Trump fará
anúncio nesta segunda sobre nova estratégia para o Afeganistão
Estadão Conteúdo
O presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, fará um anúncio à nação na segunda-feira à noite
sobre sua estratégia para a guerra no Afeganistão, disse a Casa Branca neste
domingo 920). Na sexta-feira (18), Trump se reuniu com os principais assessores
de Segurança Nacional do governo em Camp David, tentando formular uma
estratégia para o Afeganistão, após 16 anos de guerra no país. No sábado, o
presidente postou no Tweeter que tinha tomado uma decisão sobre o assunto. O
secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, em viagem ao Afeganistão neste
domingo, confirmou a formulação de uma nova estratégia, mas disse que não daria
detalhes antes do anúncio de Trump. Disse apenas estar satisfeito com a forma
como o processo foi conduzido.
O principal
comandante militar dos Estados Unidos no Afeganistão, general John Nicholson,
sinalizou neste domingo que os militares esperam a continuidade da missão
norte-americana no país. Em cerimônia para marcar o lançamento do novo grupo de
operações especiais do exército do Afeganistão, Nicholson disse que os
militares dos EUA vão continuar apoiando os afegãos. "Eu garanto que
estamos com vocês nesta luta. Estamos com vocês e vamos continuar com
vocês", disse o general em Camp Morehead, uma base de treinamento para
soldados afegãos a sudeste de Cabul.
A declaração de
Nicholson sugere que o Pentágono conseguiu convencer o governo norte-americano
de que os militares do país devem se manter no conflito para reduzir a ameaça
de ataques terroristas nos EUA. O Pentágono aguarda um anúncio final de Trump
sobre uma proposta de envio de mais quase 4 mil soldados ao Afeganistão. Esses
soldados iriam ajudar no treinamento das forças afegãs e reforçar as operações
contra o Taleban e um grupo filiado ao Estado Islâmico que tenta ganhar espaço
no país.
A administração de
Trump vem discutindo há meses como formular uma nova estratégia para a guerra
no Afeganistão, já que, 16 anos após os atentados de 11 de setembro, o conflito
ainda continua em um impasse. O governo afegão controla apenas metade do país e
é prejudicado por corrupção e conflitos internos. O Estado Islâmico teve
grandes perdas mas continua planejando grandes ataques, e insurgentes do Taleban
ainda encontram abrigo seguro no Paquistão. Além disso, Rússia, Irã e outros
países vêm tentando influenciar cada vez mais os acontecimentos na região.
Comandantes
militares afegãos já deixaram claro que desejam e esperam a continuidade do
apoio militar norte-americano no Afeganistão. A retirada das forças dos EUA
"seria um fracasso total", disse o coronel Abdul Mahfuz, chefe da
agência de inteligência afegã em Qarahbagh, ao norte de Cabul.

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