quinta-feira, 21 de julho de 2016

DISFUNÇÃO SEXUAL



Desejo sexual hipoativo

Simone Demolinari 



O baixo nível do desejo sexual inclui causas isoladas ou associadas que podem surgir a partir de fatores biológicos ou psicológicos. É preciso fazer uma minuciosa investigação, desde os níveis hormonais até doenças correlatas, uso de medicação interferente – que tem como efeito colateral a queda de libido, hábitos, comportamentos, etc. As questões emocionais também precisam ser igualmente verificadas. É importante avaliar a qualidade da autoestima, o tipo de educação recebida – permissiva, rígida, repressiva, convicções religiosas, traumas, mágoas e ressentimentos em relação ao parceiro(a), problema situacional como dificuldade financeira, excesso de trabalho, desgaste causado pela rotina de relacionamento longo, etc.
Cada um traz consigo um universo de interações bio-psico-social únicas e distintas, que devem ser tratadas de forma individual.
O conceito do Transtorno do Desejo Sexual foi recentemente reformulado pela pesquisadora canadense Rosemary Basson em sua ampla pesquisa sobre o tema. Segundo ela, entende-se por Transtorno do Desejo a ausência ou diminuição do interesse ou do desejo sexual. Ausência de pensamentos ou fantasias sexuais. Falta de desejo em resposta aos estímulos eróticos. A motivação para tentar se excitar sexualmente é mínima ou inexistente. A falta de interesse é considerada mais intensa do que a esperada para o avançar da idade. O desejo é muito menor do que o observado em relacionamentos com a mesma duração.
Muitos confundem o desejo sexual hipoativo com a assexualidade, porém há diferenças. No segundo, inexiste disposição libidinal, já no primeiro, há um interesse, ainda que mínimo.
Podemos classificar a disfunção do desejo sexual como primária – quando sempre ocorreu; secundária – quando foi adquirida ao longo da vida; situacional – quando ocorre em determinadas situações ou com uma pessoa específica; e generalizada – quando há presença de todos os fatores anteriores.
Pessoas com relacionamentos longos, reclamam da interferência da rotina no apetite sexual. Não há dúvidas de que esta é uma realidade significativa, sobretudo para as mulheres, que somam ao casamento, afazeres domésticos, maternidade e vida profissional. Nesse caso é comum haver a queda do desejo espontâneo, aquele que acontece de forma involuntária, instintiva e natural, ficando somente o desejo responsivo, aquele que nasce a partir de um estímulo (ainda assim o cansaço poderá engoli-lo).
O problema se dá quando há incompatibilidade de apetite sexual na relação a dois – um quer muito, o outro quer pouco. Esse desencontro pode gerar conflito e pode até culminar em separação. Aquele que sente mais vontade, convive com a sensação de estar sendo rejeitado pelo parceiro(a). Já quem sente baixo desejo sexual, esforça-se para agradar o outro praticando mais do que gostaria. Ambos seguem insatisfeitos.
É importante ressaltar que há tratamento para a disfunção sexual, desde que haja, de fato, uma desordem. Muitas vezes busca-se um diagnóstico enquanto, na verdade, é apenas preciso respeitar a natureza instintiva individual, que é diferente em cada um.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

INJEÇÃO DE CRÉDITO NO COMÉRCIO

Governo pode injetar até R$ 4 bi no microcrédito

Raul Mariano 



A expansão da oferta de microcrédito – que poderá chegar a R$ 4 bilhões – estará entre as primeiras ações do governo interino de Temer para tentar reaquecer a economia. De acordo com dados do Banco Central, de janeiro a maio o montante emprestado saltou de R$ 757 milhões para R$ 896 milhões, um crescimento de 18% no período.
Para especialistas do segmento financeiro, a medida pode contribuir para uma mudança de expectativas do mercado caso saia do papel. O diretor executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, afirma que a mudança pode restabelecer o acesso dos microempreendedores às instituições financeiras.
“Quem perde o emprego e tenta abrir o próprio negócio se depara com a falta de crédito, uma vez que os bancos têm sido bastante seletivos devido ao risco da inadimplência. Esse tipo de injeção de crédito garante condições de empréstimos com taxas de juros mais baixas, portanto é muito positiva”, comenta.
Emprego
De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em maio 72.615 vagas de empregos formais foram fechadas em todo o país, mantendo a tendência de mais demissões que contratações no mercado de trabalho.
Ainda segundo o levantamento, no acumulado de janeiro a maio, 448 mil postos de trabalho foram fechados. Nos últimos 12 meses, o país perdeu 1,7 milhão empregos com carteira assinada. Hoje, o Brasil tem 39,2 milhões de trabalhadores formais.
Em Minas, o saldo entre admissões e desligamentos no mês de maio foi positivo, devido às contratações do setor agropecuário. No entanto, os segmentos da indústria da transformação, construção civil, comércio e serviços tiveram juntos um saldo negativo de 12 mil postos de trabalho fechados.
“É por isso que esse tipo de crédito é importante para catalisar um processo de volta da economia. As microempresas formam um setor que emprega bastante gente e muitas pessoas começaram a empreender justamente durante a crise. É óbvio que, sozinhas, as microempresas não vão virar o quadro econômico, mas com esse fôlego elas podem contribuir bastante”, avalia o mestre em finanças do Ibmec, Ricardo Couto.
O gerente da Unidade de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae Minas, Jefferson Ney Amaral, explica que com mais oferta de crédito em condições de juros menores, os pequenos empreendedores poderão voltar a desenvolver projetos de médio e longo prazos. “Toda vez que há injeção de crédito, tende a haver um conforto maior. A pequena empresa é a mais carente em fontes de financiamento. A grande empresa recorre até ao mercado internacional. Então isso faz toda diferença”.






IDEIA INCOMUM DE RESTAURANTE



Restaurante na Indonésia serve comida em vasos sanitários

AFP 






O Jamban Café, um restaurante da cidade indonésia de Semarang, serve a comida em pratos em forma de vasos sanitários, uma iniciativa incomum para educar seus clientes em questões de higiene.

O pequeno restaurante desta cidade de mais de um milhão de habitantes, situada na costa norte de Java, abriu suas portas em abril.

Para os clientes que têm objeções a uma sopa com almôndegas servida em um "prato-privada", o Jamban coloca a disposição sacos de vômito.

"A princípio senti nojo, mas no fim comi uma parte da comida por curiosidade", explica Mukodas, um homem de 27 anos que pediu uma sopa.

Outra cliente, Annisa Dhea, de 15 anos, também sentiu repulsa, mas depois se tranquilizou quando o proprietário explicou que a comida era "saudável e higiênica".

Existem no mundo outros restaurantes parecidos, como em Taiwan e Rússia, mas o Jamban Café se distingue dos demais porque tenta ensinar seus clientes os benefícios da higiene pública e a necessidade de utilizar os banheiros neste país do sudeste asiático.

O proprietário, Budi Laksono, que havia trabalhado para as autoridades locais como especialista em saúde, conversa com seus clientes e mostra com seu computador portátil vídeos para convencê-los do uso regular dos vasos sanitários.

Milhares de indonésios vivem abaixo da linha da pobreza em um arquipélago que tem um dos índices de defecação ao ar livre mais altos do mundo, uma prática que contribui para a transmissão de doenças.

"Este café nos lembra que muitas pessoas na Indonésia continuam sem ter banheiros", afirma Laksomo, de 52 anos.

O proprietário reconhece, no entanto, que sua iniciativa incomum gerou uma grande polêmica no país muçulmano mais populoso do mundo. "Muitos opositores dizem que o café é inapropriado e contrário à lei islâmica", lamenta.


TRUMP PROMETE NÃO DECEPCIONAR OS AMERICANOS



Trump é oficializado candidato republicano à Presidência dos EUA

Estadão Conteúdo 



Donald Trump durante discurso em campanha pela candidatura à presidência dos Estados Unidos

Os delegados do Partido Republicano indicaram nesta terça-feira Donald Trump como candidato às eleições presidenciais dos Estados Unidos, durante a convenção em Cleveland (Ohio, Norte).
"Donald J. Trump, tendo recebido a maioria dos votos na convenção, foi selecionado como o candidato do partido Republicano à presidência dos Estados Unidos", declarou o presidente do Congresso, Paul Ryan, na qualidade de diretor de debates.
"É uma grande honra ser o indicado do Partido Republicano a Presidente dos Estados Unidos. Vou trabalhar duro e jamais vou decepcioná-los! Primeiro a América!", tuitou aos seus quase 10 milhões de seguidores, minutos após a nomeação.
Na quinta-feira, ele aceitará a candidatura no encerramento da convenção republicana.
A algazarra tomou conta da Quicken Loans Arena quando a delegação de Nova York, o estado de Trump, deu seus 89 votos no momento-chave - tudo previamente orquestrado - para colocar o magnata no topo, com os votos necessários à indicação.
Uma versão instrumental do clássico "New York, New York" invadiu o local após o anúncio, ao mesmo tempo em que alegres delegados dançavam e erguiam as mãos.

"É incrível. É surreal. Estou muito orgulhosa do meu pai, todos estamos", disse à CNN a filha mais velha do magnata do setor imobiliário, Ivanka.
Uma a uma, as delegações dos 50 estados e territórios americanos anunciaram os resultados das primárias no segundo dia da convenção em Cleveland, uma cidade de 400 mil pessoas, blindada à espera de muitos protestos.
Na contagem final, baseada no resultado das primárias, Trump obteve 1.725 delegados, seguido de Ted Cruz, 475, John Kasich, 120, e Marco Rubio 114.
Jeb Bush, visto no passado como o candidato lógico dos republicanos, obteve apenas três votos.
Os americanos vão às urnas em 8 de novembro para eleger o sucessor do presidente Barack Obama, uma disputa que terá Trump e a democrata Hillary Clinton como protagonistas.

Trump escolhe governador de Indiana para ser seu vice

Prestes a ter oficializada sua candidatura à Casa Branca pelo Partido Republicano, o empresário Donald Trump indicou nesta quinta-feira (14) a outros membros da legenda que irá escolher o governador Mike Pence, do Estado de Indiana, para concorrer como vice em sua chapa.

A confirmação, no entanto, foi negada pelo gerente da campanha, Paul Manafort. "Nós não confirmamos nada", disse em uma mensagem de texto. Jason Miller, porta-voz de Trump, afirmou no Twitter que o candidato ainda não havia tomado uma decisão final.

Pence é um governador de primeiro mandato e já esteve no Congresso. Ele tem base eleitoral na Igreja Evangélica, um segmento onde Trump tem tido dificuldade em conseguir aderência. Pence já descreveu a si mesmo como "cristão, conservador e republicano, nesta ordem", e se opõe fortemente ao casamento gay, ao aborto e ao programa de assistência médica que ficou conhecido como Barack Obama.

O apoio de Pence pode impulsionar a votação de Trump em Indiana, um dos chamados "swing states", Estados que historicamente não são nem democratas e nem republicanos e que, por isso, têm tido peso decisivo para definir as eleições presidenciais no país. Fonte: Dow Jones Newswires.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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