Bolsonaro reconhece preço alto do combustível e diz que governo busca
quebrar monopólios
Mateus Vargas e Emilly Behnke
BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro
reconheceu nesta segunda-feira, 16, que o preço do combustível está
"alto" no Brasil
e afirmou que o governo está tentando reagir ao "quebrar monopólios".
“Estamos fazendo o possível para baratear o preço
do combustível. Reconhecemos que está alto no Brasil”, disse Bolsonaro.
O presidente voltou a afirmar que o preço do
combustível está baixo na refinaria, mas cresce ao chegar nas bombas de postos
de combustíveis. “(O preço) fica alto por causa de quê? Impostos estaduais, ICMS
basicamente. E depois o monopólio ainda (que) existe na questão de distribuição
e nós estamos buscando quebrar esse monopólio para diminuir o preço. Só com a
concorrência ele pode diminuir”, declarou o presidente.
Bolsonaro esteve no final da manhã desta segunda
com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. O presidente afirmou que leva
"todas as possibilidades" sugeridas para reduzir o preço do
combustível ao ministro da Economia, Paulo Guedes,
e ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. "(Para) ver se é viável ou
não", afirmou.
Bolsonaro disse que o governo avalia formas de
empresas e usinas que produzam etanol venderem diretamente ao posto de
gasolina. "Tem caminhões de transporte de etanol que andam 400 quilômetros
para entregar o etanol a um quilômetro da usina. Isso é um absurdo. Tem gente
que é contra isso daí porque há interesse econômico e de grupos aqui no Brasil.
Não é fácil buscar uma solução para tudo, mas estamos fazendo o possível”,
disse Bolsonaro.

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