segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

DOENÇAS DEGENERATIVAS



Pesquisa de brasileiro pode reduzir incidência de Alzheimer e Parkinson

Agência Brasil 







A pesquisa de um professor brasileiro pode ser um passo importante na descoberta de medicamentos para prevenção de Alzheimer e Mal de Parkinson. O estudo do professor Leandro Bergantin, da Universidade Federal de São Paulo, pretendia elucidar o mecanismo pelo qual os bloqueadores de cálcio,  usados para reduzir a pressão arterial, por vezes tinham o efeito contrário, porém, no decorrer do trabalho, ele percebeu que o medicamento poderia ser voltado para doenças neurodegenerativas e psiquiátricas.
“Um importante estudo clínico publicado em 2016 descreveu que pacientes hipertensos, os quais faziam uso de bloqueadores de canais de cálcio, possuíam uma significante redução da incidência de Mal de Alzheimer. A partir dessa nossa descoberta, a qual elucida o enigma do "paradoxo de cálcio", pudemos inferir no mecanismo celular pelo qual os bloqueadores de canais de cálcio também poderiam reduzir a incidência de Mal de Alzheimer”, explicou Leandro Bergantin, doutor em ciência e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O livro publicado a partir da pesquisa, intitulado From discovering “calcium paradox” to Ca2+/cAMP interaction: Impact in human health and disease, esteve entre os mais vendidos da Amazon. Ainda sem versão para o português.
Não há uma previsão para a conclusão dos estudos, que estão sendo feito em parceria com pesquisadores estrangeiros, no entanto, o resultado pode ser um grande avanço para o tratamento de doenças cada vez mais presentes com o envelhecimento populacional.

SE HOMENS E MULHERES SÃO IGUAIS - PORQUE NA APOSENTADORIA SÃO DIFERENTES?



Mulheres e homens se aposentam com a mesma idade em 60% dos países, segundo OCDE

Agência Brasil
Hoje em Dia - Belo Horizonte




Segundo os índices de expectativa de vida, divulgados pelo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dezembro, a expectativa de vida ao nascer no Brasil alcançou 75 anos, 5 meses e 26 dias em 2015, aumento de 3 meses e 14 dias em relação ao ano anterior. Com relação às mulheres, a esperança de vida chega a 78 anos e 1 mês, sete anos a mais do que os homens, que pelas regras atuais da Previdência Social se aposentam cinco anos depois, aos 65 anos de idade.
Esses dados são usados como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. Caso o Congresso Nacional aprove a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, que trata da reforma da Previdência, homens e mulheres irão se aposentar com a mesma idade. Isso porque passa a existir uma idade mínima para aposentadoria, 65 anos. Além disso, o tempo mínimo de contribuição aumentará de 15 anos para 25 anos.
De acordo com um levantamento feito em 2014 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), homens e mulheres se aposentam com a mesma idade em mais da metade de uma lista de 51 países. Os dados mostram que 60% destas nações concedem a aposentadoria para ambos os sexos com o mesmo tempo de vida, entre pessoas que começaram a trabalhar aos 20 anos.
Entre os países que apresentam as mesmas condições para homens e mulheres pedirem a aposentadoria estão Alemanha, Islândia e Noruega. Nessas nações, a idade mínima para se aposentar é 67 anos, a mais alta. Depois estão Estados Unidos, Portugal e Irlanda, com 66 anos. Enquanto na Arábia Saudita tanto homens quanto mulheres podem se aposentar com 45 anos. Ainda entre os países que igualam a idade de aposentadoria para profissionais estão Austrália (65 anos), Bélgica (60 anos), Canadá (65 anos), Dinamarca (65 anos), Finlândia (65 anos), França (61,2 anos), Grécia (62 anos), Hungria (62,5 anos).
Em alguns países, a diferença de idade para requerer o benefício chega a cinco anos. Este é o caso do Chile, Itália, Áustria, Argentina e Rússia, onde homens se aposentam mais tarde do que mulheres. Outros como Itália, República Tcheca e Suíça apresentam uma menor diferença de idade para homens e mulheres solicitarem sua aposentadoria.


CONCORRÊNCIA CHINESA ASSUSTA OS MINEIROS



Reconhecimento da China como economia de mercado ameaça indústria de Minas

Tatiana Lagôa 






CONCORRÊNCIA DESLEAL – Operários em fábrica chinesa de motores: perfil da indústria mineira faz dela uma das mais vulneráveis do país

O clima crescente de tensão que toma conta da indústria em todo o mundo tem seu ápice nesta semana. Terminou no sábado o prazo de 10 anos oferecido à China pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para que o país adequasse sua economia às regras do livre mercado. Por conta das pressões de lados opostos, a organização se esquivou de julgar se os avanços dos últimos anos foram suficientes para o reconhecimento da China como economia de mercado. Repassou essa tarefa para os países membros.

Enquanto Estados Unidos e União Europeia já se posicionaram contrários às pretensões chinesas, o Itamaraty, até a última sexta-feira, sinalizava que diria “sim” aos esforços do país asiático. Tal reconhecimento dificultará a imposição de barreiras tarifárias e não tarifárias, recurso utilizado para impedir a concorrência desleal de produtos importados com preços artificialmente baixos.

E, no Brasil, a indústria mineira é potencialmente a mais ameaçada pelas importações da China, conforme o Hoje em Dia mostrará nesta série de matérias que começa a ser publicada hoje. Isso porque boa parte das exportações da China são de produtos que também são fabricados pelas principais cadeias industriais de Minas, como aço, automóveis, máquinas e equipamentos industriais, tecidos, roupas e calçados.

O temor é que uma verdadeira “onda chinesa” inunde Minas e o país, sem que o governo possa reagir por meio da imposição de medidas antidumping, salvaguardas ou compensatórias. “Enquanto a China não era reconhecida como economia de mercado ela ficava sujeita a sanções internacionais. Com a mudança, o esperado é um avanço significativo do país no mercado internacional”, afirma o diretor de economia da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Andrew Storfer.

Reflexos
Segundo pesquisa feita pela Barral M Jorge Consultores Associados sob encomenda do Instituto Aço Brasil (IABr), como economia de mercado, a China deverá aumentar em US$ 21 bilhões as vendas para o Brasil em 2017, o que significará praticamente dobrar as importações brasileiras de produtos chineses (de janeiro a novembro deste ano, o Brasil importou da China US$ 21,281 bilhões, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

O Brasil também deverá perder mercado externo para os concorrentes chineses. De acordo com o estudo, a expectativa de perda de receitas com a redução das exportações será de R$ 240 bilhões entre 2017 e 2020. A estimativa é de fechamento de 850 mil postos de trabalho nesse período por conta da pressão da China nos mercados interno e externo.

Segundo a diretora de comércio internacional da Barral M Jorge, Renata Amaral, o reconhecimento da China em economia de mercado é algo que afeta todo o setor industrial, mas com maior impacto sobre aqueles em que a China tem forte atuação. É o caso, por exemplo, da siderurgia, setor no qual o mundo acumula uma capacidade excedente de produção de 780 milhões de toneladas, sendo quase 60% oriundas de usinas chinesas.

No entanto, mesmo diante da ameaça, o reconhecimento da China como economia de mercado será automática no Brasil e passa a valer a partir de hoje, segundo o Ministério de Relações Exteriores.

Brasil negociou apoiar o reconhecimento junto à OMC 
O reconhecimento da China como economia de mercado coloca em xeque barreiras comerciais antidumping impostas pelo Brasil em vários setores. Contra produtos chineses, são atualmente 50 medidas em vigor e outras 12 em revisão. Entram nessa lista desde espelhos e escovas de dentes até pneus e laminados de aço (veja o infográfico).

No setor siderúrgico, a China lidera as medidas de defesa comercial no mundo. São 116 ações em curso contra o país. O segundo mais atacado é a Coreia do Sul, com 48 casos, segundo levantamento do Instituto Aço Brasil (IABr).

Quando uma economia não é reconhecida como praticante das regras do livre mercado, para se confirmar a prática de dumping utiliza-se como referência o levantamento de custos de produção e preços em um terceiro país. Já com o reconhecimento de economia de mercado, os preços da China passam a ser referência. Portanto, dificilmente se comprovará preços praticados abaixo do custo de produção.

“O reconhecimento não precisaria ser automático e afeta diretamente as medidas de defesa comercial. E os setores terão que aceitar uma concorrência desonesta a partir disso”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi. A entidade chegou a enviar um documento ao governo federal pedindo que não houvesse a aceitação da China como economia de mercado.

Posição
O problema é que o Brasil já tinha se posicionado favoravelmente ao processo no passado. Em 2004, o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu à China que o Brasil faria esse reconhecimento. Em troca, os asiáticos apoiariam a candidatura do Brasil a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Apoio que não ocorreu.

Já nos Estados Unidos, existe até um projeto de lei em tramitação que visa dificultar o reconhecimento que passaria a ser definido pelo Congresso local.





TRUMP QUER DIVIDIR CHINA E TAIWAN



China está 'seriamente preocupada' por Trump questionar política de China única

Estadão Conteúdo 







O magnata que venceu as eleições até então não tinha nenhuma experiência política

O governo da China afirmou estar "seriamente preocupado" com o questionamento pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, do apoio dos EUA à ideia, considerada crucial para Pequim, de que China e Taiwan estão unidas pela "política de uma China única".

Falando à rede Fox News no domingo, Trump explicou por que aceitou um telefonema com a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, mais cedo neste mês: "Eu não sei por que temos de estar vinculados à política da China única a menos que nós façamos um acordo com a China tendo de fazer outras coisas", afirmou o empresário.

"O lado chinês tomou nota dos relatos relevantes e estamos seriamente preocupados com isso", afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira em Pequim.

Trump disse que a tática chinesa para o câmbio e tarifas, a presença militar no Mar do Sul da China e o apoio chinês ao programa nuclear da Coreia do Norte são áreas nas quais o governo chinês trabalha contra os objetivos dos EUA.

O tabloide chinês nacionalista Global Times afirmou que o presidente eleito "estava tão confuso quanto uma pequena criança" na política externa. "A política da China Única não é algo que pode ser comprado ou vendido", afirmou a publicação.

O regime de Pequim considera Taiwan uma província separatista desde que os nacionalistas liderados por Chiang Kai-shek estabeleceram um governo ali em 1949, escapando após anos de guerra civil. O apoio de Washington ao princípio da "China Única" e a retirada do reconhecimento diplomático do governo de Taiwan foram condições para o restabelecimento das relações diplomáticas entre EUA e China em 1979. Fonte: Dow Jones Newswires.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...