Uber perde
licença para operar em Londres e decisão tem apoio da Prefeitura
Estadão Conteúdo
/
O Uber, multinacional
norte-americana que presta serviços eletrônicos na área do transporte privado
urbano, perdeu hoje a licença para operar em Londres, a cidade mais populosa da
Europa e conhecida por sua ampla gama de transporte público. O regulador dos
transportes da capital decidiu nesta sexta-feira que não renovaria a licença da
empresa para operar a partir de 30 de setembro. O argumento do Transport for
London (TfL) foi o de que a decisão tem como foco a segurança dos passageiros.
"A TfL concluiu que o Uber London Limited não é adequado para ter uma
licença de operador privado de locação", trouxe a nota oficial da
instituição.
A medida recebeu o suporte do prefeito de Londres, Sadiq Khan. "Eu apoio totalmente a decisão da TfL - seria errado se a TfL continuasse a licenciar Uber se isso, de alguma maneira, representa uma ameaça à segurança e à segurança dos londrinos", enfatizou em sua página na rede social Facebook. No mesmo espaço, o prefeito defendeu que Londres esteja na vanguarda da inovação e das novas tecnologias e seja uma casa "natural" para as "novas e excitantes" empresas que ajudem os londrinos, proporcionando um serviço melhor e mais acessível. "No entanto, todas as empresas em Londres devem seguir as regras e aderir aos elevados padrões que esperamos - particularmente quando se trata da segurança dos clientes. Fornecer um serviço inovador não deve ser à custa da segurança e segurança do cliente", continuou.
Como a empresa terá 21 dias para recorrer da decisão, os carros do Uber continuarão a poder circular pela cidade durante esse período do processo. Os mais afetados pela medida, caso seja confirmada nos próximos dias, serão os cerca de 40 mil motoristas - a maioria estrangeira ou de origem estrangeira -, enquanto os maiores beneficiados serão os "black cabs", o serviço dos famosos carros pretos dos táxis de Londres.
Na avaliação do TfL, a abordagem e a conduta do Uber demonstram uma falta de responsabilidade corporativa em relação a uma série de questões que têm potenciais implicações de segurança e segurança pública. O regulador citou a atuação da empresa para denunciar crimes graves, dúvidas sobre como atestados médicos são obtidos, o bloqueio do acesso total ao aplicativo da empresa por órgãos reguladores, entre outros pontos.
A empresa foi licenciada em 2012 para um período de cinco anos. Em 26 de maio, conforme o TfL, o regulador concedeu uma extensão por mais quatro meses, enquanto concluía considerações sobre a atuação do Uber na cidade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário