terça-feira, 10 de maio de 2016

OPINIÃO DO STF SOBRE O PROCESSO DE IMPEACHMENT



Gilmar Mendes diz que 'ninguém fica em cargo público por liminar'

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte



O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta segunda-feira (9) que ‘não há possibilidade’ de anulação do processo de impeachment da presidente Dilma. Em Cuiabá, onde participou de um debate na Assembleia Legislativa, o ministro afirmou que a decisão do presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP/MA), 'causa tumulto, insegurança e perplexidade'.

"Me parece que no Brasil temos que acertar o passo e sabermos que ninguém fica em cargo público por liminar", disse Gilmar Mendes, em recado direto à presidente Dilma.

As informações sobre as declarações do ministro do Supremo foram divulgadas no site Mídia News, de Cuiabá.

Gilmar Mendes atacou a decisão de Maranhão que anulou três sessões da Câmara e pediu ao Senado que devolva o processo de impeachment.

O ministro do STF, que vai assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 12, afirmou que Maranhão ‘não dispõe de poder para anular uma decisão tomada em colegiado’ - no caso, o Plenário da Câmara.

"O Brasil está vivendo essa grande confusão e um quadro de enorme desinteligência. Fazendo uma análise superficial disso tudo, me parece que já não há mais possibilidade de fazer a anulação. Imaginem se a presidência da Assembleia decidisse anular, posteriormente, uma deliberação do colegiado. Isso não faz nenhum sentido", disse o ministro do Supremo.

Mídia News destacou outra frase de Gilmar Mendes. "Esse ato é perfeito e acabado. Poderia ser questionado no âmbito do Judiciário, como deverá ser questionado no Judiciário, mas o presidente da Câmara não dispõe desse tipo de poder. Hoje a matéria já está confiada ao Senado."

Gilmar anotou que o Supremo já balizou todo o rito do impeachment e ainda que a Câmara decidisse reapreciar o processo não mais seria cabível. "Nem se o plenário da Câmara decidisse fazer uma recolocação, uma reapreciação, seria possível porque este ato já se conformou, segundo os ditames estabelecidos na própria Constituição e segundo uma jurisprudência desenvolvida pelo Supremo. Não nos esqueçamos que foi o Supremo que balizou todo o rito do impeachment na Câmara dos Deputados."

O ministro do STF disse que a Corte também já se pronunciou sobre essa questão e entendeu que o relatório aprovado na sessão que antecedeu a votação do impeachment (na Câmara) ‘tratava exclusivamente na sua parte dispositiva, deliberativa, sobre os fatos ligados à denúncia, portanto só a discussão sobre as chamadas pedaladas fiscais’.

Gilmar Mendes fez um alerta. "Temos que esperar os desdobramentos deste episódio. Mas certamente estamos vivendo um momento peculiar com atores em posições aos quais, talvez, nunca devessem ter chegado. E por isso também esses tumultos todos. Pessoas que, realmente, não dignificam os cargos que exercem."

UAI MINEIRO VEIO DO WHY INGLÊS



Do Uai e Why

Stefan Salej 



Não há mineiro que não carregue alguma parte de história com o Reino Unido, mas conhecido como Grã Bretanha, e por alguns como Inglaterra, que faz parte com a Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte, do Reino Unido. Logo após a independência do Brasil, foram os ingleses que financiaram a modernização do país e também investiram pesadamente em exploração mineral. Daí, a presença inglesa em Minas, que trouxe o nosso popular Uai, dizem que oriundo de pergunta dos ingleses aos nossos conterrâneos, “Why”, porque. Porque faz assim? E aí virou uai, ou seja why é uai.

Mais recentemente, foram os britânicos que forneceram os equipamentos originais para a Açominas, e, através da Anglo American, fizeram bilionário investimento na área de mineração. E abriram Consulado-Geral de novo em BH. Bem, Minas também tem a maior rede de escolas de língua inglesa sob a bandeira de Cultura Inglesa, cuja diretora é a única mulher brasileira que possui tÍtulo honorífico de MBE, Member of British the Empire. Uma boa parcela dos nossos acadêmicos fez estudos lá e Londres continua sendo o lugar preferido dos mineiros na Europa.

Houve eleição municipal nesta semana na Grã Bretanha, onde o Partido Trabalhista, de oposição, perdeu em geral, o Partido Conservador ganhou mais conselhos municipais, mas foram os Independentistas da Escócia que quase conseguiram, às custas do Partido Trabalhista, ganhar a maioria na Assembleia escocesa. Isso é importante, porque os escoceses ainda não abriram mão de sua independência do Reino Unido.

Mas, foi a vitória do Sr. Khan, filho de um motorista de ônibus paquistanês, muçulmano, para prefeito de Londres que foi notícia no mundo inteiro. Deputado do Partido trabalhista, elegeu-se com um discurso realista,popular, mas que agradou também à City, centro financeiro londrino. Khan será o primeiro muçulmano e de geração de imigrantes, nascido já no país, prefeito de uma grande metrópole européia e mundial. A eleição dele também mostra, como aliás está acontecendo na Alemanha, que os filhos de imigrantes se integram à política como cidadãos, em igualdade de condições e lutam para melhorar as condições de vida de todos. Mas, seja como for, um muçulmano na prefeitura de Londres, é uma novidade para uma Europa cada vez mais dominada pelo racismo, movimentos anti-migratórios, e isolamento. Aliás, é característica a declaração antisemita de pior qualidade de um membro proeminente do Partido Trabalhista britânico, deputado Livingstone, que fez o partido perder não só os votos, mas colocou na berlinda as posições referentes a Israel e os judeus.

Este ano está cheio de surpresas na ilha. Muçulmano prefeito, e Leicester, time do interior, sem expressão, com um técnico italiano que perdia todas, se torna Campeão do país.Mas, a grande batalha está para vir. Será o referendum em junho, relativo à permanência da Grão Bretanha na União Europeia. Brexit! E com o candidato republicano nas eleições americanas, Trump, dizendo que é isso mesmo, deixem a Europa, a decisão não será nada divertida. Inclusive porque enquanto isso não for decidido, também o acordo entre a União Europeia e Mercosul não vai andar.
É, Uaí!


CONFIRMADO PARA QUARTA-FEIRA IMPEACHMENT DE DILMA



Renan confirma sessão para votar afastamento de Dilma para quarta-feira

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte





Após um dia marcado por reviravoltas, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), confirmou nesta noite de segunda-feira (9) que a sessão para votar o afastamento da presidente Dilma Rousseff começará na quarta-feira  (11) a partir das 9h. Ele anunciou que a partir das 15h abrirá o livro para que os senadores se inscrevam para falar a favor ou contra a instauração do processo contra a petista por crime de responsabilidade.

Pelo calendário proposto por Renan, a sessão do afastamento de Dilma terá uma série de intervalos: começa às 9h e há uma pausa ao meio-dia; é retomada às 13he uma nova paralisação às 18h; retorna às 19h para concluir os debates e começar a votação, que é aberta e deverá ser realizada por meio do painel eletrônico do plenário.

"A expectativa é que tenhamos pelo menos a participação de 60 oradores", disse Renan, estimando que a sessão pode durar até 10h. Ele e aliados querem concluir a votação ainda na quarta-feira.

O presidente do Senado disse que vai se reunir nesta terça-feira (10) com os líderes partidários a fim de dirimir dúvidas. Entre elas, qual o prazo que haverá para a manifestação, se cinco ou dez minutos para cada um. A defesa de Dilma e o relator da admissibilidade na Comissão Especial do Impeachment, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), também têm direito a se manifestar.



segunda-feira, 9 de maio de 2016

ANULAÇÃO DO IMPEACHMENT - BOMBA NO DIA DE HOJE



Anulação de sessão do impeachment; governistas comemoram

·         Nilson Bastian/Câmara dos Deputados



                   O líder do Democratas na Câmara, Pauderney Avelino (AM)

O líder do Democratas na Câmara, Pauderney Avelino (AM), classificou como "decisão esdrúxula" a anulação das sessões que votaram o impeachment e chamou o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de "desequilibrado".
"Quero deixar claro que essa decisão dele não tem nenhum valor", afirmou Avelino. "Não cabe mais ao presidente da Câmara agir sobre um processo jurídico perfeito e concluído."
"É uma decisão de uma pessoa desequilibrada, de um títere, é uma decisão de uma pessoa que está subserviente ao terminal governo do PT", afirmou o deputado.
Avelino afirmou que a oposição vai ao STF (Supremo Tribunal Federal) recorrer contra a anulação das sessões, e que o presidente do Senado, Renan Calheiros, pode recusar a decisão de Maranhão.
O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), disse que "a matéria remetida da Câmara para o Senado não tem caminho de volta". "Trata-se de ato jurídico perfeito e acabado. Inacreditável a audácia dos protagonistas. Não resiste a um mandado de segurança", disse.

O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassay (BA), disse que já estão "redigindo o mandado de segurança". "Sobre o recurso, ainda vamos decidir", completou o líder tucano
Imbassahy afirmou que "é um equívoco gravíssimo" a decisão do presidente interino da Câmara. "A abertura do processo contra Dilma é um ato jurídico perfeito. Houve uma decisão da Câmara com mais de 360 votos a favor", disse.
O senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que preside a Comissão Especial de Impeachment no Senado, disse que a decisão "não tem efeito jurídico ou prático".
No entendimento do peemedebista, "a Câmara perdeu total e absoluto controle no momento que entregou o processo ao Senado". "O Senado Federal não segue o que determina a Câmara dos Deputados", completou o parlamentar, que disse estar preparado para votar a abertura do processo nesta quarta (11).
O relator da comissão especial do impeachment no Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), informou que não vai comentar a decisão por se tratar de um ato da Câmara.
Em nota, o presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia, disse que "esse tipo de ação atende a interesses momentâneos de alguns grupos políticos, mas ignora as decisões legítimas já tomadas", afirmou. "A OAB não aceita que, neste momento em que a sociedade brasileira espera que a crise seja superada com respeito a Constituição Federal, coloque-se em prática um vale-tudo à margem da Carta."

Do outro lado, comemoração

Já o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), negou que o governo tenha pressionado o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), a anular a sessão de votação do pedido de impeachment na Câmara.
Ele reconheceu que o processo de impeachment não está anulado, mas sim as sessões da Câmara, incluindo a da votação que aprovou o pedido de impeachment. "Não está anulando, mas volta para a Câmara", disse.
Guimarães ainda defendeu a decisão de Maranhão. "Não tem nada de intempestividade, isso é discurso da oposição. Intempestivo foi todos os atos pretéritos desse processo aqui na Câmara. E mesmo assim nós fomos até o final. A lei tem que valer na hora que você perde e na hora que você ganha", disse.
O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), disse que a decisão "é um primeiro passo" para anular o processo do impeachment todo. Enquanto o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que"o jogo começou de novo".
A senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) afirmou nesta segunda-feira (9) que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vai remeter o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff para a Câmara. "Renan deve remeter todo o processo à Câmara dos Deputados", disse Grazziotin.




Presidente da comissão no Senado garante: "anulação não terá efeito prático"

Por Jovem Pan 


     O presidente da comissão especial disse que a Câmara não tem mais poder sobre o processo 

O presidente da Comissão Especial do Impeachment, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) garantiu, em entrevista à Rádio Jovem Pan, que a decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), de anular a tramitação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, não terá nenhum efeito prático e que o cronograma seguirá conforme o planejado.
Lira afirma que não há efeito prático, mas apenas político sobre o processo, que foi feito conforme a lei e protocolado no Senado Federal. Ele ainda ressaltou que apenas o Superior Tribunal Federal (STF) tem poder para anular o impeachment no momento.

“Essa decisão não tem efeito prático, é apenas político. Quando Eduardo Cunha presidio os trabalhos da câmara, ele fez porque detinha os poderes previstos na constituição. A Reunião foi feita com o rito definido pelo STF. Então só o STF pode anular aquela reunião e não vai fazê-lo porque foram eles que definiram aquilo”, explicou.
O presidente da comissão especial rejeitou a ideia de haver uma nova votação por conta da decisão de Maranhão. Isso só acontecerá caso o Senado decida por não dar andamento ao impeachment.
“Só haverá uma nova votação se eventualmente o Senado rejeitar a admissibilidade, fica extinto e arquivado”, falou.

COMENTÁRIO
Essa confusão toda de continuação ou paralisão do impeachment da presidente Dilma é toda política partidária e não tem nada de jurídico.
Vejamos: o STF suspende o mandato do Presidente da Câmara dos Deputados e afasta seu presidente, a CGU através do ministro Cardoso, veemente defensor da Dilma, prometeu há poucos dias que iria suspender o impeachment da Dilma e o fez através de seu aliado Presidente interino da Câmara dos Deputados, no dia de hoje.
Não é um país sério, realmente.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...