Fotografia analógica ganha
festival em BH
Thais Oliveira
Hobby – Rafael Rasone diz ter usado mais de 100 rolos de filmes ao longo
de sua vida
Enquanto a maioria opta pela agilidade da fotografia digital, há quem
esteja se movimentado em direção justamente oposta. Criado por amantes da
fotografia analógica, o coletivo M.A.F.I.A resolveu mostrar como a experiência
de revelar um filme pode ser única por meio do 1º Rolê Analógico, a ser
realizado amanhã no Baixo Centro Cultural.
Será um dia inteiro de atividades que inclui oficinas, caminhada pelas
ruas para fotografar, exposições, exibição de filmes e feira de fotografias e
publicações impressas.
O produtor cultural e DJ Rafael Rasone, um dos fundadores do coletivo,
explica que a ideia surgiu após participar de uma feira de revelação e perceber
que há muita gente interessada na fotografia analógica na cidade.
Conforme Rasone, a proposta do evento é atrair tanto quem já entende do
assunto quanto aqueles que querem aprender. O produtor cultural adverte, porém,
que o festival não se propõe a criar um mercado, mas, sim, fomentá-lo. “A ideia
é juntar pessoas para trocar experiências e informações”.
Paixão
Em tempos de selfie e superexposição em redes sociais, curiosamente, Rasone nunca teve uma câmera digital em seus 36 anos de vida. “Ganhei minha primeira câmera analógica com uns 6 ou 7 anos de idade”, lembra. Desde então, teve várias máquinas do tipo e simplesmente não passou por sua cabeça ter uma câmera digital. “Acho que foi influência da minha família. Isso foi acontecendo naturalmente e se tornou um hobby”, diz.
Em tempos de selfie e superexposição em redes sociais, curiosamente, Rasone nunca teve uma câmera digital em seus 36 anos de vida. “Ganhei minha primeira câmera analógica com uns 6 ou 7 anos de idade”, lembra. Desde então, teve várias máquinas do tipo e simplesmente não passou por sua cabeça ter uma câmera digital. “Acho que foi influência da minha família. Isso foi acontecendo naturalmente e se tornou um hobby”, diz.
Apesar da paixão pelo analógico, Rasone entende que o digital também tem
sua importância. “A foto se tornou uma arte mais acessível. Pessoas que antes
não ligavam tanto para foto, agora lembram de registrar os momentos com o
celular. Acho que a importância do analógico e do digital é a mesma”,
considera.
Mesmo assim, ele não pensa em trocar suas câmeras analógicas. Para se
ter uma ideia, o DJ guarda todos os negativos desde criança e acredita ter hoje
ao menos 4 mil fotos nesse estado. “É muito legal revelar um filme. Aquela
imagem se torna meio que eterna. É uma experiência diferente. Nunca se sabe
como a foto vai sair. É sempre uma surpresa. É emocionante”, vibra.
Programação
As mesmas sensações o público poderá experimentar durante o festival com as oficinas de fotos. “Vamos ensinar de como se coloca o filme na câmera até a magia que é fazer a ampliação. Todos vão poder também aprender como se revela uma foto, processo esse que pode ser feito até em casa”, adianta Rasone.
As mesmas sensações o público poderá experimentar durante o festival com as oficinas de fotos. “Vamos ensinar de como se coloca o filme na câmera até a magia que é fazer a ampliação. Todos vão poder também aprender como se revela uma foto, processo esse que pode ser feito até em casa”, adianta Rasone.
O Rolê Analógico contará também com uma mostra de slides e narrativas da
artista Maria Macedo e um varal de trocas aberto para quem quiser levar fotos
para trocar, doar ou vender. Haverá ainda a feira Analog Zine com os
expositores Wagner Luiz, Pixel & Prata, Beto Mordente, Quituts Vegan,
Bicirangos do Valente, Bicirando do Botequim, Miguel Aun, Fernando Biagioni
(químicos) e Neto Macedo (químicos).

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