sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

POSSE DO POLÊMICO PRESIDENTE DONALD TRUMP DOS EUA



Magnata com trajetória de polêmicas e vitórias assume hoje a Casa Branca

Da Redação com AFP 








O Capitólio está, há semanas, sendo preparado para receber milhares de pessoas na posse de Donald Trump



Menos de 17 meses foi o tempo que Donald Trump precisou para chegar à Casa Branca, superando adversários que perseguiram este sonho por anos.
Mas a ambição política do bilionário que tomará posse hoje como o 45º presidente dos Estados Unidos remonta a 1988. A solenidade que vai oficializá-lo como o chefe de Estado mais poderoso do mundo começa às 12h30 (horário de Brasília).
Foi há quase três décadas, no palco do programa de televisão de Oprah Winfrey, que o magnata deu sinais de que talvez quisesse algo além de poder econômico.
“Se eu disputasse (as eleições), teria grandes chances de ganhar, porque as pessoas estão cansadas de ver os Estados Unidos serem passados para trás”, disse, na ocasião, aos 42 anos. Ontem, durante um breve discurso diante do Memorial Lincoln, em Washington, ele prometeu que irá trabalhar para “unificar” o país. “Realizaremos coisas que não foram feitas no nosso país por muitas décadas”.
“Pensei que tinha perdido”, contou Trump, lembrando que alugou uma pequena sala para a noite eleitoral em Nova York
Lançamento
Em 1999, Trump deixou o partido republicano e planejou brigar pela nomeação do pequeno partido da Reforma, com um discurso de defesa dos “trabalhadores”. Mas jogou a toalha quatro meses depois.
Apesar da desistência, foi nesta época que ele moldou a retórica patriótica e de tendências protecionistas. O bilionário denunciava os países que “enganavam” os EUA no comércio internacional.
Em junho de 2015, no hall da Trump Tower, em Manhattan, Trump anunciou a candidatura e prometeu “tornar a América grande de novo”, fazendo rir comentaristas.
Em dezembro, propôs fechar as fronteiras aos muçulmanos, pouco após os atentados de Paris. Cresceu rapidamente nas pesquisas: 25, 30 e, por fim, 35% dos simpatizantes republicanos conquistados. Em maio de 2016, foi escolhido pelo partido para concorrer à Casa Branca.
Trump deixará o próprio Boeing no aeroporto de Nova York e passará a se deslocar em uma aeronave da frota presidencial, o Air Force One
Hillary
Trump adotou tática de guerra contra Hillary Clinton, retratando-a como uma elitista ligada a Wall Street. Durante toda a campanha, capitalizou sobre a onda de descontentamento que varria os EUA, mas acabou favorecido mesmo pelo vazamento de mensagens de Hillary pelo WikiLeaks e pelo renascimento do caso dos e-mails dela.
O cenário, junto à mensagem de mudança de Trump, permitiram ao magnata se destacar. O mundo descobriu com espanto que ex-eleitores brancos de Obama nas classes populares votaram um pouco mais no candidato republicano do que nas eleições anteriores.
Governo se prepara para fase de ‘combate’ com a imprensa
Donald Trump, em guerra com os meios de comunicação desde que sua campanha começou, parece estar afiando os ataques contra as organizações que desafiam seus pontos de vista, agora que se prepara para ocupar o Salão Oval.
A equipe de Trump insinuou que pode tirar da Casa Branca alguns grupos de imprensa e tomar determinadas medidas para restringir o acesso dos meios à nova administração.
Embora muitos presidentes americanos tenham tido relações tensas com os jornalistas, Trump fez da depreciação da imprensa um elemento central da mensagem de sua campanha, prenunciando uma relação complicada para os próximos anos.
Na primeira e única coletiva de imprensa desde a eleição, em 11 de janeiro, Trump começou atacando o site BuzzFeed News por publicar o que ele considera um relatório falso sugerindo que a Rússia tinha informações comprometedoras sobre ele.
Quando o correspondente da CNN para a Casa Branca, Kim Acosta, cuja rede informou sobre as mesmas alegações, pediu para fazer uma pergunta, o presidente eleito disse: “Você não” e, voltando a atacar: “Vocês são notícias falsas”.
Alguns, no entanto, acreditam que o tratamento hostil do governo aos meios de comunicação pode ter um efeito positivo, já que impulsionará a imprensa a desempenhar seu papel de inspetora em relação ao poder.
Republicano chega a Washington com vontade de trabalhar
Na véspera de prestar juramento como o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump chegou de avião, ontem, a Washington para dar início a um mandato de quatro anos determinado a transformar a política americana e deixar o legado de Barack Obama para trás.
“Esta viagem começa e vou trabalhar e lutar muito para que esta seja uma grande viagem também para os americanos. Não tenho dúvidas de que juntos devolveremos a grandeza aos Estados Unidos”, publicou o republicano no Twitter na manhã de ontem, antes de deixar Nova York.
O bilionário, que se vangloria de ter 20 milhões de seguidores na rede social, deixou seu QG nova-iorquino, a Trump Tower, com destino à capital federal, onde vai permanecer pelos próximos quatro anos, pelo menos.
Na capital americana, Donald Trump e seu vice, Mike Pence, serão empossados em pomposa cerimônia hoje no Capitólio, que vem sendo preparado há semanas para o grande evento.
A cerimônia de juramento, ao ar livre, acima da escadaria do centro legislativo, começará ao meio-dia (15h de Brasília), como estabelecido na Constituição, e será transmitida pela TV de todo o planeta, em um dia com previsão de chuvas.
Centenas de milhares de cidadãos, entre partidários e opositores ao novo presidente começaram a chegar à capital para participar deste ritual democrático do qual vão participar dirigentes políticos de todo o país, entre eles a adversária de Trump na disputa à Casa Branca, a democrata Hillary Clinton e três ex-presidentes.
Mão na massa
O republicano prevê estampar sua assinatura em quatro ou cinco decretos ainda hoje e em muitos outros, mais importantes, a partir de segunda-feira, com a finalidade de desmontar tudo o possível da gestão de seu antecessor Barack Obama sem esperar o Congresso, em temas como imigração, meio ambiente, energia, direito trabalhista.
“Trump tem pressa real de chegar à Casa Branca e começar a trabalhar para os americanos”, disse nesta quarta-feira seu vice-presidente, o conservador Mike Pence, de 57 anos.
Discurso terá inspiração em Kennedy e Ronald Reagan
Em dezembro, em seu clube privado na Flórida, Donald Trump disse que queria se inspirar em John F. Kennedy e Ronald Reagan em seu discurso de posse.
Em 1961, em plena Guerra Fria, o também democrata Kennedy conclamou seus concidadãos, em seu discurso inaugural, a não reivindicar que os Estados Unidos fizessem algo por eles, mas se perguntar o que eles podiam fazer pelo país. Em 1981, do mesmo partido, Reagan disse que “o governo não é a solução para nossos problemas, o governo é o problema”.
Trump consultou vários historiadores, observou discursos de alguns de seus antecessores e foi aconselhado por seus assessores, mas o texto que lerá hoje será “um texto Trump. É ele que o redige, edita e corrige”, comentou seu porta-voz, Sean Spicer.
A duração do discurso seria de 20 minutos, como o de Barack Obama em 2009, disse o porta-voz. Segundo ele, será um discurso “muito pessoal” e terá um tom “filosófico”.
“Explicará o que significa ser americano, os desafios aos quais estamos confrontados”, destacou, e evocará em particular o tema da educação.





MORRE MINISTRO DO STF RELATOR DA LAVA JATO



Corpo de Teori já estaria no IML de Angra; Janot prevê atraso no caso Odebrecht

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte









Embora nenhuma autoridade confirme oficialmente, pessoas que acompanharam o trabalho de resgate dos corpos das vítimas do acidente de avião que vitimou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, no mar de Paraty (RJ), afirmam que pelo menos dois corpos, de Teori e do empresário Carlos Alberto Figueiras, foram transportados para o Instituto Médico-Legal de Angra dos Reis, a 91 quilômetros de Paraty.

O corpo do piloto do avião já foi resgatado, mas não há certeza de que teria sido transportado junto com os dois outros. Os corpos das outras vítimas - duas mulheres - continuam em Paraty.

Os corpos de Zavascki e Figueiras teriam sido transportados num furgão funerário, que viajou acompanhado por nove outros veículos. Em um deles estariam dois filhos de Figueiras. A comitiva teria chegado ao IML pouco depois das 3h desta sexta-feira (20).

Policiais civis que permanecem no local informaram apenas que "tem gente importante lá dentro". Jornalistas passaram toda a madrugada em frente ao prédio, e no início desta manhã curiosos também param e perguntam aos repórteres a razão de tanta movimentação.

Janot prevê atraso em caso Odebrecht

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estava na Suíça quando recebeu a notícia sobre a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki. Imediatamente, ordenou o cancelamento de todos os seus compromissos no país e decidiu que retornaria nesta sexta-feira ao Brasil, chegando a Brasília no fim do dia. A pessoas próximas, admitiu que, agora, o que está em jogo é a investigação da Operação Lava Jato.
Com a morte do relator do caso no STF, Janot prevê que a homologação das delações da Odebrecht deve sofrer atrasos e que não mais haveria condição de que sejam realizadas no início de fevereiro, como estava planejado.
Na Procuradoria-Geral da República, os cálculos são de que, se os casos da Lava Jato forem redistribuídos a um outro ministro, a homologação dos 950 depoimentos da construtora poderiam ser adiadas em pelo menos três meses.
Nesta quinta-feira, 19, assessores do Supremo informaram que audiências com os 77 delatores da Odebrecht para confirmar que concordaram em colaborar com a Lava Jato serão canceladas. A expectativa era de que Teori e sua equipe começassem nesta semana as audiência. Nesta fase, os delatores não precisariam entrar no mérito das denúncias, mas apenas informar se foram coagidos ou não a firmar o acordo de delação com o Ministério Público.
Em um rápido pronunciamento à imprensa na noite de quinta-feira, a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, evitou comentar o futuro dos processos da Lava Jato após a morte de Teori. "Não estudei nada, por enquanto", disse ao ser questionada sobre que ministro ficaria com a relatoria dos inquéritos. "Minha dor é humana, como tenho certeza de que é a dor de todos os brasileiros depois de perder um juiz como este", afirmou a ministra.
Cooperação
Janot estava na Suíça para discutir com o procurador-geral do país europeu avanços na cooperação em relação às investigações. No encontro, ele pediria o congelamento de novas contas e tentaria estabelecer uma forma de garantir que as novas delações da Odebrecht pudessem contar com o apoio dos suíços. Berna teria a função de confirmar contas e as informações prestadas pelos executivos brasileiros.
Para tentar evitar uma exposição, Janot escolheu um hotel modesto de três estrelas em Berna, longe do centro da cidade. Mesmo assim, na recepção, foi reconhecido por um grupo de estudantes estrangeiros.
Foi justamente quando avaliava o que dizer aos suíços que recebeu a notícia. Numa primeira ligação, ouviu de fontes oficiais que o avião acidentado levava o ministro. Ainda assim, torcia para um final feliz. A pessoas próximas, já alertava que, se a morte fosse confirmada, seria um abalo à Lava Jato. Seu telefone não parava de tocar, de receber mensagens e mesmo alertas sobre dúvidas relacionadas ao "suposto acidente".
Por horas, Janot se recusava a pensar na hipótese da morte do ministro e pedia calma a todos. Uma de suas preocupações era justamente a pressão que sofreria o MP para apurar a "tese do assassinato".
Com a confirmação da morte, dizia que sentia que estava sonhando. Imediatamente, mandou a PGR decretar luto oficial e insistia que o momento era de mostrar firmeza. Desaba depois, recomendava.
Pressionado a dar uma declaração à imprensa, insistia que o momento era de luto e que não falaria além da nota oficial. Mas quem esteve com Janot na noite desta quinta-feira escutou dezenas de vezes que o Brasil estava sendo colocado à prova.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

AVIÃO FOI ATINGIDO NA ASA POR TIRO DE FUZIL



Boeing da Latam foi atingido por tiro de fuzil em pleno voo

Estadão Conteúdo 






Um Boeing 767-300 da Latam que faz rotas entre os aeroportos internacionais de São Paulo e Rio de Janeiro e destinos internacionais, foi atingido por um disparo de fuzil em pleno voo. O projétil de calibre 7,62 milímetros abriu um buraco e ficou alojado na asa esquerda da aeronave.

O Boeing está sendo avaliado no Centro de Manutenção da Latam em São Carlos, no interior de São Paulo. Em nota, a Latam informou que o incidente não comprometeu a segurança do voo.

A empresa informou não ser possível determinar quando e em que local aconteceu o incidente, já que nada foi relatado pela tripulação, provavelmente porque não se percebeu o impacto. A marca deixada pelo projétil só foi descoberta quando o Boeing entrou na unidade de São Carlos para a manutenção programada, no último dia 15.

No dia anterior, o avião havia feito um voo entre Barcelona, na Espanha, e o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A empresa notificou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Polícia Federal investiga o caso. O fuzil 7,62 mm é adotado pelo Exército brasileiro, mas a arma tem sido apreendida com frequência em posse de grupos criminosos.

Nesta quarta-feira, 18, a Latam Airlines Brasil informou que segue apurando a ocorrência. "A empresa já notificou a Polícia Federal e a Anac sobre o ocorrido e colabora com as investigações das autoridades. A Latam reforça que a ocorrência não comprometeu a segurança de sua operação, valor imprescindível para a companhia."

Já a Anac informou em nota que tomou ciência do incidente por meio de contato com a área de segurança da Latam. "Devido à excepcionalidade do caso, a agência acompanha as investigações conduzidas pelo Departamento de Polícia Federal, prestando todo o auxílio necessário."

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...