No
entanto, um vídeo publicado pelo deputado federal Capitão Alberto Neto
no mesmo dia voltou a viralizar nesta terça-feira e mostra que Lula está
errado.©PL-AM
Em 9 de janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que jamais um partido de esquerda havia invadido alguma sede de Poder.
No entanto, um vídeo publicado pelo deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) no mesmo dia voltou a viralizar nesta terça-feira (9) e mostra que Lula está errado.
“Nunca vocês vão ver uma notícia de que algum partido de esquerda, de algum movimento de esquerda, invadiu o Congresso Nacional, a Suprema Corte e o Palácio do Planalto”, disse Lula, depois dos atos ocorridos no início do ano passado. “Não tem precedente na história do nosso país.”

O vídeo mostra imagens da invasão do Congresso Nacional por militantes do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) em 6 de junho de 2006.
O ato de vandalismo foi liderado por Bruno Maranhão, militante do PT e ex-candidato a prefeito do Recife.
A invasão causou danos materiais e feriu funcionários do Congresso. O episódio foi amplamente noticiado pela imprensa, que o classificou como “atentado à democracia”.
O vídeo de Alberto Neto foi compartilhado por milhares de pessoas. O deputado do PL usou o material para demonstrar a incoerência de Lula.
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MLST promove maior quebra-quebra já visto no Congresso
O tumulto deixou cerca de 60 feridos
Em 07.06.2006 às 00:00 Compartilhe:
O Congresso Nacional foi invadido na tarde desta terça-feira (06/06)
por mais de 500 integrantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra
(MLST), uma dissidência do MST. Os militantes do movimento armaram-se de
paus e pedras e saíram quebrando tudo o que havia pela frente. Primeiro
viraram um carro que seria sorteado em festa junina de servidores.
Depois arrebentaram a porta de vidro do Anexo 2 da Câmara dos Deputados,
atacaram guardas, destruíram oito computadores, três terminais
eletrônicos, um busto do ex-governador Mário Covas, luminárias, vasos,
plantas e painéis de uma exposição. O tumulto durou cerca de duas horas e
deixou funcionários da Casa em pânico. A Câmara estima que 60 pessoas
ficaram feridas. Pelo departamento médico da Casa passaram 35 pessoas –
21 são funcionários. Um dos feridos foi internado com traumatismo
craniano.
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), se recusou a
receber o líder do MLST, Bruno Maranhão, e ordenou que todos fossem
presos. Membro da executiva nacional do PT, Maranhão eximiu o partido de
culpa pela arruaça. “Eu sou do PT, mas essa ação é do MLST, disse. Do
PFL ao PSol, todos os partidos condenaram a ação violenta e a
classificaram de vandalismo.
A invasão chocou a todos pela violência e
pela afronta à instituição. As reações vieram do próprio plenário da
Câmara, e dos senadores. Representantes do Executivo e Judiciário também
condenaram o vandalismo. “Apedrejaram a democracia”, diz nota do
Ministério da Justiça.
Quando a confusão começou, o presidente da
Câmara, Aldo Rebelo, recebia deputados do Paraguai. A primeira
providência que tomou foi telefonar à governadora do Distrito Federal
Maria de Lourdes Abadia (PSDB) e pedir reforço de policiais do Batalhão
de Operações Especiais (Bope). Quase mil policiais foram deslocados para
o Congresso, mas permaneceram do lado de fora do prédio. Parlamentares
cobraram a invasão do prédio pela PM e a prisão imediata dos
manifestantes. Aldo preferiu a cautela, mas não escondia a profunda
irritação.
Prisão
Um grupo de deputados levou
Bruno Maranhão ao gabinete da presidência da Câmara para uma
negociação, mas Aldo insistia na prisão de todos os militantes. “Eu te
conheço há 30 anos, não precisava fazer isso”, disse ele ao líder do
movimento. “Não negocio com baderneiro e vou mandar te prender”,
ameaçou. Parlamentares argumentaram que um confronto no Salão Verde
seria catastrófico e sugeriram uma retirada organizada. “Ou vocês se
rendem ou vão ser presos”, avisou Aldo.
Maranhão então comandou uma
retirada pacífica do prédio, mais de duas horas depois do início da
confusão, ainda contando em não ter punição para a baderna. Concentrados
no gramado em frente ao Congresso, os militantes foram avisados de que
seriam presos. Ainda tentaram negociar com o diretor-geral da Câmara,
Sérgio Sampaio, a prisão apenas dos líderes do movimento. Aldo não
aceitou. “A ordem do presidente foi clara. É para prender todos”, avisou
Sampaio. Somente depois das 18h, todos foram encaminhados, em ônibus,
ao Ginásio Nilson Nelson, onde seriam interrogados. Os responsáveis
poderão ser processados por tentativa de homicídio, danos ao patrimônio
público e formação de quadrilha.
Prejuízo
A
Câmara dos Deputados divulgou nesta quarta-feira (07/06) uma estimativa
parcial dos prejuízos pela invasão organizada ontem pelo MLST. Pelos
cálculos da Câmara, as perdas chegam a R$ 150 mil.
Fonte: Correio Braziliense / Folha Online
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