terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A MACONHA É DA MESMA FAMÍLIA DO CIGARRO - DEVE SER LEGALIZADA



Maconha legalizada geraria R$ 6,6 bilhões em impostos

Tatiana Lagoa e Tatiana Moraes 








A guerra do tráfico, responsável pelos recentes massacres nos presídios de Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte, que fizeram 119 vítimas, reforça a discussão sobre a legalização do uso e da venda de substâncias ilícitas no Brasil, já em andamento no Congresso.

Além de envolver as questões da segurança e dos direitos individuais, a regulamentação do comércio de drogas embute enorme potencial econômico. Por outro lado, o uso de drogas sobrecarrega o sistema de saúde e elimina pessoas em idade ativa do mercado de trabalho.

Os prós e contras da regulamentação do comércio de drogas são o tema da série de três matérias que o Hoje em Dia publica a partir de hoje, sob o título ‘Drogas S.A.’

Maconha

Estudo realizado pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados aponta a existência de 3,8 milhIprimeiroplano@hojeemdia.ões de usuários de maconha, cocaína, alucinógenos e crack no país. Apenas a maconha teria cerca de 2,7 milhões de usuários, que gastariam aproximadamente R$ 5,69 bilhões anuais na compra da droga. Se tributado, o consumo poderia levar a uma arrecadação de R$ 5,02 bilhões, tomando como parâmetro a estrutura tributária aplicada sobre o cigarro (81% do preço de venda), e considerando que o número de usuários permaneceria o mesmo. Porém, como a perspectiva é que haja um aumento no número de usuários, a arrecadação poderia chegar a R$ 6,68 bilhões, segundo o estudo.

O projeto de lei com tramitação mais avançada sobre legalização da maconha é o 7270/14, que, além da regular uso e venda, propõe anistia aos traficantes da droga. O projeto é de autoria do deputado federal Jean Wyllys (PSOL). Existe, ainda, o PL 7187/14, de Eurico Júnior (PV), que dispõe sobre a plantação de maconha. Ambos aguardam a formação de comissão especial.

Se aprovados, eles permitirão que os brasileiros cultivem até seis pés de cannabis para uso próprio, em uma limitação de 480 gramas por colheita. Para produção de quantidades maiores serão necessárias licenças e os produtores submetidos a fiscalizações e pagamento de impostos. Os pontos de venda terão que ser cadastrados e cada pessoa poderá comprar no máximo 40 gramas mensais. A liberação de uso seria apenas para maiores de 18 anos.

Um dos pontos de desentendimento sobre a legalização gira em torno de um possível estímulo ao uso. A regularização poderá elevar em 17,5% o consumo da droga, conforme o estudo da Consultoria Legislativa. Em defesa, o autor do projeto nega a ligação entre legalização e incentivo ao uso: “Com a imensa facilidade de compra, qualquer pessoa que queira experimentar, inclusive se for uma criança, pode, a qualquer momento, buscar um traficante. É assim que funciona hoje”, afirma Jean Wyllys.

Para o coordenador do Centro de Referência em Drogas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Frederico Garcia, a legalização poderá elevar o número de dependentes químicos. “Um quinto das pessoas que usam drogas terão transtornos que podem ser uma doença ou problema social”, afirma.

Legalização pode reduzir superlotação nas cadeias

Com a legalização da maconha, o esperado é um forte alívio no sistema penitenciário. Dos 60.776 presos em unidades da Secretaria de Estado de Administração Prisional em Minas Gerais (Seap/MG), cerca de 18 mil foram enquadrados por tráfico de drogas.

Como o projeto de lei em discussão no Congresso prevê a anistia aos presos por tráfico de maconha, desde que não tenham sido condenados por outros crimes, o número de encarcerados deverá reduzir.

Segundo 27º relatório global da organização Human Rights Watch (HRW), de 2014, 28% da população carcerária brasileira foi presa por crimes ligados às drogas.

Folga para o bolso

Além de desafogar os presídios, a redução no número de presos representaria também economia para o país. Segundo o Seap/MG, o custo médio de cada preso, incluindo comida, estudo, trabalho, itens de higiene, água, pagamento dos agentes penitenciários e mais a construção da unidade prisional, gira em torno de R$ 2,7 mil por mês.

Segundo o estudo da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, os gastos no país com presos ligados ao tráfico de entorpecentes são de R$ 3,32 bilhões ao ano. Somente com os presos por causa de maconha, o volume é de R$ 997,3 milhões.

Já os gastos com repressão policial no combate às drogas, conforme mostra o estudo, atualmente, giram em torno de R$ 405,9 milhões anuais.

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), Cristiano Maronna, os números mostram o desperdício causado pelo atual modelo de combate ao narcotráfico.

“Muita gente acha que não estamos prontos para a regulação das drogas. Nós não estamos preparados é para esse modelo de guerra às drogas que alimenta a violência e a corrupção, inclusive nos presídios”, afirma.

Ele pondera que, enquanto ilegal, a venda de drogas tende a aumentar continuamente o número de ingressos no crime.

ALÉM DISSO

Especialistas alertam para a necessidade de cercar a possível legalização do cultivo, venda e uso da maconha de regras, em caso de aprovação.

“Se liberarmos, para quem ela deve legalizada? Para maiores de idade? Quem vai produzir? Quem vai coletar? Quem vai embalar essa maconha legalizada? Como será o comércio? Vai poder ser usada em estudo? Em ambiente estudantil? Isso tudo precisa ser analisado e regulado”, afirma o coordenador do Programa de Estudos de Álcool e Drogas do Instituto de Psiquiatria da USP, Arthur Guerra de Andrade.

Para ele, a legalização da maconha não necessariamente reduzirá o contingente de presos. “Acredito que o criminoso iria migrar para outra coisa”, disse.

No texto do Projeto de Lei 7270/14, que trata da legalização da maconha, existem algumas regras como a proibição de venda para menores de 18 anos e do consumo em locais fechados e antes de dirigir.

“Nenhum país esteve preparado (para legalizar), porque não faz sentido imaginar que há alguma condição especial que permita mais ou menos a regulamentação. Todos os países que regulamentaram partiram de problemas graves ligados às políticas proibicionistas, porque toda regulamentação negativa gera prejuízos que precisam ser mensurados”, afirma Jean Wyllys.

O Hoje em Dia publica, a partir desta edição, série sobre prós e contras dos projetos de liberação de entorpecentes no país. Amanhã, os impactos das drogas no mercado de trabalho, na previdência e na educação

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A PRISÃO É UMA OPÇÃO DAS PESSOAS - VAI QUEM QUER IR



Superlotação e gangues são problemas comuns a prisões do Brasil e dos EUA

Agência Brasil 









Presídios brasileiros sofrem com o problema de superlotação


Assim como no Brasil, nos Estados Unidos (EUA) a superlotação e a disputa de gangues, além da dificuldade de ressocialização, estão entre os principais problemas do sistema penitenciário. “Meu olhar é estrangeiro, mas nos dois episódios [no Amazonas e em Roraima] vimos como ponto comum a luta entre as gangues para controle interno e externo sobre o mercado de drogas”, disse o juiz federal norte-americano Peter Messitte, em entrevista à Agência Brasil.

Ele viveu no Brasil na juventude, participou de projetos no Conselho Nacional de Justiça e acompanha o sistema judiciário brasileiro. Messitte acompanhou a repercussão dos dois massacres no Brasil - o de Manaus, no Amazonas, e de Boa Vista, em Roraima. "O que mais chamou a atenção foi a extrema violência nos dois casos, em que houve, por exemplo, decapitação de corpos”, observou.
A população encarcerada é de cerca de 2,3 milhões nos Estados Unidos. país com o maior número de presos no mundo - são 753 para cada 100 mil habitantes. O Brasil é o quarto colocado na lista dos países com mais detentos.

Messitte lembrou que ambos têm presídios superlotados e problemas derivados desse fato, entre eles má-condição de vida, precariedade de saúde e higiene e dificuldade de tornar efetivos os programas existentes de ressocialização dos presos.
O juiz acrescentou que, em curto prazo, a iniciativa mais importante seria mapear as gangues formadas no interior das prisões e separá-las. “É preciso separar os integrantes das gangues para diminuir o poder de ação delas e neutralizá-las”.
Peter Messitte destacou uma diferença entre os dois países. “Aqui nos Estado Unidos, as gangues nas prisões se dividem também pela raça e etnia”.  Segundo o Federal Bureau of Prisions (Agência Federal de Prisões), a maioria dos detentos do país é formada por pessoas da raça branca (69%), 12% são negros e 12,5% são hispânicos.
Assim como no Brasil, nos Estados Unidos (EUA) a superlotação e a disputa de gangues, além da dificuldade de ressocialização, estão entre os principais problemas do sistema penitenciário. “Meu olhar é estrangeiro, mas nos dois episódios [no Amazonas e em Roraima] vimos como ponto comum a luta entre as gangues para controle interno e externo sobre o mercado de drogas”, disse o juiz federal norte-americano Peter Messitte, em entrevista à Agência Brasil.

Ele viveu no Brasil na juventude, participou de projetos no Conselho Nacional de Justiça e acompanha o sistema judiciário brasileiro. Messitte acompanhou a repercussão dos dois massacres no Brasil - o de Manaus, no Amazonas, e de Boa Vista, em Roraima. "O que mais chamou a atenção foi a extrema violência nos dois casos, em que houve, por exemplo, decapitação de corpos”, observou.
A população encarcerada é de cerca de 2,3 milhões nos Estados Unidos. país com o maior número de presos no mundo - são 753 para cada 100 mil habitantes. O Brasil é o quarto colocado na lista dos países com mais detentos.

Messitte lembrou que ambos têm presídios superlotados e problemas derivados desse fato, entre eles má-condição de vida, precariedade de saúde e higiene e dificuldade de tornar efetivos os programas existentes de ressocialização dos presos.
O juiz acrescentou que, em curto prazo, a iniciativa mais importante seria mapear as gangues formadas no interior das prisões e separá-las. “É preciso separar os integrantes das gangues para diminuir o poder de ação delas e neutralizá-las”.
Peter Messitte destacou uma diferença entre os dois países. “Aqui nos Estado Unidos, as gangues nas prisões se dividem também pela raça e etnia”.  Segundo o Federal Bureau of Prisions (Agência Federal de Prisões), a maioria dos detentos do país é formada por pessoas da raça branca (69%), 12% são negros e 12,5% são hispânicos.
Privatização e Estatização
Os Estados Unidos têm mais de 6 mil presídios, entre federais, estaduais e locais, além de centros de detenção militares para adolescentes e imigrantes. Boa parte dos presídios estaduais é administrada por empresas privadas, em um formato semelhante ao do presídio de Manaus.
O juiz explicou que o formato vem sendo muito criticado, porque houve denúncias de corrupção e superfaturamento em algumas concessões, e o modelo privado deixou a desejar nos quesitos de segurança, saúde e reinserção (programas educativas para os presos).
“Temos experiência em muitos estados que contrataram o setor privado.  São grandes companhias, contratadas para os serviços de segurança,  educação e alimentação. Mas vimos, com algumas experiências, que os serviços que as companhias oferecem não são melhores que os oferecidos pelas administradas pelo Poder Público”, comentou.
Messitte disse que na esfera federal o número de prisões administradas por empresas privadas é bem menor que nos estados. Mas uma decisão da Justiça Federal, de agosto do ano passado, pode diminuir ainda mais os contratos privados. “A decisão foi de que os contratos privados para administração de presídios federais não serão renovados”.
Embora ainda não se saiba qual será a diretriz para os presídios no governo do presidente eleito Donald Trump, a decisão mostrou que a gestão privada não estava atendendo às expectativas.
“As promessas que foram feitas pelas companhias particulares, sobre diminuir custos, promover mais segurança e criar programas educativos de qualidade, não foram cumpridas. E vimos a busca do lucro em detrimento da prestação de serviço eficiente", relatou.
O juiz disse que o formato vem sendo muito criticado, porque houve denúncias de corrupção e superfaturamento em algumas concessões. "No meu ponto de vista, administrar a prisão é uma obrigação do Estado”, declarou.

POLÍTICOS POPULISTAS ESTÃO EM ALTA - PREGAM O CÉU E ENTREGAM O INFERNO PARA A POPULAÇÃO



Líder de Davos diz que é importante ouvir populistas e espera ideias de Trump

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte








O chefe da Fórum Econômico Mundial de Davos, Klaus Schwab, afirmou neste domingo (15), na véspera do início do evento, que "é importante ouvir os populistas" e que espera receber o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para que "expresse suas ideias".

Schwab disse que o fórum tem buscado chegar a políticos populistas que têm crescido em meio a uma onda cada vez maior de descontentamento entre as massas. Mas afirmou que os organizadores sabem que a presença de Trump no evento é improvável, uma vez que o a posse do presidente eleito ocorre no último dia da conferência, na sexta-feira.

O presidente da China, Xi Jinping, está entre os 46 chefes de Estados esperados para participar do fórum este ano
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PAZ NO ORIENTE MÉDIO



Kerry pede a governo Trump que aceite convite da Rússia para reunião sobre Síria

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte










Secretário de Estado dos EUA, John Kerry
 

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, fez um apelo neste domingo para que a administração de Donald Trump, que toma posse como presidente no dia 20, aceite o convite da Rússia para discutir na semana que vem as negociações de paz na Síria.

Em conversa com jornalistas após conferência que ocorreu em Paris sobre paz no Oriente Médio, Kerry disse que ele apoia o encontro que Rússia, Turquia e Irã estão patrocinando, para ocorrer no Casaquistão no dia 23. "Seria bom para os Estados Unidos ter uma representação lá", disse. "Minha esperança é que a próxima gestão decida ir", afirmou.

Kerry disse também que espera que a reunião resulte em algum progresso e leve a uma retomada de conversas realizadas em Genebra, que visam produzir um governo de transição e uma eventual eleição na Síria. Kerry afirmou que as discussões em Astana, capital do Casaquistão, não devem ser um substituto para o processo que começou em 2012 em Genebra.

Depois de ter adotado um papel ativo nos esforços para forjar a paz na Síria, o governo norte-americano tem se limitado a observar os últimos desenvolvimentos, enquanto Rússia e Turquia assumiram a liderança. Kerry disse que ele tem estado em contato com funcionários russos, turcos e outros sobre a situação, mas notou que seu tempo como secretário de Estado está perto do fim. Fonte: Associated Press.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...