quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A COLÔMBIA HOMENAGEOU OS JOGADORES MORTOS DA CHAPECOENSE



Em Medellín, emoção marca homenagem feita por colombianos às vítimas da tragédia; confira imagens

Estadão Conteúdo 








Não havia bola rolando no estádio Atanasio Girardot, a casa do Atlético Nacional, em Medellín. Mesmo assim, milhares de pessoas se vestiram de verde e branco e foram nesta quarta-feira ao palco onde seria disputada a primeira partida da decisão da Copa Sul-Americana para prestar uma emocionante homenagem para a Chapecoense e para as vítimas do acidente aéreo que matou 71 pessoas.

Dentro do estádio, 45 mil pessoas, muitas flores, velas e cartazes. Do lado de fora, outra multidão, estimada em cerca de 100 mil pessoas pelas agências internacionais, que não conseguiu entrar no estádio, mas seguiu nos arredores do local, acompanhando o ato por televisores ou ainda por emissoras de rádio.

No começo da cerimônia, 71 pombas foram soltas e voaram, lembrando cada uma das pessoas que perdeu a vida no acidente. Outro momento emocionante foi na hora da execução dos hinos da Colômbia e do Brasil, que foi muito aplaudido. Participam da cerimônia toda a delegação do Atlético Nacional, os ministros das Relações Exteriores e Cultura, José Serra e Roberto Freire, assim como os prefeitos de Medellín, Federico Gutiérrez, e de Chapecó, Luciano Buglion.

Em seu discurso, o ministro José Serra, com voz embargada e sem esconder as lágrimas, agradeceu a solidariedade dos colombianos, do povo de Medellín e ao Atlético Nacional ao falar sobre a tragédia. "Muito obrigado, Colômbia. De coração. Muitíssimo obrigado neste momento de tristeza imensa para as famílias e para nós todos pela solidariedade que aqui encontramos", disse Serra.

"A solidariedade que cada um de vocês colombianos e fãs do Atlético Nacional traz nos oferecem consolo. Uma luz na escuridão, quando todos estamos tentando entender o incompreensível", continuou o ministro. "Nós brasileiros não vamos nos esquecer jamais de como vocês sentiram como se fosse de vocês o terrível desastre que interrompeu o sonho dessa heroica equipe da Chapecoense. Assim como não esqueceremos a atitude do Atlético Nacional e de todos que pediram que se conceda o título da Copa Sul-Americana a Chapecoense".

"Não deve ser uma casualidade que as cores da Chapecoense e do Atlético Nacional sejam a verde e a branca, cores da esperança e da paz. A solidariedade nesta tragédia que vitimou também jornalistas e membros da tripulação mostram a importância da nobreza do esporte como catalisador e arma na construção um mundo melhor. Em cada um de você seu queria dar meu abraço muito apertado. Quero dizer que em toda a minha vida, não tive uma emoção semelhante. Muito obrigado, Colômbia", encerrou o chanceler.

A multidão, a grande maioria vestida de branco, respeitou um minuto de silêncio. Ao término, e com vários dos presentes às lágrimas, os colombianos surpreenderam com o grito de "Vamos, vamos Chape", da torcida do time catarinense. Outro cântico emocionante dizia "Que se escute / Em todo o continente / Sempre recordaremos / A campeã Chapecoense".

Diversas faixas com dizeres como "Somos todos Chapecoense" e "uma nova família nasce", com o distintivo da equipe brasileira, foram estendidas nas arquibancadas do estádio onde a Chapecoense disputaria a primeira partida das duas mais importantes de seus 43 anos de história.

JANTAR NATALINO MANOBRA CONTRA A OPERAÇÃO LAVA JATO



Manobra de Renan é assunto da noite em jantar natalino

Estadão Conteúdo 







Calheiros foi criticado por apressar a votação do pacote anticorrupção

Depois de uma sessão plenária conturbada, senadores se reuniram na noite desta quarta-feira (30) para o tradicional jantar natalino oferecido pelo peemedebista Eunício Oliveira (CE) em sua casa, em um bairro nobre de Brasília. O assunto, entretanto, não poderia ser outro: a manobra conduzida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para tentar apressar a votação do pacote anticorrupção.

Mesmo com o clima de descontração, alguns se disseram incrédulos com a iniciativa de Renan de tentar votar o pacote no Senado, mesmo sob críticas dos procuradores da Operação "Lava Jato", menos de 24 horas após a aprovação da Câmara. Por outro lado, houve quem ponderasse que Renan não bancou a manobra sozinho.

A confraternização foi prestigiada pelo presidente Michel Temer, que chegou por volta das 23h, acompanhado do secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco. Ao entrar, Temer passou por cada uma das mesas e depois se dirigiu à varanda, onde conversou com parlamentares enquanto fumava um charuto.

Alguns senadores consideraram o jantar natalino deste ano "esvaziado" e calcularam que pouco mais de 30 dos 81 senadores estiveram presentes. Os líderes do governo Romero Jucá (PMDB-RR) e Aloysio Nunes (PSDB-SP) deixaram a festa antes das 22h.

Chateados com as discussões no plenário, senadores como Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), ambos contrários à urgência de votação do pacote anticorrupção, preferiram não participar da confraternização por julgarem que "não havia clima".

Os presentes, entretanto, culparam as ausências pelo cansaço das votações da semana e negaram qualquer tipo de desavença ou clima pesado. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os ministros do Planejamento, Dyogo Oliveira, e da Justiça, Alexandre de Moraes, também estiverem presentes.

O ex-presidente José Sarney, que mora em Brasília, não perdeu a festa. O deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que busca a vaga de ministro da Secretaria de Governo após o afastamento de Geddel Vieira Lima, não poupou elogios ao principal cacique do PMDB e disse que todos chamavam Sarney de "professor".

A oposição também marcou presença no jantar, que é considerado apartidário. Os senadores não governistas acabaram indo embora tão logo o presidente Michel Temer chegou. "Ele entrou por uma porta e eu saí pela outra; ainda bem que a casa tem muitas portas", brincou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que foi embora acompanhada de Lídice da Mata (PSB-BA).

Já o líder do PT, Humberto Costa (PE), não fez cerimônias: "Evitei esse desprazer para mim e para ele (Temer)", afirmou.

Kátia Abreu (PMDB-TO), amiga da ex-presidente Dilma Rousseff, também não cumprimentou Temer. "Juro que foi apenas por falta de oportunidade", disse. Bem humorada, a senadora deixou a festa levando um pratinho de doces para o marido e ainda brincou com o episódio que protagonizou na festa do ano anterior, quando, em uma discussão, jogou bebida na cara do senador José Serra. "Desta vez, não desperdicei vinho com ninguém", disse, entre risos.


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

EXEMPLOS PARA AS OUTRAS CIDADES



Em Minas, um pequeno grupo de cidades não sabe o que é recessão e desemprego

Tatiana Lagôa e Janaína Oliveira 








Planejamento – Infraestrutura turística e agenda recheada de eventos e festivais blindaram a economia de Tiradentes

Em função da recessão, a grande maioria dos municípios brasileiros pena com queda na arrecadação de impostos e diminuição dos repasses da União. Mas um pequeno grupo de cidades em Minas está conseguindo driblar a crise – e até mesmo crescer – graças às características e potencialidades econômicas locais.
Algumas delas são exemplo de sucesso de planejamento de longo prazo. Outras tiveram a sorte de experimentar uma conjugação positiva de variáveis econômicas que não podem ser reproduzidas em outros locais.
Com apenas 7 mil habitantes, Tiradentes, no Campo das Vertentes, atrai turistas como “gente grande”. Graças ao seu charme e patrimônio histórico, e também pelo esforço na atração de um turismo qualificado, o município não sofre com a crise. Neste ano, a cidade ainda teve a ajuda da alta do dólar, que tira o fôlego dos roteiros internacionais mesmo entre os mais abonados e redireciona os viajantes para destinos domésticos.
“A cada ano recebemos um número maior de visitantes, que no geral têm um bom poder aquisitivo. É um turista qualificado, exigente e disposto a gastar, o que movimenta a economia local”, diz o prefeito Ralph Justino (PV).
De saída da prefeitura após quatro anos de mandato, ele diz que o turismo é o principal responsável por não deixar as contas municipais no vermelho. “Sofremos dificuldade por causa da queda do repasse de verbas federais e mais obrigações financeiras impostas pela União, como o reajuste do salários dos professores. Mas não atrasei salário, paguei o 13º em dia e ainda vou deixar um dinheiro em caixa para o meu sucessor”, afirma Justino.
No mês de julho ou em feriados, a ocupação de hotéis e pousadas chega próxima a 95%. Já para festivais tradicionais, como Bike Fest, encontro de motociclistas, Festival de Cultura e Gastronomia e Mostra de Cinema, a ocupação é de 100%. “Isso movimenta as pousadas, restaurantes e toda gama de prestação de serviços, gerando emprego e renda”, diz.
O prefeito não soube precisar a arrecadação com turismo ou mesmo o número de turistas que Tiradentes recebe por ano.

Emprego

Considerada um ponto fora da curva em meio ao fechamento de vagas e de empresas país afora, Extrema figura atualmente como o município que mais gera empregos no Sul de Minas, e fica na quinta posição no Estado e 55ª no Brasil.
Segundo dados do CAGED, do Ministério do Trabalho, Extrema abriu 794 postos entre os meses de janeiro e outubro de 2016, enquanto vizinhas como Pouso Alegre e Camanducaia, por exemplo, fecharam 552 e 131 vagas respectivamente.
“Enquanto a maioria dos municípios do Brasil sofrem com problemas financeiros e administrativos, Extrema apresenta condições diferenciadas. Desenvolvemos um programa de capacitação de empresas dos mais variados setores que, hoje, garantem empregos para mais de 65% da população ativa”, diz o prefeito Luiz Carlos Bergamin (PSDB), que encerra no próximo mês um ciclo de oito anos consecutivos à frente da administração municipal.
Segundo Bergamin, a cidade possui indústrias dos setores automotivo, alimentício, metalúrgico, vestuário, estética, eletrodomésticos (Panasonic e outras), além das empresas de serviço e distribuição.
“As empresas que estão no município se equilibram pela sazonalidade comercial. Enquanto um setor diminui a intensidade, as demais aquecem e mantém a curva do emprego sempre em expansão”, diz.
Extrema é considerada a capital regional do chocolate, já que conta com a presença da suíça Barry Callebaut, a maior fabricantes de chocolates do mundo, além do grupo CRM, detentor das marcas Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau. No segmento, ainda há uma fábrica da Bauducco.
“Essas empresas reconhecem na nossa localização geográfica uma posição estratégica para escoamento de mercadorias”, afirma o prefeito, que será sucedido pelo colega de partido João Batista.
Segundo ele, a arrecadação de Extrema é estimada em R$ 162 milhões para o exercício de 2016. Em caixa, o município possui hoje aproximadamente R$ 45 milhões.
Enquanto algumas poucas cidades mineiras crescem, o Brasil perdeu 751,8 mil vagas de empregos entre janeiro e outubro. Em Minas Gerais, o saldo negativo é de 55,2 mil no mesmo período. A expectativa é que o país tenha uma queda de 3,49% no PIB em 2016, segundo boletim Focus do Banco Central

Grãos e mineração de ouro são antídotos de municípios contra a derrocada econômica

Paracatu, no Noroeste de Minas, é uma das ilhas de desenvolvimento em meio à crise. Com cerca de 85 mil habitantes, a cidade tem duas atividades principais: a mineração, graças às reservas de ouro, calcário, zinco e chumbo, e a agropecuária. Na agricultura, o município tem mais de 40 mil hectares de área irrigada com produção de milho, feijão e soja.
E é justamente graças a essas duas vocações econômicas que a cidade apresentou alta de 10,7% na arrecadação total entre janeiro e outubro na comparação com o mesmo período de 2015, passando de R$ 158,96 milhões para R$ 176,05 milhões, segundo o secretário Municipal da Fazenda, Flávio Côrtes Ramos.
No caso da mineração, a cidade se “gaba” de a Kinross Gold Corporation, multinacional que detém os direitos de exploração, ser responsável por 22% do ouro produzido no Brasil.
A expectativa da prefeitura é arrecadar em torno de R$ 210 milhões em 2016. Se efetivado, o volume será 19% maior do que os R$ 176 milhões alcançados em 2015.
O nível de empregos também está positivo na cidade. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, de janeiro a outubro, Paracatu teve um saldo positivo de 633 empregos.

Café

Já em Guaxupé, no Sul de Minas, o café é o diferencial econômico. A cidade abriga a Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé Ltda (Cooxupé), que recebe café produzido em mais de 200 municípios.
“Nós temos várias fazendas produtoras de café e a presença de uma cooperativa exportadora no município deixa o mercado movimentado todo ano”, afirma o secretário de desenvolvimento econômico da cidade, Renato Carlos Gouvêa.
O comércio e o setor de serviços sentem reflexos positivos. “Enquanto nas outras cidades o comércio segue no negativo, aqui nós vamos, na pior das hipóteses, repetir o resultado de 2015”, afirma o presidente da Associação Comercial e Industrial e Guaxupé, Aroldo Moreira.
Segundo o superintendente de política econômica e agrícola da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), João Ricardo Albanez, o ano está sendo positivo para os municípios produtores de base agrícola em função do aumento da safra e da elevação dos preços internacionais das commodities. O milho saiu de um preço médio de R$ 29,05 a saca de 60 quilos em 2015 para R$ 45,65 em 2016, uma variação de 57%. A soja valorizou 13%, passando de R$ 72,65 para R$ 82,12; e o café, 8% saindo de R$ 451,03 para R$ 487,44.



CONDOLÊNCIAS PAPAL PARA O POVO BRASILEIRO



Papa manda mensagem ao Brasil por tragédia da Chapecoense

Agência Brasil 





O papa Francisco enviou nesta quarta-feira (30) uma mensagem ao povo brasileiro por conta do desastre aéreo com o avião da Chapecoense durante sua audiência geral, na praça São Pedro, no Vaticano. O acidente, ocorrido nos arredores de Medellín, na Colômbia, onde a equipe catarinense disputaria a final da Copa Sul-Americana, deixou 71 mortos, incluindo 19 jogadores.
"Gostaria de lembrar hoje a dor do povo brasileiro pela tragédia com um clube local e rezar pelos jogadores mortos e suas famílias", disse o líder da Igreja Católica.
Além disso, o Pontífice comparou a tragédia da Chapecoense com o desastre que matou todo o elenco do Torino em 1949, quando um avião com a delegação da equipe italiana se chocou contra a Basílica de Superga, em Turim. Na ocasião, 31 pessoas faleceram. "Recordemos Superga. São tragédias duras, rezemos por elas", acrescentou o Papa.
Ontem (29), Francisco já havia enviado uma mensagem de condolências ao bispo da diocese colombiana de Sonsón Rionegro, Fidel León Cadavid Marín.
"O Santo Padre, profundamente atingido ao saber da dolorosa notícia do grave acidente aéreo que ocasionou numerosas vítimas, eleva orações para o eterno descanso dos falecidos", diz a nota enviada à Conferência Episcopal da Colômbia.
A delegação da Chapecoense viajava em um avião da empresa Lamia, surgida na Venezuela, mas que agora é baseada na Bolívia. As causas da tragédia estão sendo investigadas, mas suspeita-se de pane seca ou elétrica.
Em sua trajetória rumo à final da Sul-Americana, o "Verdão do Oeste" havia eliminado inclusive o San Lorenzo, time de coração de Jorge Bergoglio.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...