Tudo ou nada
Coluna Esplanada - Leandro Mazzini
Além de jorrar recursos públicos em peças e vídeos publicitários para
tentar ressuscitar a Reforma da Previdência, o presidente Michel Temer pretende
ir para o tudo ou nada e votar o texto no plenário da Câmara Federal antes de
setembro. É alto risco, gritam até os aliados. Temer teve provas no plenário,
na votação que enterrou a denúncia do PGR Rodrigo Janot contra ele, que hoje
não tem os 342 votos para aprovar a reforma.
Termômetro
Temer já sondou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a “temperatura” da Casa para levar o texto a votação entre os dias 22 e 23 de agosto.
Temer já sondou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a “temperatura” da Casa para levar o texto a votação entre os dias 22 e 23 de agosto.
Devagar com o andor
O aliado Maia, no entanto, resiste e critica abertamente a pressa de
Temer e ministros palacianos.
Volta às origens
Lula da Silva vai passar um perrengue de carro por estados do Nordeste
por vontade própria. Pelo menos dois empresários cederam seus jatos, e o
petista não quis.
Nota zero
O contingenciamento de recursos vai atingir em cheio as bolsas de
estudos oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico. O orçamento do órgão esgotou e só tem margem para pagamento aos
estudantes até setembro. Atualmente, o CNPq arca com mais de 80 mil bolsas.
Censura
O Senado irá aprovar essa semana voto de censura ao presidente da
Venezuela, Nicolas Maduro. O requerimento é do tucano Ricardo Ferraço (ES). “O
governo Maduro opera ilegalmente para que opositores sejam presos”, afirma o
senador ao taxar como “ruptura da ordem constitucional” a retirada de poderes
da Assembleia Nacional venezuelana.
Comissão Externa
Após a aprovação do voto de censura não haverá “clima” para a ida de uma
comissão de senadores à Venezuela – há dois anos senadores do DEM e PSDB foram
vaiados nas ruas de Caracas. A nova proposta foi apresentada pelo senador
petista Jorge Viana (AC)
Cooperativas
A CCJ da Câmara deve aprovar esta semana parecer da deputada Maria do
Rosário (PT-RS) ao projeto que estabelece marco regulatório da economia
solidária, setor que reúne 20 mil cooperativas de trabalhadores e responde por
8% do PIB.
Mistério...
Enquanto militares técnicos da FAB se debruçam sobre os dados coletados
do monomotor experimental que caiu com o ex-senador Roger Molina em Luziânia
(GO), a Polícia Civil de Goiânia não descarta nem a tese de sabotagem do
aparelho.
...no ar
Molina, asilado no Brasil desde que fugiu da Bolívia, revelou há três
meses na entrevista à e-webtv da Coluna que pretende voltar a La Paz ano que
vem e se candidatar. Ele acusa o presidente Evo Morales de narcotráfico. Molina
até ontem estava em estado crítico após a queda do avião que pilotava.
Muy amigo
Aliados do ex-governador Sérgio Cabral acharam estranha a entrevista do
vice-governador do Rio, Francisco Dornelles, à revista Veja, com críticas a
Cabral. Dizem que em 2006, Sérgio Cabral cuidou pessoalmente e coordenou a
campanha do então candidato a senador Dornelles, e que até pouco tempo, o atual
vice tratava Cabral como um amigo querido.
Cerco à pirataria
O Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro segue país adentro com
as palestras de conscientização e por melhorias na lei contra o contrabando.
Após São Paulo e Rio, hoje ocorre em Brasília, com presença dos ministros
Torquato Jardim (Justiça) e Augusto Nardes (TCU).
Tribo motorizada
Um exemplo de como é possível fazer tanto com tão pouco. A Funai do
Amapá ganhou 23 geradores de energia, sete lanchas tipo ‘voadeira’ (com seis
motores), que vão beneficiar 21 comunidades indígenas na região. Tudo isso com
R$ 780 mil de emenda parlamentar do senador Davi Alcolumbre e aval do
presidente da Funai, Franklinberg Martins.
Letras brasilienses
No dia 22, o advogado e ex-presidente da OAB Marcus Vinicius entrará
para a Academia Brasiliense de Letras. Ele tem mais de dez livros publicados e
assumirá a cadeira que foi do ministro Fontes de Alencar, do STJ.
Ponto Final
“O Brasil está saindo da maior crise de sua História”
Do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que vive numa redoma palaciana
Do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que vive numa redoma palaciana

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