quinta-feira, 16 de julho de 2015

TRAGÉDIA GREGA E DO BRASIL



  

Antônio Álvares da Silva


A debacle da Grécia e suas consequências para a Europa e para o mundo exigem muitas reflexões dos países que com ela têm similitudes econômicas e sociais, como é o caso do Brasil. As nações em desenvolvimento se endividam. Tomam empréstimos. Recorrem a órgãos internacionais de socorro. Como não tomam medidas internas de saneamento, o dinheiro vai embora com corrupção e má administração.

Lembrem-se os exemplos do mensalão e da Lava Jato. Para cobrir o rombo, tomam mais empréstimo. E assim se forma a bola de neve da dívida pública, cujos títulos são apropriados pelo capital estrangeiro, que chega até mesmo a fixar os juros e condições de pagamento. Ou seja, o país perde de fato a soberania.

Para receberem de volta o que emprestaram, os credores exigem uma contrapartida brutal: diminuição de salários, corte de benefícios sociais, paralisação de obras públicas, fechamento de escolas e universidades. Enfim, tudo que importa em dinheiro público reduz-se e apequena-se. Quando a situação se agrava, perde-se o controle de tudo. O governo se transforma numa nau sem rumo. A isto se dá o nome de caos político e social. E é exatamente o que vive hoje a Grécia. A dívida de 320 bilhões de euros é impagável. Agora, para sair do atoleiro, consegue a Grécia um empréstimo de 86 bilhões, praticamente a metade do PIB, não tanto para soerguê-la, mas para salvar os bancos e alguns países da UE, principais fornecedores do dinheiro.

Mas os custos do empréstimo são terríveis e implacáveis: a Grécia terá que votar a toque de caixa um pacote demolidor de sua estrutura política: aumento de impostos, cortes previdenciários, restrições de toda espécie à cidadania. Pergunta-se agora: e se o Parlamento recusar-se a votar a medida? Neste caso, a Alemanha, principal credora, sugere duas medidas: afastar a Grécia da UE por cinco anos ou então isolar bens e valores que constituirão uma espécie de fundo para garantir o pagamento da dívida. Isto significa que o país perderá o controle de si mesmo, tornando-se vítima de um novo tipo de conquista: o domínio absoluto pelo capital estrangeiro, em função do qual o país passará a viver, relegando ao relento o próprio povo.

Não se pode isentar de culpa a própria Grécia. Viveu por longo período maquiando contas e escondendo a realidade, gastando mais do que podia. Agora chegam as consequên-cias. Terá que enfrentar pesadas restrições pela falta de uma administração segura e racional. Isto vale também para o Brasil: é melhor suportar uma política austera com severas medidas contra a corrupção e gastos públicos, mas sem o sacrifício dos direitos básicos da cidadania, que nunca foram a causa de desestruturação da economia de nenhum país.

Não se sabe como terminará este pesadelo para os gregos. O país que deu os fundamentos filosóficos e jurídicos do mundo ocidental está na iminência de ser por ele destruído. Em Édipo Rei, o sacerdote, encarregado por Édipo de falar ao povo, na praça vizinha ao palácio real, diz estas palavras sábias: “... Os conselhos de homens mais vividos são muitas vezes oportunos e eficazes. Vamos, mortal melhor que todos, exortamos-te: livra nossa cidade novamente. Vamos.” Não faltam aos gregos a palavra dos homens mais vividos em sua História. Os ensinamentos de Platão e Aristóteles ainda retumbam cheios de sabedoria, pois escoram os alicerces de nossas instituições. As “ágoras” hão de retomar o discurso criador. O povo é a última resistência. Resta perguntar se os europeus e a própria Grécia saberão usar a palavra de seus sábios a tempo de salvá-la da destruição e do abismo em que está prestes a cair.

Professor titular de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da UFMG

quarta-feira, 15 de julho de 2015

TEMPOS DE CRISE



A sabedoria para guiar negócio em tempos de crises e euforias transitórias

Marco Roza 


Basta uma neblina mais ou menos persistente para termos a certeza absoluta que a viagem está perdida e que nunca chegaremos ao nosso destino. Ou um sol escaldante para acreditarmos que nenhuma gota de chuva, ou mesmo uma neblina importuna, atrapalhará nossas viagens de férias.
Parece que temos um mecanismo que transforma vivências transitórias (especialmente as que consideramos alheias ao nosso controle) em fenômenos permanentes ou eternos.
Quando estamos no comando de uma empresa essa sensação pode comprometer nosso desempenho gerencial. As fases boas, com sequência de clientes novos e bons contratos, criam um clima de euforia, transformada em relaxamento, que estimula o empreendedor a ter certezas absolutas. Certeza de que é realmente um bom administrador. Que é competente. Um iluminado.
Até que a neblina das fases ruins (que com certeza surgirão) o transformem no pior dos gerentes, no mais estúpido e no mais endividado. Cheio de dúvidas. Duvida de si mesmo. De suas decisões. Dos gastos que fez em vez de economizar para estes tempos nebulosos.
Claro que nem a fase boa dura para sempre. Nem os tempos nebulosos permanecem.
Mas, como acreditar e se ajustar a esta mutação permanente?
Talvez o ideal é criarmos vários indicadores de desempenho da organização que dirigimos. Assim, o faturamento será apenas um dos itens. E prestaremos a mesma atenção à motivação de nossos colaboradores; ao interesse renovado ou não de nossos clientes; à chegada de um concorrente; às mudanças de humor do gerente do banco; à nossa energia alocada ao próprio negócio. Etc.
Aprenderemos que as mudanças de humor dos negócios, como a ocorrência das neblinas ou do tempo firme, não são fenômenos isolados. Mas resultam de combinações de vários outros humores da natureza, como direção dos ventos, umidade, El Niño, etc.
Quem sabe, assim, aprenderemos que uma crise, que aparentemente escapa ao nosso controle, pode ser navegada com a serenidade de quem não se prende ao seu valor de face e às manipulações de concorrentes mais sábios que a gente.
Exercitaremos para espanto de nossos parentes mais chegados, nossa família e principalmente nossos concorrentes, a serenidade e a sabedoria atenta que nos ajudará a aproveitar nuances a nosso favor.
Assim, o faturamento, as dívidas, os sinais de sucesso ou de fracasso, se tornam relativos porque transitórios e absolutamente superáveis.
Na neblina, na tempestade ou na bonança de nossos empreendimentos.

CORPORATIVISMO



  

Márcio Doti


Só mesmo a displicência ao votar pode explicar o descaso de nossos parlamentares em relação ao que pensam os cidadãos, donos de seus mandatos. É verdade que as urnas ainda estimulam esse comportamento, deixando impunes muitos dos que se acham donos das cadeiras que ocupam em nome dos cidadãos que os elegeram. Mas, a julgar por reações mais recentes e até mesmo aquelas de junho de 2013, era de se prever um respeito maior nessa convivência tão importante. Em nenhum momento se esperava que nossos parlamentares fossem abandonar a tendência de legislar em causa própria mas, no ambiente em que o cidadão começa a cobrar mais, vigiar e querer mais da classe política, era de se esperar um pouco menos de corporativismo.

No texto básico da reforma política que experimentou alguns retoques e foi aprovado na semana passada, as mudanças estão longe de contemplar a vontade dos cidadãos e ainda incluem uma boa dose de corporativismo. Antes, o Ministério Público Eleitoral tinha até junho do ano seguinte à eleição para representar contra qualquer irregularidade que encontrasse. Pois, na chamada reforma política, reduziram esse prazo para 19 de dezembro do ano eleitoral. Quer dizer, o MPE, Ministério Público Eleitoral, não dispõe praticamente de tempo algum. Para avaliar a gravidade disso, basta lembrar que muitos têm sido os casos em que os ilícitos praticados somente são descobertos meses após o período eleitoral. O projeto ainda reduz as multas por irregularidades e acaba com o bloqueio das cotas do fundo partidário, no caso de punição aos partidos.

Enquanto a operação “Lava Jato” continua levantando cifras e manobras utilizadas para desviar dinheiro público e facilitar eleições fraudulentas, nossos parlamentares arregaçam as mangas sem o menor receio de contrariar a opinião pública. Sempre dissemos que uma verdadeira reforma política teria que vir de um colegiado escolhido especificamente para cuidar desse assunto. Gente convocada para a tarefa de aperfeiçoar a legislação e depois ir para casa. De novo e como sempre estamos entregando ao rato a missão de repartir o queijo e sabemos em quê costuma dar isso. Não é à toa que os próprios magistrados e procuradores se queixam da dificuldade em punir políticos que chegam a mandatos através de expedientes ilegais. E por que insistir nessas questões? A esperança é que a consciência de todos acabe por aumentar as pressões e combater essas manobras absurdas que estão sendo praticadas bem na nossa frente e que certamente vão distorcer, garantir a vantagem e a vitória para aqueles que fraudam o processo eleitoral e o fazem sem a menor cerimônia. Mas, nem tudo é frustração já que o texto limita as contribuições de empresas aos partidos. Mas as mudanças estão longe de contemplar tudo o que se espera de mudança para tornar a política um instrumento mais eficiente para a melhoria da qualidade de vida da população. Detalhe da reforma política: nada se falou e não se vai falar da coincidência de mandatos, calendário eleitoral com eleições gerais, tudo de uma só vez.

Estamos entregando ao rato a missão de repartir o queijo

FELICIDADE



15 toques para ser mais feliz

De Roberto Shinyashiki 


01 - Seja ético.
A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos. Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança.
02 - Estude sempre e muito.
A glória pertence àqueles que têm um trabalho especial para oferecer.
03 - Acredite sempre no amor.
Não fomos feitos para a solidão. Se você está sofrendo por amor, está com a pessoa errada ou amando de uma forma ruim para você. Caso tenha se separado, curta a dor, mas se abra para outro amor.
04 - Seja grato a quem participa de suas conquistas.
O verdadeiro campeão sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe. Agradecer é a melhor maneira de deixar os outros motivados.
05 - Eleve suas expectativas.
Pessoas com sonhos grandes obtêm energia para crescer. Os perdedores dizem: "isso não é para nós". Os vencedores pensam em como realizar seu objetivo.
06 - Tenha metas claras.
A História da Humanidade é cheia de vidas desperdiçadas: amores que não geram relações enriquecedoras, talentos que não levam carreiras o sucesso, etc. Ter objetivos evita desperdícios de tempo, energia e dinheiro.
07 - Cuide bem do seu corpo.
Alimentação, sono e exercício são fundamentais para uma vida saudável. Seu corpo é seu templo. Gostar da gente deixa as portas abertas para os outros gostarem também.
08 - Amplie os seus relacionamentos profissionais.
Os amigos são a melhor referência em crises e a melhor fonte de oportunidades na expansão. Ter bons contatos é essencial em momentos decisivos.
09 - Seja simples.
Retire da sua vida tudo o que lhe dá trabalho e preocupação desnecessários.
10 - Jogue fora o vício da preocupação.
Viver tenso e estressado está virando moda. Parece que ser competente e estar de bem com a vida são coisas incompatíveis. Bobagem ... Defina suas metas, conquiste-as e deixe as neuras para quem gosta delas.
11 - Diga adeus a quem não o merece.
Alimentar relacionamentos, que só trazem sofrimento é masoquismo, é atrapalhar sua vida. Não gaste vela com mau defunto. Se você estiver com um marido/mulher que não esteja compartilhando, empreste, venda, alugue, doe... e deixe o espaço livre para um novo amor.
12 - Aceite o ritmo do amor.
Assim como ninguém vai empolgadíssimo todos os dias para o trabalho, ninguém está sempre no auge da paixão. Cobrar de si e do outro viver nas nuvens é o começo de muita frustração.
13 - Perdoe!
Se você quer continuar com uma pessoa, enterre o passado para viver feliz. Todo mundo erra, a gente também.
14 - Arrisque!
O amor não é para covardes. Quem fica a noite em casa sozinho, só terá que decidir que pizza pedir. E o único risco será o de engordar.
15 - Tenha uma vida espiritual.
Conversar com Deus é o máximo, especialmente para agradecer. Reze antes de dormir. Faz bem ao sono e a alma. Oração e meditação são fontes de inspiração.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...