chamando a atenção de centenas de espectadores. Ele dormiu na casa do embaixador dos EUA na Itália.

Trump e o papa são conhecidos pela sua imprevisibilidade, mas as visitas papais com chefes de Estado são cuidadosamente organizadas com um pouco de política e religião. Trump é o 13º presidente americano a visitar o Vaticano.

Nos últimos dias, Francisco e Trump têm concordado na necessidade de líderes muçulmanos se esforçarem mais contra o extremismo em suas próprias comunidades. Mas há outras áreas em que as visões não estão alinhadas.

Francisco, por exemplo, defende a necessidade de combater as mudanças climáticas e a desigualdade econômica. Ontem, o governo Trump anunciou um plano orçamentário que reduz drasticamente o financiamento de programas para a população de baixa renda dos EUA.

A visita de Trump a Roma ocorre após duas paradas no Oriente Médio, onde ele visitou os berços do islamismo e do judaísmo. Na Arábia Saudita, dirigiu-se a dezenas de líderes e reforçou a necessidade de lutar contra os extremistas e de isolar o Irã, o qual caracterizou como uma ameaça para a região.

Em Israel, reafirmou seu compromisso em fortalecer laços com o antigo aliado e disse que israelitas e palestinos devem começar o processo para chegar ao acordo de paz. Fonte: Associated Press.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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