Documento final do G7: compromissos sobre Irã, Hong Kong e OMC
Da Redação EXAME
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Philippe Wojazer/Reuters Donald Trump e Emmanuel Macron na cúpula do G7:
comunicado conjunto tocou em temas urgentes, mas não trouxe ações específicas
para o meio ambiente
São Paulo – A cúpula do G7chegou
ao fim com um comunicado conjunto que traz os compromissos sobre uma série de
questões globais urgentes, mas sem tocar no clima e no meio ambiente, temas que estremeceram a relação do governo Bolsonaro com a comunidade
internacional nos últimos dias.
Embora o assunto tenha ficado de fora
do documento, o G7 anunciou nesta segunda-feira, 26, desbloquear uma verba de cerca de R$ 91 milhões, para combater os incêndios florestais na Amazônia. O anúncio foi visto como
“excelente” pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Já Bolsonaro questionou as intenções que estariam por trás da promessa.
O documento foi divulgado pela França, país que sediou o
encontro entre os líderes dos países mais ricos do mundo, e tratou de assuntos
como os protestos em Hong Kong, a crise nuclear com Irã e disposições de
comércio internacional.
Abaixo, veja os compromissos assumidos por Emmanuel Macron
(França), Angela Merkel (Alemanha), Justin Trudeau (Canadá), Boris Johnson
(Reino Unido), Shinzo Abe (Japão), Donald Trump (Estados Unidos) e Giuseppe
Conte (Itália).
Crise nuclear com Irã
Se antes era a Coreia do Norte que estava no meio de uma crise
nuclear,
a bola da vez é o Irã. No ano passado, os
Estados Unidos subiram o tom das críticas em relação ao país e se
retirou do acordo nuclear firmado em conjunto França, Reino Unido, Alemanha,
Rússia e China. Para o G7, o objetivo nas relações com o país, daqui em diante,
são dois: evitar que os iranianos desenvolvam armas nucleares e agir para
manter a estabilidade na região.
Protestos em Hong Kong
Há mais de onze semanas sendo palco de protestos pró-democracia,
Hong Kong enfrenta a sua pior crise política desde a devolução à China pelo
Reino Unido em 1997. O G7 reafirmou a importância do tratado
sino-britânico assinado pelos países em 1984 e que garantiu a
autonomia da cidade em algumas áreas e o modelo “um país, dois sistemas”.
Estabilidade no comércio global
O grupo disse comprometido com “comércio aberto e justo”, bem
como com a estabilidade da economia global. Firmou, ainda, a intenção de uma reforma
na Organização Mundial do Comércio, especialmente focando na
proteção à propriedade intelectual, e concordou em atuar para simplificar
barreiras regulatórias.
Conflito na Ucrânia
Outro
tema polêmico tratado no encontro foi a situação na Ucrânia. Foi justamente por
causa da anexação da Crimeia, que fica na região leste da Ucrânia, em 2014, que
a Rússia foi expulsa do grupo. Sobre esse assunto, o grupo prometeu reativar
cúpula da Normandia, paralisada desde 2016, e que contará com a participação da
França, Alemanha, Rússia e Ucrânia.
Neste ano, Vladimir
Putin até passou pela França dias antes da cúpula para uma reunião
bilateral com Macron que tratou de temas gerais. A Ucrânia, inclusive. Segundo
a agência estatal de notícias da Rússia, Tass, Putin
admitiu a possibilidade de o encontro acontecer.
Guerra civil na Líbia
A Líbiaestá
no meio de uma violenta guerra civil. De acordo com estimativas da ONU, quase
três mil pessoas já foram mortas em embates entre os grupos que disputam o
poder no país, o Governo de União Nacional (GNA), reconhecido pela entidade, e
os rebeldes liderados por Khalifa Haftar. As potências do G7 se manifestaram em
apoio a um cessar-fogo e uma solução política para o conflito.

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