sábado, 26 de março de 2016

TODOS DEIXANDO O BARCO DO GOVERNO



Dilma não tem capacidade de construir "consenso mínimo", diz Jorge Picciani

Estadão Conteúdo 




O presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, afirmou nesta sexta-feira (25) que a decisão do diretório estadual de apoiar o rompimento com o governo é reflexo de um sentimento majoritário da sociedade. O dirigente avalia que a presidente Dilma Rousseff não tem condições de enfrentar a crise política e econômica que praticamente paralisou o País. "Ela tem capacidade de sair do dissenso para o consenso mínimo? De aprovar um ajuste fiscal, recuperar a economia? De trazer de volta o emprego? Não tem. A presidente é uma pessoa honrada, mas o conjunto da obra não é bom", disse.

Para Picciani, o cenário atual é completamente diferente daquele em que os argumentos em favor do impeachment da presidente estavam centrados nas chamadas pedaladas fiscais. "Essas coisas se decidem pelo processo social. Quando defendemos a legitimidade do mandato da presidente, o fizemos na forte convicção democrática e esse era o sentimento majoritário do PMDB do Rio. Tínhamos convicção de que pedalada não é crime de responsabilidade, é quase um atraso de cartão de crédito. Mas o quadro mudou. Veio a prisão do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral, e a delação demolidora. E vieram as trapalhadas seguintes. Agora, mais uma vez, expresso um sentimento majoritário do PMDB do Rio", afirmou Picciani.

Depois de quase três meses na prisão, o ex-petista Delcídio (sem partido-MS) fechou acordo de delação premiada na Operação Lava Jato e acusou Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de terem tentado interferir nas investigações, o que aprofundou a crise política. Outro momento de tensão foi a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, investigado na Lava Jato, para o comando da Casa Civil, apontada pela oposição como uma manobra da presidente para garantir foro privilegiado ao antecessor. A nomeação está suspensa por decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

Jorge Picciani lembrou o encontro que teve com Dilma, em agosto do ano passado, quando, junto com o filho Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara, se reaproximaram da presidente, depois de terem feito campanha para o tucano Aécio Neves na disputa presidencial de 2014. "Na primeira conversa que tive com ela, disse: 'presidente, este é um regime presidencialista, a senhora está como burro no atoleiro: tem de seguir em frente, não pode bambear'. Mas ela não seguiu, o PT não acompanhou e a sociedade avançou. Não quero fazer juízo de valor, mas eu vejo como a sociedade se movimenta" disse o dirigente peemedebista.

Temer articula rompimento com governo Dilma

Neste sábado (26), Jorge Picciani conversará com o ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, indicado para o primeiro escalão em negociação direta do líder Leonardo Picciani com a presidente. Pansera e Leonardo deverão votar contra o rompimento com o governo na reunião do diretório nacional do PMDB, marcada para a próxima terça-feira (29). "Leonardo está desconfortável com essa situação, vai refletir, ele tem de ouvir a bancada. Pansera também tem grande dificuldade. Acredito que teremos dois ou três votos contra, mas o rompimento é o sentimento majoritário do PMDB do Rio. Leonardo é muito disciplinado, está desde os 15 anos no PMDB e hoje tem 36. Ele vai respeitar o que foi decidido pela maioria do diretório nacional", afirmou.

O presidente do PMDB-RJ disse ter recebido pesquisa do instituto GPP encomendada pelo diretório regional que apontou que 80,4% dos entrevistados no Estado foram contra a nomeação de Lula para a Casa Civil. "Não quero expressar minha opinião pessoal, o que digo é que estamos ouvindo a sociedade."

Questionado sobre a declaração do presidente do PT-RJ, Washington Quaquá, de que os petistas vão retirar o apoio ao candidato do PMDB à Prefeitura do Rio, Pedro Paulo Carvalho, se os peemedebistas fluminenses votarem pelo rompimento com o governo, o presidente do diretório regional foi diplomático. "A única coisa que recebi hoje do Quaquá, com muito carinho, foi uma mensagem de feliz aniversário", afirmou Picciani, que completa 61 anos nesta sexta-feira.


VAMOS EVITAR AS GRANDES CORRUPÇÕES COMBATENDO AS PEQUENAS



País só conserta se cidadão espantar pequenas corrupções

Orion Teixeira 



No momento em que a maioria dos brasileiros está com o olhar voltado para as caixas pretas das empreiteiras Andrade Gutierrez e da Odebrecht – que expõem a tradicional e corrompida prática política do país, da situação à oposição, de conservadores a progressistas, da direita à esquerda –, a hora também é oportuna para que o cidadão se pergunte por que a gente é assim. Todos estão a condenar os políticos como se eles fossem corruptos por serem políticos e como se, fora dali, na vida cotidiana de cada um, não houvesse fraudes e corrupção também.
Passou da hora de a sociedade olhar para o próprio umbigo. Em algum momento de sua vida, a maioria dos cidadãos já recorreu àquele jeitinho para se livrar de multa de trânsito, evitar o pagamento de imposto, seja sonegando ou negociando recibos, sem registro ou falseado, com médicos, comprando cigarro ou CD, DVD piratas, etc. O Brasil tem, por exemplo, 25% de fumantes, dos quais um terço consome cigarro contrabandeado do Paraguai, sem risco de prisão. Nem carece de citar aqueles que sustentam o tráfico, consumindo suas drogas ilícitas.
Depois da Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, esse Brasil nunca mais será o mesmo. O que será? Seja o que for, o cidadão não pode achar que a hipocrisia surgiu somente agora. Os políticos sempre agiram assim, com informalidade, para sustentar a atividade, baseado na relação de corruptor e corrompido. De bolsas de estudos dadas por deputados, Q.I., nepotismo e carta de apresentação foram práticas, até popularmente simpáticas, usadas para alçar posições ou justificar nosso insucesso em alguma concorrência ou concurso.
O PT da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula estão sendo execrados publicamente porque são a bola da vez, mas ele mesmo já pediu o impeachment dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor (único cassado) e de Fernando Henrique por três vezes. O certo é que não será por meio da Operação Lava Jato que a mudança irá acontecer. Um país que depende de apenas um homem para fazer a mudança corre o risco de continuar fracassando, ao ignorar que a transformação passa por todos.
Nem adianta mudar só um setor, se o resto do país não participar igualmente. Entidades historicamente importantes e combativas, como a OAB, defendem, hoje, a retirada da presidente e do PT do governo, mas nenhuma delas apresenta as necessárias mudanças para consertar o país. Tratam o PT e o ex-presidente Lula como se bandidos fossem, quando precisamos reconhecer que, se esses cometeram crimes, todos os outros também o fizeram.

sexta-feira, 25 de março de 2016

TURISMO DIMINUI COM CRISE



Crise econômica sobe os morros das cidades históricas mineiras

Giulia Mendes 






                              Pousadas menores são as que mais sofrem com a crise financeira

As cidades históricas de Minas Gerais, que têm no turismo uma das principais fontes de renda, viram a crise econômica subir as ladeiras no ano passado. E com base nos três primeiros meses deste ano, empresários esperam um impacto ainda maior ao longo de 2016.
Para atrair os visitantes, pousadas e hotéis de Diamantina, Mariana, Ouro Preto, São João del-Rei e Tiradentes, que sofrem com a recessão, já reduziram os valores das diárias, inclusive para a Semana Santa, que historicamente é uma data de grande movimento e faturamento para o setor e o comércio.
Em Ouro Preto, na região Central do Estado, a ocupação caiu entre 30 e 35%, em janeiro e fevereiro deste ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG), na comparação com o ano passado. No Carnaval de 2016, a queda foi de 70%.
César Trópia, proprietário da Mezanino, que fica a 70 metros da Praça Tiradentes, em Ouro Preto, conta que nunca havia passado por crise como esta. Na pousada dele, a diária para duas pessoas caiu de R$ 195, no fim do ano passado, para R$ 160 este ano. “Minha expectativa era passar a tarifa para R$ 200, mas ultimamente tenho abaixado cada vez mais”.
Para Trópia, outra dificuldade é manter o fluxo de caixa. “Os hóspedes não fazem mais reservas com antecedência, só em cima da hora. E pedem para parcelar mais vezes. No ano passado, a essa altura, eles já teriam quitado a reserva para a Semana Santa, antes mesmo do Carnaval”, lamentou.



Ocupação nos hotéis de Ouro Preto caiu cerca de 30% nos dois primeiros meses do ano

Barragem
Hotéis e pousadas da vizinha Mariana também registraram queda de 50% na ocupação. Além da crise, o turismo foi afetado pelo rompimento da barragem da Samarco, localizada no distrito de Bento Rodrigues, em novembro de 2015.
“É uma série de fatores negativos. A redução da diária média vem afetando, sim, o equilíbrio dos empreendimentos. Mas agora não acreditamos que seja o momento certo para aumentar o preço das diárias”, recomenda a presidente da Abih-MG, Patrícia Coutinho.
Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Ouro Preto e Região, Octaviano Mendes, muitos turistas cancelaram a visita a Ouro Preto com medo de uma nova “catástrofe” com barragens de rejeitos de mineração.
“Quem nunca visitou acha que região toda corre perigo por estar próximo a Mariana. Conheço pessoas que viriam para a Semana Santa e para o tradicional Festival de Inverno, mas desistiram por causa do ocorrido no ano passado em Bento Rodrigues. A cidade de Congonhas também está na mesma situação”, disse.
Epidemia também tira turistas dos municípios mineiros
A epidemia de zika, chikungunya e dengue no país é mais um motivo para espantar os visitantes, especialmente estrangeiros, argumenta o vice-presidente da Associação Empresarial e Comercial de Ouro Preto, Raimundo Saraiva, que também é proprietário do hotel Luxor e da pousada Minas Gerais.
“Com a alta do dólar, era de se esperar que mais turistas estrangeiros visitassem a região. Em vez disso, percebemos uma queda. Nossa expectativa é a de que o movimento volte com a temporada de eventos, em meados de 2016”.
Em outro roteiro tradicional de Minas, Tiradentes, na região do Campo das Vertentes, a queda na ocupação foi de 30% em relação a 2015. “Tiradentes costuma ter uma ocupação muito boa por causa da questão cultural, da gastronomia, dos eventos, mas, mesmo assim, os empresários sentiram a queda. Cada hotel tem uma especificidade de público. Alguns não sentiram o impacto da recessão econômica porque o público deles não está em crise”, explicou a presidente da Abih-MG, Patrícia Coutinho.
Não é o caso do proprietário da pousada Encantos de Minas, Geraldo Fonseca, que precisou dispensar dois funcionários este ano. Agora, só trabalham ele e mais uma pessoa.
“Normalmente, nesta época do ano, estaria com todas as reservas preenchidas e já indicando outras pousadas. Mas estou apenas com 50% da ocupação para o feriado. Aos finais de semana, recebo no máximo dois hóspedes. Nem as promoções em sites de compra coletiva estão tendo saída”, contou.
“Enquanto isso, os custos com lavanderia, energia e fornecedores continuam subindo”, completou Fonseca.

Confiança
Já Lourenço Gontijo, proprietário da Oratório Pousada Boutique, também em Tiradentes, manteve o tarifário do ano passado – R$ 765 o fim de semana – porque sentiu uma pequena queda no movimento.
Contudo, durante o feriado de Páscoa ele estará com a casa cheia e não espera que os impactos da recessão em seu negócio sejam grandes em 2016.
“As cidades históricas estão sentindo a crise, pois as pessoas estão viajando menos. Mas, talvez, pousadas menores estejam sendo mais impactadas. Para mim, o movimento mais forte começa agora, a partir do fim de março. Estou confiante”.


Pousadas menores são as que mais sofrem com a crise financeira em Tiradentes

Menos confortáveis, hostels e repúblicas são opções baratas
O setor hoteleiro sofre com a concorrência dos hostels e repúblicas, onde muitos jovens, grupos de amigos ou famílias preferem se hospedar por causa do preço. Eles não se importam em compartilhar o mesmo quarto nem de abrir mão de um café da manhã mais caprichado.
“Realmente no hostel o valor da estadia sai bem mais barato. Grandes redes de hoteis como a Hilton e a Accor estão apostando em hostels agora. É uma tendência. O compartilhamento está na moda”, afirma Patrícia Coutinho, presidente da Abih-MG.
Em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, e Ouro Preto as repúblicas conseguem abocanhar boa parte dos turistas que buscam diversão durante o Carnaval. Mas fora desta época também há quem prefira gastar menos e dividir o espaço até com desconhecidos.
“Famílias inteiras ou grupos de amigos que vêm para Ouro Preto para formaturas ou festivais costumam procurar repúblicas e hostels, pois não se importam em dividir o quarto. É um público diferente”, disse César Trópia, da pousada Mezanino.
Ele conta que já adaptou a pousada para um desses grupos para não perder as estadias. “Uma família de 30 pessoas procurou minha pousada e abaixei o preço. Cobrei R$ 50 por pessoa com um café da manhã bem simples”.


FUTURO PRESIDENTE DO BRASIL



Moro é considerado pela 'Fortune' o 13º maior líder mundial

Estadão Conteúdo 





A lista em que Moro aparece em 13º, tem nomes como o do papa Francisco (4º), a premiê alemã Angela Merkel (2ª) e o fundador da Apple, Jeff Bezos (1º) 

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação 'Lava Jato', é considerado pela revista norte-americana Fortune como o 13º principal líder mundial em lista de 50 nomes que inclui também o papa Francisco (4º), a premiê alemã Angela Merkel (2ª) e o fundador da Amazon, Jeff Bezos (1º).

O juiz paranaense aparece logo à frente do vocalista do U2, Bono Vox (14º), e dos astros da NBA Stephen Curry e Steve Kerr (15º). Além disso, Moro está melhor do que o presidente da Argentina, Mauricio Macri (26º), e o apresentador americano John Oliver (30º).

Abaixo a lista completa da Fortune:

1 - Jeff Bezos
2 - Angela Merkel
3 - Aung San Suu Kyi
4 - Papa Francisco
5 - Tim Cook
6 - John Legend
7 - Christiana Figueres
8 - Paul Ryan
9 - Ruth Bader Gingsburg
10 - Sheikh Hasina
11 - Nick Saban
12 - Huateng 'Pony' Ma
13 - Sergio Moro
14 - Bono
15 - Stephen Curry e Steve Kerr
16 - Bryan Stevenson
17 - Nikki Haley
18 - Lin-Manuel Miranda
19 - Marvin Ellison
20 - Reshma Saujani
21 - Larry Fink
22 - Scott Kelly e Mikhail Kornienko
23 - David Miliband
24 - Anna Maria Chávez
25 - Carla Hayden
26 - Mauricio Macri
27 - Alicia Garza, Patrisse Cullors e Opal Tometi
28 - Chai Jing
29 - Moncef Slaoui
30 - John Oliver
31 - Marc Edwards
32 - Arthur Brooks
33 - Rosie Batty
34 - Kristen Griest e Shaye Haver
35 - Denis Mukwege
36 - Christine Lagarde
37 - Marc Benioff
38 - Gina Raimondo
39 - Amina Mohammed
40 - Domenico Lucano
41 - Melinda Gates e Susan Desmond-Hellman
42 - Arvind Kejriwal
43 - Jorge Ramos
44 - Michael Froman
45 - Mina Guli
46 - Ramón Mendéz
47 - Bright Simons
48 - Justin Trudeau
49 - Clarence Rewcastle Brown
50 - Tshering Tobgay

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...