sábado, 26 de novembro de 2016

MORRE FIDEL CASTRO



Fidel Castro, ex-presidente de Cuba, morre aos 90 anos

AFP 



Fidel Castro morreu aos 90 anos, em Cuba

Lenda da esquerda latino-americana, o ex-presidente de Cuba Fidel Castro, morreu no fim da noite desta sexta-feira (25). O anúncio foi feito pelo irmão dele Raúl Castro, na TV estatal cubista. O corpo será cremado, como informou Raúl, "em cumprimento da vontade expressa do companheiro Fidel", nas primeiras horas deste sábado (26).
Fidel foi o líder histórico da revolução cubana, que, mais de cinco décadas depois de seu triunfo, sobrevive como um dos últimos regimes comunistas do mundo. Único nome ainda vivo dos grandes protagonistas da Guerra Fria, Fidel encarnou o símbolo do desafio a Washington: o guerrilheiro de barba e uniforme verde oliva, que fez uma revolução socialista, marxista-leninista, a apenas 150 km do litoral dos Estados Unidos.
Fidel governou por 48 anos a ilha, mas continuou sendo o líder máximo e guia ideológico da revolução mesmo quando, doente, delegou o poder a seu irmão Raúl, cinco anos mais velho, em 31 de julho de 2006.

No dia 1 de janeiro de 1959, Fidel Castro, à frente do em exército de "barbudos", derrotou o ditador Fulgêncio Batista, após 25 meses de luta nas montanhas de Sierra Maestra. Este dia foi o começo de um pesadelo para Washington e uma era de polarização na América Latina.
Em seu comando, Cuba participou do momento mais quente da Guerra Fria, converteu-se em santuário da esquerda, inspiração e sustentação de grupos armados que enfrentaram regimes de direita e sangrentas ditaduras, na época financiadas pelos Estados Unidos em seu afã de frear o avanço do comunismo.

O PATRIARCA
 
Fidel dirigiu com pulso firme o destino dos cubanos, para uns um pai insubstituível, para outros com um orgulho messiânico. Em seu governo nasceram 70% dos 11,2 milhões de habitantes da ilha.
Seus opositores o viam como implacável ditador que acabou com as liberdades, submeteu os cubanos a penúrias econômicas e não admitiu a decadência. Mais de 1,5 milhão de pessoas partiram para o exílio, principalmente para Miami, nos Estados Unidos.
Mas, para seus seguidores, ele sempre foi um paradigma da justiça social e da solidariedade para com o Terceiro Mundo, elevando Cuba à potência mundial no esporte, com os níveis de saúde e educação mais elevados da América Latina.
De personalidade excepcional, complexa e esmagadora, para ele nada passava indiferente. Opositores na ilha e no exílio, incluindo alguns "fidelistas", traçam um retrato contrastado: inteligente, ambicioso, audaz, voluntarioso, corajoso e autoritário.

O ETERNO GUERRILHEIRO

Fidel nasceu na oriental aldeia de Birán, no dia 13 de agosto de 1926, terceiro dos sete filhos do imigrante espanhol Angel Castro e da camponesa cubana Lina Ruz.
Fidel Castro foi educado e disciplinado desde pequeno por jesuítas, mas moldou sua rebeldia inata na Universidade de Havana, onde se graduou em direito em 1950.
Iniciou a revolução cubana aos 26 anos quando, com pouco mais de cem homens, tentou invadir, no dia 26 de julho de 1953, a segunda fortaleza militar da ilha, o quartel Moncada.
Sua famosa frase "A história me absolverá", dita quando foi julgado por essa ação, mostrou o quanto compreendia do poder destas palavras. Foi um dos maiores oradores dos últimos 50 anos, famoso por seus discursos absurdamente infinitos.
Ficou exilado no México e retornou com 81 homens, entre eles o argentino Ernesto Che Guevara e seu irmão, em um desastroso desembarque no dia 2 de dezembro de 1956 para iniciar a guerra que derrotou Batista.
Sua história e a da revolução se confundem numa só. Sobreviveu a uma invasão da Baía dos Porcos, em 1961, à crise dos mísseis em 1962 e à desintegração da União Soviética. Sustentou militarmente e economicamente a ilha por mais de três décadas.
Onze homens da Casa Branca tentaram asfixiar o governo comunista por meio de um embargo econômico, vigente desde 1962, considerado "criminoso" por Havana e, segundo os opositores de Fidel, utilizado por ele como justificativa para o desastre da economia.
De acordo com as forças de segurança cubana foram 638 complôs orquestrados contra Fidel Castro, principalmente pela CIA.

ENCANTADOR DE SERPENTES

Conspirador nato, teimoso e mestre na arte da estratégia, a emoção do risco foi o maior estímulo de sua vida. Em cada derrota via uma vitória disfarçada. Era um péssimo perdedor.
Praticou natação, basquetebol, beisebol, caça submarina e outros esportes. Disciplinado, em 1959 fumava em média uma caixa de charutos por dia, mas, no final de 1985 parou de fumar para combater o tabagismo em um país produtor de tabaco por excelência.
Homem de ação, leitor voraz dotado de uma memória invejável, conversador inveterado e inquieto, Fidel viveu em uma relativa austeridade.
Quando ficou doente em julho de 2006, manteve um regime de trabalho alucinante, ocupando-se do menor problema doméstico até o movimento mais calculado do xadrez político internacional. Contudo, um desmaio em 2001 e uma queda em 2004 acionaram os alarmes quanto à saúde do homem mitificado, acreditado como imortal por muitos cubanos.
Ergueu um intransponível muro entre sua vida pública e privada. São conhecidos oito filhos seus: seu primogênito 'Fidelito', do casamento com Mirta Díaz-Balart; Alina Fernández e Jorge Angel, de outras duas relações; Alejandro, Antonio, Alexis, Alex e Angel, com Delia Soto del Valle, sua parceira por décadas até sua morte.
Muitos amores passaram por sua vida, apesar disso se dizia tímido com as mulheres. Em um país engraçado, musical e sensual, era pouco dado a piadas e não sabia dançar.
Sempre foi um guerrilheiro, simbolizado por seu eterno traje verde oliva de Comandante-em-Chefe. "Jamais deixarei a política", disse uma vez. Mas, depois das crises de saúde, no crepúsculo de sua vida passou a se dedicar a leitura e escrita, auto-intitulando-se "soldado das ideias".
Na véspera da revolução disse aos seus companheiros: "Não viverei nem um dia a mais depois do dia de minha morte".

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

PAPA FRANCISCO DAR RECEITA PARA VIVER MAIS



Papa diz que segredo de viver bem aos 80 anos é "rezar e dormir"

Agência Brasil 






O papa Francisco condenou "a falsa admiração de bajuladores. Eu tenho alergia dos bajuladores”

O segredo para continuar cheio de energia aos quase 80 anos de idade é "rezar" e "dormir bem", disse o papa Francisco durante uma entrevista para a emissora de televisão italiana Tv2000. "Não sei como eu faço, mas eu rezo e isso me ajuda muito. A oração é uma ajuda para mim, é estar com o Senhor. Eu celebro as missas, rezo o Breviário, falo com o Senhor e rezo o Rosário. E depois, eu também durmo bem. Isso é uma graça do Senhor, eu durmo como uma pedra", segredou o Pontífice.
Ele afirmou que às vezes pode ficar cansado, mas nunca "estressado" ou "deprimido". Na entrevista, o papa também disse que ter um bom "senso de humor" também ajuda. "O senso de humor é uma graça que peço todos os dias. [Ele] te alivia, te faz ver o provisório da vida e lidar com as coisas com um espírito de alma redimida, é uma atividade humana, mas é a mais próxima de Deus", comentou.
Senso de humor
"Eu conheci um padre, um grande sacerdote e pastor, para citar apenas um, que tinha um grande senso de humor e era tão bom [no que fazia] também por causa disso: porque relativizava as coisas. Dizia-se dele que era capaz de rir com os outros, de si mesmo e até mesmo da sua própria sombra", contou Francisco.
Além disso, o religioso argentino também explicou por que acha pior "a falsa admiração de bajuladores" que "suportar os insultos dos seus caluniadores". "Eu tenho alergia dos bajuladores, alergia. Mas isso me vem naturalmente, sabe? Não é uma virtude. Bajular o outro é usar uma pessoa para um fim, escondido ou aparente, mas para obter alguma coisa para si mesmo. E também é indigno", explicou o papa.
"Nós, em Buenos Aires, temos uma expressão portenha, [na qual] chamamos os bajuladores de 'lambe-calças', e a imagem é realmente essa: a de alguém que lambe as calças de outro", concluiu Francisco.

MOTORISTAS EMBRIAGADOS QUE SE CUIDEM



Senado aprova projeto que aumenta pena para motoristas embriagados

Agência Brasil
Hoje em Dia - Belo Horizonte







Teste do bafômetro

O plenário do Senado aprovou nesta quinta (24) um projeto de lei que modifica o Código de Trânsito Brasileiro para aumentar as penas de motoristas bêbados ou drogados que provocarem mortes no trânsito. O texto, que era originário da Câmara, foi alterado pelos senadores e volta agora para última análise dos deputados.
O projeto “aumenta a pena privativa de liberdade do crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando o agente estiver com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência do álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência”, para cinco a oito anos de reclusão.
Atualmente a pena prevista é de dois a quatro anos e o relatório do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) mantinha o projeto original com pena mínima de quatro anos, mas foi alterado por emenda do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG). O objetivo do senador mineiro era evitar que a pena mínima permitisse que o motorista condenado não chegasse a cumprir pena em regime fechado.
Quando o acidente nessas circunstâncias não resultar em morte, mas o motorista for enquadrado por lesão corporal culposa, a pena será aumentada para de dois a cinco anos de reclusão se a lesão for considerada grave ou gravíssima. No entanto, as penas restritivas de liberdade poderão ser transformadas em restritivas de direitos se o motorista for condenado a até quatro anos de prisão.
O projeto também estabelece a tipificação penal para “a conduta de exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor, não autorizada pela autoridade competente, gerando situação de risco à incolumidade pública ou privada”.
“Tal providência é salutar, tendo em vista a ocorrência, cada vez mais divulgada pela mídia, de veículos fazendo exibições não autorizadas, como cavalos-de-pau por exemplo, sendo que a referida conduta não se encaixa perfeitamente no tipo atualmente existente de participação em 'corrida, disputa ou competição automobilística'”, explica o relator.
Outra emenda do senador Antônio Anastasia também incluiu no texto a previsão de que o motorista poderá ser detido de um a três anos por dirigir tendo ingerido álcool ou qualquer substância que altere a consciência, independente da quantidade. Atualmente, o motorista só é preso a partir de uma determinada quantidade de álcool por litro de sangue.



NOVO ACORDO DE PAZ NA COLÔMBIA



Governo da Colômbia e Farc assinam novo acordo de paz

Estadão Conteúdo 






O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño, assinaram hoje um novo acordo de paz, na tentativa de terminar com o conflito, que já dura meio século. Santos e Londoño assinaram o acordo no Teatro Colón, em Bogotá, quase dois meses após o acordo original ter sido rejeitado em um referendo por uma diferença de 57 mil votos. A cerimônia foi organizada às pressas, em um evento para menos pessoas do que o anterior, quando os dois assinaram o acordo na frente de diversos chefes de Estado e do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. O novo acordo introduz novos cerca de 50 alterações no texto da proposta anterior, que tentam amenizar as críticas da oposição, comandada pelo ex-presidente e atual senador, Álvaro Uribe. Fonte: Associated Press.

Novo acordo de paz com as Farc é "definitivo", diz governo colombiano

O novo acordo de paz assinado no sábado pelo governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) é definitivo e não há mais possibilidade de negociação, disse hoje o líder da delegação do governo, Humberto de la Calle. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa na sede do governo colombiano.

Segundo de la Calle, falta definir apenas o modo como o acordo será referendado antes da sua implementação. Ele assegurou que trata-se de um acordo "autenticamente novo", que inclui mais de 80% das propostas dos que rechaçaram o acordo anterior no plebiscito de 2 de outubro.

O documento atual, no entanto, não contempla o cárcere dos guerrilheiros, mas detalha os lugares onde os rebeldes pagarão suas penas. Esse era um dos pontos que preocupava os opositores do acordo inicial, ou seja, que os guerrilheiros acusados de crimes hediondo não sejam presos, apenas submetidos a penas alternativas.

Entre as medidas acordadas, as Farc deverão apresentar em até 180 dias após a data de seu desarmamento, um inventário detalhado de seus bens e ativos para compensar as vítimas.

A aprovação pela população é o próximo passo para que o governo colombiano implemente o acordo, que está em negociação desde 2012. A partir daí, o governo prevê que começará o processo de desarmamento das Farc e a sua legalização para passar a ter participação política.

De acordo com o ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, mecanismos como plebiscitos, conselhos populares ou a votação dos acordos no Congresso podem ser ferramentas que validarão o tratado. Apesar da ânsia do governo em encerrar a discussão, os ministros se recusaram a falar sobre prazos para as discussões. Fonte: Associated Press.



AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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