sábado, 21 de janeiro de 2017

OS INTERESSES DOS NEGÓCIOS DE TRUMP SÃO OS MESMOS INTERESSES DO EUA?



'A partir de agora os Estados Unidos vêm em primeiro lugar', diz Trump

Agência France Presse 






Trump disse que seu governo se propõe a diminuir o poder concentrado por uma elite política em Washington e transferi-lo aos cidadãos comuns


Recém-empossado, o presidente Donald Trump prometeu, em seu discurso inaugural, nesta sexta-feira, que todas as decisões de Washington serão orientadas por uma visão que priorize os Estados Unidos. "Juntos, vamos determinar o curso da América e do mundo por muitos, muitos anos vindouros", disse o republicano, de 70 anos, diante dos mais altos dignatários políticos do país e de centenas de milhares de simpatizantes reunidos na National Mall.
"Vamos enfrentar desafios. Vamos enfrentar adversidades, mas vamos fazer o trabalho", disse.
"A partir deste dia, uma nova visão governará nossa pátria. A partir deste dia, os Estados Unidos vêm em primeiro lugar", declarou, em um discurso nacionalista muito aplaudido por apoiadores.
"Hoje, não estamos apenas transferindo poder de uma administração para outra ou de um partido para outro. Estamos transferindo o poder de Washington, DC, e devolvendo-o para vocês, o povo", prometeu.
"Juntos, vamos fazer os Estados Unidos fortes de novo. Vamos tornar os Estados Unidos ricos de novo. Vamos fazer os Estados Unidos orgulhosos de novo. Vamos deixar os Estados Unidos seguros de novo. E sim, juntos, vamos tornar os Estados Unidos grandes de novo. Obrigado. Deus os abençoe e deus abençoe a América!", concluiu.
O republicano ressaltou que cada decisão sobre imigração, relações externas e tarifas sempre vai ser tomada pensando primeiro nos interesses dos EUA. "A América vai começar a ganhar de novo, como nunca antes. Vamos trazer de volta nosso trabalho, nossas fronteiras, nosso patrimônio e nossos sonhos."
Trump prometeu no discurso investir em infraestrutura, para construir novas estradas, rodovias e aeroportos. "Vamos pôr as pessoas de volta para trabalhar." Segundo o novo presidente, a política dos EUA vai seguir dois princípios básicos: compre produtos americanos, contrate trabalhadores americanos. O republicano disse que vai entender se outros países colocarem o interesse deles primeiro e prometeu não impor a outras nações o estilo americano.
Um dos momentos em que Trump mais foi aplaudido foi quando afirmou que quer "erradicar o terrorismo islâmico da face da terra". Ele disse que nos últimos anos os EUA se empenharam em proteger a fronteira de outros países e o país acabou esquecendo de proteger a sua própria. "Quando a América é unida, é totalmente imparável", afirmou ele.

Trump tem negócios em 18 países diferentes

Logo após sua eleição, Donald Trump se reuniu com Nigel Farage, líder do Brexit, que apoiou sua candidatura. Além de política, o encontro serviu para o futuro presidente pedir o empenho do aliado para barrar a instalação de turbinas eólicas em frente ao seu campo de golfe na Escócia, o que tornaria menos atraente a vista para seus hóspedes.

Após o encontro, Trump sugeriu pelo Twitter que Farage fosse nomeado embaixador britânico nos EUA, o que foi rejeitado por Londres. O caso é um exemplo das inúmeras situações em que os interesses do bilionário se entrelaçam com as relações diplomáticas do país que comandará a partir de janeiro.

Constitucionalistas consideram inevitável a existência de conflitos que levantarão questionamentos sobre as decisões de Trump em política externa: sua lealdade será com suas empresas ou com o interesse dos EUA? Levantamento do Washington Post revelou que pelo menos 111 companhias de Trump têm negócios em 18 países de América do Sul, Ásia e Oriente Médio.

No Brasil, sua organização tem um hotel, inaugurado na véspera da Olimpíada, e um projeto para construção de cinco torres no Porto Maravilha, ambos no Rio. Anunciado em 2012, o empreendimento de US$ 2,1 bilhões não saiu do papel, mas é alvo de investigação de procuradores federais por suspeita na liberação de recursos do FGTS.

Durante a campanha, Trump reconheceu que seus negócios com pelo menos um país poderiam afetar suas decisões na Casa Branca. "Tenho um pequeno conflito de interesse porque tenho um grande edifício em Istambul e é um trabalho tremendamente bem sucedido", disse Trump ao ser perguntado se a Turquia seria parceira confiável no combate ao terrorismo.

Um dos maiores bancos estatais da China, o Bank of China é credor da Organização Trump, que também deve milhões de dólares ao Deutsche Bank, instituição que negocia o pagamento de multa com o Departamento de Justiça americano por irregularidades no mercado de hipotecas.

Apesar do anúncio de que transferirá os negócios para os filhos, Trump não se afastou totalmente da organização. Dez dias após sua vitória, ele se reuniu com seus sócios na Índia, onde tem cinco projeto imobiliários de luxo. Do encontro participaram seus filhos Ivanka, Eric e Donald Trump Jr., que comandarão suas empresas.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

INAUGURADO NOVO TERMINAL DE PASSAGEIROS DO AEROPORTO DE CONFINS - BH



Embarque internacional em Confins passa a ser feito em novo terminal

Janaína Oliveira 





O passageiro que utiliza o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, ficará surpreso com o ar de primeiro mundo que o terminal conquistou após a ampliação e reestruturação.
Construído pela concessionária BH Airport, com investimentos de R$ 750 milhões, o novo terminal ampliou em 60% o espaço do aeroporto e praticamente dobrou a capacidade para 22 milhões de passageiros ao ano.
A principal mudança que deu um up grade no status do terminal é a área de embarques e desembarques para o exterior.
A partir de hoje, o Terminal 3, que ficou conhecido como puxadinho, deixa de operar com essa finalidade. E os passageiros que embarcam em viagens internacionais (voos diretos para destinos fora do país) passam a fazer o check-in, o despacho de bagagens e a conferência de passaporte no novo terminal, que foi integrado ao já existente.
Localizado no primeiro pavimento, logo acima do térreo, o novo check-in internacional - denominado check-in 3 - oferece 22 posições para atendimento aos passageiros (com uso rotativo entre as companhias aéreas), cinco posições de raio-X para inspeção de segurança, dez guichês para conferência de passaportes pela Polícia Federal e três pontes de embarque específicas para processar os voos internacionais.
No total, o aeroporto dispõe agora, com o novo Terminal, de 26 pontes de embarque.
O acesso de veículos ao check-in internacional pode ser feito por meio de um viaduto construído pela concessionária, que será aberto ao tráfego a partir de hoje. Assim, quem for apenas deixar um passageiro que vai viajar ao exterior deve usar esse acesso. O viaduto tem ligação direta com o saguão principal do primeiro pavimento.
Os desembarques dos voos internacionais das companhias American Airlines, Copa Airlines e TAP Portugal também passam a ser feitos pelo novo terminal a partir de hoje. Os passageiros que irão estrear o espaço chegam às 9h30 de Miami, nos Estados Unidos, no voo da companhia americana.
Lojas
Duas novas lojas free shop, uma no embarque e outra no desembarque, com 145 metros quadrados e 750 metros quadrados respectivamente, foram instaladas e abrem as portas para o público hoje.
“Ampliamos o projeto para satisfazer melhor o cliente”, diz o gestor comercial do aeroporto, Bruno Coelho.
O novo terminal ainda foi equipado com quatro esteiras de devolução de bagagens, dois canais de inspeção de bagagens para a Receita Federal e dez guichês para conferência de passaportes. A leitura do cartão de embarque será automático.
“A sala vip e dois restaurantes serão inaugurados em março. Mas até lá um bar irá atender o cliente que deseja fazer um lanche”, afirma Coelho.
Para quem vai parar o carro, o estacionamento premium 1 (P1) é o perto do embarque internacional. O valor cobrado é R$ 14 pela hora ou R$ 60 pela diária.




Desembarque de voos nacionais será feito em área integrada
Passageiros de voos domésticos – isto é, nacionais – também devem ficar atentos às mudanças com a ampliação do aeroporto e inauguração do novo espaço. O desembarque de passageiros das companhias aéreas Gol e Latam passou a ser feito na nova área integrada ao atual terminal, que para quem está de frente para o balcão de informações, localizado no centro do saguão principal, está à direita. Portanto, quem for aguardar a chegada de um passageiro deverá esperá-lo no Desembarque 2.
Já a saída para passageiros da Azul é o Desembarque 1, localizado no lado direito do balcão de informações. Não há alterações nos procedimentos domésticos de check-in e embarque, que continuam sendo realizados onde já funcionam atualmente.
No primeiro pavimento, os embarques de passageiros da Azul geralmente são feitos pelos portões de número 1 até o 7. A partir do gate 19 até o 22, a operação é concentrada pela Gol. Já a Latam ocupa os portões de 23 até 27 ou 28, dependendo da demanda.
“Isso foi pensado para facilitar a vida do passageiro e diminuir o tempo de conexão, trazendo mais eficiência para as companhias aéreas. O aeroporto cumpre o papel de ser um hub e ganha vantagem competitiva”, diz o gestor de Operações Aeroportuárias, Rafael Melo Laranjeira.
Segundo ele, a transferência dos voos internacionais para o novo terminal também vai ajudar a reduzir o tempo mínimo de conexão entre voos domésticos e internacionais. “Um passageiro proveniente de outra cidade em um voo doméstico poderá embarcar para um dos destinos internacionais que partem do aeroporto em um tempo inferior a uma hora”, afirma.
Novos painéis, maiores e que modificam a cor de acordo com o status de embarque, foram instalados. “A ideia é proporcionar melhor conforto na sala de espera, com informações precisas e menos ruído”, diz Laranjeira.

ALÉM DISSO
Os portões de 8 a 12 ficam na nova sala no térreo e são exclusivas para embarque remoto, geralmente utilizado por aeronaves ATRs, com capacidade menor.
Já as novas áreas de embarque e desembarque internacionais do aeroporto continuam sendo atendidas pelas linhas de ônibus executivos (Conexão Aeroporto) e intermunicipais, cujos pontos de embarque e desembarque permanecem no mesmo local, em frente à entrada principal do Aeroporto.
Os táxis credenciados pelos órgãos responsáveis para atuar no Aeroporto continuam embarcando e desembarcando no mesmo local.






DÚVIDAS SOBRE AS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS PARA OS EUA



Chegada de Trump a Washington pode estremecer exportações brasileiras para os EUA

Bruno Moreno e Tatiana Lagôa 









Minério de ferro é um dos principais produtos de exportação de Minas Gerais para os Estados Unidos



A posse do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, coloca em dúvida os rumos das relações comerciais entre a maior potência econômica mundial e o Brasil. No ano passado, o comércio bilateral movimentou US$ 47 bilhões.
O maior receio é que as medidas protecionistas prometidas pelo republicano atinjam produtos fabricados por aqui como aço, automóveis, bens de capital e produtos agrícolas.
Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), os brasileiros venderam para os EUA, em 2016, US$ 23,156 bilhões e compraram US$ 23,8 bilhões. Somente Minas Gerais foi responsável por exportar US$ 1,84 bilhão para os americanos.
Dentre os principais produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos estão caldeiras, máquinas, aparelhos, além de instrumentos mecânicos. Já os mineiros vendem café, chá mate, especiarias, ferro fundido, minério de ferro, aço, dentre outros.
Discurso
A permanência e evolução dessa parceria comercial depende da postura que o novo presidente adotará. Trump foi eleito com um discurso populista ao que ele chama de “exportação de empregos” gerada pela abertura econômica norte-americana.
“O temor é grande porque os EUA são a maior economia do mundo. É um mercado muito relevante e é estratégico para que o Brasil possa exportar produtos de maior valor agregado”, afirma o professor de relações econômicas internacionais da UFMG, Bernardo Palhares.
O problema se torna ainda mais grave em função de o Brasil apostar nas exportações como única alternativa para reverter a crise, já que o mercado interno ainda mantém tendência de encolhimento.
O consultor do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação da Indústria de Minas Gerais (Fiemg), Alexandre Brito, avalia que a troca do comando em Washington gera incerteza, por Trump não ter apresentado claramente qual é seu plano de governo.
Ele, entretanto, é um pouco mais otimista e acredita que o Brasil não seria o primeiro a sofrer. “A presença do Donald Trump pode atiçar uma política mais protecionista. Mas o Brasil não está nessa linha de tiro, que tem a China e o México como primeiros alvos. Porém, temos a perder com aço, produtos agrícolas e motores, por exemplo”, destaca.
“Além do risco de o protecionismo afetar as exportações brasileiras, uma política fiscal expansionista do Trump poderia significar aumento da inflação no Brasil”
Reginaldo Nogueira
Coordenador do curso de Relações Internacionais do Ibmec
Outro ponto
Um protecionismo econômico nos EUA poderia, inclusive, atrair mais investimentos para a América do Norte. Mais um ponto negativo para o Brasil.
“Trump pode sobretaxar a importação e reduzir impostos para produção interna. Isso faria com que empresários redirecionassem investimentos que viriam para Brasil, para os Estados Unidos”, afirma Palhares.
Segundo dados do Banco Central, até novembro de 2016, os empresários brasileiros investiram R$ 2,589 bilhões nos Estados Unidos. Além desse número aumentar, aportes de outros países, antes previstos para o Brasil, poderão também ir para lá.
De acordo com o coordenador do curso de Relações Internacionais do Ibmec, Reginaldo Nogueira, outro temor é que Trump aumente os juros no país, o que levaria a uma fuga de capitais para os Estados Unidos.
Como resultado, o dólar ficaria mais apreciado frente ao real e os produtos importados mais caros. Como consequência, a inflação brasileira ficaria mais alta, o que impulsionaria a uma elevação dos juros.
Onda protecionista promete oportunidades para o agronegócio
Compromisso de campanha, Donald Trump quer estimular o protecionismo nos Estados Unidos, o que ameaça deteriorar as relações comerciais com o Brasil. No entanto, para o agronegócio, poderá abrir oportunidades de negócios. A aposta é da profissional de relações internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Camila Sande.
“Em termos globais, a gente vê um freio nas negociações de mega-acordos, que foram tendência nos últimos quatro ou cinco anos: as negociações com a União Europeia e as parcerias transatlântica e transpacífica. Um dos primeiros atos de Trump será a renegociação desses acordos, e também do Nafta (EUA, México e Canadá). Nesse cenário, de os EUA se retirando de negociações globais, ou megarregionais, enxergo oportunidades para o Brasil preencher espaços com produtos agrícolas”, avalia.
“Em termos de relação internacional propriamente dita, o Brasil não deverá ver mudança. Até porque ele não ficou no centro das atenções de nenhum presidente norte-americano até então”
Reginaldo Nogueira
Coordenador do curso de Relações Internacionais do Ibmec
Os Estados Unidos são concorrentes do Brasil na exportação de uma série de produtos agrícolas, principalmente grãos. Para Camila Sande, com o fechamento comercial dos EUA, o Brasil se tornar mais competitivo no mercado global de soja, cereais, suco de laranja, carnes, entre outros. “Quando um grande concorrente, abre uma brecha”, avalia.
Commodities
Já o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, avalia que as medidas de Trump podem valorizar commodities, com destaque para os produtos do agronegócio. “E aí o Brasil pode até se beneficiar. A tendência é que as commodities sofram valorização”, aposta.
No entanto, Conchon ressalta que a onda protecionista pode se alastrar para outros players globais com os quais o Brasil mantém relações comerciais, e onde haverá eleições neste ano. Como exemplo, ele cita França, Itália, Holanda e Alemanha.
“Os candidatos nacionalistas estão despontando. Caso isso se concretize, a gente vai ver um ano de 2017 bastante fechado ao mercado internacional”, afirma.
Além Disso
Os cerca de 730 mil brasileiros em situação irregular nos Estados Unidos, conforme estimativa do Ministério de Relações Exteriores, com base em levantamentos feitos pelos consulados brasileiros nos EUA, estão com o futuro mais incerto do que nunca.
O maior receio é quanto ao posicionamento de Donald Trump com os imigrantes. Até o momento, a promessa do novo presidente norte-americano é de um endurecimento contra a entrada ilegal de pessoas no país.
É o caso de João* (nome fictício para preservar a identidade) que saiu de Carmo do Paranaíba, no Triângulo Mineiro, há 12 anos para viver o sonho americano. Trabalha como pedreiro e recebe uma média de 8 mil dólares por mês. Desde que saiu de Minas, só voltou ao Brasil em uma única vez, em 2011, para uma temporada de seis meses. Quando retornou para o país norte-americano, ficou preso por 60 dias, por causa de sua situação irregular. “O Trump é muito louco, todos sabem disso. Agora, só Deus para olhar por nós”, conta.
A estimativa do ministério é de que haja 1,410 milhão de brasileiros nos EUA, sendo 504 mil regulares.
(Colaborou Paula Coura)






AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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