terça-feira, 29 de março de 2016

NOVO PROTOCOLO DE IMPEACHMENT



Confusão durante chegada da OAB na Câmara para protocolar novo pedido de impeachment

Hoje em Dia (*) 

 
Tumulto ocorreu quando a OAB foi protocolar novo pedido de impeachment contra a presidente Dilam Rousseff

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, chegou na tarde desta segunda-feira (28) à Câmara para entregar um novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Lamachia foi recebido com vaias e aplausos, por grupos contra e a favor do impeachment. Houve tumulto na entrada do Salão Verde na chegada do presidente nacional da OAB.
Antes da chegada de Lamachia, o clima já havia esquentado entre os manifestantes que se concentraram no Salão Verde. Grupos a favor e contra o impeachment de Dilma ficaram frente a frente gritando palavras de ordem, discutindo com "dedo na cara", tumultuando a principal entrada da Casa.
No requerimento da OAB, a entidade incluiu como justificativas o conteúdo da delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), as chamadas "pedaladas fiscais", as renúncias fiscais em favor da Fifa na Copa de 2014 e a tentativa de nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como chefe da Casa Civil.


OS ÚLTIMOS A DEIXAREM O BARCO DO GOVERNO



Temer diz a Lula que PMDB está fora do governo
Estadão Conteúdo 



                                              Vice-presidente, Michel Temer (PMDB)

Em conversa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final da tarde de domingo (27), em São Paulo, o vice-presidente Michel Temer descartou a possibilidade de que o PMDB continue no governo Dilma Rousseff. Segundo interlocutores do petista, Temer teria dito que o processo de afastamento está muito adiantado nas bases do partido e é praticamente certo que o PMDB decida nesta terça-feira (29) pelo desembarque.

Nesta segunda-feira (28) em entrevista a veículos de imprensa estrangeiros, também em São Paulo, Lula deu como certa a saída do PMDB do governo. Segundo o ex-presidente, a estratégia para barrar o impeachment de Dilma a partir de agora é atrair setores do partido à revelia da direção peemedebista, a exemplo do que aconteceu em 2003, quando integrantes do PMDB assumiram postos no primeiro governo Lula sem que a sigla tivesse aderido formalmente.

"Vai acontecer o que aconteceu em 2003 e vamos ter uma espécie de coalizão sem a concordância da direção. Não sei se é possível mas acho que é", disse Lula.

De acordo com ele, os sete ministros peemedebistas disseram que não vão deixar os cargos, independentemente da decisão da direção na reunião de amanhã, e vão ajudar nas articulações para manter setores do partido contra o impeachment.

"Pelo que estou sabendo, os ministros do PMDB não sairão. Vou conversar com muita gente do PMDB", disse Lula aos jornalistas estrangeiros.

No meio da tarde, o ex-presidente viajou para Brasília acompanhado do presidente do PT, Rui Falcão, para uma série de conversas com parlamentares de vários partidos, principalmente do PMDB. O petista incluiu Temer entre as futuras conversas, mas um novo encontro não foi agendado.

Segundo interlocutores de Lula, a dúvida do governo agora é quanto ao tamanho da ala peemedebista que vai abandonar Dilma. Lula e o PT vão agir para evitar que a reunião desta terça-feira reforce a ideia de que Temer está passando um rolo compressor sobre o PMDB e arraste consigo partidos menores que ainda se mantém fiéis ao governo



segunda-feira, 28 de março de 2016

AS MORDOMIAS DE LULA



Se nomeado ministro, Lula ganhará salário de R$ 30,9 mil e 18 funcionários

Leandro Prazeres




Lula na cerimônia de posse como ministro da Casa Civil, suspensa meia hora depois

Se virar ministro, Luiz Inácio Lula da Silva terá direito a mais benefícios do que hoje, como ex-presidente. As regalias incluem salário de R$ 30,9 mil, carros oficiais e auxílios moradia e alimentação.
Lula foi nomeado ministro da Casa Civil no último dia 17 pela presidente Dilma Rousseff (PT). Após sua indicação, uma sequência de ações judiciais impediram sua posse.
Também foram divulgadas conversas telefônicas nas quais ele fala com Dilma sobre o novo cargo e que, segundo investigadores da Operação Lava Jato, são indicativo de que Lula teria negociado a ida ao ministério para garantir acesso ao foro privilegiado e fugir das investigações em primeira instância da Lava Jato, comandadas por Sérgio Moro. Lula nega que isso seja o motivo e diz que veio ajudar no governo Dilma.
Ainda assim, meia hora depois da cerimônia, Lula viu sua nomeação ser suspensa pelas decisões judiciais. A definição sobre a posse não saiu por conta do recesso do Judiciário na Páscoa.
UOL fez um levantamento sobre os benefícios a que Lula poderá ter direito caso sua ida ao ministério seja confirmada. O "pacote" é o mesmo de um ministro de Estado, com salário de R$ 30.934,70 por mês. Como ex-presidente, Lula não tem direito a pensão pelo tempo em que ocupou a Presidência da República --diferentemente do que acontece para alguns ex-governadores.
Desde que deixou a Presidência, em 2011, os rendimentos de Lula se resumem à pensão que recebe como anistiado político e às palestras que ministra por meio de sua empresa, a LILS, que também está sob investigação da Operação Lava Jato. De acordo com levantamento feito pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), entre 2011 e 2014, a empresa de Lula faturou R$ 27 milhões.
Se a nomeação de Lula for confirmada, o ex-presidente terá direito a 18 funcionários: um assessor-chefe, oito assessores especiais e outros nove assessores. Os salários da equipe de Lula vão variar de R$ 4.600 a R$ 13,9 mil. Além dessa equipe, Lula ministro também teria direito à segurança oferecida pelo governo. O número de seguranças não é fixo.
Como todo ex-presidente, Lula já tem direito a oito funcionários pagos pela Presidência da República: quatro assessores (que podem atuar na sua segurança), dois motoristas e outros assessores comissionados. Ainda não está claro, no entanto, se ele vai acumular os funcionários a que tem acesso como ex-presidente àqueles destinados à sua função de ministro da Casa Civil.
A assessoria de imprensa da Casa Civil disse que, como a decisão sobre a nomeação ainda cabe ao STF, não é possível dizer se Lula vai ou não acumular funcionários. Procurado, o Instituto Lula também disse que não há posição definida sobre o caso.
"Vamos esperar a decisão do STF sair para que essas e outras medidas sejam discutidas", disse a assessoria de imprensa do instituto.

Casa, comida e foro privilegiado

Morador de São Bernardo do Campo (SP), Lula terá direito a uma residência oficial em Brasília, se for confirmado como ministro. O Ministério do Planejamento afirmou que ainda não há definição sobre onde Lula deverá morar enquanto estiver despachando em Brasília. Mas, caso ele não opte por uma residência oficial, Lula poderá receber um auxílio-moradia para custear suas despesas com aluguel. Como ministro, esse auxílio pode chegar a R$ 7.700 (equivalente a 25% da remuneração para o cargo).
Outro benefício a que Lula terá acesso se for nomeado ministro é o auxílio-alimentação, no valor de R$ 458.
Também poderá utilizar carros oficiais com motoristas. De acordo com o Ministério do Planejamento, não há uma definição específica sobre quantos carros ficarão à disposição de Lula. "Esse dimensionamento vai depender da rotina de cada órgão", disse o ministério.
Lula não terá direito a voos da FAB (Força Aérea Brasileira) para voltar a São Bernardo do Campo, cidade onde mora oficialmente. Desde 2015, um decreto presidencial proíbe que utilização de aeronaves oficiais para levar ministros de Estado para seus locais de domicílio.
Atualmente, Lula tem utilizado jatos privados para fazer seus deslocamentos. O Instituto Lula afirmou que o pagamento pelas viagens de Lula tem sido realizado pela empresa de palestras de Lula, LILS. Além dos voos pagos pela LILS, Lula também utilizou o avião do ex-ministro dos Transportes Walfrido dos Mares Guia. Ele negou, no entanto, que tenha cedido seu avião para Lula viajar a Brasília durante as negociações sobre sua ida para o ministério da presidente Dilma.
Para finalizar a lista de "benefícios", Lula deverá ter acesso ao chamado foro privilegiado. Trata-se do dispositivo que protege chefes de Estado, ministros, parlamentares e alguns ocupantes de cargos públicos (governadores, por exemplo) e que faz com que eles só sejam investigados ou julgados sob supervisão de um tribunal superior como o STJ (Superior Tribunal de Justiça) ou o STF. Se Lula for confirmado como ministro, ele só deverá ser julgado e investigado pelo STF.
Na semana passada, a mesma decisão de Gilmar Mendes que suspendeu a nomeação de Lula também determinou que os processos que então tramitavam contra Lula no STF fossem devolvidos para a 13ª Vara Federal do Paraná, sob o comando do juiz Sérgio Moro.
A princípio, Moro poderia dar continuidade aos processos contra Lula no âmbito da Operação Lava Jato e até decretar a prisão de Lula.
Na terça-feira passada (22), porém, o ministro Teori Zavascki deferiu um despacho ordenando o reenvio dos processos que tramitam contra Lula para o STF até que o caso seja avaliado pelo Supremo. Neste momento, em tese, apenas o STF pode decretar a prisão de Lula.

MAIS VALE UM PÁSSARO NA MÃO QUE DOIS VOANDO



Deputados estaduais perdem interesse pelas prefeituras

Ezequiel Fagundes 

 
O PMDB foi o partido que mais cresceu com as trocas de parlamentares entre fevereiro e março deste ano
Com o país mergulhado em uma crise sem precedentes, impactando diretamente os caixas das prefeituras, a estratégia de lançar candidaturas para o Executivo não tem atraído os parlamentares de Minas neste ano.
A sete meses das eleições municipais, dos 77 deputados estaduais, somente 16 estudam entrar na disputa eleitoral para prefeito. No ano passado, o número de postulantes era de pelo menos 25.
Além do turbilhão político, impulsionado pelo avanço da “Lava Jato”, outro fator para explicar a falta de interesse dos deputados pelas eleições municipais é a modificação das regras do jogo com a aprovação da minirreforma eleitoral de 2015.
Pela primeira vez, foi vetado o financiamento empresarial e reduzido drasticamente o tempo de campanha. Na prática, isso significa que as campanhas serão financiadas exclusivamente por doações de pessoas físicas e pelos recursos do fundo partidário.
Com a reforma, o tempo da campanha eleitoral passou de 90 para 45 dias, com início em 16 de agosto. O período de propaganda dos candidatos no rádio e na TV também foi diminuído de 45 para 35 dias, com início em 26 de agosto.
Desgaste
Para o advogado Ronaldo Garcia Dias, especialista em Direito Criminal e Eleitoral, o desgaste da classe política é o principal motivo para explicar o desinteresse dos parlamentares.
“Existe hoje um descrédito generalizado com os políticos. E isso é muito ruim para a democracia. Os candidatos estão com medo de enfrentar o eleitorado. E entre aqueles que já têm mandato, como é o caso dos deputados, o que se vê é um movimento de manutenção do cargo”, avaliou.
Segundo o especialista, a maior intensidade das ações de fiscalização do Ministério Público (MP) tem desanimado os postulantes aos cargos no Executivo. “Lidar com dinheiro público não é simples. A Lei de Improbidade está sendo cada vez mais implementada pelos promotores de Justiça das comarcas do interior”.
O advogado Mauro Bomfim, especializado em Direito Eleitoral, entende que novas regras eleitorais vão trazer avanços e inibir as candidaturas de conveniência. “O fim da doação empresarial deve ser comemorado. Mesmo sabendo que o caixa dois não acabará de vez, será muito mais fiscalizado e difícil de ocorrer nesta eleição”, afirma.
Ex-prefeito de Betim e deputado estadual por seis mandatos, o peemedebista Ivair Nogueira vai tentar um outro mandato de chefe do Executivo da cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte.Em busca de apoios, Ivair não descarta coligar com o grupo político das irmãs petistas da família Carmo Lara e até mesmo com os aliados do atual prefeito tucano Carlaile Pedrosa.
Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, os deputados Noraldino Júnior (PSC) e Lafayette de Andrada (PSC) devem disputar a prefeitura da cidade.
‘Janela’ permite 14 trocas de partido na Assembleia de MG
Catorze dos 77 deputados da Assembleia Legislativa de Minas trocaram de partido dentro da chamada “janela eleitoral” no período de fevereiro a março.Principal aliado do Palácio da Liberdade, o PMDB foi o partido que mais cresceu.
Passou de 10 para 13 integrantes com a chegada dos deputados Thiago Cota (ex-PMB), Douglas Melo (ex-PSC) e Isauro Calais (ex-PMN).

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...