sexta-feira, 10 de julho de 2015

MORRE UMA LENDA



Omar Sharif, de 'Lawrence da Arábia', morre aos 83 anos
Ator egípcio sofreu um ataque cardíaco nesta sexta-feira

O ator egípcio Omar Sharif morreu nesta sexta-feira (10) aos 83 anos após um “sofrer um ataque cardíaco em um hospital do Cairo”, segundo informou seu empresário, Steve Kenis, à BBC.




No início desse ano, ele foi diagnosticado com Alzheimer. "É difícil determinar em que fase a doença está, mas é óbvio que ele nunca vai melhorar. Ele se lembra, por exemplo, que era Doutor Jivago, mas esqueceu quando foi filmado”, disse seu filho Tarek na época.

Sharif, que atuou em filmes como Doutor Jivago e Funny girl – Uma garota genial , ganhou destaque ao ser indicado ao Oscar de ator coadjuvante após sua atuação em Lawrence da Arábia , em 1962. Ele também é vencedor de dois Globo de Ouro e ganhou o prêmio Cesar de melhor ator em 2014 por seu papel no filme francês Monsieur Ibrahim et Les Fleurs du Coran .


Omar Sharif em 'Lawrence da Arábia'
Foto: Reprodução


Omar Sharif em 'Doutor Jivago'
Foto: Reprodução

SEJA RESILIENTE




Celso Bazzola




O fato de a resiliência ser um diferencial no campo profissional é algo antigo, contudo, agora, quando estamos passamos por um período de crise, esse ponto se torna mais primordial ainda. Mas, por quê? Primeiro temos que entender esse termo como a capacidade de as pessoas se adequarem aos mais variados ambientes, sejam eles hostis ou amigáveis, gerando resultados necessários aos objetivos das empresas.

A existência de profissionais com essas características para as empresas é importante nesse momento. Essa pessoa poderá ser um agente facilitador nas ações de mudanças internamente na empresa, por terem características de fácil absorção de situações críticas, não se deixando abater pelo momento adverso.

Essa característica do profissional faz com que nesses momentos ele capitaneie oportunidades de recuperação e melhorias pessoais e do grupo em que convive. Geralmente, com seu perfil, acaba sendo exemplo positivo aos colegas de trabalho para que os mesmos possam mudar suas ações de acordo com as necessidades da empresa.

Assim, esses profissionais diferenciam-se pela sua capacidades de vencer obstáculos e não deixar que as pressões atrapalhem nos resultados, também por estarem abertos na adaptação de clima favorável ou desfavorável, sempre prontos para se aperfeiçoar e mudar de atitudes ou estratégia, o que ajuda a empresa a atingir seus resultados.

Mas, como desenvolver a resiliência?

Embora saibamos que as pessoas são e agem de formas diferentes diante dos problemas, é possível, sim, desenvolver esta habilidade. Porém, o primeiro passo está na ação de querer buscar este equilíbrio e mudança. Para tanto, alguns pontos são fundamentais, dentre os quais, destaco:

– Administrar suas emoções e ter serenidade nas ações;

– Controlar os impulsos negativos ou de desespero, refletindo antes de tomar atitudes ou se dar como derrotado;

– Utilizar com frequência o otimismo e conviver com pessoas otimistas;

– Estar sempre atento ao ambiente em que está inserido, procurando sempre agir de forma coerente com o mesmo;

– A criação da empatia também ajudará a compreender o momento de outras pessoas, como são e estão;

– Acreditar que poderá solucionar os problemas que poderão surgir.

Assim, o primeiro passo para se tornar resiliente é mudar as atitudes, além da forma de ver os problemas. Após isto, buscar a melhor forma de conduzir e se adaptar a estas situações. Portanto, o equilíbrio e o otimismo se tornam vitais na aceitação das mudanças, a fim de superar as pressões com tranquilidade, sem que isto afete sua autoestima. Outro ponto importante é acreditar que você poderá ser um elemento de mudança diante de situações adversas.

Enfim, o panorama de crise cria a necessidade de resiliência, mas, a grande maioria das pessoas não possui essa qualidade, sendo assim imprescindível uma autoavaliação na busca do aprimoramento. Caso isso não ocorra, procure até mesmo a ajuda de especialistas para auxiliar esse desenvolvimento individual ou do grupo.

Consultor em recursos humanos e diretor executivo da Bazz Estratégia e Operação de RH

O QUE A FALTA DE EDUCAÇÃO FAZ




Maurílio Pedrosa

 

Dados do Departamento Penitenciário Nacional, órgão ligado ao Ministério da Justiça, em junho de 2015, demonstram que o Brasil tem cerca de 607 mil presos: são 300 pessoas presas para cada grupo de 100 mil habitantes. Sobram presos e faltam vagas, já que a taxa de ocupação dos presídios está em torno de 161%.

Nosso país responde por 5,7% da população prisional no mundo. Ocupamos o 4º lugar nessa estatística nada positiva, perdendo apenas para Estados Unidos, China e Rússia.

São Paulo e Minas Gerais apresentam o maior contingente de condenados do Brasil: 36% e 10% do total, respectivamente. Observando a escolaridade deste público, temos 53% com ensino fundamental incompleto. Na outra ponta, apenas 7% concluíram o ensino médio e 1% o ensino superior.

São raros os presos submetidos a atividades educacionais: 10% em nível nacional e 13% em nível estadual. Atividades de trabalho e laborterapia absorvem o tempo de 21% dos presos do Brasil e de 24% dos condenados mineiros.

Até aqui, explorando estatísticas, talvez não tenhamos apresentado grandes novidades. Afinal, a mídia escancara a má qualidade de nosso sistema prisional dia após dia. Mas rever esta realidade é fundamental para o ponto que queremos explanar: 56% das pessoas privadas de liberdade, no Brasil, estão em idades entre 18 e 29 anos e 48% delas ficarão presas por até oito anos quando, então, retornarão ao convívio social. Diante das condições acima expostas, estamos mesmo preparando estas pessoas para um processo de ressocialização?

Em um primeiro momento, a resposta imaginada seria que não. No entanto, iniciativas valiosas como a do Programa Regresso, do Minas Pela Paz, encaram esse grande desafio como oportunidade de transformação na vida de milhares de presos, assim como de suas famílias.

Dentro do sistema prisional, notadamente em Minas Gerais, há um espaço diferenciado para o cumprimento de penas denominado Apac – Associação de Proteção e Assistência aos Condenados. Na Apac, a metodologia se pauta pela valorização humana: os presos têm que se haver com o seu erro e lhes são dadas condições para um melhor retorno à sociedade.

É nesta perspectiva que o Minas Pela Paz atua junto às Apacs através do Programa Regresso. Acreditamos que a promoção de ações integradas que formem e capacitem detentos que estejam cumprindo suas penas nessas unidades corroborem com os trabalhos realizados de formação humana desse público.

Eles entram com baixa escolaridade e com quase ou nenhuma qualificação. E podem sair com o ensino médio completo, e algumas até iniciam o ensino superior. Muitos presos saem com uma qualificação profissional. Com uma profissão. Em muitos casos eles deixam a prisão com a carteira assinada e um emprego assegurado.

A partir do novo horizonte que se abre para essas pessoas, elas sonham com uma nova perspectiva de vida. Desde 2009, foram mais de 3.500 pessoas que, mesmo com suas trajetórias marcadas, adquiriram novos conhecimentos; 399 já foram certificados somente no ano de 2015.

Por que o Minas Pela Paz acredita nisso? Para contribuir com o sonho de dias melhores dessas pessoas, para que tenham uma vida mais digna, com inclusão social e profissional. Isso permite-nos, eu e você, nós e todos, sonharmos com uma sociedade melhor e é para isso que trabalhamos.

Gestor do Minas Pela Paz

PRESENTE DE GREGO



Na Bolívia, papa recebe um crucifixo em forma de símbolo comunista








Em sua visita à Bolívia, na quarta-feira (8), o papa Francisco recebeu um presente inusitado do presidente Evo Morales: uma imagem de Jesus Cristo entalhada em madeira, numa cruz formada por uma foice e martelo.

A imagem entregue por Evo ao papa é uma reprodução de escultura feita pelo sacerdote espanhol Luis Espinal, assassinado em 1980 por paramilitares por sua ligação com movimentos sociais bolivianos. Francisco visitou o local onde seu cadáver foi encontrado e homenageou o religioso.

O simbolo da foice cruzada com o martelo é um ícone da esquerda desde a Revolução Russa, em 1917. Cada ferramenta representa uma classe de trabalhadores: a foice, os camponeses; o martelo, os operários. A imagem tornou-se o símbolo do Exército Vermelho, da então União Soviética e dos partidos comunistas ao redor do mundo.

Morales se define como representante de uma corrente política conhecida como "Socialismo do Século 21", ao lado dos governantes da Venezuela e do Equador.

Além do inusitado crucifixo, Morales também entregou a Francisco um exemplar do "Livro do Mar", editado pelo governo da Bolívia. A publicação resume o histórico da disputa territorial entre o país andino e o Chile, que será julgada pela Corte Internacional de Haia.

O papa também foi condecorado com o Condor dos Andes, maior honraria oferecida pelo país, além da distinção Luis Espinal, criada para homenagear religiosos que se destaquem pela defesa dos pobres, dos marginais e dos enfermos.

Morales, por sua vez, recebeu uma reprodução do mosaico "Salus Populi Romani", imagem de Nossa Senhora com o menino Jesus nos braços, cujo original está exibido desde 1611 na capela da Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Trata-se de uma das sete igrejas de peregrinação dos católicos.

Francisco desculpou-se com Evo, dizendo que a lembrança que lhe trazia era "mais simples" do que as recebidas.



AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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