Leida Reis
Alguns personagens ”viralizam” na
internet com seus exemplos incomparáveis. Numa vila da República Tcheka, uma
mulher de 87 anos embeleza a casa dos vizinhos, pintando-as com motivos
florais, gratuitamente. Agnes Kasparkova justifica seu gesto com a intenção de
deixar o mundo mais bonito. O relato do caso está em diversos blogs e portais,
e aparece algumas vezes no Facebook no meio do tiroteio político.
Por aqui, temos a artista plástica Lêda Gontijo com 101 anos encantando nossos olhos com suas esculturas e nossas almas com sua força. “Descobriram que não sou velha”, brinca a diva, contando não ter problema de visão e outras “doenças da idade”. O que a faz acordar todos os dias otimista com o dia iniciante? O amor ao trabalho.
O poeta que voltou a morar na Amazônia, Thiago de Mello, faz 90 anos e continua tecendo poesia. Seu próximo livro nem será de poemas, mas de lembranças dos amigos que fez pela vida afora. Longe de todos, morando perto da floresta, ensina sobre a amizade: ela dispensa a presença. As lembranças de pessoas boas que dividiram momentos com ele vão compor sua nova obra. Tanta vitalidade tem também um amigo de Thiago, o escritor e jornalista Carlos Heitor Cony, igualmente nonagenário.
Uma entrevistada da matéria “Loucos pela Filarmônica”, publicada na edição de ontem do Hoje em Dia, tem 83 anos e está estudando violão, depois de anos de convivência com um outro instrumento musical, o piano. Elena de Magalhães Lima é pura vitalidade e bem poderia ser confundida com alguém de 60 anos.
Essas pessoas não estão divididas entre pedir o impeachment da presidente Dilma ou defender o PT. Longe de serem alienadas, apenas deixam rastros que vão além de um posicionamento político – fundamental, claro. O que elas têm de diferente é a mensagem que nos deixam, de que o amor ao trabalho, a gentileza, o reconhecimento do outro, da importância do outro, são o segredo da longevidade. Não sei como se alimentam, se fazem atividade física, mas completam anos e gozam de saúde por viverem sem reclamar. A arte ajuda? Sim, mas não é só a arte o alimento imprescindível. O sentimento é que vai à frente.
Por aqui, temos a artista plástica Lêda Gontijo com 101 anos encantando nossos olhos com suas esculturas e nossas almas com sua força. “Descobriram que não sou velha”, brinca a diva, contando não ter problema de visão e outras “doenças da idade”. O que a faz acordar todos os dias otimista com o dia iniciante? O amor ao trabalho.
O poeta que voltou a morar na Amazônia, Thiago de Mello, faz 90 anos e continua tecendo poesia. Seu próximo livro nem será de poemas, mas de lembranças dos amigos que fez pela vida afora. Longe de todos, morando perto da floresta, ensina sobre a amizade: ela dispensa a presença. As lembranças de pessoas boas que dividiram momentos com ele vão compor sua nova obra. Tanta vitalidade tem também um amigo de Thiago, o escritor e jornalista Carlos Heitor Cony, igualmente nonagenário.
Uma entrevistada da matéria “Loucos pela Filarmônica”, publicada na edição de ontem do Hoje em Dia, tem 83 anos e está estudando violão, depois de anos de convivência com um outro instrumento musical, o piano. Elena de Magalhães Lima é pura vitalidade e bem poderia ser confundida com alguém de 60 anos.
Essas pessoas não estão divididas entre pedir o impeachment da presidente Dilma ou defender o PT. Longe de serem alienadas, apenas deixam rastros que vão além de um posicionamento político – fundamental, claro. O que elas têm de diferente é a mensagem que nos deixam, de que o amor ao trabalho, a gentileza, o reconhecimento do outro, da importância do outro, são o segredo da longevidade. Não sei como se alimentam, se fazem atividade física, mas completam anos e gozam de saúde por viverem sem reclamar. A arte ajuda? Sim, mas não é só a arte o alimento imprescindível. O sentimento é que vai à frente.

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