'A partir de agora os
Estados Unidos vêm em primeiro lugar', diz Trump
Agência France
Presse
Trump disse que seu governo se propõe a diminuir o poder concentrado por
uma elite política em Washington e transferi-lo aos cidadãos comuns
Recém-empossado, o presidente Donald Trump prometeu, em seu discurso
inaugural, nesta sexta-feira, que todas as decisões de Washington serão
orientadas por uma visão que priorize os Estados Unidos. "Juntos,
vamos determinar o curso da América e do mundo por muitos, muitos anos
vindouros", disse o republicano, de 70 anos, diante dos mais altos
dignatários políticos do país e de centenas de milhares de simpatizantes
reunidos na National Mall.
"Vamos enfrentar desafios. Vamos enfrentar adversidades, mas vamos
fazer o trabalho", disse.
"A partir deste dia, uma nova visão governará nossa pátria. A
partir deste dia, os Estados Unidos vêm em primeiro lugar", declarou, em
um discurso nacionalista muito aplaudido por apoiadores.
"Hoje, não estamos apenas transferindo poder de uma administração
para outra ou de um partido para outro. Estamos transferindo o poder de
Washington, DC, e devolvendo-o para vocês, o povo", prometeu.
"Juntos, vamos fazer os Estados Unidos fortes de novo. Vamos tornar
os Estados Unidos ricos de novo. Vamos fazer os Estados Unidos orgulhosos de
novo. Vamos deixar os Estados Unidos seguros de novo. E sim, juntos, vamos
tornar os Estados Unidos grandes de novo. Obrigado. Deus os abençoe e deus
abençoe a América!", concluiu.
O republicano ressaltou que cada decisão sobre imigração, relações
externas e tarifas sempre vai ser tomada pensando primeiro nos interesses dos
EUA. "A América vai começar a ganhar de novo, como nunca antes. Vamos
trazer de volta nosso trabalho, nossas fronteiras, nosso patrimônio e nossos
sonhos."
Trump prometeu no discurso investir em infraestrutura, para construir
novas estradas, rodovias e aeroportos. "Vamos pôr as pessoas de volta para
trabalhar." Segundo o novo presidente, a política dos EUA vai seguir dois
princípios básicos: compre produtos americanos, contrate trabalhadores
americanos. O republicano disse que vai entender se outros países colocarem o
interesse deles primeiro e prometeu não impor a outras nações o estilo
americano.
Um dos momentos em que Trump mais foi aplaudido foi quando afirmou que
quer "erradicar o terrorismo islâmico da face da terra". Ele disse que
nos últimos anos os EUA se empenharam em proteger a fronteira de outros países
e o país acabou esquecendo de proteger a sua própria. "Quando a América é
unida, é totalmente imparável", afirmou ele.
Trump tem negócios em 18
países diferentes
Logo após sua eleição, Donald Trump se reuniu com Nigel Farage, líder do
Brexit, que apoiou sua candidatura. Além de política, o encontro serviu para o
futuro presidente pedir o empenho do aliado para barrar a instalação de
turbinas eólicas em frente ao seu campo de golfe na Escócia, o que tornaria
menos atraente a vista para seus hóspedes.
Após o encontro, Trump sugeriu pelo Twitter que Farage fosse nomeado embaixador britânico nos EUA, o que foi rejeitado por Londres. O caso é um exemplo das inúmeras situações em que os interesses do bilionário se entrelaçam com as relações diplomáticas do país que comandará a partir de janeiro.
Constitucionalistas consideram inevitável a existência de conflitos que levantarão questionamentos sobre as decisões de Trump em política externa: sua lealdade será com suas empresas ou com o interesse dos EUA? Levantamento do Washington Post revelou que pelo menos 111 companhias de Trump têm negócios em 18 países de América do Sul, Ásia e Oriente Médio.
No Brasil, sua organização tem um hotel, inaugurado na véspera da Olimpíada, e um projeto para construção de cinco torres no Porto Maravilha, ambos no Rio. Anunciado em 2012, o empreendimento de US$ 2,1 bilhões não saiu do papel, mas é alvo de investigação de procuradores federais por suspeita na liberação de recursos do FGTS.
Durante a campanha, Trump reconheceu que seus negócios com pelo menos um país poderiam afetar suas decisões na Casa Branca. "Tenho um pequeno conflito de interesse porque tenho um grande edifício em Istambul e é um trabalho tremendamente bem sucedido", disse Trump ao ser perguntado se a Turquia seria parceira confiável no combate ao terrorismo.
Um dos maiores bancos estatais da China, o Bank of China é credor da Organização Trump, que também deve milhões de dólares ao Deutsche Bank, instituição que negocia o pagamento de multa com o Departamento de Justiça americano por irregularidades no mercado de hipotecas.
Apesar do anúncio de que transferirá os negócios para os filhos, Trump não se afastou totalmente da organização. Dez dias após sua vitória, ele se reuniu com seus sócios na Índia, onde tem cinco projeto imobiliários de luxo. Do encontro participaram seus filhos Ivanka, Eric e Donald Trump Jr., que comandarão suas empresas.
Após o encontro, Trump sugeriu pelo Twitter que Farage fosse nomeado embaixador britânico nos EUA, o que foi rejeitado por Londres. O caso é um exemplo das inúmeras situações em que os interesses do bilionário se entrelaçam com as relações diplomáticas do país que comandará a partir de janeiro.
Constitucionalistas consideram inevitável a existência de conflitos que levantarão questionamentos sobre as decisões de Trump em política externa: sua lealdade será com suas empresas ou com o interesse dos EUA? Levantamento do Washington Post revelou que pelo menos 111 companhias de Trump têm negócios em 18 países de América do Sul, Ásia e Oriente Médio.
No Brasil, sua organização tem um hotel, inaugurado na véspera da Olimpíada, e um projeto para construção de cinco torres no Porto Maravilha, ambos no Rio. Anunciado em 2012, o empreendimento de US$ 2,1 bilhões não saiu do papel, mas é alvo de investigação de procuradores federais por suspeita na liberação de recursos do FGTS.
Durante a campanha, Trump reconheceu que seus negócios com pelo menos um país poderiam afetar suas decisões na Casa Branca. "Tenho um pequeno conflito de interesse porque tenho um grande edifício em Istambul e é um trabalho tremendamente bem sucedido", disse Trump ao ser perguntado se a Turquia seria parceira confiável no combate ao terrorismo.
Um dos maiores bancos estatais da China, o Bank of China é credor da Organização Trump, que também deve milhões de dólares ao Deutsche Bank, instituição que negocia o pagamento de multa com o Departamento de Justiça americano por irregularidades no mercado de hipotecas.
Apesar do anúncio de que transferirá os negócios para os filhos, Trump não se afastou totalmente da organização. Dez dias após sua vitória, ele se reuniu com seus sócios na Índia, onde tem cinco projeto imobiliários de luxo. Do encontro participaram seus filhos Ivanka, Eric e Donald Trump Jr., que comandarão suas empresas.





