sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O MOSQUITO AEDES CONTINUA FAZENDO ESTRAGOS



Quase 60% das cidades de Minas em situação de alerta ou risco contra o Aedes


Alessandra Mendes 








Quase 60% dos municípios mineiros analisados no âmbito do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2016, realizado pelo Ministério da Saúde, encontram-se em situação de alerta ou risco de surto de dengue, chikungunya e zika. Isso significa que esses locais apresentam altos índices de criadouros do mosquito, vetor das três doenças.
Das 138 cidades pesquisadas, 80 estavam com taxas de infestação acima do que é considerado satisfatório. Sete municípios estão em situação mais grave, sendo que Mutum, no Vale do Rio Doce, é a que apresenta o pior resultado, com 10,2. Ou seja, para cem locais pesquisados, dez estão infestados.
O percentual de cidades mineiras que encontram-se em estado de alerta e risco é maior que a quantia em mesma situação em todo o país. No Brasil, 37% das localidades pesquisadas se enquadram nessas categorias. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério, que anunciou a possibilidade de que o LIRAa passe a ser obrigatório para municípios com mais de 2 mil imóveis a partir de 2017.
Atualmente, o levantamento é feito a partir da adesão voluntária das prefeituras. Das 3.704 cidades que estavam aptas a realizar o estudo, 62,6% (2.284) participaram da edição deste ano.
Vinte e duas capitais foram inseridas na pesquisa, entre elas Belo Horizonte, que foi enquadrada em situação satisfatória com relação aos índices de infestação do mosquito. Durante a divulgação dos dados, o Ministério da Saúde ainda anunciou a campanha deste ano para combate ao Aedes aegypti.
Prevenção
O foco, desta vez, serão as possíveis sequelas em caso de chikungunya, zika e dengue, além da importância de eliminar os focos do vetor para diminuir as chances de contrair tais doenças.
O depósito domiciliar, categoria em que se enquadram vasos de plantas, garrafas, piscinas e calhas, foi o principal tipo de criadouro encontrado na região Sudeste. O alerta é importante porque a expectativa é que haja um aumento dos casos de chikungunya.
“Para este ano, esperamos uma estabilidade nos casos de dengue e zika. Como chikungunya é uma doença nova, e muitas pessoas ainda estão suscetíveis, pode ocorrer aumento de casos ainda este ano. Porém, para o próximo, também esperamos estabilização dos casos” afirmou o ministro Ricardo Barros.
Além do conhecido Dia “D”, que será realizado em 2 de dezembro, quando há mobilização nacional, serão realizadas ações para lembrar que toda sexta-feira é dia de eliminar criadouros do Aedes. A campanha traz como foco “Sexta sem mosquito. Toda sexta é dia do mutirão nacional de combate”.
Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde informou que as ações de controle das doenças são permanentes, ocorrendo durante todo o ano, com mobilizações e oficinas nas escolas. Uma nova campanha no Estado está em fase de elaboração e será lançada nas próximas semanas.




quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A DELAÇÃO DA ODEBRECHT PREOCUPA O GOVERNO



Planalto teme que delação da Odebrecht envolva ministros

Estadão Conteúdo 







A delação da Odebrecht preocupa o presidente Michel Temer, já que pode envolver seus ministros
O acordo de delação premiada da empreiteira Odebrecht preocupa o presidente Michel Temer, que já enfrenta uma crise com a denúncia envolvendo o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, um de seus homens de confiança.

O receio é de que as acusações provoquem um clima de instabilidade política, prejudicial à recuperação da economia.

Auxiliares de Temer afirmam não ter dúvidas de que as delações, no âmbito da "Lava Jato", vão atingir não somente Geddel, como outros ministros importantes. Na lista estariam o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco. Geddel, Padilha e Moreira integram o "núcleo duro" do Palácio do Planalto.

Apesar de ter dado apoio a Geddel, Temer está sendo aconselhado a dispensá-lo. Até agora, ele avalia que uma mudança na equipe pode prejudicar a votação da proposta de emenda constitucional (PEC) que limita os gastos públicos, em tramitação no Senado. Temer corre contra o tempo para aprovar a PEC porque só depois desta etapa enviará ao Congresso as reformas da Previdência e da lei trabalhista.

Reforma ministerial
No cenário idealizado pelo presidente, a reforma ministerial deve ocorrer apenas depois da eleição para as presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2017. A delação de Marcelo Odebrecht e de executivos da empreiteira, porém, podem atrapalhar os planos de Temer, tornar a situação de Geddel insustentável e até apressar algumas trocas. Ontem, por exemplo, Roberto Freire foi empossado no cargo de ministro da Cultura, substituindo Marcelo Calero, que acusou Geddel de pressioná-lo para liberar a construção de um prédio, em Salvador. O chefe da Secretaria de Governo tem um apartamento ali.

O Planalto está apreensivo, ainda, com o fato de a delação poder alvejar o líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), e muitos parlamentares da base aliada. Há também a percepção de que a "Lava Jato" tem potencial para ressuscitar manifestações de "Fora, Temer" e tornar inviável o ajuste fiscal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

NOVA REFORMA POLÍTICA EM ANDAMENTO



Senado aprova PEC da reforma política; matéria segue para a Câmara

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte





O Senado aprovou na noite desta quarta-feira (23), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 36/2016, que modifica a forma de eleição dos deputados e pode diminuir a quantidade de partidos políticos dentro do Congresso Nacional. O projeto de autoria do presidente do PSDB Aécio Neves (MG) em parceria com Ricardo Ferraço (PSDB-ES) é o primeiro passo para a reforma política que é negociada entre os parlamentares. Já está na pauta do Senado também o fim da reeleição para cargos do Executivo.

O projeto estabelece uma cláusula de barreira para as legendas que irão disputar as próximas eleições de 2018, além de pôr fim às coligações proporcionais, mecanismo que permite que deputados sejam "puxados" pelos votos da coligação que entra em vigor em 2022. A proposta segue agora para a Câmara dos Deputados. De acordo com o texto aprovado, os partidos terão que obter, no mínimo, 2% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, em 14 unidades da federação, para terem representatividade no Congresso e acesso ao fundo partidário e ao programa gratuito de rádio e TV. O porcentual de desempenho sobe para 3% a partir de 2022.

"A PEC é uma resposta que o Senado dá à sociedade brasileira que não pode mais conviver com 35 partidos políticos registrados e mais de 30 partidos com solicitação de regularização no Tribunal Superior Eleitoral", afirmou Aécio. O projeto foi votado praticamente por acordo no Senado, com placar amplo de 63 votos contra 9. Apenas senadores de partidos pequenos, como PCdoB, Rede e PV ou dissidentes votaram contra o projeto. Apesar do bom desempenho no Senado e dos esforços de articulação de Aécio com a Câmara, a proposta ainda tem pouca aceitação entre os deputados, que são os maiores prejudicados pelo projeto.

Na Câmara está a maior parte dos partidos pequenos, que são afetados pela cláusula de barreira. Além disso, a maioria esmagadora dos deputados é eleita por meio da coligação proporcional. Atualmente, apenas 36 dos 513 deputados foram eleitos com votos próprios, os demais foram "puxados" pela coligação. Uma comissão especial foi instalada na Câmara para discutir a reforma política. Além da cláusula de barreira e do fim das coligações proporcionais, os deputados também discutem outros temas, como a mudança do sistema eleitoral e o financiamento público de campanha.

TRUMP NÃO QUER SABER DE ACORDOS MULTILATERAIS



Sem citar Trump diretamente, Merkel critica recuo dos EUA em acordos comerciais

Estadão Conteúdo 










Trump prometeu tirar o país do Acordo Transpacífico; Angela Merkel disse que acordos alternativos são alternativa insatisfatória

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou nesta quarta-feira que não estava feliz com o possível fracasso do acordo de comércio chamado de Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês). A declaração é dada após o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que pretende retirar o país do TPP no primeiro dia do poder. Para Merkel, acordos alternativos são uma alternativa insatisfatória nesse caso.

Merkel não mencionou Trump diretamente em seu discurso no Parlamento alemão, no qual ela pediu que os países adotem uma abordagem multilateral para resolver problemas globais, mas deixou claro sua discordância com a abordagem do empresário para os grandes acordos comerciais. "Eu vou dizer a vocês honestamente: eu não estou feliz que a Parceria Transpacífico provavelmente não se tornará uma realidade", afirmou ela. "Eu não sei quem se beneficiará disso, vou me abster de previsões", comentou.

"Eu só sei uma coisa: haverá outros acordos comerciais, e eles não terão os padrões que esse acordo e que o possível TTIP têm. Isso tem a ver com empregos na globalização, com condições de competição justas, com moldar a globalização de maneira humana", afirmou. Merkel se referiu à Parceria de Comércio e Investimento Transatlântica (TTIP, na sigla em inglês), negociado entre os Estados Unidos e a União Europeia. Com Trump no poder, as autoridades da UE dão como certo que o TTIP terá de ser renegociado e pode acabar mesmo enterrado. O acordo já enfrenta resistências em parte da Europa, inclusive na Alemanha.

Trump descreve o acordo comercial entre os países do Pacífico como "um desastre potencial para nosso país". Ele também deseja renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês) com Canadá e México.

A possível desistência do TPP pode dar fôlego a iniciativas alternativas, entre elas uma promovida pela China na qual os Estados Unidos não estão envolvidos. Trump defende acordos de comércio bilaterais, com o argumento que dessa maneira pode garantir mais empregos nos EUA.

Merkel, por sua vez, defendeu uma abordagem multilateral, em uma época de questões complexas no cenário global. "Há duas possibilidades de reagir a isso", comentou. "Ou eu recuo para mim e meu país, me fecho, ou tento buscar respostas simples para o que parece ser complicado; ou nós defendemos o fortalecimento de nossos valores, que consideramos corretos e importantes não só em casa, mas tentamos levá-los ao mundo junto com nossos parceiros europeus, junto com os Estados Unidos, junto com aliados pelo mundo", argumentou. "Eu digo que deveríamos buscar esse denominador comum, contar com o multilateralismo e trabalhar junto com outros para moldar a globalização." Fonte: Associated Press.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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