sábado, 7 de janeiro de 2017

O TRÁFICO É O RESPONSÃVEL PELAS REBELIÕES SANGRENTAS NO BRASIL



Narcotráfico no Brasil movimenta R$ 15,5 bilhões por ano; cifra é o pivô de massacres

Filipe Motta, Tatiana Lagôa, Paula Coura 







Em Roraima, os próprios presos colocavam os corpos nos rabecões para direcionamento ao IML
A carnificina em unidades prisionais do Norte do país, que nos primeiros seis dias de 2017 matou 93 encarcerados, escancarou a força do narcotráfico no Brasil. Nacionalmente, o negócio gira aproximadamente R$ 15,5 bilhões ao ano, de acordo com levantamento da Consultoria Legislativa da Câmara de Deputados, realizado em agosto de 2016.
Conforme os dados, a maconha deve movimentar, anualmente, R$ 6,68 bilhões. A cocaína gera outros R$ 4,69 bilhões; o crack, R$ 2,95 bilhões; e o ecstasy, R$ 1,189 bilhão.
As cifras explicam porque a atividade gera tantas disputas entre facções criminosas como Comando Vermelho (CV), Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC).
À frente da Colômbia, do Equador, da República Dominicana e da Argentina, o Brasil foi o país mais frequentemente utilizado como base para envio de cocaína para a Europa, entre 2009 e 2014, segundo o Anuário das Drogas da Organização das Nações Unidas (ONU), de 2016. No mesmo período, 51% do fornecimento de cocaína que chegou à África partiu também do Brasil.
O negócio das drogas, que envolve um em cada quatro adultos no mundo, movimenta cerca de U$S 320 bilhões ao ano, segundo a ONU. No Brasil, somente o Comando Vermelho e a Família do Norte, pivôs da crise atual, giram cerca de R$ 1 bilhão por ano, aponta o sociólogo e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Robson Sávio.
De acordo com o pesquisador, a diversificação de negócios com a qual o PCC se envolve para lavar o dinheiro da droga é tamanha, em ramos como transportadoras e mercado imobiliário, que torna-se impossível mensurar o volume dos negócios da facção paulista.
“Quem garantia a segurança nos presídios eram os criminosos”
Cristiano Maronna
Presidente do Ibccrim
Pilares
O modelo repressivo de policiamento brasileiro, que relega a investigação a segundo plano; a dificuldade da Justiça em responsabilizar os grandes players do tráfico; e o sistema prisional superlotado, em que parcela significativa dos detentos vira “mão-de-obra” para as grandes facções são tidos como os principais eixos para o colapso da chamada “guerra às drogas”.
“Ao invés de o foco ser o pequeno traficante, é preciso pegar o grande produtor da droga. Temos uma polícia reativa e uma justiça muito punitiva que não prende da mesma forma o aviãozinho e o dono da droga”, observa Robson Sávio.
Para o presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (Ibccrim), Cristiano Maronna, a desigualdade e a corrupção também colaboram para o que ele chama de “falência do sistema prisional brasileiro”, que culmina na violência extrema nos presídios.
Para especialistas, é preciso investir em inteligência
Enquanto foram investidos R$ 23,9 bilhões em policiamento em todo o país, em 2015, as despesas com informação e inteligência, no mesmo ano, somaram apenas R$ 829,16 milhões, aponta o Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado no ano passado.
“É preciso inverter a lógica e investir com mais força na questão da inteligência”, destaca Sandro Cabral, professor de estratégia do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) de São Paulo.
Cabral critica a morosidade na Justiça na resolução da situação dos presos provisórios. Dados de 2014, publicados no último anuário da segurança, apontam que 212,17 mil presos se encontravam nesta situação no país. Para efeito de comparação, o número era de 164,68 mil em 2012.
“Não há país onde a cruzada antidrogas funcione. Onde há mais repressão, as drogas ficam mais valiosas. A grande questão é que, como são ilegais, não há qualquer regulamentação. Quem tem mais poder e arma consegue se estabelecer”
Cristiano Maronna
Presidente do Ibccrim
“O nosso sistema penal prevê uma série de sanções. Infelizmente, a prisão se tornou regra, gerando explosão no encarceramento. E o sistema não funciona, a ressocialização não acontece”, observa Cristiano Maronna, presidente do Instituto Brasileira de Ciências Criminais.
Integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Robson Sávio reforça que, co<CW0>mo crime “organizado”, o narcotráfico encontra-se inserido no sistema judiciário, da polícia e do sistema político, inclusive financiando, de forma irregular, campanhas eleitorais. Tudo isso torna o desafio de combatê-lo mais complexo.
Parceiros
Dentro dos presídios, a relação entre diferentes perfis de presos reforça a inserção de novos detentos nas facções. “Primeiramente, é preciso ter a quantidade de presos adequada à capacidade. A segunda coisa é evitar ao máximo colocar presos provisórios junto aos já condenados. É preciso separar os de baixa periculosidade dos de alta. Isso é o básico”, diz o professor Sandro Cabral.
Ele, no entanto, acredita que nem tudo está perdido, e cita como experiências a serem consideradas as das Apacs, em Minas Gerais, por exemplo.
“A superlotação é um problema crônico. É um diabetes, uma hipertensão do sistema que infelizmente não tem uma
cura imediata. Hoje tem remédio, tem tratamento. E eu estou tratando isso a tempo e modo”
Francisco Kulpidlovski
Secretário de administração prisional de Minas
Minas
Tentando tranquilizar a população, o secretário de Administração Prisional de Minas, Francisco Kulpidlovski, afirmou ontem que a situação no Estado está dentro da normalidade.
“O sistema prisional no Estado está tranquilo, sendo monitorado continuamente, e os órgãos de segurança estão seguindo nossas orientações. As remoções estratégicas de internos estão sendo feitas e o serviço de inteligência tem funcionado e nos relatado as ocorrências para que nós tomemos providências dentro do tempo”, afirmou.




sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

COMO SE LIVRAR DOS RAIOS ELÉTRICOS



Mitos e verdades sobre os raios para se proteger no verão

Da Redação 







45% dos óbitos em decorrência de raios ocorrem no verão


O Brasil é o país com maior incidência de raios do mundo - por ano, uma média de 100 milhões de descargas elétricas rompem o céu e atingem o solo brasileiro, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Anualmente, cerca de 100 pessoas morrem em decorrência do fenômeno, sendo que 45% dos óbitos ocorrem no verão.
Alguns pensam que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Outros dizem que a melhor maneira de se proteger de uma descarga elétrica é permanecer dentro de um automóvel. Para esclarecer os mitos e as verdades - além de ajudar a prevenir acidentes, os físicos Wilson Namen, Gerson Julião e Daniel Ângelo,  respondem as principais dúvidas e explica os cuidados que devem ser tomados especialmente no verão, onde a ocorrênciade tempestades é maior do que em qualquer outra época do ano.
Mitos X Verdades
Segundo Gerson, a chance de um raio atingir diretamente uma pessoa é de uma em um milhão. “Os acidentes com seres humanos ocorrem quase sempre em locais descampados onde o ponto mais alto do terreno é a pessoa. Existem muitas lendas sobre objetos que atraem raios, tais como espelhos, tesouras, próteses humanas, aparelhos dentários, guarda chuvas, entre outros. Porém, raios quase sempre procuram objetos pontiagudos que estão a menor distância entre o céu e o solo. Se você estiver em um ambiente ao ar livre e começar uma tempestade, a melhor atitude é se abaixar junto ao solo e sair dali o mais rápido possível”, diz o especialista.
Mas, e se você estiver nadando? 
Daniel afirma que mares, rios e piscinas são ambientes condutores de eletricidade e que, caso algum raio caia próximo ao seu local de lazer, a eletricidade é conduzida até o banhista, tornando-se potencialmente letal. “ A água pura não é boa condutora de eletricidade, ao contrário do imaginário popular. No entanto, em mares, rios e piscinas existem muitos sais dissolvidos que facilitam a passagem de eletricidade, diz Daniel.
Quando um temporal se aproxima, a melhor atitude a se tomar é entrar em casa ou em alguma edificação para evitar acidentes. “Um carro também é um local seguro para ficar em tempestades de raios porque ele é feito de metal e funciona como uma gaiola protetora. Como toda a pessoa é envolvida pelo material, ela está basicamente dentro de uma cúpula metálica, onde o raio descarrega e pode percorrer com segurança até o solo. Muita gente acha que o pneu do veículo isola tudo, mas na verdade o raio percorre toda a lataria e descarrega diretamente no chão. A borracha do pneu não protege contra raios” explica Daniel.
Em uma tempestade de raios, nunca se proteja embaixo de árvores, pois o local é um potencial alvo e você, consequentemente, também se tornará. No entanto, os cientistas alertam existir riscos de acidentes decorrentes de descargas elétricas mesmo em locais seguros, como dentro de casa.
“Nunca devemos ficar próximos de tomadas ou aparelhos conectados a essas redes em caso de tempestade com raios. Se acontecer um incidente em algum poste, apesar deles possuírem sistemas de proteção anti-raios, eventualmente a sobrecarga pode atingir pessoas que estiverem usando aparelhos como telefones com fio, chuveiros e outros ligados nestas redes. Se precisar urgentemente conversar com alguém, prefira o celular – mas desde que ele não esteja carregando” revela Daniel.
Sobre a lenda de que uma descarga elétrica não pode cair duas vezes no mesmo local, Wil corrige: “O raio viaja na velocidade da luz. Então é possível que dois raios caiam no mesmo lugar sem que a gente perceba. Aliás, se dois raios não caíssem no mesmo lugar, qual seria a necessidade dos para-raios? “.

 




A INFLAÇÃO BRASILEIRA É CAUSADA E ALIMENTADA PELO PRÓPRIO GOVERNO



Petrobras aumenta preço do diesel nas refinarias em 6,1% em média


Estadão Conteúdo 









A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 5, o aumento do preço do diesel nas refinarias em 6,1%, em média. Os novos valores começam a ser aplicados a partir desta sexta-feira, 6. O preço da gasolina nas refinarias não foi alterado. Segundo a empresa, se o ajuste feito hoje for integralmente repassado e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode subir 3,8% ou cerca de R$ 0,12 por litro em média.

"A decisão é explicada principalmente pelo efeito da continuada, embora mais discreta, elevação dos preços do petróleo nos mercados internacionais, pela valorização do real desde a última revisão de preços e por ajustes na competitividade da Petrobras no mercado interno de gasolina e diesel", diz a estatal, em nota.

A empresa destaca ainda que as revisões anunciadas hoje refletem movimentos sazonais nas cotações globais dos derivados, com os preços do diesel respondendo a uma maior demanda em função de inverno no hemisfério norte.

A Petrobras reafirma sua política de revisão de preços pelo menos uma vez a cada 30 dias, o que "lhe dá a flexibilidade necessária para lidar com variáveis com alta volatilidade".

A petroleira ressalta ainda que, como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela companhia nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. "Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores."

Alimentos voltam a ficar mais caros e pressionam inflação da baixa renda

Após meses de trégua, os alimentos voltaram a pesar mais no bolso das famílias de baixa renda no último mês do ano. O grupo Alimentação saiu de uma queda de 0,36% em novembro para alta de 0,26% em dezembro, dentro do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), informou nesta quinta-feira (5) a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Entre itens que ficaram mais caros e outros que diminuíram o ritmo de queda nos preços, um dos destaques foram os laticínios, que saíram de um recuo de 4,26% em novembro para queda de 2,06% em dezembro, apontou a FGV.

A inflação percebida pelas famílias de baixa renda registrou alta de 0,19% em dezembro, ante aumento de 0,06% em novembro. Além de Alimentação, cinco entre as oito classes de despesa tiveram taxas de variação maiores: Despesas Diversas (de -0,34% em novembro para 1,86% em dezembro), Vestuário (de -0,36% para 0,81%), Transportes (de 0,35% para 0,59%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,37% para 0,52%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,56% para 0,86%). Houve destaque para os itens cigarros (de -0,84% para 3,31%), roupas (de -0,35% para 0,92%), gasolina (de -0,13% para 2,21%), salão de beleza (de 0,76% para 1,43%) e show musical (de 0,74% para 2,32%).

Na direção oposta, ajudaram a conter o índice os grupos Habitação (de 0,39% para -0,69%) e Comunicação (de 0,10% para 0,07%), sob influência de itens como tarifa de eletricidade residencial (de 1,25% para -5,13%) e mensalidade para TV por assinatura (de 1,86% para 0,35%), respectivamente.

PODE UM PAÍS INTERFERIR NA ELEIÇÃO DE OUTRO?



Agências de inteligência dizem que Rússia interferiu nas eleições americanas

Estadão Conteúdo 








O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump


 
O diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, James Clapper, expressou profunda confiança sobre as investigações feitas pelas agências de inteligência americanas sobre a intervenção da Rússia durante as eleições presidenciais dos EUA.

Hoje, diretores de agências de inteligência foram convocados para prestarem depoimento no Senado americano. Além de Clapper, o diretor da CIA, Michael Rogers, e o subsecretário de Defesa da Inteligência, Marcel Lettre, compareceram à audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado.

"O hackeamento era apenas uma parte disso. Também envolveu propaganda clássica, desinformação e notícias falsas", disse Clapper. Segundo ele, os dirigentes das agências ficaram ainda mais convencidos de suas conclusões desde as avaliações divulgadas em outubro, pouco antes das eleições.

Um relatório sobre uma investigação da intervenção russa está sendo preparado e os dirigentes disseram que planejam informar os resultados ao presidente dos EUA, Barack Obama, ainda hoje. Já o presidente eleito Donald Trump deve ser informado amanhã. Uma versão pública do relatório deve ser lançada na próxima semana.

Os dirigentes foram convocados para testemunhar sobre o suposto papel do governo da Rússia em uma interferência hacker, que divulgou e-mails de pessoas ligadas à campanha do Partido Democrata e à candidata Hillary Clinton.

Fonte: Dow Jones Newswires.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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