domingo, 24 de julho de 2016

DEVEMOS FICAR DE OLHO NA IMPARCIALIDADE DA PRESIDÊNCIA DO STF



Movimento NasRuas muda data de manifestação pró-impeachment de Dilma


Da Redação Jornal Hoje em Dia 



O Movimento NasRuas decidiu alterar de 31 de julho para 21 de agosto a data da manifestação que pretende fazer, junto a outros grupos, com o objetivo de pressionar os senadores no julgamento final da presidente Dilma Rousseff. Pelo calendário do processo de impeachment no Senado, caso o parecer do relator da Comissão, o tucano Antonio Anastasia, seja aprovado, o julgamento final de Dilma será entre 24 e 26 de agosto.
A ideia do Movimento NasRuas, fundado por Carla Zambetti, é colocar a manifestação bem próxima da data do julgamento para que "o som das vozes das ruas ainda esteja ecoando na cabeça dos senadores no dia da decisão final do destino de Dilma Rousseff"
As manifestações estão programadas para os estados do Acre, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Amapá, Amazonas, Pará, Goiás, Distrito Federal, Pernambuco e Paraíba. "Eu respondo pelo Movimento NasRuas, mas outros movimentos deverão anunciar o mesmo (alteração na data da manifestação) nos próximos dias", disse Carla.
Já o ato em repúdio "à imparcialidade do Supremo Tribunal Federal (STF) e para pontuar que estamos vigilantes à atuação do ministro Ricardo Lewandowski (presidente da suprema corte) durante o impeachment" está mantido para 31 de julho no Distrito Federal, segundo a fundadora do NasRuas.
De acordo com Carla, o ato contará com o "Petrolowisk", um boneco inflável que remete à figura do ministro Lewandowisk. No dia 12 de agosto, o NasRuas fará também um ato no Rio de Janeiro, durante a Olimpíada.

REFORMA PARA PIORAR DE UM LADO E DO OUTRO NÃO - É INJUSTIÇA



Reforma onde é necessário

Editorial Jornal Hoje em Dia



Nessa semana, após o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, propor aumento de 40% no tempo de contribuição para quem está trabalhando se aposentar, destacamos a necessidade, primeiro, de se identificar como ocorre o rombo da Previdência para, em seguida, tentar estancá-lo. Só após essas medidas, é que se deveria pensar em mudar as regras para o trabalhador.
Na edição de hoje procuramos mostrar, pelo menos, uma das causas da conta do INSS “não fechar”. E os números são impressionantes. Entre as principais causas do déficit previdenciário brasileiro estão as diferenças entre as regras do trabalhador que recebem pelo chamado regime geral, que somam 33 milhões de pessoas, e os que ganham pelo regime próprio, que são os funcionários públicos da União e suas diversas categorias. Além disso, as aposentadorias rurais também pressionam o orçamento de maneira significativa.

“Mudanças no regime dos servidores públicos, além de ‘atacar’ os responsáveis pelo maior déficit, atingiriam um número bem menor de pessoas e suas famílias”

O déficit dos “gerais” seria de R$ 88 bilhões, e o rombo dos benefícios dos federais é de R$ 126 bilhões. Levando-se em consideração ainda que o número de servidores públicos é bem menor do que os trabalhadores gerais, seria natural que a reforma da previdência começasse por esse grupo.
Além de “atacar” os responsáveis pelo maior déficit, as mudanças atingiriam um número bem menor de pessoas e suas famílias. Afinal, o serviço público, em todos os níveis, existe para servir a sociedade e o cidadão comum. Mas o que ocorre hoje é basicamente o contrário.
Soma-se a essa distorção o fato de o servidor público poder se aposentar com o salário integral e não ter que ficar fazendo conta com o famigerado fator previdenciário quando completa o tempo para parar de trabalhar.
Já a questão das aposentadorias rurais, que provocaram um rombo de R$ 91 bilhões em 2015, não há, naturalmente, como deixar de pagar aposentadoria para o trabalhador que não contribuiu. A questão é de sobrevivência.
Mas o governo tem condições de “buscar” esses indivíduos que não pagam o INSS e fazer com que haja algum tipo de contribuição, mesmo que anual ou apenas no período da safra onde aquele lavrador vive, por exemplo.
Enfim, aqui estão dois pontos de partida para uma reforma sem necessidade aumento do tempo de contribuição para a maior parte da população. Já passou da hora de distorções como essas serem corrigidas. Não dá para um grande número de trabalhadores se sacrificar ainda mais para manter os direitos de outros, e de poucos.



QUEM MANDA NO BRASIL SÃO OS MIULITARES, POLÍTICOS E JUDICIÁRIO O RESTO SÃO ESCRAVOS



Reforma da previdência promete punir quem mais contribui e manter benefícios a militares, políticos e judiciário

Tatiana Moraes





Prioridade para o governo interino de Michel Temer e incógnita para os brasileiros, a reforma previdenciária vai arrebentar, segundo especialistas, do lado mais fraco da corda. Ou seja, do trabalhador que contribui com o INSS. Militares, servidores públicos, parlamentares e o judiciário não deverão sofrer impacto. E é aí que está o problema.
Enquanto o déficit do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), que reúne os milhões de contribuintes do INSS, foi de R$ 88,6 bilhões em 2015, os regimes próprios da União, estados, municípios e militares federais, muito mais restritos, causaram um rombo de R$ 126 bilhões ao Tesouro.
E há um agravante. Quem contribui com o INSS, onde todos pagam, injetou R$ 5,1 bilhões nos cofres públicos no ano passado, enquanto nos regimes próprios nem todos pagam, ou pagam menos que os trabalhadores comuns.
No regime geral, o buraco é consequência do que é pago aos trabalhadores rurais. Afinal, eles recebem os benefícios, mas não colocam dinheiro no programa, mas por uma questão de justiça social. Em 2015, o homem do campo respondeu por um rombo de R$ 91 bilhões no programa. “Sem o benefício, certamente haveria um êxodo rural desordenado e um empobrecimento muito forte da população rural”, afirma o presidente do Instituto de Estudos Previdenciários, Roberto de Carvalho.
Segundo o especialista, no entanto, é necessária uma reestruturação do programa para fazer com que o homem do campo passe a contribuir com a previdência, mesmo que de forma tímida. “Para isso, é preciso entender a dinâmica da aposentadoria. Tem que entender a importância de contribuir, nem que o pagamento comece em 15 anos”, pondera.
Privilégio
No entanto, mais importante do que rever a forma como o homem do campo é inserido na previdência, é imprescindível alterar o regime próprio dos militares, destaca Carvalho. Somente em 2015, as Forças Armadas foram responsáveis por um desfalque de R$ 32,5 bilhões aos cofres públicos. O problema, conforme o presidente do Ieprev, é que as Forças Armadas não contribuem para a previdência.
“Ninguém mexe nos benefícios dos militares. Por quê? O funcionalismo público foi alterado, o regime próprio dos políticos e do judiciário mudou, o regime geral, que afeta os trabalhadores, é sempre o primeiro a mudar. Mas o dos militares não muda”, critica.
Ele destaca que a única mudança realizada na previdência das Forças Armadas diz respeito ao pagamento complementar de 1,5% do salário para que as filhas dos militares tenham direito a receber a pensão completa do servidor, caso ele venha a falecer. “E quem arca com isso é o Tesouro. É o trabalhador, que contribui com o INSS. É um absurdo”, afirma.
Senadores e deputados garantem privilégios na aposentadoria
A reforma da previdência é uma caixa preta. O que se sabe até agora é que deve ser implantada uma idade mínima para a aposentadoria. Provavelmente, próxima da casa dos 65 anos. A proposta é encabeçada pelo Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que se aposentou aos 53 anos na Câmara dos Deputados, de onde recebe R$ 19.389,60 por mês. Michel Temer, presidente em exercício, aposentou aos 55 anos como procurador do Estado de São Paulo e recebe R$ 30.613,24 de benefício.
Segundo o Ministério do Trabalho e da Previdência Social (MTPS), a expectativa de vida do brasileiro está aumentando. Em contrapartida, o número de filhos por casal tem diminuído drasticamente. Como consequência, a pirâmide etária do país tem se invertido, motivo pelo qual seria necessário ampliar a idade mínima. Afinal, a previsão é a de que no futuro haja mais pessoas aposentadas do que no mercado de trabalho, tornando o modelo da previdência insustentável.
“O real problema é que o contribuinte do INSS tem rigorosamente o imposto descontado na folha de pagamento, enquanto políticos, por exemplo, não contribuiam há até pouco tempo”, ressalta.
Até 1999, os parlamentares aposentavam pelo Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC). Entre os benefícios do plano estava o direito de deixar o mercado de trabalho após 8 anos de mandato e um mínimo de 50 anos de idade. Neste modelo, o Senado pagou, em junho deste ano, 52 aposentadorias de senadores. Outros 19 recebem pelo atual modelo, o Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), que exige idade de 65 anos e contribuição de 30 para aposentadoria em qualquer regime. O salário, porém, é pago de acordo com o recebido como parlamentar. Para cada ano de mandato, o congressista recebe 1/35 do que recebia quando Senador. A casa não informa o balanço de 2015, mas o presidente do Ieprev garante que há déficit. “E o dinheiro sai do Tesouro”, critica.
As mesmas regras valem para os deputados federais. Em 2015, a Câmara pagou R$ 19,7 milhões a beneficiários do Plano de Seguridade Social dos Congressistas, sendo R$ 15,7 milhões aos aposentados e R$ R$ 4 milhões aos pensionistas (viúvas e filhos menores).
Já os aposentados e pensionistas do IPC custaram aos cofres públicos R$ 116 milhões em 2015. As contribuições não foram informadas pela Casa. Portanto, não é possível saber o balanço.


“O déficit do regime próprio é de R$ 126 bilhões, e o do regime geral, de R$ 88 bilhões. Mas vão mexer no Regime Geral”
Roberto de Carvalho
Presidente do Ieprev




Ponto a ponto
Aposentadoria baixa
Embora mais de 33 milhões de pessoas sejam beneficiárias do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), o valor médio pago por benefício é baixo. No caso das pessoas que se aposentam por idade, ou seja, que atingem a idade mínima para se aposentar, a média é de R$ 888,91, pouco mais que um salário mínimo. Quem se aposenta por tempo de contribuição, ou seja, contribui por 35 anos no caso dos homens (e 30 no caso das mulheres) recebe uma média de R$ 1.817,56.
Discrepância
A discrepância entre do Regime Geral da Previdência e do regime próprio das Forças Armadas chama a atenção. Enquanto o RGPS, que tem um déficit de R$ 88,6 bilhões, atende mais 33 milhões de beneficiários, as Forças Armadas, que causam um rombo de R$ 32,5 bilhões, beneficia menos de 300 mil pessoas, segundo o presidente do Ieprev, Roberto de Carvalho.
Falta igualdade
O teto da aposentadoria para contribuintes do INSS é de R$ 5,1 mil. No caso dos políticos, eles se aposentam com o valor proporcional do último mandato (1/35 para cada ano de mandato, mesmo suplente, sendo o salário atual de um deputado de R$ 33,7 mil, sem benefícios). O economista especialista em Previdência José Prata Araújo condena a possibilidade de um congressista aposentar com um alto salário. “Exercício político não é profissão. O correto seria que, ao se aposentar, houvesse uma média dos salários, como ocorre com os contribuintes do INSS”, ressalta.
Ponte
No documento “Uma ponte para o futuro”, editado em 2015 pelo PMDB e que vem norteando o governo de Michel Temer, há uma minuciosa análise sobre a importância de ampliar a idade mínima. Conforme o texto, nos países mais desenvolvidos as pessoas trabalham até próximo dos 67 anos. Especialistas contestam. Segundo o presidente do Ieprev, na Europa, por exemplo, há uma preparação, com direito a remuneração, para que os idosos se qualifiquem para o mercado após atingirem a terceira idade. “Imagine uma pessoa que sempre realizou trabalhos braçais? Como ela vai trabalhar até 65 anos?”, questiona. O estudo ainda defende que homens e mulheres aposentem com a mesma idade, medida altamente criticada pelos movimentos sindicais.


sábado, 23 de julho de 2016

INÍCIO DE UMA NOVA ERA



Entre Dilma e Temer

Opinião Jornal Hoje em Dia
Aristoteles Atheniense*


O início do governo de Michel Temer, embora não haja resultado em medidas auspiciosas, serviu para proporcionar aos brasileiros a esperança de que não estão despencando mais “para o fundo do poço”, como vinha acontecendo até maio passado.
Setores do empresariado já vislumbram prenúncio de estabilização. A fixação de limites para gastos governamentais não deixa de ser um fato alvissareiro, ante ao que vinha ocorrendo com a elevação constante dos índices de desemprego, desestimulando investimentos externos.
O pronunciamento do presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade, propondo o aumento de horas da jornada de trabalho, descontentando lideranças sindicais, decorreu dos cálculos a que chegou a CNI: queda mensal do faturamento real (3,8%), das horas de trabalho (3,6%), do emprego (0,8%) e do rendimento médio real (1%).
Ainda é preocupante a situação enfrentada pela indústria de veículos, mesmo que a produção de junho tenha atingido a 2,6% a mais que a de maio. Este percentual ficou 19,2% abaixo do alcançado no ano anterior.
Inobstante o que retratam esses índices, Dilma Rousseff insiste em reassumir a presidência para retomar a “nova matriz econômica”. Em suas declarações, confessou haver incorrido em erro por ter confiado a economia ao “neoliberal Joaquim Levy”. Este, por sua vez, foi sabotado durante toda a sua gestão pelo lulopetismo, frustrando os seus planos iniciais.
Segundo Dilma, a sua volta importará em “devolver os direitos que estão sendo retirados dos brasileiros”. Trata-se de um delírio incontido que a levou, inclusive, a minimizar o reajuste de 12,5% que Temer e Meirelles concederam aos beneficiários do Bolsa Família.
A elevação desse auxílio não pode ser creditada ao governo interino, tendo sido consequência da “cobrança” do PT e daqueles que aplaudiam a presidenta nas concentrações que ela promoveu no interior do Palácio do Planalto.
Tomada dessa alucinação demagógica, Dilma vem censurando a gestão de Michel Temer pela “absoluta irresponsabilidade fiscal” ao conceder aos servidores federais melhoria de salários que ela própria se comprometera a dar.
Ainda que o presidente transitório não consiga fazer o milagre de recompor o país desmoronado nas gestões petistas, forçoso é reconhecer que estamos na expectativa de melhores dias, não havendo como conceber o regresso daquela cuja administração foi marcada por sucessivos escândalos, expondo o Brasil ao descrédito internacional.
(*) Advogado e Conselheiro Nato da OAB Diretor do IAB e do IAMG Presidente da AMLJ

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...