segunda-feira, 28 de março de 2016

DILMA NÃO QUER LARGAR O OSSO



Dilma afirma que aguenta pressão e analisa alternativas para evitar impeachment

Estadão Conteúdo 





Sob intenso cerco político, Dilma Rousseff deixou impressionados os ministros com quem conversou nesta semana. Não sem motivo: com uma frieza a toda prova, ela expôs planos de governo para os próximos dias, meses e até para 2018. "Podem ficar tranquilos porque eu aguento bem a pressão. Sou resistente", disse a presidente, ainda gripada, em uma das reuniões com a equipe.

Sem tempo, Dilma trocou a leitura frenética de livros pela análise minuciosa de mapas de votação na Câmara, onde uma comissão com 65 deputados vai definir o destino do impeachment. Ampliou o escopo, mirando em mais do que os 171 votos necessários para barrar o processo no plenário, e exibiu habilidade em decorar o Estado de cada parlamentar a ser fisgado.

A ordem é abrir o cofre, atender os aliados fiéis, desalojar os "traidores" e dividir o PMDB, que na terça-feira deve oficializar o divórcio do governo. Na estratégia do "tudo ou nada", Dilma partiu para o varejo das negociações políticas, virou uma espécie de "ouvidora" dos insatisfeitos, coisa que sempre abominou, e montou um gabinete de crise permanente.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve a nomeação suspensa como ministro da Casa Civil e aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal para saber se poderá assumir o cargo, atua de longe na coordenação geral dos trabalhos, sem pisar no Palácio do Planalto.

A batalha de comunicação do governo é agora direcionada para "vender" a imagem de Dilma como mulher "guerreira", que lutou contra a ditadura e hoje enfrenta um "novo modelo de golpe". Todos os dias, Dilma recebe no Planalto ou mesmo na residência do Alvorada líderes e dirigentes de partidos aliados, além de ministros do PMDB. Pede apoio e promete mudanças.

Deputados do PP e do PR informaram a ela que será difícil manter o aval ao governo se o PMDB desembarcar e alertaram sobre um possível efeito dominó em outros partidos.

"Foi um aviso de que o gato subiu no telhado. A ficha dela caiu, mas, por incrível que pareça, não se abateu", contou um dos deputados que estiveram com a presidente. "Parece que, se morrer, vai morrer lutando".

Numa contraofensiva arriscada, o governo decidiu, na quinta-feira, desafiar o vice Michel Temer - que comanda o PMDB e é chamado por petistas de "chefe da facção" -, exonerando o presidente da Funasa, Antônio Henrique de Carvalho Pires, homem de sua confiança.

Nos bastidores, auxiliares de Dilma afirmam que tudo será feito para enfrentar a "conspiração" do grupo de Temer e contemplar com cargos quem pode ajudar a derrubar o impeachment na Câmara. É uma disputa voto a voto, no mais fiel estilo do "toma lá, dá cá".

Tática semelhante foi usada em dezembro, quando Dilma dispensou o vice-presidente de Fundos e Loterias da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto, indicado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como retaliação à atitude do deputado de aceitar o pedido de impeachment.

Em conversas reservadas, Dilma mostra inconformismo com o fato de Cunha, réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de corrupção na Petrobras, conduzir o processo que pode levar a seu afastamento. "Eu não cometi nenhum crime para justificar a interrupção do meu mandato. Brigarei até o fim", diz ela, enquanto a Operação Lava Jato avança sobre o governo.

No PT há quem pregue até mesmo que, em caso de impeachment, Dilma recorra à Organização dos Estados Americanos (OEA). Nesse combate, há ainda táticas de guerrilha que circulam na internet, com ameaças de fim de programas sociais, como o Bolsa Família, se a presidente cair.

Foi após a campanha da reeleição, em 2014, que Dilma terminou de ler a biografia do ex-presidente Getúlio Vargas, escrita pelo jornalista Lira Neto. Não por acaso, outro dia voltou a dar uma espiada no terceiro volume, segundo relato de um ministro. "Tudo a seu tempo", costumava dizer Getúlio, quando era pressionado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



O AEDES É UM ÓTIMO EMPRESÁRIO - LANÇA NO MERCADO VÁRIOS PRODUTOS COM MUITO SUCESSO



Mosquitos variados já transmitem 37 tipos de vírus no Brasil

Estadão Conteúdo 


 
O Aedes é responsável pela dengue, chikungunya e zika

Após o vírus zika surpreender com sua rápida disseminação e possível associação com a microcefalia, especialistas brasileiros alertam para os riscos de outras doenças virais transmitidas por mosquitos, as chamadas arboviroses. Nas últimas três décadas, mais que dobrou o número de arbovírus catalogados no Brasil. Segundo registros do Instituto Evandro Chagas, órgão referência em medicina tropical e vinculado ao Ministério da Saúde, já circulam no território nacional 210 arbovírus, ante 95 na década de 1980. Pelo menos 37 são capazes de provocar doenças em humanos e três deles chamam a atenção por já terem causado pequenos surtos em áreas urbanas.

Uma delas é a febre do Mayaro, doença com sintomas parecidos com os da chikungunya e transmitida por mosquitos do gênero Haemagogus, mesmo vetor da febre amarela silvestre. A arbovirose já foi registrada em vários Estados do Norte e Centro-Oeste. Os mais recentes dados epidemiológicos disponíveis no site do Ministério da Saúde mostram que, entre dezembro de 2014 e junho de 2015, foram 197 notificações distribuídas por nove Estados brasileiros. Não há registros de mortes provocadas pela doença, mas, assim como na chikungunya, os infectados podem permanecer com dores articulares por semanas ou meses.

Caracterizada por quadros febris altos e dores intensas de cabeça, a febre do Oropouche é outra arbovirose que já causa surtos localizados, sobretudo em Estados da região amazônica, até mesmo em bairros de capitais como Manaus e Belém. Transmitida por um mosquito conhecido como maruim, do gênero Culicoides, a doença já foi notificada nas últimas décadas em todas as regiões brasileiras, com exceção do Sul, e também não costuma levar à morte.

Há ainda a encefalite de Saint Louis, doença transmitida principalmente por mosquitos silvestres do gênero Culex - o mesmo do pernilongo comum -, que pode causar comprometimento neurológico e já foi responsável por um surto em São José do Rio Preto, no interior paulista, em 2006.

De acordo com o virologista Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas e pesquisador participante do grupo que catalogou boa parte dos arbovírus no País, embora essas três doenças sejam transmitidas principalmente por insetos silvestres de diferentes gêneros, há experimentos científicos que já indicam que mosquitos Aedes também teriam capacidade de transmiti-las.

"No caso da febre do Oropouche, por exemplo, o Aedes nunca foi encontrado infectado na natureza, mas um estudo experimental em laboratório mostrou que ele pode ser vetor dessa doença e que seria um bom transmissor", afirma o especialista.

Segundo Vasconcelos, o fato de os três vírus estarem presentes no Brasil há mais de 60 anos - eles foram isolados entre as décadas de 1950 e 1960 - sem terem causado epidemias de alcance nacional não permite dizer que nunca farão estragos. "Eu não quero ser pessimista, mas o zika passou 60 anos no mundo sem causar nenhum problema e vimos o que aconteceu (foi descoberto em 1947 na África). Não dá para dizer que esses três vírus não provocarão nenhum problema por já estarem no Brasil. Pode ser que nunca causem, mas é bom não duvidar", diz o diretor do Instituto Evandro Chagas, que cobra mais pesquisas na área.

"Dos 210 arbovírus catalogados no Brasil, há esses 37 que já comprovamos que causam doença em humanos, mas, do restante, a maioria a gente desconhece completamente", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


AUMENTO DO VALOR DO FUNDO PARTIDÁRIO É UMA FORMA DE CORRUPÇÃO



Para quem dar meu voto?

Editorial Jornal Hoje em Dia 




Faltam sete meses para a troca dos chefes dos Executivos municipais e os prefeitáveis não estão lá muito animados para a concorrência. Acontece que a profunda crise vivida no Brasil e o consequente turbilhão político, com toda a incerteza do dia a dia em Brasília, fez com que vários dos nossos 77 deputados desistissem da disputa em suas cidades de origem.
No entanto, o fator crise não é o único que se aplica a essas decisões. A recente minirreforma eleitoral, que trouxe a redução pela metade do tempo de campanha e o fim do financiamento empresarial – objetivando coibir a corrupção e o caixa 2, já que o dinheiro para as campanhas deve vir somente de pessoas físicas e do fundo partidário -, desanimou pelo menos 36% dos candidatos que pretendiam, no ano passado, disputar as eleições.
É praticamente impossível hoje conversar com alguém que tenha 100% de confiança em um candidato X, seja para qual for o cargo. É mais fácil ouvir: “votarei no menos pior, o que não pode é ficar como está”, ou “votei no que acho que vai roubar menos, é tudo ‘farinha do mesmo saco...’”.
Reflexo da falta de estímulo do povo para o processo eleitoral é a queda de 31% na adesão de jovens votantes nas eleições de 2014, divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral. São sempre os mesmos e, quando muda, acaba mudando para pior. Não há inovação. O que se ouve são promessas e mais promessas, sem efetivamente trazer melhorias duráveis para a vida do cidadão.
E não é muito isso mesmo? Vivemos na atualidade, mais do que crises política e econômica, uma crise de representatividade. Não há quem se comprometa com os interesses reais de uma cidade, um estado ou o país.
Os partidos tradicionais, envolvidos em mensalinhos, mensalões, “Lava Jato”, e outros esquemas de corrupção, perderam eleitorado, que atualmente busca conhecer mais os candidatos – por meio de mídias independentes e redes sociais, por exemplo.
Talvez rostos novos, que mereçam um voto de confiança, sejam bem aceitos. Ou talvez a descrença esteja tão grande que teremos um recorde de abstenções, votos nulos e/ou brancos nos próximos pleitos. O que não favorece de forma alguma a democracia.
Levantamento feito pelo Hoje em Dia mostra, além da redução dos postulantes, a opinião de especialistas sobre esse momento de descrédito da população brasileira com as instituições e os “políticos de carreira”

CORRUPÇÃO ELEITORAL



Doação eleitoral registrada pode ser propina

Amália Goulart 




Tão logo vazou a lista de 200 políticos que receberam recursos da maior empreiteira da América Latina, a Odebrecht, a maior parte deles se apressou em elaborar uma justificativa. Ela foi uníssona. Alegam os políticos que as doações foram contabilizadas junto à Justiça eleitoral. Ou seja, não foram fruto de caixa dois, quando o dinheiro das empresas não é registrado na contabilidade eleitoral oficial.
Porém, não é tão simples assim. Doação eleitoral registrada pode ser pagamento de propina. E quem sustenta a tese é o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela “Lava Jato”.
No entendimento dele, as doações podem esconder objetivo escuso quando o empreiteiro concede o dinheiro para bancar a campanha e em troca ganha obras públicas na gestão do beneficiado. Pela lógica, as doações podem ou não estarem contabilizadas.
Moro deixou claro o que pensa quando, em fevereiro deste ano, em sentença envolvendo executivos da Mendes Júnior e Toil Setal, confirmou que houve doação legal em troca de obras da Petrobras. “Reputou-se comprovado o direcionamento de propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobras para doações eleitorais registradas”, informou.
O caso em tela envolvia a doação de R$ 4 milhões ao PT, negociada pelo ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, preso em Curitiba.
O despacho de Moro diz também que seis acusados no Petrolão confirmaram que recursos oriundos do esquema eram destinados a “doações eleitorais registradas e não registradas”. Os delatores em tela foram o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o ex-gerente de Engenharia Pedro José Barusco Filho, o empresário do grupo Setal Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, o operador de propinas Milton Pascowitch e o dono da UTC Ricardo Ribeiro Pessoa.
O despacho de Moro foi encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral em uma ação movida pelo PSDB contra a campanha da presidente Dilma Rousseff.
Balaio
Pelos motivos elencados, os 200 políticos citados no listão da Odebrecht não devem ficar tranquilos. Muitos deles contrataram a empreiteira para obras nas respectivas cidades ou estados.
Agora, caberá à força-tarefa da “Lava Jato” separar o joio do trigo. Ou seja, descobrir quem recebeu – legalmente ou não – em troca de algum benefício concedido à Odebrecht.
A situação não é tão simples quanto pregam os 200 políticos. E os reflexos serão sentidos na Câmara e no Senado, já paralisados em virtude das crises política e econômica.
Aula
A Procuradoria Regional Eleitoral em Minas Gerais (PRE-MG) realizará, na próxima quarta-feira, uma audiência pública para orientar e explicar candidatos e partidos sobre as novas regras eleitorais.
Um dos pontos que tem gerado dúvidas é a norma que impede doações de empresas. Candidatos e partidos ainda não sabem como farão. Certamente as campanhas serão mai
s modestas.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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