sexta-feira, 24 de junho de 2016

OS VERDADEIROS MOTIVOS DA SAÍDA DA GRÃ BRETANHA DA UE



Veja 13 perguntas e respostas sobre a  saída do Reino Unido da UE
Saída trará consequências políticas e econômicas para a região.
Karina Trevizan


  
Manifestante a favor da 'Brexit'; segura bandeira do Reino Unido em Londres (Foto: Neil Hall / Reuters)

No dia 23, os britânicos foram às urnas em um referendo para dizer se querem ou não permanecer na União Europeia. Motivo de divergência entre lideranças políticas na região, a questão também tem dividido a população, como mostram pesquisas de intenção de votos antes do referendo. De um lado estão os pró-saída, que acham que o Reino Unido perde soberania estando sumetido às regras do bloco econômico, com poucas compensações. De outro, os que acreditam que a aliança com os países vizinhos torna a região mais poderosa. Ganhou a maioria pró-saída do bloco dos eleitores  Ingleses e não do Reino Unido.
Veja abaixo perguntas e respostas sobre o assunto:

1. O que é a União Europeia?
É uma união econômica e política formada por 28 países europeus, criada logo após a 2ª Guerra Mundial. O bloco funciona como um mercado único, com livre circulação de pessoas, bens, serviços e capitais. Dentre esses países, 19 compartilham a moeda única – o euro. O Reino Unido não é um deles.
Países que formam o Reino Unido
Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte, País de Gales
2. O que é o termo 'Brexit’?
É o como passou a ser chamada a possibilidade de o Reino Unido deixar a União Europeia. A palavra é formada pela união de “Grã-Bretanha” (ilha onde ficam Inglaterra, Escócia e País de Gales) e “exit”, que significa saída em inglês.

O termo se assemelha a “Grexit”, que começou a ser usado no ano passado durante impasse sobre da dívida da Grécia, que gerou dúvidas sobre a permanência do país no bloco.
3. Quem pode sair da União Europeia é o Reino Unido ou apenas a Grã-Bretanha?
O Reino Unido. Apesar da popularidade do termo “Brexit”, a possibilidade de saída do bloco envolve não apenas a Grã-Bretanha, mas todo o Reino Unido (que inclui os países da Grã-Bretanha e também a Irlanda do Norte).
4. Quando o Reino Unido começou a fazer parte da União Europeia?
Em janeiro de 1973. A região, porém, não faz parte da zona do euro, e continua usando a libra esterlina como moeda oficial.
5. Esta é a primeira vez que o Reino Unido ameaça deixar o bloco?
Não. Em 1975, houve um referendo muito parecido com o de agora para que a população escolhesse entre sair ou continuar na União Europeia. Venceu a permanência no bloco, com 67% dos votos.
6. Como é a participação do Reino Unido no bloco?
O Reino Unido tem 73 lugares no Parlamento Europeu. Exerceu a presidência do conselho da UE cinco vezes entre 1977 e 2005. A próxima, se o país permanecer no bloco, será em 2017.
Assim como os outros países do bloco, o Reino Unido também faz contribuições financeiras à União Europeia. A quantia total arrecadada entre todos os países-membros é repartida de forma equitativa.
7. Um dos argumentos dos britânicos que são a favor da saída do bloco é de que o Reino Unido mais contribui com a UE do que recebe recursos. Isso é verdade?
Sim. Os fundos pagos pelo Reino Unido para o orçamento europeu contribuem para financiar programas e projetos em todos os países da UE. O Reino Unido também tem projetos financiados por fundos estruturais e de investimento do bloco.
No entanto, a soma da contribuição britânica com a UE é maior do que os gastos do bloco com o Reino Unido. Segundo dados da própria União Europeia, em 2014 o Reino Unido contribuiu com € 11,3 milhões à UE, o que corresponde a 0,52% de seu rendimento nacional bruto. Em contrapartida, as despesas do bloco com o país foram de € 6,9 milhões, ou 0,32% do rendimento bruto.
A saída do Reino Unido teria o efeito de uma verdadeira caixa de Pandora para Europa. Pode haver um problema grave com relação ao ressurgimento desses nacionalismos"
Marcus Vinicius de Freitas, professor da FAAP
O professor Otto Nogami, do MBA do Insper, aponta os prejuízos internos sofridos pelo Reino Unido graças a esse “desequilíbrio monetário”, com mais saída que entrada de dinheiro no país. “Isso acaba criando uma pressão inflacionária maior, domesticamente falando”, diz.

8. Como a saída afetaria a organização da economia britânica?
Não é possível dizer com certeza como ficaria a economia britânica fora da União Europeia, embora o ministro das Finanças britânico, George Osborne, afirme que a saída do bloco implicaria em uma perda de confiança nas finanças públicas caso não seja aprovado um orçamento emergencial em seguida. "
Haverá um grande buraco nas finanças públicas, e teríamos que aumentar impostos e cortar gastos", disse Osborne a jornalistas no dia 15 de junho. "A única coisa pior que não aprovar um orçamento como este é lidar com a queda livre econômica ou a perda completa de confiança na habilidade do país de administrar seu dinheiro."

O professor do curso de Relações Internacionais da FAAP Marcus Vinicius de Freitas lembra, no entanto, que o desejo de reorganização da economia pode ser justamente o fator que motiva muitos britânicos a votarem pela saída do bloco. “Existem regras da União Europeia com relação ao sistema financeiro, bancário, administração das finanças públicas. O que os britânicos questionam é que o projeto da UE não é o que eles ambicionam, ” diz o especialista.
9. Como uma eventual saída afetaria as relações comerciais do Reino Unido com países da União Europeia?
A participação na União Europeia permite que os países comprem e vendam produtos e serviços entre si sem a aplicação de taxas e impostos dentro da área comum.  O Reino Unido então passaria a ter taxas diferentes no comércio exterior com os países europeus em relação às praticadas agora, podendo inclusive trocar de parceiros.

“Na UE, o que se formou foi uma união aduaneira, além de ser uma área de livre comércio e também de união tarifária em termos de comércio internacional. Isso fez com que a Inglaterra, que era importadora de carne da Austrália, por exemplo, fosse obrigada a renunciar e passar a importar do continente. Isso são os acordos comerciais, se permite o livre comércio entre os integrantes em detrimento de outros países”, explica Nogami.
O Brasil se beneficiaria eventualmente, porque poderia exportar para os britânicos produtos que sofrem algum impedimento na entrada na União Europeia"
Otto Nogami, professor do Insper
“Nesse sentido, com a saída, a Inglaterra pode ter condições comerciais melhores que com seus parceiros do continente europeu. Já para a União Europeia, acaba representando ônus”, diz o professor.
10. Como ficariam as relações comerciais com outros países, incluindo o Brasil?
As negociações com países fora do bloco se tornariam mais livres, como pontua Marcus Vinicius de Freitas. “O projeto europeu não está favorecendo os britânicos em suas relações com outros países. Com uma eventual saída, eles devem adotar uma postura mais livres nas negociações com outros países, como o Brasil.”

“O Brasil se beneficiaria eventualmente, porque agora poderia exportar para os britânicos produtos primários que sofrem algum tipo de impedimento na entrada na União Europeia. A negociação passa a ser bilateral simples, com um único país”, complementa Otto Nogami.

Segundo a União Europeia, o Reino Unido exporta principalmente para os EUA, a Alemanha e os Países Baixos. Por sua vez, as suas importações vêm sobretudo da Alemanha, da China e dos EUA.

11. Como a “Brexit” pode afetar o acordo entre União Europeia e Mercosul?
Freitas considera que um impasse com a saída de um membro importante do bloco retardaria ainda mais as negociações de um acordo de comércio entre União Europeia e Mercosul. “A questão entra num compasso de espera ainda maior. Entre negociar um novo acordo e resolver um problema interno, claro que a prioridade da Europa passa a ser negociar o ‘Brexit’ neste momento.”

Já Nogami afirma que as dificuldades devem seguir inalteradas. “A pendência continua da mesma maneira, porque o grande entrave nessa relação comercial é a França.”
12. Quais seriam as consequências políticas da “Brexit” para a União Europeia?
“A saída do Reino Unido teria o efeito de uma verdadeira caixa de Pandora para Europa por algumas razões. Em primeiro lugar você tem a preocupação com relação àqueles países que a gente chama de ‘nações sem Estados’, como a Escócia, que pode e querer fazer parte ainda da UE e querer se separar do Reino Unido”, diz Marcus Vinicius de Freitas. "Pode haver um problema grave com relação ao ressurgimento desses nacionalismos." O professor aponta ainda que a saída seria um “retrocesso no projeto de integração da União Europeia”.
“A Escócia há séculos briga pela sua independência. Temos também o caso da Irlanda, que utiliza o euro e não sabemos como vai se posicionar. Fica uma situação um tanto quanto delicada”, complementa Nogami.
13. Quais seriam as consequências econômicas para o bloco?
O professor Otto Nogami afirma que uma eventual saída do Reino Unido do bloco significa a extinção de uma das bases do tripé no qual está apoiada a União Europeia.
“Toda a estrutura da UE está baseada na Alemanha, França e Reino Unido. Na medida em que se tira um deles, a estrutura fica capenga. São as três economias mais fortes e representativas, e tirar uma delas pode desestabilizar a economia da União Europeia. Todo o peso acaba recaindo sobre a Alemanha, porque hoje a França está totalmente desestabilizada. O que não se sabe é até que ponto a Alemanha teria condições de carregar todo o continente nas costas, economicamente falando."

O termo Brexit é a união das palavras Britain (Grã-Bretanha) e Exit (saída, em inglês). O que está em discussão atualmente no Reino Unido é a permanência ou não como membro da União Europeia (UE). As nações do Reino Unido são a Inglaterra, a Irlanda do Norte, a Escócia e o País de Gales.
A saída ou não da UE é um assunto que já faz parte das discussões na política britânica há algum tempo e divide a população. Em maio de 2015, o governo anunciou o referendo e, em fevereiro deste ano, David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, marcou a data de 23 de junho para a escolha. O resultado deve ser divulgado nas primeiras horas de sexta-feira (24).
O Reino Unido faz parte da Comunidade Europeia desde 1973, mas sempre manteve algumas posições, como a de não aderir ao euro – mantendo como moeda nacional a libra –, e de não aderir ao Acordo Schengen, tratado de livre circulação de pessoas em territórios europeus.

A favor da saída
Entre os que defendem a saída do Reino Unido da União Europeia, um dos principais argumentos é econômico. Eles afirmam que, com o Brexit, o Reino Unido ficaria livre para estabelecer relações comerciais com outros países, por exemplo, a China. Os favoráveis ao Brexit afirmam que a taxação sobre as exportações para países de fora da UE é extremamente alta.
Outro ponto é que o Reino Unido não teria que enviar dinheiro a Bruxelas – o equivalente a 440 milhões de euros semanais –, para contribuir com o Orçamento europeu. O dinheiro poderia ser usado em pesquisa científica e novas indústrias, dizem os defensores do Brexit.
Além disso, os defensores da saída alegam que o Reino Unido poderá, caso saia da UE, alterar as políticas de migração e criar seu próprio regulamento para a entrada de refugiados. Esse último ponto é muito polêmico e tem muito peso na votação, em um momento de grave crise migratória e em que os países europeus não conseguem chegar a um acordo sobre como deve ser a política para os refugiados.
Contra a saída
O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, confirmou que a posição oficial do governo britânico será defender a continuidade do país numa Europa reformulada.
Os argumentos dos que desejam permanecer na União Europeia são de que o Reino Unido, enquanto membro do bloco, está livre de pagar tarifas de exportação, o que reduz a burocracia e permite com que 45% das exportações britânicas sejam para dentro da UE. Outro ponto é que a participação na UE propicia a livre circulação de trabalhadores, de dinheiro e de produtos.
Para os que querem ficar na UE, deixar o bloco não significa que a imigração cairá, pois países de fora têm maiores índices de imigrantes, incluindo pessoas vindas da própria UE.


PROIBIÇÃO DE VENDA DE REFRIGERANTES NAS ESCOLAS



Coca, Ambev e Pepsi deixam de vender refrigerante a escolas

Estadão Conteúdo 





A Coca-Cola, a Ambev e a PepsiCo anunciaram nesta quarta-feira (22) que a partir de agosto as empresas deixarão de vender refrigerante a cantinas de escolas com crianças de até 12 anos e oferecerão apenas água mineral, suco, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos.

As companhias afirmaram em comunicado que a estratégia faz parte de uma "mudança no portfólio de bebidas para escolas em todo o País". Segundo as três empresas, a venda de produtos nos colégios terá foco em hidratação e nutrição a fim de contribuir para uma alimentação mais equilibrada.

"A obesidade é um problema complexo, causado por muitos fatores, e as empresas de bebidas reconhecem seu papel de ser parte da solução", declararam a Ambev, a Coca e Pepsi. "No momento do recreio, os alunos têm acesso às cantinas escolares sem a orientação e a companhia de pais e responsáveis, e crianças abaixo de 12 anos ainda não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo."

As empresas disseram que a mudança foi baseada em conversas com especialistas em saúde pública, alimentação e nutrição, "além de profissionais e instituições ligadas aos direitos das crianças".


Distribuição

O comunicado informou que a política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores. "Em relação às demais, aquelas que se abastecem em outros pontos de venda (supermercados, redes de atacados e adegas, por exemplo), haverá uma ação de sensibilização desses comerciantes por meio da qual todos serão convidados a se unir à iniciativa."

As três companhias declararam que estão em contato com Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (Abir) para que essas diretrizes de venda de bebidas a escolas sejam um compromisso de todo o setor.


CORRUPÇÃO E SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS ANDAM JUNTAS



A corrupção é irmã gêmea da sonegação, diz Receita
Estadão Conteúdo 






BETIM – Caminhão de cimento com nota fiscal irregular é apreendido na BR-381

O superintendente-adjunto da área de Fiscalização da Receita Federal em São Paulo, Fábio Ejchel, disse nesta quinta-feira, 23, que a Operação Custo Brasil recebeu este nome por ser um exemplo de como a corrupção e a sonegação prejudicam o cidadão.

"A corrupção é irmã gêmea da sonegação, são irmãs que sempre andam juntas. Onde a gente vê uma corrupção, pode procurar que por perto tem uma sonegação e vice-versa", afirmou Ejchel.

"A operação recebeu o nome Custo Brasil porque ela é um exemplo de como a corrupção e a sonegação prejudicam o cidadão e eles fazem com que o custo para as pessoas de todas as suas operações acabe sendo muito mais alto, aumentando tanto para as pessoas físicas quanto para as empresas."

O ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento e Comunicações nos governos Lula e Dilma), marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), foi preso pela Polícia Federal, em Brasília, na Custo Brasil, primeiro desdobramento da Operação Lava Jato em São Paulo.

O petista é suspeito de ter recebido propina de R$ 7 milhões sobre um contrato da empresa Consist vinculado ao Ministério do Planejamento, durante sua gestão. Em entrevista coletiva, Fábio Ejchel afirmou que a fraude ocorreu no gerenciamento e controle de créditos consignados para servidores públicos federais.

A ação integrada da PF, do Ministério Público Federal e da Receita Federal apura o pagamento de propina, proveniente de contratos de prestação de serviços de informática, na ordem de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos ligados a três secretarias do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

A Receita atuou para identificar o destino dado aos recursos superfaturados nos contratos de adesão pagos pelas instituições financeiras, enriquecimento ilícito dos envolvidos, comprovação dos esquemas de lavagem de dinheiro e a constatação de sonegação de impostos e contribuições federais.

PRECISAMOS DOBRAR A DOSE DESSE REMÉDIO AMARGO



Amargo ou não, remédio tem que estar na Constituição

Orion Teixeira 



Em menos de 24 horas, um ex-ministro é preso, acusado de liderar esquema que lucraria com contrato de crédito consignado de servidor público federal e um vídeo confirma que o ex-presidente do maior partido de oposição, falecido em 2004, teria negociado acordo em CPI por R$ 10 milhões. Junto a esses, um ex-ministro é envolvido e convocado a depor; o presidente afastado da Câmara dos Deputados vira réu pela 2ª vez em processo de corrupção na Suprema Corte.

E mais: uma presidente da República é afastada e deve ser definitivamente retirada do cargo por 55 dos 81 senadores, que, há mais de mês, discutem e tentam provar sua culpa. Seu substituto anda às voltas com ministros denunciados e investigados; três já caíram por envolvimento direto com malfeitos. O maior partido político do país sofre, novamente, busca e apreensão em sua sede durante ostensiva operação. Em outra, a residência de uma senadora é alvo da mesma ação sem a devida autorização do STF.

Tudo somado, chegamos ao diagnóstico e à receita do ministro Teori Zavascki, um dos mais respeitados do Supremo, que disse, nesta quinta (23), que o país “está enfermo” e carecendo de coragem para tomar “remédios amargos”. “O país está enfermo, às voltas com graves crises de natureza econômica, política e ética. Sem dúvida, é preciso que as enfermidades sejam tratadas como estão sendo e tenhamos a coragem de administrar os remédios amargos para quando for necessário”, disse, reconhecendo, claro, e ninguém discorda, a necessidade da adoção de padrões éticos na vida pública, privada, individual e coletiva.

As denúncias que alcançam um partido numa semana e, na seguinte, o ex-aliado ou o rival não deveriam ser motivo de comemoração ou de favorecimento desse ou daquele lado, cujos desdobramentos e indicadores terão influência sobre a Comissão do Impeachment.

O ministro Teori poderia tranquilizar um pouco mais o paciente, revelando se o remédio amargo já estaria sendo ministrado por meio das operações investigativas ou se ainda vai ser. Apesar dos solavancos dos últimos 12 meses, ninguém acredita que a fórmula seja mágica, muito menos que não esteja prevista na Carta Magna. A Constituição cidadã é o mapa.

ESTA DECISÃO SERÁ BOA PARA A INGLATERRA?



Cameron anuncia que deixará cargo de primeiro-ministro do Reino Unido em outubro

Estadão Conteúdo 



David Cameron ladeado por sua esposa Samantha fala com a imprensa no centro de Londres

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou que irá deixar o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, após o país ter votado pela saída da União Europeia em plebiscito histórico realizado ontem.

Cameron afirmou que poderá permanecer no posto pelos próximos três meses, deixando a cadeira em outubro, quando acontece a conferência anual de seu partido.

"Eu irei fazer tudo que puder como primeiro-ministro para firmar o navio durante as próximas semanas e meses, mas eu não acho que seria certo para mim tentar ser o capitão que orienta nosso país para seu próximo destino", disse em pronunciamento, acrescentando que irá participar da cúpula da União Europeia na próxima semana para explicar sua decisão.

Ele ainda destacou que o plebiscito foi um "exercício gigante de democracia" e que a vontade do povo britânico deve ser respeitada. "Não pode haver dúvidas sobre o resultado do plebiscito", pontuou. "Há momentos em que é certo perguntar para as pessoas o que elas querem."

A economia britânica, segundo Cameron, é forte. Ele ainda ressaltou que será assegurado aos britânicos que vivem na União Europeia e aos europeus no Reino Unido nenhuma mudança a princípio. Fonte: Dow Jones Newswires.

Apuração no Reino Unido termina com 51,9% dos votos para sair da União Europeia

A apuração dos votos do plebiscito no Reino Unido terminou por volta das 7h no horário local (3h no horário de Brasília) e revelou vantagem do Brexit de 1,269 milhão de votos. De acordo com dados finais da Comissão Eleitoral, a campanha pela saída do grupo europeu venceu com 17,410 milhões de votos ou 51,9% do eleitorado.

O grupo que defendia a permanência do país na União Europeia teve 16,141 milhões de votos ou apoio de 48,1% do eleitorado. O comparecimento às urnas ficou em 72% entre os cerca de 46,5 milhões de eleitores registrados para a votação. O voto não é obrigatório no Reino Unido.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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