quarta-feira, 11 de novembro de 2020

SEAN CONNERY DÁ CONSELHOS

 

As pessoas não morrem, elas ficam encantadas

Mauro Condé*

 

 

“Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir” – Cláudia Condé

Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte uma excelente biografia.

Ela me levou até a uma livraria da Escócia, no ano de 2008, onde fui recebido por Sean Connery, a quem fui logo pedindo:

Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

-Cultive cultura e elegância extrema como forma de melhorar a sua convivência com as pessoas.

-Crie o hábito de viajar muito pelo mundo afora e aprecie tudo o que a vida te oferecer de melhor.

-Combata o tédio e a monotonia através das artes – leia os melhores livros, veja os melhores filmes, ouça músicas que te tocam, aprecie pinturas e as artes em geral.

-Desfrute da boa gastronomia e frequente os melhores restaurantes.

-Nunca saia de casa sem vestir a sua melhor roupa, seja a melhor versão de si mesmo diariamente.

-Enfrente seus maiores medos de igual para igual.

-Seduza as pessoas para o bem, tornando-se a pessoa mais interessante entre todas com as quais convive através da arte de mostrar genuíno interesse por elas.

Conselhos que refletem o verdadeiro estilo James Bond de ser e viver.

Assim como acontece com todo mundo um dia na vida Connery morreu, na véspera do dia de finados.

Sua morte fez o mundo inteiro afirmar que era uma pena.

A vida nada mais é que uma viagem de trem na qual somos obrigados a descer quando chega a estação final.

E Connery se despediu da vida em grande estilo, deixando um legado que o fará ser eternamente lembrado pelas futuras gerações.

Menino pobre de um subúrbio de Edimburgo tinha como maior objetivo escapar da cruel realidade da vida.

Foi engraxate, coveiro, pedreiro, leiteiro, marinheiro, motorista e guarda-costas.

Precisando engordar suas economias, aceitou participar de um concurso de Mister Universo e dali para o papel de 007 foi um pulo.

Após uma série de coincidências, teve uma grande mão do destino depois de ter sido inicialmente rejeitado para o papel de Bond pelo criador da história.

Foi condecorado Sir pela Rainha Elizabeth e chocou seus fãs ao dizer numa entrevista que seu maior dilema para se tornar grande ator foi descobrir um jeito para “parecer tão inteligente sendo tão ignorante”.

A partida de Sean Connery comprova a famosa frase de Guimarães Rosa:

“O mundo é mágico, as pessoas nunca morrem, elas se tornam encantadas”

*Palestrante, Consultor e Fundador do Blog do Maluco.

 

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