segunda-feira, 9 de maio de 2016

DESCOBERTO RECIFE INÉDITO NA FOZ DO RIO AMAZONAS



Pesquisadores brasileiros descobrem recife gigante na foz do Rio Amazonas

Agência Brasil 




                                                                 Foz do rio Amazonas

Grande conjunto de recifes foi encontrado na foz do Rio Amazonas, abaixo de uma pluma de sedimentos, por pesquisadores de várias universidades brasileiras. O conjunto se estende por cerca de 700 km, da costa do Maranhão à Guiana Francesa, numa profundidade que varia de 60 a 150 metros, e apresenta rica biodiversidade. Os recifes são formações rochosas construídas, principalmente, de corais e algas calcárias. O tamanho desse ecossistema chamou a atenção dos cientistas, mas o que mais impressionou foi a localização.

“Existe uma ideia, agora meio abandonada, de que nas desembocaduras de grandes rios – que levam muita água doce e muitas partículas em suspensão – devido à baixa penetração de luz não teria condição de os organismos que formam recifes se desenvolverem. A grande sacada desse trabalho é encontrar uma estrutura tão grande em uma área onde acreditava-se não existir condição de luz para o surgimento desses organismos”, explica o geólogo e professor no Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo (USP), Michel Mahiques.

Segundo o professor, é o primeiro conjunto de recifes no mundo descoberto nessas condições. O sistema teria se formado, segundo ele, entre 12 mil e 14 mil anos atrás, o que é considerado muito recente na geologia. Nesse ecossistema podem ser encontradas espécies desconhecidas como esponjas gigantes, com até dois metros de diâmetro e pesando até 100 quilos.

“Na verdade, é um ecossistema todo baseado na falta de luz. Então, existem microorganismos que sintetizam alimento para outros organismos. Foram encontradas algas calcárias, algumas espécies de coral, até peixes e organismos maiores dependentes desse processo que a gente chama de quimiosíntese [que não necessita de luz para se desenvolver]”, conta o pesquisador.

O geólogo informou que a equipe de pesquisadores pretende voltar ao local para continuar o mapeamento da área de recifes. Até o momento, em duas expedições ao local foram mapeados apenas 15% do ecossistema. O levantamento total da área pode levar cerca de três meses, e a ideia, segundo ele, é utilizar um navio oceanográfico que permita boa visão do fundo da área em análise.

A descoberta dos cientistas brasileiros foi divulgada na renomada revista científica norte-americana Science.

DILMA DEIXA UM DÉFICIT MONUMENTAL PARA TEMER



'Esqueletos' da gestão Dilma podem passar de R$ 250 bilhões

Estadão Conteúdo 





Já se sabe que um eventual governo de Michel Temer terá de administrar um déficit monumental para ajustar o orçamento público. O buraco pode ir a R$ 360 bilhões. Quem acompanha o funcionamento da máquina pública, porém, lembra que há outra conta, essa oculta, mas igualmente expressiva, de "esqueletos" que podem ser herdados da gestão de Dilma Rousseff. Como se tratam de gastos desconhecidos até que sejam devidamente contabilizados, vivem no terreno das estimativas.

Numa projeção conservadora, feita por especialistas de diferentes áreas, a pedido da reportagem, a conta pode passar de R$ 250 bilhões. Mas há quem diga que pode ser ainda maior. Em relatório, a agência de classificação de risco Moody’s estimou que, no pior cenário, a conta vai a R$ 600 bilhões.

O que popularmente se chama de esqueleto, na literatura econômica é chamado de gasto contingente: despesa excepcional gerada por derrapadas na gestão da política econômica que fica escondida até que exploda ou que alguém jogue luz sobre ela. Para os especialistas em contas públicas, essa despesa tende a proliferar. "Tem uma coisa que precisa ficar clara: a dinâmica do gasto social, do gasto com previdência, do gasto com pessoal, tudo isso, é muito previsível. Não há surpresa. A gente conhece e não deixou esqueletos. Mas a política setorial deixou", diz o economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas.

As estimativas de gastos extras feitas a pedido da reportagem incluem eventuais capitalizações que o Tesouro tenha de fazer nas estatais Petrobras, Eletrobras e Caixa Econômica Federal, a negociação das dívidas dos Estados, que vão gerar perdas para a União, o risco de inadimplência com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), e a manutenção do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Estimativas

A agência de risco Moody’s dedicou um relatório inteiro à discussão dos passivos contingentes no Brasil observando apenas os grandes desembolsos que podem vir pela frente. Pelas suas estimativas, ao longo dos próximos três anos, os gastos extraordinários podem variar entre 5% e 10% do PIB, o Produto Interno Bruto: algo entre R$ 295 bilhões e R$ 590 bilhões. Como esse tipo de gastos afeta o fôlego financeiro da União, a Moody’s estimou que os gastos levariam a dívida - hoje perto de 70% do PIB - para 90% do PIB em 2018.

A agência avaliou que há possibilidade de o governo socorrer tanto a Petrobrasquanto a Eletrobras, porque ambas estão sob pressão financeira (leia mais abaixo). Entre 2016 e 2018, apenas a Petrobrasdemandaria cerca de R$ 300 bilhões - mais de R$ 100 bilhões apenas para pagar dívidas.

A agência analisou também a saúde dos bancos públicos: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Considerou que a Caixa é a instituição mais sensível a um eventual socorro. Hoje, a Moody’s não vê risco no segmento, mas, se houver deterioração e estresse das instituições, o passivo contingente tende a explodir, indo a R$ 600 bilhões.

A agência considerou também o custo da renegociação da dívida dos Estados. Apesar de tecnicamente não serem enquadrados como passivos contingentes, no sentido mais clássico do conceito, as dívidas estaduais vão gerar uma conta extra para o governo federal que vai impactar a formação de superávit e pesar sobre a dívida.

Neste momento é muito difícil prever o tamanho da conta dos Estados. Pedro Jucá Maciel, assessor parlamentar de Assuntos Econômicos no Senado, lembra que ela pode ir a R$ 402 bilhões se o Supremo Tribunal Federal aceitar a tese de que é preciso trocar o indexador da dívida de juro composto para juros simples. O julgamento está suspenso até junho.

A secretária de Fazenda de Goiás, Ana Carla Costa, lembra que nesse meio tempo a União já está perdendo. Os Estados que ganharam liminares vem reduzindo os pagamentos à União. Apenas em abril o governo não recebeu R$ 2,6 bilhões. "Se prevalecer o que consta no Projeto de Lei Complementar que trata do tema (e inclui alongamentos para pagar a União e o BNDES, mais desconto temporário), o caixa federal deixaria de receber R$ 51 bilhões entre 2016 a 2018", diz ela .

A situação econômica do País é tão crítica, que os economistas têm dificuldade de bater o martelo até para qual será o tamanho do buraco nas contas conhecidas. O economista Samuel Pessôa lembra que para cobrir o déficit do ano passado e fazer um superávit, para que a dívida fique estável, seriam necessários R$ 360 bilhões. "Mas alguns colegas dizem que se fosse descontada a piora do cenário, bastariam R$ 150 bilhões."

Fies e FAT

Dois fundos chamam a atenção dos especialistas em finanças públicas. O primeiro é o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). De 2010 a 2014, o gasto anual explodiu. Foi de R$ 1,1 bilhão a R$ 13,4 bilhões. Um relatório da Controladoria Geral da União, no ano passado, fez o alerta: 47% dos beneficiários estavam com pagamentos atrasados. Em relatório ao mercado no início de 2016, o banco Santander estimou que a inadimplência no Fies pode ir a 25%. Por baixo, a conta iria a R$ 8 bilhões. A outra preocupação é o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que cobre o seguro desemprego. Opera no vermelho desde 2009. O governo mudou as regras do benefício e aliviou o rombo, mas, com o desemprego batendo recorde, a conta para o Tesouro deve passar de R$ 10 bilhões neste ano.

PRECISAMOS ENTRAR PARA O CÍRCULO VIRTUOSO



A PRIORIDADE DO CRESCIMENTO

Paulo Haddad 




Grande parte dos problemas que a economia brasileira vem sofrendo deriva da falta de crescimento, a qual induz a formação de diferentes círculos viciosos localizados muitas vezes em contextos inesperados. Quem introduziu com maior ênfase o conceito de círculo vicioso na análise econômica foi Gunnar Myrdal, economista sueco ganhador do Prêmio Nobel em 1974.
Myrdal caracterizou um círculo vicioso como uma sucessão, em geral ininterrupta e aparentemente infinita, de acontecimentos e consequências que sempre resultam numa situação que parece sem saída e sempre desfavorável, principalmente para quem se vê capturado por esse tipo de situação. Destacam-se em sua obra dois importantes círculos viciosos: as causalidades cumulativas em que pobreza gerava mais pobreza para os negros norte-americanos e em que o desenvolvimento das regiões e dos países mais pobres poderiam não convergir com o desenvolvimento das regiões e dos países mais ricos. Em outras palavras, assimetrias, desequilíbrios e desigualdades podem ser resilientes e cumulativas e podem não ter uma trajetória de equilíbrio convergente ao longo do tempo.
Esses processos estão ocorrendo crescentemente em diversas variáveis relevantes da economia brasileira na atualidade. Vejam, por exemplo, a situação financeira dos Estados brasileiros. Como a recessão econômica brasileira tornou-se longa, profunda e imprevisível, o seu rebatimento perverso sobre as economias subnacionais (Regiões, Estados e Municípios) tende a se tornar inevitável. Esse rebatimento pode ter maior ou menor amplitude dependendo das características estruturais e diferenciais das economias estaduais.
A recessão chega aos Estados por diferentes mecanismos de transmissão resultantes do declínio da economia brasileira. Cai a arrecadação do IPI e do Imposto de Renda, caindo também as transferências para Estados e Municípios. O ambiente de negócios para novos investimentos que estavam programados para alguns Estados se reverte na direção do desalento e da falta de confiança, o que leva ao adiamento desses investimentos com os seus impactos adversos sobre a expansão do emprego, da renda, da base tributável. Assim, sucessivamente, vai se configurando um círculo vicioso de desenvolvimento no qual todos os indicadores socioeconômicos conspiram a favor da relativa estagnação e da decadência econômica das economias estaduais. Os impactos podem ser maiores ou menores em cada Estado, mas de qualquer forma são inexoráveis.
Com a perda da autonomia decisória em matéria de política econômica e financeira, os Estados passam a ter um grau limitado de participação na formulação das políticas anticíclicas na atual crise econômica. Esperam, contudo, que o Governo Federal abra canais de negociação eficazes em termos fiscais e financeiros para que possam vir a negociar racionalmente o reequilíbrio de suas finanças públicas e os seus programas e projetos de investimento visando a atenuar as mazelas sociais de um ciclo recessivo de suas economias.
O ponto de partida para a reversão desse círculo vicioso é a retomada sistêmica do processo de crescimento da economia nacional. O ajuste fiscal é um dos resultados intermediários para que se chegue ao resultado finalístico de um círculo virtuoso de crescimento sustentado do Brasil.

INÍCIO DE UMA NOVA ERA?



Não haverá cerimônia de posse para Temer, mas ministros poderão ter solenidade

Estadão Conteúdo 





Caso assuma o comando do País com o afastamento da presidente Dilma Rousseff pelo Senado nesta semana, o vice-presidente Michel Temer não terá direito a qualquer cerimônia de posse. Ele passará a ser presidente interino automaticamente, depois da notificação de Dilma, feita pelo primeiro-secretário do Senado, Vicentinho Alves (PR-TO), de que foi destituída do cargo por até 180 dias, período em que deverá ser julgada pelos senadores pelo crime de responsabilidade.

O curioso é que Temer poderá realizar cerimônias de posse para todos os ministros que for empossar. O vice já avisou auxiliares que trocará todos os ocupantes do primeiro escalão do governo Dilma, mas a prioridade, segundo interlocutores, é empossar inicialmente os ministros que despacham no Palácio do Planalto e os integrantes da equipe econômica.

O presidente em exercício discute publicar uma edição extra do Diário Oficial da União no dia que assumir o comando do País com as indicações de Eliseu Padilha (Casa Civil), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Henrique Meirelles (Fazenda) e Romero Jucá (Planejamento).

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, não será trocado nessa primeira leva. Ele deverá permanecer no cargo até pelo menos a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 7 e 8 de junho. Isso porque os nomes do presidente do BC e dos demais diretores da autoridade monetária precisam ter suas nomeações aprovadas após sabatina do Senado.

Uma das ideias em discussão entre pessoas próximas de Temer é realizar uma cerimônia de posse coletiva dos ministros no Palácio do Planalto na segunda-feira (16). Esse ato poderia servir para marcar simbolicamente a troca de governo. Contudo, está tudo em aberto.

Diante da previsão de que a discussão e a votação no plenário do Senado pode avançar para além da quarta-feira (11), dia previsto para a votação do afastamento de Dilma, a notificação da petista, se for instaurado o processo de impeachment contra ela, poderá ocorrer na quinta-feira (12) ou mesmo na sexta-feira (13). Só após isso que Temer poderá atuar com plenos poderes.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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