Superlotação e gangues são
problemas comuns a prisões do Brasil e dos EUA
Agência Brasil
Presídios brasileiros sofrem com o problema de superlotação
Assim como no Brasil, nos Estados Unidos (EUA) a superlotação e a
disputa de gangues, além da dificuldade de ressocialização, estão entre os
principais problemas do sistema penitenciário. “Meu olhar é estrangeiro, mas
nos dois episódios [no Amazonas e em Roraima] vimos como ponto comum a luta
entre as gangues para controle interno e externo sobre o mercado de drogas”,
disse o juiz federal norte-americano Peter Messitte, em entrevista à Agência
Brasil.
Ele viveu no Brasil na juventude, participou de projetos no Conselho Nacional de Justiça e acompanha o sistema judiciário brasileiro. Messitte acompanhou a repercussão dos dois massacres no Brasil - o de Manaus, no Amazonas, e de Boa Vista, em Roraima. "O que mais chamou a atenção foi a extrema violência nos dois casos, em que houve, por exemplo, decapitação de corpos”, observou.
Ele viveu no Brasil na juventude, participou de projetos no Conselho Nacional de Justiça e acompanha o sistema judiciário brasileiro. Messitte acompanhou a repercussão dos dois massacres no Brasil - o de Manaus, no Amazonas, e de Boa Vista, em Roraima. "O que mais chamou a atenção foi a extrema violência nos dois casos, em que houve, por exemplo, decapitação de corpos”, observou.
A população encarcerada é de cerca de 2,3 milhões nos Estados Unidos.
país com o maior número de presos no mundo - são 753 para cada 100 mil
habitantes. O Brasil é o quarto colocado na lista dos países com mais detentos.
Messitte lembrou que ambos têm presídios superlotados e problemas derivados desse fato, entre eles má-condição de vida, precariedade de saúde e higiene e dificuldade de tornar efetivos os programas existentes de ressocialização dos presos.
Messitte lembrou que ambos têm presídios superlotados e problemas derivados desse fato, entre eles má-condição de vida, precariedade de saúde e higiene e dificuldade de tornar efetivos os programas existentes de ressocialização dos presos.
O juiz acrescentou que, em curto prazo, a iniciativa mais importante
seria mapear as gangues formadas no interior das prisões e separá-las. “É
preciso separar os integrantes das gangues para diminuir o poder de ação delas
e neutralizá-las”.
Peter Messitte destacou uma diferença entre os dois países. “Aqui nos
Estado Unidos, as gangues nas prisões se dividem também pela raça e
etnia”. Segundo o Federal Bureau of Prisions (Agência Federal de
Prisões), a maioria dos detentos do país é formada por pessoas da raça branca
(69%), 12% são negros e 12,5% são hispânicos.
Assim como no Brasil, nos Estados Unidos (EUA) a superlotação e a
disputa de gangues, além da dificuldade de ressocialização, estão entre os
principais problemas do sistema penitenciário. “Meu olhar é estrangeiro, mas
nos dois episódios [no Amazonas e em Roraima] vimos como ponto comum a luta
entre as gangues para controle interno e externo sobre o mercado de drogas”,
disse o juiz federal norte-americano Peter Messitte, em entrevista à Agência
Brasil.
Ele viveu no Brasil na juventude, participou de projetos no Conselho Nacional de Justiça e acompanha o sistema judiciário brasileiro. Messitte acompanhou a repercussão dos dois massacres no Brasil - o de Manaus, no Amazonas, e de Boa Vista, em Roraima. "O que mais chamou a atenção foi a extrema violência nos dois casos, em que houve, por exemplo, decapitação de corpos”, observou.
Ele viveu no Brasil na juventude, participou de projetos no Conselho Nacional de Justiça e acompanha o sistema judiciário brasileiro. Messitte acompanhou a repercussão dos dois massacres no Brasil - o de Manaus, no Amazonas, e de Boa Vista, em Roraima. "O que mais chamou a atenção foi a extrema violência nos dois casos, em que houve, por exemplo, decapitação de corpos”, observou.
A população encarcerada é de cerca de 2,3 milhões nos Estados Unidos.
país com o maior número de presos no mundo - são 753 para cada 100 mil
habitantes. O Brasil é o quarto colocado na lista dos países com mais detentos.
Messitte lembrou que ambos têm presídios superlotados e problemas derivados desse fato, entre eles má-condição de vida, precariedade de saúde e higiene e dificuldade de tornar efetivos os programas existentes de ressocialização dos presos.
Messitte lembrou que ambos têm presídios superlotados e problemas derivados desse fato, entre eles má-condição de vida, precariedade de saúde e higiene e dificuldade de tornar efetivos os programas existentes de ressocialização dos presos.
O juiz acrescentou que, em curto prazo, a iniciativa mais importante
seria mapear as gangues formadas no interior das prisões e separá-las. “É
preciso separar os integrantes das gangues para diminuir o poder de ação delas
e neutralizá-las”.
Peter Messitte destacou uma diferença entre os dois países. “Aqui nos
Estado Unidos, as gangues nas prisões se dividem também pela raça e
etnia”. Segundo o Federal Bureau of Prisions (Agência Federal de
Prisões), a maioria dos detentos do país é formada por pessoas da raça branca
(69%), 12% são negros e 12,5% são hispânicos.
Privatização e Estatização
Os Estados Unidos têm mais de 6 mil presídios, entre federais, estaduais
e locais, além de centros de detenção militares para adolescentes e imigrantes.
Boa parte dos presídios estaduais é administrada por empresas privadas, em um
formato semelhante ao do presídio de Manaus.
O juiz explicou que o formato vem sendo muito criticado, porque houve
denúncias de corrupção e superfaturamento em algumas concessões, e o modelo
privado deixou a desejar nos quesitos de segurança, saúde e reinserção
(programas educativas para os presos).
“Temos experiência em muitos estados que contrataram o setor
privado. São grandes companhias, contratadas para os serviços de
segurança, educação e alimentação. Mas vimos, com algumas experiências,
que os serviços que as companhias oferecem não são melhores que os oferecidos
pelas administradas pelo Poder Público”, comentou.
Messitte disse que na esfera federal o número de prisões administradas
por empresas privadas é bem menor que nos estados. Mas uma decisão da Justiça
Federal, de agosto do ano passado, pode diminuir ainda mais os contratos
privados. “A decisão foi de que os contratos privados para administração de
presídios federais não serão renovados”.
Embora ainda não se saiba qual será a diretriz para os presídios no
governo do presidente eleito Donald Trump, a decisão mostrou que a gestão
privada não estava atendendo às expectativas.
“As promessas que foram feitas pelas companhias particulares, sobre
diminuir custos, promover mais segurança e criar programas educativos de qualidade,
não foram cumpridas. E vimos a busca do lucro em detrimento da prestação de
serviço eficiente", relatou.
O juiz disse que o formato vem sendo muito criticado, porque houve
denúncias de corrupção e superfaturamento em algumas concessões. "No meu ponto
de vista, administrar a prisão é uma obrigação do Estado”, declarou.

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