domingo, 22 de janeiro de 2017

MULHERES CONTRA TRUMP



Marcha das Mulheres reúne milhares contra Trump em Washington

Folhapress 









A expectativa é de que cerca de 250 mil pessoas participaram do protesto neste sábado


Milhares de pessoas saíram às ruas neste sábado (21), dia seguinte à posse de Donald Trump, na Marcha das Mulheres, organizada pela sociedade civil em Washington. A manifestação contra o novo presidente teve início por volta das 10h (13h em Brasília), no National Mall, mas já havia se espalhado antes em diversas capitais europeias.
A expectativa era de que cerca de 250 mil pessoas participaram do protesto neste sábado em Washington. Na manhã deste sábado, mulheres com gorros cor-de-rosa e pontiagudos, apelidados de "pussyhats" (chapéus de xoxota), lotavam as estações de metrô mais próximas ao trajeto da marcha, que saiu do Capitólio.
No mundo, cerca de 670 marchas foram planejadas, de acordo com o site dos organizadores, que diz que mais de dois milhões de manifestantes  protestaram contra Trump. Muitas manifestantes carregaram pôsteres com frases como "essa xoxota morde de volta", resposta à forma com que Trump se referiu às mulheres em áudio de 2005 que veio à tona durante a campanha.
Na Europa, marchas foram realizadas em Berlim, Paris, Roma, Viena, Genebra e Amsterdã. Cerca de 2 mil pessoas estiveram no ato de Viena, estimam os organizadores. Mas as baixas temperaturas dispersaram o público. Em Genebra, foram 1.000 pessoas, principalmente mulheres e crianças. Na África, centenas cantaram músicas de protesto.
Em Sidney, na Austrália, cerca de 3.000 homens e mulheres marcharam até o consulado americano e, em Melbourne, foram 5.000 pessoas. Na Nova Zelândia, houve marchas em quatro cidades, envolvendo cerca de 2.000 pessoas.

TRUMP E O SEU PROTECIONISMO ECONÔMICO



Começa a era Trump; para republicano, Estados Unidos vêm em primeiro lugar

Flávia Ivo*






Dezenas de milhares de simpatizantes e opositores de Donald Trump ocuparam o entorno do Capitólio, em Washington, onde o magnata foi empossado


“O dia 20 de janeiro de 2017 será recordado como o dia em que o povo tornou-se governante deste país outra vez. Deste dia em diante, uma nova visão vai reger nossa terra. Deste momento em diante, será a América em primeiro lugar”, defendeu Trump no discurso de posse como o 45º presidente da história dos Estados Unidos, na tarde de ontem, em Washington, para dezenas de milhares de pessoas.
As afirmativas, dentre tantas outras ao longo do texto, reiteraram as promessas de campanha e alfinetaram, mesmo que de forma polida, o governo democrata de Barack Obama.
“As vitórias dos políticos não têm sido as vitórias de vocês; os triunfos deles não têm sido os seus triunfos; e, enquanto eles festejavam na capital de nossa nação, as famílias em todo nosso país que passavam por dificuldades tinham pouco o que festejar”, observou o magnata das comunicações – referindo-se à gestão anterior –, sob o olhar não só de seus apoiadores e críticos presentes no entorno do Capitólio, mas de todo o mundo por TV ou pela internet.
“Fizemos outros países ricos, enquanto a riqueza, confiança e força do nosso país diminuiu. Por muitos anos, subsidiamos a indústria estrangeira em detrimento da nossa indústria”
Donald Trump
Presidente dos EUA
Terrorismo
O tom nacionalista do discurso de Trump fez com que ele fosse ovacionado inúmeras vezes pela multidão na capital federal.
Os aplausos aumentavam à medida em que os posicionamentos do multimilionário acerca de questões polêmicas eram colocados em sua fala, mesmo que o discurso não trouxesse novidades em termos de atitudes que planeja tomar em seu governo.
Uma das prioridades declaradas pelo norte-americano é a erradicação do extremismo islâmico “da face da terra”.
“Defendemos as fronteiras de outros países, enquanto nos negamos a defender as nossas (...) Devemos proteger nossas fronteiras dos estragos de outros países que fabricam nossos produtos, roubam nossas empresas e destroem nossos empregos”, disse, aproveitando a deixa para reforçar o protecionismo econômico, uma de suas maiores bandeiras.
Os antecessores de Donald Trump, George W. Bush – que invadiu o Afeganistão e derrubou o Talibã – e Barack Obama – que comandou a operação que resultou na morte de Osama bin Laden – também combateram o extremismo.
Mas Trump foi mais longe no uso da linguagem, sugerindo que ele vê este combate como uma batalha de civilizações entre os EUA e uma ameaça florescente da fé islâmica em si. “Vamos reforçar antigas alianças e formar novas, unir o mundo civilizado contra o terrorismo islâmico”, declarou.
Ação
Assim que Trump assumiu, a página dedicada às mudanças climáticas que ficava hospedada no site da Casa Branca foi retirada do ar. Ao mesmo tempo, foi lançado o novo plano de energia que basicamente elimina o Plano de Ação Climática de Obama, que estabelecia regras para a redução de emissões de gases de efeito estufa do setor de energia.

sábado, 21 de janeiro de 2017

ASSIM FICA MUITO DIFÍCIL COMBATER A DENGUE E OUTRAS DOENÇAS



Pedidos de moradores à PBH para verificar focos de dengue triplicam em um ano

Malú Damázio







Risco - No bairro Novo Tupi, na região Norte, uma cratera acumula água parada e lixo
Seguindo o aumento dos casos de dengue em Minas, os pedidos de socorro para combater focos do mosquito, feitos por moradores de Belo Horizonte à prefeitura, triplicaram no último ano. Relatório da administração municipal aponta 18.961 solicitações de prevenção e controle dos criadouros do Aedes aegypti – em 2015 foram 5.762. As demandas são feitas por telefone, internet ou pessoalmente.
Os pedidos ocuparam a segunda posição no ranking dos serviços mais requisitados em 2016, ficando atrás apenas das reclamações de luzes apagadas ou quebradas. No ano anterior, as denúncias de criadouros do vírus ocupavam a 11ª posição na lista.
Água e lixo em cratera
Exemplos de locais com água parada, propícios para a proliferação do mosquito, não faltam. No bairro Novo Tupi, região Norte de da capital, uma cratera se abriu em um canteiro entre a rua A e a rodovia MG–020. Latas, pneu de bicicleta, papelão, televisores, guarda-chuva e até um sofá foram abandonados no local.
Neusa Maria da Silva, de 47 anos, e a filha, Patrícia Silva, de 28, convivem com esses focos do Aedes diariamente. Moradoras da região, elas contam que os habitantes do bairro solicitam atendimento da prefeitura para controlar os criadouros com frequência. Na estimativa da família, a equipe de agentes de combate a endemias vai até o local retirar o lixo cerca de uma vez por mês.
No entanto, para Patrícia, só a presença dos agentes municipais não é suficiente. Ela lembra que é preciso colaboração dos moradores para manter o bairro limpo e livre do vetor.
“A população também tem que fazer a parte dela. A prefeitura vem e limpa, mas os moradores continuam jogando lixo. Quando alguém daqui liga, eles (agentes) vêm aqui, mas em uns dois dias e já está cheio de lixo de novo”, diz.
Segundo Neusa e Patrícia, a limpeza do canteiro é feita com um trator, que remove o entulho, mas aumenta ainda mais a abertura da cavidade. “Eles vêm com um trator e limpam tudo, só que de tanto tirarem o lixo daqui, isso formou um buraco no chão. Quando chove enche tudo de novo”, explica a mãe.
Até dez dias
Conforme a prefeitura, assim que as denúncias de criadouros do mosquito são recebidas, a administração tem dez dias úteis para enviar ao local os servidores de combate a endemias. Os funcionários realizam a eliminação de possíveis focos do mosquito e orientam os moradores da região sobre como proceder em caso de doença.
O relatório mostra que o índice de resolução das demandas feitas em 2016 foi de 99%. A administração pública também informou que irá enviar novos agentes ao local citado pela reportagem, no bairro Novo Tupi, e verificar a situação.





A EMPRESA ODEBRECHT RELATARÁ TODAS AS PROPINAS PAGAS A POLÍTICOS



Odebrecht entregará lista de 'propina eleitoral' desde 2000, prevê leniência

Estadão Conteúdo 









O acordo de leniência (espécie de delação premiada para empresas) da Odebrecht obriga o grupo a entregar, até o fim de janeiro, à força-tarefa da Operação "Lava Jato", o total de doações oficiais e de pagamentos de propinas e caixa-2 nas eleições dos últimos 16 anos - período que abrange as últimas quatro disputas presidenciais e de governadores, e as últimas cinco eleições municipais. É o que estabelece o inciso XIV, da cláusula 6.ª, que estipula as obrigações da colaboradora no acordo fechado com o Ministério Público Federal, ao qual a reportagem teve acesso.

O documento, com 26 páginas, foi assinado no dia 1º de dezembro e protocolado nesta sexta-feira, 20, na Justiça Federal, em Curitiba, em uma ação cível em que a Odebrecht é alvo.

O acordo de leniência é assinado por 26 procuradores da República, de Curitiba e de Brasília, e deve ser homologado pelo juiz Sérgio Moro - que ainda não recebeu o documento. O termo já foi homologado pela 5.ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão do Ministério Público competente para analisar o ajuste.

A "Lava Jato" aponta desvio de mais de R$ 40 bilhões na Petrobras, entre 2004 e 2014, por empreiteiras que agiram cartelizadas e em conluio com políticos - em especial do PT, PMDB e PP - e agentes públicos. Além de enriquecimento ilícito, o esquema teria patrocinado ilegalmente partidos e campanhas eleitorais - não só da base dos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006 e 2007-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014 e 2015-2016), mas da oposição, como o PSDB.

No acordo de leniência, que tem como finalidade instruir investigações de improbidade administrativa, em especial relativas a crimes contra a administração pública e o sistema financeiro, crimes de lavagem de dinheiro e crimes fiscais, a Odebrecht assume 22 obrigações com o Ministério Público, para obter os benefícios de colaboradora.

Com o maior volume de contratos na Petrobras - são R$ 35 bilhões em negócios fechados em dez anos sob análise, sem contar Braskem, braço petroquímico da empreiteira -, a Odebrecht confessou fraudes em contratos, pagamentos de propinas, lavagem de dinheiro.

Pelos termos do pacto, o grupo declara que "cessou seus envolvimento nos fatos ilícitos descritos" e que qualquer informação falta ou descumprimento de suas cláusulas resulta no rompimento do termo.

O presidente afastado do grupo, Marcelo Bahia Odebrecht, está preso desde 19 de junho de 2015, em Curitiba, e deve ser solto no final do ano, graças a seu acordo de delação premiada, feito na esfera criminal e que aguarda homologação no Supremo Tribunal Federal (STF). A morte trágica do relator da "Lava Jato", ministro Teori Zavascki, nesta quinta-feira, 19, pode atrasar a conclusão do acordo.

Eleitoral

O termo de leniência estipula que "no prazo de 60 dias a contar da assinatura" da leniência, será entregue "uma lista consolidada de cada uma das doações eleitorais feitas pelo Grupo Odebrecht nos últimos 16 anos, com a indicação mínima de valor, data, beneficiário e autorizados do pagamento, devendo indicar eventual indisponibilidade desses dados".

O grupo tem que entregar também "uma lista consolidada com beneficiários de pagamentos de vantagens indevidas que tenham atualmente prerrogativa de foro por função".

Na relação, há nomes do PT, do PMDB e do PSDB, como também de ministros do governo Michel Temer, governadores, prefeitos, senadores e deputados.

Os dados sobre irregularidades nas campanhas interessam à força-tarefa da "Lava Jato", que prepara ações cíveis para acionar os partidos pelo prejuízo causado à Petrobras.

As informações da Odebrecht são ainda de interesse do Tribunal Superior Eleitoral, que tem um processo de reanálise das contas da campanha da ex-presidente Dilma, de 2014.

Lavagem

O acordo estipula ainda que em um prazo de 90 dias - a contar da homologação da leniência pela 13.ª Vara Federal, em Curitiba, pelo juiz Moro -, a Odebrecht tem que entregar ao Ministério Público a "identificação das empresas e contas bancárias no exterior utilizadas em conexão com os fatos ilícitos revelado neste Acordo e respectivos saldos, bem como apresentar, mediante demanda, extratos e documentos das operações".

A rede de offshores e contas usadas pela Odebrecht no exterior foi um dos primeiros elementos de provas que pesou nas acusações criminais da "Lava Jato", antes da descoberta, em março de 2016, do funcionamento do Setor de Operações Estruturadas do grupo, como um departamento de propinas oficial da empreiteira. São contas de empresas que só existem no papel abertas em paraísos fiscais, como Panamá, Suíça, Uruguai, Ilhas Virgens.

Pela leniência, a empresa tem que apresentar às autoridades relatórios detalhados dos ilícitos, com nomes das pessoas e empresas envolvidas, "inclusive agentes políticos, funcionários públicos, sócios, diretores e funcionários de outras empresas", descrevendo suas condutas.

A Odebrecht se compromete ainda a entregar os documentos e informações sobre provas referentes aos crimes narrados nos anexos - que não foram tornados públicos.

"Apresentar relatórios para cada fato ilícito identificado", registra o acordo. "Os quais deverão compreender a narrativa detalhada das condutas e a consolidação de todas as provas relacionadas a cada fato, englobando as provas documentais colhidas no âmbito de investigações internas, as provas colhidas na investigação oficial a que tenham acesso e, na medida de seu alcance, depoimentos de aderentes ou de prepostos relacionados aos ilícitos que são objeto deste acordo."


Valor

O acordo de leniência prevê que a Odebrecht pague R$ 3,28 bilhões pelos danos materiais e imateriais causados por crimes praticados em contratos públicos, dos governos federal, estaduais e municipais.

Segundo a cláusula 7.ª, o valor global a ser pago será dividido entre Brasil, Estados Unidos e Suíça, países que integram o acordo de leniência, numa proporção de 80%, 10% e 10% para cada, respectivamente. O valor a ser pago pela Braskem, braço petroquímico do grupo, em sociedade com a Petrobras, não está incluído nesse acordo.

O montante será quitado ao longo de 22 anos e com valores corrigidos pela taxa Selic. "A somatória das parcelas do Valor Global, após a aplicação de estimativa de projeção de variação da Selic, resulta no valor estimado de R$ 8.512 bilhões, o qual, se convertido à taxa de câmbio de USD 1,00 = R$ 3,27, corresponde a aproximadamente USD 2.6 bilhões", prevê o acordo.

Do valor pago no Brasil, 97,5% são para "fins de ressarcimento dos danos materiais e imateriais causados pelos fatos e condutas ilícitas" objeto do acordo aos órgãos de governo brasileiros. E 2,5% pelo prejuízo relacionado à prática de crimes de lavagem de dinheiro.

Benefícios

O acordo tem regras que garantem que a empresa não quebre, com os valores que ela terá que desembolsar para ressarcir os danos e como multa pelos crimes, e também não fique impedida de fazer novas contratações ou com bens bloqueados.

Diferente do acordo de colaboração premiada, que é feito por pessoas físicas envolvidas em crimes, a leniência envolve a empresa e funcionários e pessoas ligadas a elas, que são consideradas figuras sem mando ou participação ativa no esquema.

O acordo de delação da Odebrecht envolve 77 executivos e ex-executivos que confessaram crimes e respondem a processos penais. Na esfera cível, a abrangência da pena é monetária e administrativa.

Entre os benefícios do acordo de leniência, uma das finalidades é "preservar a própria existência da empresa e a continuidade de suas atividades". "Apesar dos ilícitos confessados, encontra justificativa em obter os valores necessários à reparação dos ilícitos perpetrados."

Uma das finalidades do acordo é "assegurar a adequação e efetividade das práticas de integridade da empresa, prevenindo a ocorrência de ilícitos e privilegiando em grau máximo a ética e transparência na condução de seus negócios".

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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