Caixa e BB não
estão no radar das privatizações, diz Bolsonaro
Agência Brasil
"Algumas
privatizações ocorrerão. Outras estratégicas, não. Banco do Brasil e Caixa não
estão no nosso radar”, afirmou Jair Bolsonaro
O presidente eleito,
Jair Bolsonaro, disse nesta quinta-feira (29) que a Caixa Econômica
Federal e o Banco do Brasil não estão no radar das privatizações do próximo
governo. “Qualquer privatização tem que ser responsável. Não é jogar pra
cima e ficar livre. Algumas privatizações ocorrerão. Outras estratégicas, não.
Banco do Brasil e Caixa não estão no nosso radar”, afirmou.
O Curso de
Aperfeiçoamento de Oficiais é realizado em dois anos. Passam por oficiais do
exército que se formaram na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em
Resende (RJ), e tenham atingido o posto de capitão. Oficiais médicos também
realizam uma pequena fase presencial na EsAO. O próprio Jair Bolsonaro já
realizou esse curso quando estava na ativa do Exército e disse que as
recordações o emocionam.
O presidente
eleito informou ainda que pretende propor uma outra Reforma da Previdência
no próximo ano e avaliou que a proposta apresentada pelo governo atual é muita
agressiva com o trabalhador.
Ele também comentou
a Operação Boca de Lobo, que foi deflagrada hoje como mais um dos
desdobramentos da Operação "Lava Jato", levando à prisão do
governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Bolsonaro parabenizou a
"Lava Jato" e disse que o respaldo que ele dá ao combate à corrupção
está simbolizado na nomeação do juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça.
“O compromisso que eu tive com ele é carta branca para o combate à corrupção”.
As declarações
ocorreram após solenidade de diplomação do Curso de Aperfeiçoamento de
oficiais, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO). O evento na Vila
Militar, no Rio de Janeiro, reuniu militares e familiares. Foram
diplomados 420 capitães da linha bélica, 15 oficiais das chamadas Nações
Amigas, seis oficiais fuzileiros navais e 29 oficiais médicos.
Mourão reitera
necessidade de intensificar privatizações no país
Agência Brasil
Segundo Hamilton
Mourão, a intenção é buscar na iniciativa privada o que não é possível no setor
público
O vice-presidente da
República eleito, Hamilton Mourão, reiterou nesta quinta-feira (29) que o
futuro governo está determinado a intensificar os processos de privatização no
país. Segundo ele, a intenção é buscar na iniciativa privada o que não é
possível no setor público. A afirmação foi feita para um grupo de empresários e
engenheiros no auditório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT),
em Brasília.
“Se eu não tenho
condições de fazer a manutenção de uma rodovia, basta um contrato decente.
Temos que romper a discussão ideológica [sobre cobrança de pedágio] e [que] a
gente trafegue sem risco em estradas bem mantidas”, disse Mourão.
O vice-presidente
não detalhou áreas nem empresas, mas citou a necessidade de incrementar as
parcerias entre as iniciativas públicas e privadas. Ele defendeu a construção
de uma espécie de “centro do governo” para reunir e controlar os principais
projetos, políticas e definição de índices e metas fixadas pelo Executivo.
Obras
Segundo Mourão, as
obras de maior porte e mais recentes ocorreram no final do período militar, e o
Brasil acumulou equívocos como a decisão de investir em apenas um modal de
transporte – o rodoviário. “Somos reféns de uma classe [rodoviária]. Temos que
nos voltar para todos os modais e precisamos da nossa engenharia.”
Mourão
afirmou que empreiteiras brasileiras cometeram “erros” no passado, mas
precisam voltar a atuar no país. “Vamos apagar o que ficou e recuperar nossas
empresas”, disse. “Vamos voltar a ter orgulho de sermos brasileiros.
Deixar de ser o país do futuro e entrar nesse futuro.”
Desafios
De acordo com o
vice-presidente, os desafios dos primeiros meses de administração incluem o
leilão de 12 aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura
Aeroportuária (Infraero) nos próximos 30 anos e o da Ferrovia Norte-Sul – ambos
marcados para ocorrer em março do próximo ano –, além das obras públicas
federais que estão paradas.
O Ministério da
Infraestrutura, no governo Jair Bolsonaro, será comandado pelo atual
diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura Transporte (Dnit),
Tarcísio Gomes de Freitas.
Confirmado por
Bolsonaro, Gomes de Freitas vai concentrar decisões sobre os setores de
transporte aéreo, terrestre e aquaviário. Ele já havia antecipado que sua
missão será destravar projetos de melhoria da logística do país.
Estratégias
O vice-presidente
eleito sugeriu ainda a adoção do que chamou de “dólar médio”, para atrair
investimentos e retomar as obras paradas no país. Segundo ele, seria fixado um
valor médio para o dólar. Se houvesse variação para cima do preço, o governo
garantiria a segurança para o investidor.
“Esse é um exemplo
de garantia para contratos de obras de grande porte”, disse Mourão na palestra
na ANTT. Porém, o general ressaltou que a palavra final será dada por Tarcísio
Gomes de Freitas, que assumirá o Ministério de Infraestrutura.
Ao final de sua
palestra, Mourão destacou a necessidade de os órgãos de controle do governo
serem mais “proativos”. “Precisam ser mais proativos e se adiantar aos
problemas.”
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