terça-feira, 12 de abril de 2016

DEVO NÃO NEGO - PAGO QUANDO PUDER



Mar de negativados

Editorial Jornal Hoje em Dia 




A crise econômica impede que muitos brasileiros coloquem em dia sua vida financeira. Quase 60 milhões de pessoas estão com o nome sujo no país, índice que representa cerca de 40% de toda a população adulta. Desde dezembro do ano passado, 4,2 milhões entraram para os cadastros dos serviços de proteção ao crédito. Uma realidade que acompanha o caos econômico do país.
Ao passo que a crise se aprofunda, as dívidas dos brasileiros se multiplicam com financiamentos a juros altos, cartões de crédito estourados e contas em aberto. Somente entre os meses de fevereiro e março, de acordo com estimativas da SPC Brasil e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), aumentou em 23,53% o total de CPFs negativados.
Além dessa enorme quantidade de devedores, vale lembrar que, em São Paulo, existe uma lei estadual (16.569/2015) que só permite a inclusão de um CPF em cadastro negativo se o devedor assinar um Aviso de Recebimento. Isso significa que há uma subnotificação.
Para os especialistas em economia, o número de pessoas negativadas já está absurdamente alto, e o cenário pode piorar muito. Ainda não é possível prever como ficará o Brasil nos próximos meses, já que estamos no meio de um processo de impeachment da presidente, com o qual o mercado financeiro se anima, mas, acima de toda essa crise instalada no país, é preciso cautela.
O ideal, claro, é colocar na frente as dívidas de primeira necessidade como as contas de consumo: água, luz, gás e alimentação. Organizar-se torna-se imperioso. Fazer uma planilha com todas, absolutamente todas as suas dívidas (se for casado, as dívidas do cônjuge, também, para que consigam ajudar um ao outro), datas de vencimento, taxas de juros (na página 11 você confere cinco dicas para fugir dos débitos).
Nesse momento pelo qual passa nosso país, negociar é o melhor caminho. Com bancos, cartões de crédito (que têm taxa anual de juros de pelo menos 400%), empresas especializadas em empréstimos. Tudo é válido para conseguir fazer seu dinheiro render mais, uma vez que a inflação já abocanha boa parte da parcela do rendimento na ida ao supermercado, paga prestação da faculdade do filho, põe gasolina no carro...
No entanto, não só a crise é a responsável pelos nomes sujos. Falta educação financeira nas escolas e nas famílias e sobram ofertas de crédito fácil na praça: receita bombástica!

SÃO LONGUINHO NA POLÍTICA



Apelando a São Longuinho

Manoel Hygino 




Os problemas enfrentados pelo Brasil hoje não se medem por números, tal a extensão, profundidade e, principalmente, complexidade. A que ponto chegamos, para onde vamos, quais são as propostas de solução, quais as perspectivas de solução pelo menos duradouras? Quem poderia responder?
O “New York Times”, na edição do dia 3 deste mês, em extensa matéria, registrou – em linhas gerais – que corrupção e crise “devastaram as ambições globais do Brasil”. Há perigosa borrasca e dela só escaparão os que usufruem dos malefícios causados ao povo em benefício pessoal de seu grupo de perversos que nada pensam, sequer sabem o que é pátria e solidariedade.
Este um motivo de temor quanto ao que está por vir. Repetir Rui Barbosa não cansa, embora se reconheça de antemão que não sensibilizaremos em favor dos que querem e precisam de paz, de trabalho e do direito de segurança, educação e saúde.
Estamos imensamente distantes de Rui Barbosa e seus ensinamentos
O grande baiano já ensinava: “A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma força de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos, é o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. Os que a servem são os que não invejam, os que não emudecem, os que não se acovardam, mas resistem, mas ensinam, mas esforçam, mas pacificam, mas discutem, mas praticam a justiça, a admiração, o entusiasmo. Porque todos os sentimentos grandes são benignos e residem originariamente no amor”.
Estamos imensamente distantes de Rui e seus ensinamentos. Um grande mestre de direito da nossa época, Adilson Abreu Dallari, porém, focalizou o tema. E o fez com lucidez e coragem próprias, ao afirmar: “A desmedida pluralidade de partidos ultrapassa os limites da liberdade e adentra o campo da libertinagem. A hipocrisia campeia”. “A quase totalidade das siglas nada representa, mas serve para negócios espúrios no tocante ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda eleitoral”.
À frente, registra: “O chamado presidencialismo de coalizão se apresenta como um retumbante fracasso. Coalizão é, na verdade, um eufemismo, para cooptação. O Executivo não tem saída senão comprar apoios, na melhor das hipóteses, com sacrifício do planejamento e da racionalidade nas receitas e gastos públicos. Mas, em compensação, ganha inimputabilidade, pois, como se tem observado, a perda do mandato, pelo cometimento de crime de responsabilidade (que é fundamental no regime presidencialista) tem sido explorado como atentado à democracia, como se o voto popular garantisse a absoluta imputabilidade do governo ímprobo”.
Conclui-se que, para encontrar as virtudes e causas perdidas, teríamos de apelar a São Longuinho, que viveu no primeiro século e foi contemporâneo de Cristo. No Brasil, quando se perde alguma coisa e não a localizamos, de jeito nenhum, apela-se ao santo. Quando o que se perdeu reaparece feito mágica agradece-se, dando três pulinhos, acompanhados de três gritinhos. Mas o agradecimento não se tem visto entre nós, ultimamente.

O IMPEACHMENT ESTÁ AVANÇANDO

segunda-feira, 11 de abril de 2016

SEGREDO DO BEIJO



Por que fechamos os olhos durante um beijo? Razão não é romântica

Fabiana Marchezi
Colaboração para o UOL, de Campinas (SP) 




Apaixonado, o casal fecha os olhos durante aquele beijo. Isso é sinal de amor? É apenas uma prática cultural? Um estudo da Universidade de Londres sugere uma resposta bem menos romântica para isso.

A prática pode ter uma base biológica: a capacidade de sentir o toque depende de quanta informação visual o cérebro recebe no mesmo momento. Ou seja, fechar os olhos amplia a percepção do toque. A conclusão foi publicada em março no "Journal of Experimental Psychology: Human Perception and Performance" (revista científica de psicologia).
A visão tem uma carga perceptiva muito grande. Quando fechamos os olhos conseguimos apurar melhor os outros sentidos. Esse estudo mostra exatamente isso. No caso do beijo, as pessoas ficam mais sensíveis ao toque quando seus olhos estão fechados"
Larissa Costa Rodrigues Piai, psicoterapeuta comportamental
A conclusão "nada romântica" do estudo surgiu quando os pesquisadores estudavam se a percepção ao toque era alterada conforme os estímulos visuais recebidos.
Os voluntários recebiam alertas táteis --aqueles que vibram-- enquanto tinham de fazer tarefas visuais. Depois de receberam uma tarefa com alta carga visual ou baixa carga visual, tinham de dizer se tinham ou não percebido uma vibração em suas mãos naquele momento.
Com isso, os pesquisadores notaram que a percepção das vibrações diminuía conforme aumentava o nível de informações visuais recebidos.
"Esse estudo foi muito além do sentido do toque e muito além do motivo de fecharmos olhos enquanto beijamos. Ele evidenciou que ao inutilizarmos um sentido, acabamos aguçando outros", concluiu Larissa.
Visão atrapalha a audição?
Em estudos anteriores, pesquisadores já tinham descrito que a capacidade de perceber estímulos sonoros variava conforme a intensidade de informações visuais recebidas simultaneamente.
"É por isso que quando queremos prestar atenção na letra de uma música o melhor a se fazer é fechar os olhos para que o ambiente a nossa volta fique em segundo plano e possamos nos concentrar no que estamos fazendo, para sentir aquele momento. Inibimos o sentido da visão para apurarmos outros", aponta o psicólogo Yuri Busin, diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental – Equilíbrio.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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